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Conversas extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelam sua influência sobre conteúdos jornalísticos do portal Metrópoles, incluindo alterações em reportagens, sugestões de pautas e pedidos para impedir publicações. Segundo reportagem do Estadão Conteúdo, publicada pelo Diário de Pernambuco nesta quinta-feira (15), a CEO do Metrópoles, Lilian Tahan, encaminhava textos ao então […]

Conversas extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelam sua influência sobre conteúdos jornalísticos do portal Metrópoles, incluindo alterações em reportagens, sugestões de pautas e pedidos para impedir publicações.

Segundo reportagem do Estadão Conteúdo, publicada pelo Diário de Pernambuco nesta quinta-feira (15), a CEO do Metrópoles, Lilian Tahan, encaminhava textos ao então proprietário do Banco Master antes da publicação e atendia a solicitações feitas pelo empresário.

Os diálogos foram encontrados no celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal durante as investigações sobre suspeitas de fraude de R$ 12 bilhões contra o sistema financeiro. As conversas também registram reuniões presenciais entre o banqueiro e a executiva, que intermediava encontros com o proprietário do portal, o ex-senador Luiz Estevão.

Um dos episódios ocorreu em 2 de abril de 2025, quando o Metrópoles preparava uma reportagem sobre rumores de que o BTG Pactual teria apresentado uma proposta de R$ 1 para adquirir ativos do Banco Master.

Vorcaro contestou a informação e encaminhou um desmentido. A jornalista respondeu que o conteúdo seria retirado. O banqueiro também orientou a maneira como a notícia deveria ser apresentada, defendendo que o texto apenas desmentisse a existência da proposta.

Horas depois, Tahan enviou o link da matéria publicada e afirmou que poderia realizar novas alterações. “Não publicarei sem nos falarmos”, escreveu a executiva.

Em 10 de abril, outra conversa envolveu uma reportagem que comparava os balanços do Banco de Brasília (BRB) e do Master. Após receber o rascunho, Vorcaro questionou os números relativos à carteira de crédito de sua instituição e sugeriu a inclusão de valores vinculados a fundos, apontando um total de R$ 52 bilhões. A mudança foi aceita.

No dia seguinte, a CEO encaminhou ao empresário uma reportagem sobre uma reunião dele com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Antes da publicação, perguntou se havia alguma observação e se colocou à disposição para fazer alterações.

As intervenções também atingiram informações sobre empresas relacionadas aos negócios do Master. Em 27 de maio, Tahan apresentou uma prévia de reportagem sobre a compra de ativos bilionários do banco pelo BTG Pactual, incluindo referências ao Hotel Fasano, Light, Pão de Açúcar e Hapvida.

Vorcaro pediu que a Hapvida fosse retirada do texto. A executiva concordou, e a reportagem foi publicada sem a referência à empresa.

Em julho, o empresário voltou a interferir, desta vez na manchete de uma reportagem sobre a entrega de documentos ao Banco Central para a conclusão da venda do Master ao BRB.

Vorcaro sugeriu substituir a abordagem sobre a etapa final da negociação por uma manchete indicando que o Banco Central poderia aprovar a operação nos dias seguintes. A alteração foi aceita pela jornalista.

Apesar da expectativa apresentada naquele momento, a operação de compra do Master pelo BRB acabou vetada pelo Banco Central em setembro de 2025. A instituição financeira de Vorcaro foi liquidada em novembro do mesmo ano.

Os diálogos também mostram pedidos relacionados à cobertura política do portal. O banqueiro solicitou que o Metrópoles reduzisse temporariamente o espaço destinado a Ricardo Cappelli (PSB), candidato ao Governo do Distrito Federal e crítico da negociação entre Master e BRB.

“Esse Cappelli, você não consegue dar uma freada essa semana? Depois ele volta!”, escreveu Vorcaro. Lilian Tahan respondeu: “Deixa comigo”.

Outro episódio, registrado em 22 de outubro de 2025, envolveu uma reportagem sobre a relação financeira entre a Oncoclínicas e o Banco Master.

A executiva encaminhou uma prévia do texto, que tratava da possibilidade de conversão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) em ações, e perguntou se a publicação causaria algum incômodo ao empresário.

Vorcaro respondeu que sim, contestou as informações divulgadas pela Oncoclínicas e afirmou que havia erros no conteúdo. Diante da manifestação, Tahan decidiu não publicar a reportagem.

As mensagens também revelaram contatos do empresário com Frederic Kachar, então CEO da Editora Globo. O executivo foi demitido nesta quinta-feira (15).

Procurada pela reportagem do Estadão Conteúdo, Lilian Tahan não havia se manifestado até a publicação da notícia.

Fonte: Estadão Conteúdo/Diário de Pernambuco
Foto: Divulgação/Banco Master

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CEO do Grupo Globo é demitido após vazamento de conversas com Daniel Vorcaro

O Grupo Globo anunciou nesta quinta-feira (15) a demissão de Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio. A decisão ocorreu após a empresa ter acesso a conversas mantidas pelo executivo com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo comunicado do Grupo Globo, as mensagens foram trocadas entre outubro de 2023 e julho de 2025 […]

O Grupo Globo anunciou nesta quinta-feira (15) a demissão de Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio. A decisão ocorreu após a empresa ter acesso a conversas mantidas pelo executivo com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Segundo comunicado do Grupo Globo, as mensagens foram trocadas entre outubro de 2023 e julho de 2025 e, na avaliação da empresa, revelaram uma “relação inadequada do executivo com um anunciante”.

Kachar comandava operações que incluíam os jornais O Globo, Extra e Valor Econômico, as revistas da Editora Globo e o Sistema Globo de Rádio, responsável por emissoras como a CBN.

As conversas foram extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro e incluíam discussões sobre contratos publicitários, patrocínios de eventos e conteúdos publicados por veículos do grupo.

Em uma das trocas divulgadas, Vorcaro pediu ajuda para ampliar a exposição da marca da influenciadora Martha Graeff, então sua namorada. Kachar respondeu mencionando a possibilidade de pautar veículos da Editora Globo e discutir espaço em publicações como Vogue e Marie Claire.

Outros diálogos mostram o ex-banqueiro fazendo questionamentos sobre reportagens relacionadas ao Banco Master e jornalistas do grupo. Em algumas situações, Kachar indicou que avaliaria as reclamações; em outras, defendeu a autonomia editorial e afirmou que as matérias apresentavam diferentes lados dos fatos.

Na nota sobre o desligamento, a empresa afirmou que teve acesso ao conteúdo das conversas nesta quarta-feira (14) e reafirmou “a absoluta independência editorial do jornalismo de seus veículos”.

O Grupo Globo também destacou a cobertura realizada sobre o caso Banco Master como demonstração de seu compromisso com os princípios editoriais da empresa.

Frederic Kachar trabalhou durante 29 anos no grupo. O nome de quem assumirá a direção da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio ainda será divulgado.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (15) que o apoio de integrantes do PL ao fim da escala 6×1 ocorreu por “medo eleitoral”. Segundo ele, o partido pretende modificar a medida posteriormente. A declaração foi dada em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos. Alckmin relacionou a mudança de posição do PL […]

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (15) que o apoio de integrantes do PL ao fim da escala 6×1 ocorreu por “medo eleitoral”. Segundo ele, o partido pretende modificar a medida posteriormente.

A declaração foi dada em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos. Alckmin relacionou a mudança de posição do PL à reta final da eleição presidencial.

“Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e têm a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade”, afirmou.

A fala ocorre um dia depois de o Senado aprovar, em dois turnos, a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1, reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) votou a favor da proposta de forma remota. Antes disso, havia criticado a medida e classificado a discussão como oportunista, mas anunciou mudança de posição na terça-feira (13), afirmando que atenderia ao desejo da maioria dos trabalhadores.

Mesmo depois do voto favorável, integrantes da campanha de Flávio sinalizaram a representantes do setor empresarial que uma revisão da medida poderá ser defendida caso ele seja eleito. Segundo informações divulgadas pelo Broadcast/Estadão, o recado teria sido transmitido a pedido do próprio candidato.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também afirmou nesta semana que o partido pretende tentar votar em 2027 uma proposta que estabelece pagamento por hora trabalhada e maior flexibilidade na definição das jornadas.

Alckmin utilizou essas manifestações para sustentar a avaliação de que o apoio do PL à PEC ocorreu por razões eleitorais. A afirmação, no entanto, representa a avaliação política do vice-presidente sobre a mudança de posição da legenda.

Durante a mesma entrevista, Alckmin também tratou da política fiscal. Ele defendeu a redução de despesas públicas, mas afirmou que o ajuste deve se concentrar no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem atingir aposentados.

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada nesta quarta-feira (14) pelo Senado com 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos. Como o texto já havia passado pela Câmara dos Deputados, segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.

Fonte: Diário de Pernambuco/Estadão Conteúdo
Foto: Reprodução

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A aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 no Brasil repercutiu nesta quinta-feira (15) em veículos internacionais. Jornais e agências destacaram a redução da jornada de trabalho e relacionaram a medida à disputa do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. The Guardian, Le Monde, El País, Reuters, Deutsche Welle e Associated Press […]

A aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 no Brasil repercutiu nesta quinta-feira (15) em veículos internacionais. Jornais e agências destacaram a redução da jornada de trabalho e relacionaram a medida à disputa do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

The Guardian, Le Monde, El País, Reuters, Deutsche Welle e Associated Press estão entre os veículos que deram destaque à aprovação da proposta pelo Senado.

O britânico The Guardian apresentou a mudança como uma vitória política para o presidente Lula (PT) antes do segundo turno. A reportagem também lembrou que Flávio Bolsonaro (PL) havia se posicionado contra a medida anteriormente, mas mudou de posição na reta final e votou a favor.

O francês Le Monde destacou que o Parlamento brasileiro aprovou a redução da jornada prometida por Lula. Já o espanhol El País tratou a mudança como uma conquista que amplia de um para dois os dias de descanso de milhões de trabalhadores e também apontou reflexos políticos para o presidente.

A Reuters ressaltou que a proposta recebeu apoio de parlamentares de diferentes campos políticos, incluindo Flávio, adversário de Lula no segundo turno e que havia feito críticas anteriores à redução da jornada.

A Deutsche Welle também relacionou a aprovação ao cenário eleitoral brasileiro, enquanto a Associated Press classificou a votação como um resultado político relevante para Lula às vésperas da eleição presidencial.

A repercussão ocorre após o Senado aprovar, nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC 221/2019. O placar foi de 75 votos favoráveis e um contrário nas duas etapas. Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único senador a votar contra.

A proposta reduz de forma gradual a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana.

A primeira etapa entra em vigor 60 dias após a promulgação, quando o limite passa para 42 horas semanais. Um ano depois, a jornada máxima será reduzida para 40 horas.

Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto não depende de sanção presidencial. Após ter sido aprovado pela Câmara e pelo Senado, seguirá para promulgação pelas Mesas Diretoras do Congresso Nacional.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Le Monde

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A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), manifestou apoio à aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Nesta quinta-feira (15), ela afirmou que a medida representa avanço na qualidade de vida dos trabalhadores. Em publicação nas redes sociais, Raquel afirmou que sempre foi favorável ao fim da escala em que […]

A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), manifestou apoio à aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Nesta quinta-feira (15), ela afirmou que a medida representa avanço na qualidade de vida dos trabalhadores.

Em publicação nas redes sociais, Raquel afirmou que sempre foi favorável ao fim da escala em que o trabalhador atua seis dias para ter um de descanso.

“Quem trabalha também merece tempo pra viver, cuidar da família e descansar!”, escreveu a governadora.

Raquel acrescentou que considera o tempo fora do trabalho parte da dignidade do trabalhador. “Sempre fui a favor do fim da escala 6×1 porque acredito que dignidade também é ter tempo pra aproveitar a vida além do trabalho”, declarou.

Ao comentar a aprovação da proposta, a governadora classificou a mudança como um avanço para os trabalhadores.

“A aprovação dessa pauta representa um passo importante na luta por mais qualidade de vida e respeito aos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.

A manifestação ocorreu após o Senado aprovar, nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC 221/2019. O placar foi de 75 votos favoráveis e um contrário nas duas votações.

A proposta reduz de forma gradual a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e estabelece dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Com a conclusão da votação no Senado, a PEC segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

Imagem: Reprodução/Instagram

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Flávio Bolsonaro (PL) votou de forma remota, na noite desta quarta-feira (14), a favor da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. O senador, que cumpria agenda de campanha em Porto Alegre, anunciou o apoio à proposta apenas um dia antes da votação, depois de fazer críticas à medida. O voto de Flávio […]

Flávio Bolsonaro (PL) votou de forma remota, na noite desta quarta-feira (14), a favor da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. O senador, que cumpria agenda de campanha em Porto Alegre, anunciou o apoio à proposta apenas um dia antes da votação, depois de fazer críticas à medida.

O voto de Flávio foi registrado enquanto o candidato à Presidência cumpria compromissos no Rio Grande do Sul. A PEC 221/2019 acabou aprovada pelo Senado em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação.

Até os últimos dias antes da análise da proposta, Flávio apresentava ressalvas ao texto e questionava os possíveis impactos da redução da jornada para empresas e empregos.

A mudança pública de posição ocorreu na terça-feira (13), após o senador visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Na ocasião, Flávio confirmou que votaria pelo fim da escala 6×1, embora mantivesse críticas a pontos da PEC.

“A gente defende algo ainda melhor, eu queria a liberdade pro trabalhador montar sua escala de trabalho”, declarou. O candidato acrescentou que seu voto seria dado “de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”.

Flávio também afirmou que a redução da jornada poderia gerar custos adicionais para as empresas e defendeu que o governo criasse mecanismos de compensação.

Antes de anunciar o voto favorável, o senador vinha sendo questionado sobre sua posição em relação à proposta. O assunto ganhou espaço na campanha presidencial depois que Lula (PT), defensor da redução da jornada, passou a cobrar publicamente uma definição do adversário.

Mesmo depois de anunciar o apoio à PEC, Flávio sinalizou a empresários que poderia defender alterações na legislação sobre jornada de trabalho no próximo ano. A proposta mencionada por integrantes do PL prevê maior flexibilidade para a definição das escalas.

A PEC aprovada pelo Senado reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

A mudança será implementada de forma gradual. O texto também prevê medidas transitórias voltadas à manutenção dos empregos e à redução de possíveis impactos para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Como a proposta já havia passado pela Câmara dos Deputados e foi aprovada pelo Senado, segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) comemorou, na noite desta quarta-feira (14), a aprovação pelo Senado da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. O texto foi aprovado em dois turnos e agora segue para promulgação pelo Congresso. Lula acompanhou […]

O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) comemorou, na noite desta quarta-feira (14), a aprovação pelo Senado da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. O texto foi aprovado em dois turnos e agora segue para promulgação pelo Congresso.

Lula acompanhou a votação do Palácio da Alvorada, em Brasília, ao lado de aliados. Nas redes sociais, afirmou que a mudança representa mais tempo de descanso e convivência para os trabalhadores.

“Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras”, escreveu o presidente.

Na mesma publicação, Lula afirmou que o fim da escala 6×1 vai além da alteração na jornada de trabalho. Segundo ele, a mudança significa “mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida”.

A redução da jornada de trabalho tornou-se uma das bandeiras defendidas pelo petista na campanha à reeleição. O governo e aliados intensificaram a defesa da proposta durante a tramitação no Congresso, enquanto o tema também passou a ocupar espaço na disputa presidencial.

A PEC 221/2019 foi aprovada pelo Senado em primeiro e segundo turnos por 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

O texto reduz a duração máxima semanal do trabalho de 44 para 40 horas, prevê dois dias de repouso remunerado por semana e impede redução salarial. A implementação será feita de forma gradual.

Como a proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e não sofreu alteração que obrigue uma nova análise dos deputados, a tramitação legislativa foi encerrada. O Senado informou que será convocada uma sessão solene do Congresso Nacional para a promulgação da emenda constitucional.

Depois da aprovação, pessoas que acompanhavam a sessão no plenário do Senado entoaram um coro com o nome de Lula.

O presidente também publicou um vídeo em que aparece acompanhando a divulgação do placar ao lado de aliados, entre eles o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e Sidônio Palmeira, licenciado da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

A aprovação ocorre na reta final do segundo turno da eleição presidencial. A votação que definirá a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) está marcada para 25 de outubro.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Senado aprova em dois turnos PEC que acaba com escala 6×1

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário tanto no primeiro quanto no segundo […]

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.

A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário tanto no primeiro quanto no segundo turno. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A votação das duas etapas no mesmo dia foi possível após a aprovação de um requerimento de calendário especial, que dispensou o intervalo regimental entre os turnos.

O texto altera a Constituição para substituir a escala de seis dias de trabalho por um de descanso por uma jornada com dois dias de repouso semanal remunerado. A redução da carga horária será feita de forma gradual até chegar ao limite de 40 horas semanais.

A PEC já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e foi mantida pelo Senado sem alterações no conteúdo principal. Com a conclusão da votação nas duas Casas, o texto segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

A proposta estabelece ainda que a redução da jornada não poderá provocar diminuição dos salários. A implementação das novas regras ocorrerá de forma progressiva após a promulgação.

A votação ocorreu em meio à campanha presidencial. O tema é defendido pelo presidente Lula (PT), candidato à reeleição, e também passou a contar nesta semana com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL).

Na terça-feira (13), Flávio havia anunciado que votaria a favor da PEC. Nesta quarta, participou da votação de forma remota e registrou voto favorável à proposta.

Durante a discussão no Senado, parlamentares contrários ou críticos ao texto levantaram preocupações sobre os impactos da redução da jornada para empresas e defenderam medidas de compensação, especialmente para setores com maior necessidade de funcionamento contínuo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a votação e afirmou que a mudança terá impacto direto na rotina dos trabalhadores.

A PEC precisava de pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno para ser aprovada. O placar de 75 a 1 superou com ampla margem o mínimo exigido pela Constituição.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

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A primeira pesquisa Quaest realizada após a definição do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento […]

A primeira pesquisa Quaest realizada após a definição do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento mostra ainda 9% dos entrevistados declarando voto branco, nulo ou que não irão votar, enquanto 1% está indeciso.

Na última simulação de segundo turno feita pela Quaest, divulgada em 3 de outubro, antes da votação do primeiro turno, Flávio aparecia com 44% e Lula com 42%. Portanto, os dois candidatos oscilaram dois pontos percentuais para cima na comparação com aquele levantamento.

No mesmo período, o percentual de eleitores que declaravam voto branco, nulo ou que não iriam votar caiu de 13% para 9%. Os indecisos permaneceram em 1%.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre a possibilidade de mudança do voto. Para 91%, a escolha do candidato já é definitiva. Outros 9% afirmaram que ainda podem mudar de decisão até o segundo turno.

Rejeição

A Quaest mediu ainda a rejeição dos dois candidatos. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 54% dos entrevistados, enquanto Lula registra 53%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 43% das intenções de voto, contra 42% de Lula. Nesse cenário, 8% dizem que pretendem votar em branco ou nulo, e 7% estão indecisos.

A pesquisa divulgada nesta quarta ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.

A pesquisa anterior, utilizada para comparação, ouviu 3.702 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro e também tinha margem de erro de dois pontos percentuais.

Foto: Reprodução

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Quaest votos válidos, Flávio Bolsonaro com 51% e Lula 49%

Considerando apenas os votos válidos, a primeira pesquisa Quaest do segundo turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49%. Os candidatos permanecem em empate técnico dentro da margem de erro do levantamento. Os votos válidos desconsideram as respostas de quem pretende votar em branco ou nulo. É […]

Considerando apenas os votos válidos, a primeira pesquisa Quaest do segundo turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49%. Os candidatos permanecem em empate técnico dentro da margem de erro do levantamento.

Os votos válidos desconsideram as respostas de quem pretende votar em branco ou nulo. É esse o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado oficial da eleição.

No cenário geral divulgado nesta quarta-feira (14), Flávio aparece com 46% das intenções de voto e Lula com 44%. Outros 9% afirmam que votarão em branco, nulo ou que não irão votar, enquanto 1% está indeciso.

Com a exclusão desses percentuais e o cálculo sobre os votos válidos, Flávio chega a 51% e Lula a 49%.

Apesar da vantagem numérica de dois pontos percentuais para o candidato do PL, a pesquisa aponta empate técnico. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Rejeição

A Quaest também identificou índices próximos de rejeição: Flávio é rejeitado por 54% dos entrevistados, enquanto Lula registra 53%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 43% das intenções de voto, contra 42% de Lula. Nesse cenário, 8% dizem que pretendem votar em branco ou nulo, e 7% estão indecisos.

O levantamento ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 10 e 13 de outubro. O nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.

Foto: Reprodução

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Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição brasileira ampliaria a rede de governos latino-americanos alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A avaliação é do jornal norte-americano The New York Times, que aponta o Brasil como uma das principais peças ainda fora desse grupo. A análise ocorre após uma […]

Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição brasileira ampliaria a rede de governos latino-americanos alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A avaliação é do jornal norte-americano The New York Times, que aponta o Brasil como uma das principais peças ainda fora desse grupo.

A análise ocorre após uma sequência de vitórias eleitorais de candidatos de direita na América Latina. De acordo com o jornal, sete eleições presidenciais realizadas na região nos últimos 18 meses terminaram com representantes desse campo político no poder.

Para o NYT, o peso territorial, econômico e populacional do Brasil torna a eleição de 25 de outubro especialmente relevante para a política dos Estados Unidos na região.

O jornal também destaca a proximidade política de Flávio com Trump. O candidato do PL já defendeu maior cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado e sinalizou interesse em aproximar o país de iniciativas norte-americanas voltadas ao enfrentamento de cartéis e facções.

A política de segurança adotada por Trump na América Latina inclui a classificação de organizações criminosas como grupos terroristas e operações contra estruturas ligadas ao tráfico de drogas.

Especialistas ouvidos pelo jornal, porém, levantam questionamentos sobre a eficácia dessas medidas e os possíveis impactos sobre a soberania dos países da região. A reportagem também lembra as tensões entre os governos de Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o atual governo brasileiro, Trump adotou medidas de pressão econômica e política contra o Brasil. Lula, por sua vez, tem defendido que os países latino-americanos preservem sua autonomia diante das ações de Washington.

O NYT também relaciona as propostas de segurança de Flávio Bolsonaro ao modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. O candidato brasileiro já citou a experiência salvadorenha ao tratar do enfrentamento às facções criminosas.

A avaliação publicada pelo jornal norte-americano não representa uma projeção do resultado da eleição brasileira, mas uma análise sobre os possíveis efeitos geopolíticos de uma eventual vitória de Flávio no segundo turno.

Fonte: Diário de Pernambuco/The New York Times
Foto: Reprodução

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A base do governo no Senado conseguiu as assinaturas necessárias para apresentar um calendário especial e tentar levar a PEC da Segurança Pública à votação ainda nesta quarta-feira (14). A proposta teve sua análise concluída pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela manhã e já está no plenário. O líder do MDB no Senado, […]

A base do governo no Senado conseguiu as assinaturas necessárias para apresentar um calendário especial e tentar levar a PEC da Segurança Pública à votação ainda nesta quarta-feira (14). A proposta teve sua análise concluída pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela manhã e já está no plenário.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), reuniu as assinaturas necessárias para o requerimento que permite acelerar a tramitação da PEC 18/2025.

A expectativa entre interlocutores da Casa é de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), possa colocar o requerimento em votação depois da análise da PEC que prevê o fim da escala 6×1, aproveitando o quórum de senadores no plenário.

A movimentação representa uma mudança em relação ao cenário da manhã desta quarta, quando ainda não havia definição sobre uma votação imediata da PEC da Segurança.

A proposta inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e amplia a participação da União na coordenação das políticas de segurança. O texto também modifica atribuições das forças policiais, permite a criação de polícias municipais e estabelece regras mais rígidas para integrantes e lideranças de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares.

A oposição prepara uma emenda para tentar incluir a redução da maioridade penal durante a discussão no plenário. A medida não integra o texto aprovado pela CCJ.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em dois turnos.

Como o texto aprovado pela Câmara sofreu alterações no Senado, caso essas mudanças sejam mantidas no plenário, a proposta terá de retornar aos deputados para nova análise.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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O escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer firmou um contrato de até R$ 30 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, para atuar na tentativa de viabilizar a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), segundo reportagem de O Globo publicada nesta quarta-feira (14). O acordo foi assinado em 3 de setembro […]

O escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer firmou um contrato de até R$ 30 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, para atuar na tentativa de viabilizar a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), segundo reportagem de O Globo publicada nesta quarta-feira (14).

O acordo foi assinado em 3 de setembro de 2025 e previa R$ 10 milhões em honorários iniciais, divididos em duas parcelas de R$ 5 milhões, além de outros R$ 20 milhões condicionados à conclusão da operação após autorização do Banco Central.

A venda do Master ao BRB acabou vetada pela autoridade monetária e não foi concretizada. Por isso, os R$ 20 milhões vinculados ao êxito da transação não se tornaram devidos nas condições previstas no contrato.

Segundo O Globo, documentos e mensagens analisados pela reportagem mostram que o escritório deveria atuar em questões relacionadas ao Banco Central, em uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) e em tentativas de mediação com órgãos públicos envolvidos na negociação.

As conversas também mostram cobranças relacionadas aos pagamentos. Em uma mensagem de novembro de 2025, o publicitário Elsinho Mouco, interlocutor de Temer, afirmou a Vorcaro que havia recebido “a metade”. Os registros, porém, não permitem determinar qual valor efetivamente foi pago nem se os R$ 10 milhões iniciais foram quitados integralmente.

A reportagem também identificou contatos entre Temer e Vorcaro e tratativas para reuniões nos Emirados Árabes Unidos. Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2025, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.

A relação entre o banqueiro e o ex-presidente antecedia o contrato. Segundo O Globo, em 2023, Vorcaro procurou Temer para tratar de um documentário sobre sua trajetória política. Na ocasião, um fundo ligado à família de Vorcaro adquiriu uma cota de patrocínio de R$ 1 milhão para a produção.

O contrato advocatício, por si só, não representa imputação de crime ao ex-presidente ou ao seu escritório. Procurados por O Globo para comentar o caso, Temer e Elsinho Mouco não responderam.

Fonte: O Globo
Foto:Maria Isabel Oliveira

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PGR se manifesta contra afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado em setembro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o órgão, não há elementos concretos que justifiquem a medida. O afastamento de Andrei foi determinado por Mendonça em 8 de setembro e também atingiu […]

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado em setembro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o órgão, não há elementos concretos que justifiquem a medida.

O afastamento de Andrei foi determinado por Mendonça em 8 de setembro e também atingiu o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos dois. Horas depois, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu tanto a decisão de afastamento quanto a de reintegração, mantendo Andrei no cargo enquanto o caso seguia em análise.

No parecer encaminhado ao Supremo, a PGR afirmou que não foram apresentadas evidências suficientes de participação imprópria dos dirigentes da PF em atos ilícitos.

“A qualificação negativa do comportamento das autoridades policiais, para acarretar a drástica medida de afastamento, precisaria estar acompanhada de evidências da participação imprópria em atos ilícitos”, diz trecho do documento.

A manifestação é assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo vice-PGR, Hildebrando Chateaubriand, e pelos subprocuradores-gerais Antônio Teixeira e André Ramos.

Segundo a PGR, a posição hierárquica ocupada por Andrei e Almada, por si só, não seria suficiente para responsabilizá-los por eventuais irregularidades. O órgão também argumentou que o afastamento dos dois poderia produzir impactos sobre investigações e operações em andamento da Polícia Federal.

Mendonça havia determinado a medida sob a alegação de participação dos dirigentes da PF em um suposto monitoramento irregular e na produção de relatórios de inteligência sobre suas atividades.

O caso está relacionado às investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras e outros crimes envolvendo o antigo Banco Master.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Antonio Augusto/STF

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O Senado realiza nesta quarta-feira (14) a quinta e última sessão de discussão da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Na sequência, a proposta deve ser votada em primeiro turno, com possibilidade de conclusão dos dois turnos ainda no mesmo dia. A proposta é o único item da pauta do plenário nesta […]

O Senado realiza nesta quarta-feira (14) a quinta e última sessão de discussão da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Na sequência, a proposta deve ser votada em primeiro turno, com possibilidade de conclusão dos dois turnos ainda no mesmo dia.

A proposta é o único item da pauta do plenário nesta quarta-feira. O texto substitui o modelo de seis dias de trabalho e um de folga por uma jornada com cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, sem redução salarial.

Governistas também articulam a aprovação de um calendário especial para acelerar a tramitação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que já existem assinaturas suficientes para que o requerimento seja analisado.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), deverá apresentar o pedido nesta quarta. Caso o calendário especial seja aprovado, o intervalo regimental entre os dois turnos poderá ser dispensado, permitindo que a votação seja concluída ainda hoje.

Se o Senado aprovar o mesmo texto que já passou pela Câmara dos Deputados, sem alterações de mérito, a PEC poderá seguir para promulgação pelo Congresso Nacional.

A proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. Pela regra de transição, o limite cairia inicialmente para 42 horas, 60 dias após a promulgação. Doze meses depois, passaria para 40 horas.

O texto também garante dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos, e proíbe redução salarial em razão da mudança.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado no início de setembro. No plenário, quatro das cinco sessões obrigatórias de discussão já foram realizadas.

Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada turno.

A votação também ganhou peso na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro (PL), que vinha criticando a tramitação da PEC durante o período eleitoral, anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta.

Segundo Teresa Leitão, a mudança de posição do candidato contribuiu para ampliar o apoio entre senadores. A expectativa é que partidos de oposição liberem suas bancadas para que cada parlamentar vote de acordo com sua posição.

Fonte: O Globo
Foto: Brenno Carvalho

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Lula anuncia Pé-de-Meia de R$ 700 para universitários em eventual novo mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, anunciou nesta terça-feira (13) que pretende criar uma versão do programa Pé-de-Meia voltada a estudantes universitários caso vença o segundo turno. A proposta prevê pagamentos mensais de R$ 700 e a formação de uma reserva de R$ 10 mil ao final de um curso […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, anunciou nesta terça-feira (13) que pretende criar uma versão do programa Pé-de-Meia voltada a estudantes universitários caso vença o segundo turno. A proposta prevê pagamentos mensais de R$ 700 e a formação de uma reserva de R$ 10 mil ao final de um curso de quatro anos.

O anúncio foi feito por Lula em um vídeo publicado nas redes sociais, ao lado de jovens. Segundo o candidato, o benefício mensal seria pago durante dez meses de cada ano letivo.

Além dos R$ 700 mensais, a proposta prevê o depósito de R$ 2,5 mil ao fim de cada ano do curso. Em uma graduação de quatro anos, essa parcela formaria uma reserva de R$ 10 mil, que seria disponibilizada ao estudante após a conclusão.

“Como o curso é de quatro anos, quando ele se formar, ele terá R$ 10 mil para começar sua iniciação profissional”, afirmou Lula.

O presidente não detalhou, no anúncio, quais estudantes poderiam participar do programa, os critérios de renda, a estimativa de beneficiários, o impacto orçamentário nem a fonte dos recursos. A medida foi apresentada como uma proposta para um eventual novo mandato.

O Pé-de-Meia atualmente existente foi criado em 2024 e é destinado a estudantes do ensino médio público. O programa oferece incentivo financeiro para estimular a permanência e a conclusão dos estudos.

A proposta de ampliar o modelo para o ensino superior aparece na reta final da campanha presidencial.

Nesta terça-feira, Lula também passou parte da tarde e da noite em Brasília gravando programas para o horário eleitoral.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert

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A governadora Raquel Lyra (PSD) reafirmou nesta terça-feira (13) que pretende manter a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em agenda no bairro da Linha do Tiro, na Zona Norte do Recife, ela disse que não pretende ceder às pressões para aderir a […]

A governadora Raquel Lyra (PSD) reafirmou nesta terça-feira (13) que pretende manter a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em agenda no bairro da Linha do Tiro, na Zona Norte do Recife, ela disse que não pretende ceder às pressões para aderir a uma das campanhas.

Raquel voltou a definir sua posição como “pernambuquista”, expressão que utiliza desde 2022 para defender que os interesses de Pernambuco estejam acima das disputas partidárias nacionais.

“Meu compromisso com a população de Pernambuco é de colocar o interesse do povo pernambucano acima de qualquer discussão. Desde 2022, a gente vem falando sobre isso, demos um nome a isso, chama-se ‘pernambuquista’. É saber que terminou a eleição, desarmou o palanque, eu sou governadora de Pernambuco de novo”, afirmou.

A governadora também disse considerar que seu segundo mandato começou politicamente logo após o resultado das urnas, apesar de a nova posse ocorrer apenas em 2027.

Mesmo reafirmando que não apoiará nenhum dos dois candidatos à Presidência, Raquel voltou a agradecer ao presidente Lula pelas parcerias mantidas entre os governos estadual e federal ao longo de sua primeira gestão.

Ela citou obras em rodovias e barragens na Zona da Mata Sul e disse esperar avanços em projetos como o metrô do Recife e a Transnordestina.

“Espero que possa avançar com a questão do metrô, da Transnordestina, tudo isso tem a ver com colocar o interesse do povo acima de qualquer outra discussão. Vou continuar trabalhando e é para o povo de Pernambuco que eu preciso também dar todas as minhas justificativas, esclarecimentos e estou sempre à disposição para isso”, declarou.

A neutralidade de Raquel na disputa presidencial não é inédita. Em 2022, quando concorria ao Governo de Pernambuco, ela também optou por não declarar apoio no segundo turno da eleição para o Palácio do Planalto.

Neste ano, a postura voltou a provocar críticas de lideranças ligadas a Lula no estado. O deputado federal Carlos Veras (PT), coordenador da campanha do presidente em Pernambuco, e o senador Humberto Costa (PT) estão entre os nomes que defendem que as parcerias entre o Governo Federal e Pernambuco deveriam levar a governadora a se posicionar em favor da candidatura petista.

Raquel, no entanto, tem mantido o discurso de que a relação institucional com o Governo Federal deve continuar independentemente da disputa eleitoral.

Possíveis mudanças no secretariado

Durante a agenda desta terça-feira, a governadora também foi questionada sobre eventuais mudanças no secretariado para o segundo mandato.

Raquel evitou antecipar nomes ou pastas, mas admitiu que alterações podem ocorrer. Ela lembrou que sua gestão já realizou mudanças de funções e uma reforma administrativa ao longo do primeiro mandato.

“Durante o nosso governo teve gente que foi mudada de lugar, fizemos uma pequena reforma administrativa, acrescentamos secretarias. Separamos ali a questão da assistência à fome e combate à pobreza. O mais importante é a estratégia do que está sendo feito”, afirmou.

Segundo a governadora, a montagem da equipe deve considerar tanto a capacidade técnica quanto a articulação política.

“Nós começamos a trabalhar em Pernambuco garantindo um secretariado com competência técnica, com capacidade de sensibilidade política”, disse.

A última mudança mais ampla no primeiro escalão ocorreu em abril deste ano, quando oito pastas do Governo de Pernambuco tiveram alterações no comando. Parte das mudanças esteve relacionada à disputa eleitoral.

Entre os nomes envolvidos estava André Teixeira Filho, que deixou a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura para coordenar a campanha de reeleição de Raquel Lyra e retornou ao cargo após o encerramento do primeiro turno.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

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Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em Pernambuco no segundo turno, o deputado federal Mendonça Filho (PL) ampliou a mobilização em torno da candidatura no estado. Segundo o Diário de Pernambuco, o ex-ministro da Educação também passou a ser citado nos bastidores como possível integrante de um eventual governo de Flávio. Mendonça assumiu a […]

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em Pernambuco no segundo turno, o deputado federal Mendonça Filho (PL) ampliou a mobilização em torno da candidatura no estado. Segundo o Diário de Pernambuco, o ex-ministro da Educação também passou a ser citado nos bastidores como possível integrante de um eventual governo de Flávio.

Mendonça assumiu a coordenação estadual da campanha após terminar em terceiro lugar na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado. Ele recebeu 1.728.587 votos e, poucos dias depois do primeiro turno, foi escolhido para comandar a articulação de Flávio no estado.

Nesta terça-feira (13), o deputado reuniu lideranças políticas no Recife para alinhar as ações da reta final. A mobilização busca agregar nomes de diferentes partidos identificados com a direita, além de organizar agendas no interior e na Região Metropolitana.

Entre os compromissos já anunciados está uma visita do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, a Carpina, na Mata Norte, nesta quinta-feira (15). Mendonça também confirmou uma caminhada com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no Recife, no próximo dia 22.

A coordenação estadual ainda articula uma nova passagem de Flávio Bolsonaro por Pernambuco antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A data e o município, entretanto, ainda dependem da definição da agenda nacional do candidato.

A atuação na campanha também aumentou as especulações sobre o futuro político de Mendonça. De acordo com o Diário de Pernambuco, o deputado passou a ser mencionado por aliados como um possível nome para integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

A hipótese, até o momento, é uma articulação de bastidores. Não houve anúncio oficial de convite, definição de ministério ou composição de um eventual governo.

Mendonça já comandou o Ministério da Educação entre 2016 e 2018, durante o governo de Michel Temer. Neste ano, também participou das discussões sobre propostas para a área da educação no programa de Flávio.

Antes de assumir a coordenação do segundo turno, o parlamentar já havia atuado na organização da agenda do candidato do PL em Pernambuco durante a primeira fase da campanha.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto:  Rafael Souza

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou nesta terça-feira (13) apoio ao fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita na véspera da votação em primeiro turno da proposta no plenário da Casa. Em publicação nas redes sociais, Alcolumbre afirmou que a discussão sobre a jornada de trabalho precisa considerar os […]

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou nesta terça-feira (13) apoio ao fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita na véspera da votação em primeiro turno da proposta no plenário da Casa.

Em publicação nas redes sociais, Alcolumbre afirmou que a discussão sobre a jornada de trabalho precisa considerar os efeitos da rotina profissional sobre a vida dos trabalhadores.

“A discussão sobre a jornada de trabalho precisa olhar para a vida real das pessoas. Eu sei como vou votar”, escreveu.

O presidente do Senado também defendeu a mudança para uma escala com dois dias de descanso semanal. Segundo ele, a alteração representa mais tempo para descanso, convivência familiar e qualidade de vida.

A manifestação ocorre às vésperas da votação da PEC 221/2019, prevista para esta quarta-feira (14). A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso remunerado.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. No plenário, precisa ser aprovado em dois turnos.

Alcolumbre havia anunciado na última sexta-feira (9) que colocaria a matéria em votação após o cumprimento das sessões de discussão previstas no regimento.

O tema ganhou espaço na campanha presidencial nos últimos dias. Nesta terça-feira, Flávio Bolsonaro (PL) também anunciou que votará a favor da proposta, depois de anteriormente criticar a votação durante o período eleitoral.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Evaristo Sá/AFP

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A decisão foi tomada poucas horas depois de a coligação de Lula incluir o “Exército do Lula” entre os canais de comunicação declarados no registro da candidatura. Segundo Nunes Marques, a suspensão integral deixou de se justificar após o cumprimento da exigência que havia motivado a retirada do espaço do ar nesta terça-feira. O ministro […]

A decisão foi tomada poucas horas depois de a coligação de Lula incluir o “Exército do Lula” entre os canais de comunicação declarados no registro da candidatura.

Segundo Nunes Marques, a suspensão integral deixou de se justificar após o cumprimento da exigência que havia motivado a retirada do espaço do ar nesta terça-feira.

O ministro determinou, entretanto, que seja respeitado o intervalo de 48 horas contado a partir da comunicação do registro à Justiça Eleitoral. O prazo está previsto nas normas do TSE para a utilização de endereços eletrônicos oficiais de campanha.

O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e reúne mais de 4 milhões de inscritos. Ao fazer o registro, a coligação de Lula ressaltou que a providência foi adotada para cumprir a decisão judicial e que isso não significa que a campanha tenha assumido a administração do espaço.

Nesta terça, Nunes Marques havia suspendido novamente o canal sob o argumento de que seu endereço não havia sido informado formalmente à Justiça Eleitoral.

A decisão representou mais um capítulo de uma disputa iniciada após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acusar o canal de disseminar desinformação.

No fim de semana, Nunes Marques já havia determinado sua suspensão, mas a medida foi posteriormente derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Na segunda-feira (12), técnicos do TSE informaram que não encontraram, nas publicações analisadas entre 2 e 11 de outubro, reproduções dos conteúdos apontados como falsos no processo. O relatório também fez ressalvas sobre a atuação coordenada e a linguagem utilizada no canal.

A liberação após o registro não encerra a disputa judicial. A ação apresentada pela campanha de Flávio continua em tramitação no TSE.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

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Papa Leão XIV é diagnosticado com câncer de pulmão após retirada de nódulo

O papa Leão XIV, de 71 anos, foi diagnosticado com câncer de pulmão após passar por uma cirurgia nesta terça-feira (13), no Hospital Gemelli, em Roma. Durante o procedimento, os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito, e a análise do tecido confirmou um adenocarcinoma pulmonar. O diagnóstico foi confirmado durante a própria cirurgia, […]

O papa Leão XIV, de 71 anos, foi diagnosticado com câncer de pulmão após passar por uma cirurgia nesta terça-feira (13), no Hospital Gemelli, em Roma. Durante o procedimento, os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito, e a análise do tecido confirmou um adenocarcinoma pulmonar.

O diagnóstico foi confirmado durante a própria cirurgia, por meio de exame histológico. Segundo o Vaticano, a possibilidade de câncer já havia sido levantada nos exames realizados antes da operação.

Para garantir a retirada do tecido afetado, a equipe médica removeu o lobo inferior do pulmão direito por meio de uma técnica de cirurgia videoassistida.

O procedimento durou cerca de 90 minutos. Leão XIV permaneceu aproximadamente três horas na sala de cirurgia, considerando a preparação e os demais cuidados relacionados à intervenção.

De acordo com o boletim médico divulgado pela Santa Sé, a operação foi concluída com sucesso e sem complicações. O pontífice despertou normalmente após o procedimento e retornou ao quarto depois de um período de observação.

O nódulo havia sido identificado recentemente durante exames de rotina. No domingo (11), Leão XIV informou aos fiéis que a alteração havia sido descoberta em estágio inicial, estava localizada e que havia decidido seguir a recomendação médica para retirá-la.

O Vaticano informou anteriormente que a previsão é de aproximadamente uma semana de internação. As audiências públicas do papa foram suspensas até o dia 20 de outubro.

Ainda não foram divulgadas informações sobre eventual necessidade de tratamento complementar. Novos exames deverão avaliar, entre outros pontos, se há comprometimento de outras estruturas.

Leão XIV assumiu o pontificado em maio de 2025. Este é o primeiro problema de saúde de maior repercussão desde o início de seu pontificado.

Fonte: G1
Foto: Reprodução

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Mensagens obtidas em investigação da Polícia Federal apontam que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria financiado e participado da organização de uma estrutura de recrutamento de mulheres para festas privadas no Brasil e no exterior. Segundo o UOL, entre as recrutadas estavam estrangeiras e refugiadas. As conversas analisadas pela reportagem indicam que Vorcaro teria […]

Mensagens obtidas em investigação da Polícia Federal apontam que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria financiado e participado da organização de uma estrutura de recrutamento de mulheres para festas privadas no Brasil e no exterior. Segundo o UOL, entre as recrutadas estavam estrangeiras e refugiadas.

As conversas analisadas pela reportagem indicam que Vorcaro teria participado da escolha das mulheres, discutido pagamentos e financiado parte da estrutura utilizada nos encontros.

Segundo a reportagem, pelo menos R$ 4,3 milhões teriam sido destinados ao funcionamento da operação a partir de 2023. As mensagens citam recrutamento, viagens, hospedagens e eventos realizados no Brasil e no exterior.

Entre os casos mencionados está o de uma jovem ucraniana de 19 anos que havia deixado o país durante a guerra. Outras mulheres da Ucrânia, Rússia, Venezuela e Argentina também aparecem nos diálogos.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias do recrutamento e deslocamento dessas mulheres e apura a eventual ocorrência de crimes relacionados à exploração sexual e ao tráfico de pessoas.

A prostituição, por si só, não é crime no Brasil. A apuração busca esclarecer a atuação de terceiros e verificar se houve exploração, coação ou outras irregularidades.

As mensagens também mencionam uma agência que teria sido utilizada na organização das contratações. O proprietário contestou parte das informações sobre uma possível negociação envolvendo o negócio.

A existência das conversas não representa comprovação dos crimes investigados. Caberá à Polícia Federal analisar os elementos e definir eventuais providências.

A defesa de Daniel Vorcaro informou a reportagem que não se manifestaria sobre o caso.

Fonte: UOL
Foto: Reprodução

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1. A declaração representa uma mudança de posição do senador, que vinha criticando a votação da medida durante o segundo turno e, até a véspera, evitava dizer como se posicionaria no […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1. A declaração representa uma mudança de posição do senador, que vinha criticando a votação da medida durante o segundo turno e, até a véspera, evitava dizer como se posicionaria no Senado.

Flávio confirmou o voto após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Ao falar com jornalistas, afirmou que tomou a decisão depois de percorrer o país e ouvir trabalhadores.

“Eu estou rodando o Brasil. A maioria dos trabalhadores querem o fim da 6×1. Vou votar a favor do fim da 6×1”, declarou.

Apesar do apoio à proposta, Flávio disse continuar defendendo mudanças no modelo de jornada. Segundo ele, trabalhadores deveriam ter maior liberdade para negociar a distribuição das horas trabalhadas, inclusive levando em consideração situações como trabalho remoto e pessoas que precisam adequar a jornada à rotina familiar.

O posicionamento desta terça contrasta com as declarações dadas pelo candidato nos últimos dias. Flávio vinha criticando a decisão de colocar o fim da escala 6×1 em votação durante o período eleitoral e classificava a movimentação governista como oportunista.

Na segunda-feira (12), ao ser questionado diretamente por jornalistas sobre como votaria a proposta, Flávio não respondeu.

O candidato também afirmou que, caso seja eleito, pretende discutir uma forma de compensação às empresas pelos eventuais custos decorrentes da redução da jornada.

Segundo Flávio, a mudança poderá exigir novas contratações em determinados setores. Ele defendeu que o governo participe do custeio dessa transição, mas não apresentou detalhes sobre como a compensação seria financiada.

A PEC 221/2019 reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso por semana.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A votação em primeiro turno no plenário do Senado está prevista para esta quarta-feira (14). Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 dos 81 votos dos senadores em cada um dos dois turnos.

A mudança de posição de Flávio ocorre a 12 dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, e no momento em que o fim da escala 6×1 ganhou espaço no debate entre as duas campanhas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Nexus/BTG: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48%

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno, contra 48% de Lula (PT). Os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais. Considerando todos os entrevistados, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%. Outros […]

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno, contra 48% de Lula (PT). Os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Considerando todos os entrevistados, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%. Outros 5% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, e 2% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre os dias 10 e 12 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07997/2026.

Nos votos válidos, cálculo que desconsidera brancos e nulos, a diferença entre os candidatos é de quatro pontos percentuais. Com a margem de erro, Flávio pode variar entre 50% e 54%, enquanto Lula fica entre 46% e 50%, configurando empate técnico no limite da margem.

O resultado mantém um cenário próximo ao registrado pelo Datafolha na primeira pesquisa do segundo turno, que também apontou 52% dos votos válidos para Flávio e 48% para Lula.

Nas urnas, no primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, equivalentes a 56,1 milhões de votos. Lula recebeu 45,16%, ou 53,8 milhões.

A diferença entre os dois ficou abaixo de dois pontos percentuais, a menor registrada entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.

Foto: Estadão Conteúdo/Ricardo Stuckert

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Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% e Lula (PT) com 49% dos votos válidos no segundo turno. A diferença caiu de seis para dois pontos em cinco dias, e os candidatos estão tecnicamente empatados pela margem de erro. Na rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio aparecia com […]

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% e Lula (PT) com 49% dos votos válidos no segundo turno. A diferença caiu de seis para dois pontos em cinco dias, e os candidatos estão tecnicamente empatados pela margem de erro.

Na rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio aparecia com 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula. No levantamento atual, o candidato do PL oscilou dois pontos para baixo, enquanto o presidente avançou dois pontos.

O estudo foi realizado entre os dias 10 e 12 de outubro. Foram entrevistados 3 mil eleitores em 686 municípios das 27 unidades da Federação por meio de ligações para telefones celulares e fixos.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01209/2026.

O levantamento foi realizado pelo PoderData, empresa do grupo Poder360, com recursos próprios e parceria de divulgação do Aya Bancah.

A diferença entre os dois candidatos se aproxima do resultado registrado nas urnas no primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%, vantagem de 1,87 ponto percentual para o senador.

Nos recortes apresentados pela pesquisa, Lula aparece com 53% das intenções de voto entre as mulheres, contra 39% de Flávio. O candidato do PL registra vantagem no Centro-Oeste, com 55%, e no Sul, onde chega a 61%.

A rejeição dos candidatos apresentou pouca mudança. Entre os entrevistados, 46% afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, mesmo percentual da rodada anterior. A rejeição a Flávio passou de 43% para 44%.

O levantamento também mediu a avaliação do governo. Segundo o PoderData/Aya, 50% desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 44% aprovam. Outros 6% não souberam responder.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.

Imagem: Reprodução

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O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Pablo Marçal e Rony Gabriel (Podemos-RS) removam, em até 24 horas, um vídeo que associava uma manifestação em apoio a Lula, realizada em São Paulo, ao consumo de cocaína. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (12) e […]

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Pablo Marçal e Rony Gabriel (Podemos-RS) removam, em até 24 horas, um vídeo que associava uma manifestação em apoio a Lula, realizada em São Paulo, ao consumo de cocaína.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira (12) e atendeu a um pedido apresentado pelo PT à Justiça Eleitoral.

O conteúdo compartilhado nas redes sociais mostrava uma pessoa aparentemente consumindo uma substância e atribuía a cena ao ato realizado no domingo (11), na Avenida Paulista, em defesa da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A análise apresentada ao TSE, porém, mostrou que o vídeo já circulava antes da manifestação. A gravação havia sido publicada no X, no sábado (10), por uma conta localizada no Chile.

Para o ministro Marco Aurélio Bellizze, a utilização da imagem em um contexto diferente daquele em que foi originalmente divulgada pode configurar manipulação por descontextualização.

Na decisão, Bellizze afirmou que a reutilização de uma imagem anterior, associada posteriormente a outro acontecimento, pode criar aparência de prova para um fato que não ocorreu naquele evento.

O ministro também destacou que a situação ganha maior gravidade, em tese, quando o conteúdo é acompanhado de afirmações generalizadas sobre consumo de drogas e utilizado com finalidade eleitoral.

A determinação alcança o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o senador eleito Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal e o deputado federal eleito Rony Gabriel, que compartilharam o material nas redes sociais.

Os responsáveis pelas publicações têm prazo de 24 horas para retirar o conteúdo de seus perfis.

A decisão é liminar e ocorre durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial. O processo continuará sendo analisado pelo TSE.

Até a publicação da reportagem que revelou a decisão, Flávio Bolsonaro ainda não havia se manifestado sobre a ordem do tribunal.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Fotos: Raul Luciano, Caio César e Antonio Milena

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que uma falha técnica no Pool de Mídias fez a propaganda de Flávio Bolsonaro (PL) ser exibida sem áudio na televisão nesta segunda-feira (12). A campanha pediu a reexibição do programa, e o tribunal informou que vai autorizar uma nova transmissão. O problema ocorreu no bloco do horário eleitoral […]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que uma falha técnica no Pool de Mídias fez a propaganda de Flávio Bolsonaro (PL) ser exibida sem áudio na televisão nesta segunda-feira (12). A campanha pediu a reexibição do programa, e o tribunal informou que vai autorizar uma nova transmissão.

O problema ocorreu no bloco do horário eleitoral exibido por volta das 13h. As imagens do programa de Flávio foram transmitidas normalmente, mas praticamente todo o conteúdo foi ao ar sem som nas emissoras que integram a rede nacional.

Segundo o TSE, no momento da finalização das mídias, os áudios das propagandas de Flávio Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foram carregados.

A falha foi percebida durante a exibição do programa de Flávio. Como a propaganda de Lula seria transmitida na sequência, houve tempo para corrigir o material do petista antes de sua entrada no ar.

A campanha de Flávio afirmou que havia entregado o arquivo em condições normais e acionou a Justiça Eleitoral para solicitar a reexibição. O TSE informou que o pedido será atendido, mas, até o momento, não divulgou a data e o horário da nova transmissão. A definição será feita junto ao Pool de Mídias.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral) também apontaram um problema técnico ocorrido durante o processamento do material. Segundo as entidades, os arquivos enviados pela campanha estavam em condições normais.

Nas redes sociais, Flávio questionou o episódio e afirmou não acreditar que o ocorrido fosse uma coincidência. O candidato sugeriu que poderia ter havido uma tentativa de prejudicar sua propaganda.

Até agora, porém, não foi apresentada evidência pública de que a falha tenha sido provocada de forma deliberada. As explicações divulgadas pelo TSE e pelas entidades envolvidas na operação atribuem o episódio a um problema técnico.

O caso também provocou uma correção pública do SBT News. Inicialmente, o portal atribuiu a falha à Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Posteriormente, retirou a responsabilização e pediu desculpas pelo erro.

A EBC informou que não participou da etapa em que ocorreu o problema e que sua atuação se restringia à transmissão do conteúdo já finalizado pelo Pool de Mídias.

Segundo o SBT News, a falha ocorreu durante a conversão técnica do programa e foi cometida por um profissional da TV Senado que atuava na operação do pool naquele momento.

O TSE informou ainda que vai apurar as circunstâncias do problema para evitar que uma situação semelhante volte a ocorrer durante o horário eleitoral do segundo turno.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

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Os 33,4 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno passaram a integrar as estratégias de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a votação de 25 de outubro. Especialistas apontam que a diferença de 2,2 milhões de votos mantém a disputa aberta, mas destacam obstáculos para uma virada do petista. Lula terminou o […]

Os 33,4 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno passaram a integrar as estratégias de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a votação de 25 de outubro. Especialistas apontam que a diferença de 2,2 milhões de votos mantém a disputa aberta, mas destacam obstáculos para uma virada do petista.

Lula terminou o primeiro turno 1,9 ponto percentual atrás de Flávio, a menor distância entre os dois primeiros colocados em uma eleição presidencial desde a retomada das eleições diretas, em 1989. Desde a redemocratização, porém, nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno conseguiu vencer a disputa presidencial na etapa seguinte.

Para o cientista político Leonardo Martins Barbosa, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o histórico precisa ser analisado junto com a diferença reduzida registrada neste ano.

“Embora nunca tenha havido uma virada de segundo turno em eleições presidenciais no Brasil, também nunca houve uma diferença tão pequena”, avaliou.

O cientista político Creomar de Souza, professor da Fundação Dom Cabral, considera a reversão difícil, mas não impossível. Para ele, um dos principais desafios está no pouco tempo disponível para que a campanha de Lula alcance segmentos que não conseguiu mobilizar no primeiro turno.

A abstenção aparece nesse cenário como um dos principais grupos disputados. No primeiro turno, 33,4 milhões de pessoas deixaram de comparecer às urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto.

Creomar observa que esse contingente representa um volume expressivo de votos disponíveis para as duas candidaturas. A cientista política Luciana Fernandes Veiga, da Unirio e da Fundação Getulio Vargas (FGV), pondera, entretanto, que eleitores que tradicionalmente se abstêm não são necessariamente fáceis de mobilizar durante a campanha.

O histórico recente reforça a avaliação. Em 2022, a abstenção caiu pouco entre as duas etapas da eleição presidencial: de 32,7 milhões de eleitores no primeiro turno, ou 20,95%, para 32,2 milhões, equivalente a 20,59%, no segundo.

Outro movimento acompanhado pelas campanhas é o destino dos votos dados aos candidatos que ficaram fora da disputa.

Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Terceiro colocado no primeiro turno, com mais de 3,4 milhões de votos, Cury anunciou sua posição após Flávio assumir compromissos por escrito com propostas apresentadas pelo escritor durante a campanha.

Renan Santos (Missão), por sua vez, afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos no segundo turno.

Os especialistas ouvidos pela reportagem divergem sobre como os eleitores dos candidatos eliminados poderão se comportar. O apoio formal de uma liderança não significa transferência automática dos votos recebidos no primeiro turno, e as duas campanhas trabalham para conquistar esses segmentos.

O resultado das eleições legislativas também aparece nas análises. O PL elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados e ampliou sua representação no Senado, movimento apontado pelos especialistas como um fator político relevante na disputa.

Para Lula, a estratégia passa por reduzir a abstenção, reconquistar eleitores que não repetiram o voto dado ao petista em eleições anteriores e buscar parte dos votos destinados aos candidatos eliminados.

Flávio, por sua vez, tenta ampliar a vantagem obtida no primeiro turno, incorporar eleitores dos antigos adversários e também disputar o contingente que não compareceu às urnas.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Antonio Augusto/TSE

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Duas novas pesquisas nacionais vão atualizar nesta semana o cenário do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A Quaest divulga seu levantamento na quarta-feira (14), enquanto o Datafolha apresenta novos números na quinta-feira (15). Os dois levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e serão divulgados a […]

Duas novas pesquisas nacionais vão atualizar nesta semana o cenário do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A Quaest divulga seu levantamento na quarta-feira (14), enquanto o Datafolha apresenta novos números na quinta-feira (15).

Os dois levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e serão divulgados a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A Quaest fará sua primeira pesquisa nacional após o primeiro turno. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e prevê 2.154 entrevistas presenciais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais.

O trabalho de campo ocorre entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-08729/2026.

Além da intenção de voto, a pesquisa deverá medir aspectos relacionados à definição da escolha dos eleitores e outros temas do cenário político.

Na quinta-feira (15), será a vez do Datafolha divulgar sua nova rodada sobre o segundo turno. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e prevê ouvir presencialmente 2.520 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país.

As entrevistas serão realizadas entre terça-feira (13) e quinta-feira (15). A margem de erro também é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00466/2026.

Esta será a segunda pesquisa Datafolha realizada no segundo turno. Os novos números permitirão comparar o cenário com o levantamento anterior e acompanhar eventuais movimentações nas intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Fonte: UOL
Foto: Reprodução

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No Dia de Nossa Senhora Aparecida, Lula defende respeito entre religiões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, o respeito à liberdade religiosa e repudiou ofensas motivadas pela fé. A declaração foi feita após uma missa no Palácio da Alvorada, em Brasília. A celebração em homenagem à padroeira do Brasil foi restrita a autoridades e convidados […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, o respeito à liberdade religiosa e repudiou ofensas motivadas pela fé. A declaração foi feita após uma missa no Palácio da Alvorada, em Brasília.

A celebração em homenagem à padroeira do Brasil foi restrita a autoridades e convidados e também marcou o Dia das Crianças.

Ao falar com jornalistas depois da missa, Lula afirmou que diferentes crenças precisam conviver com respeito em uma sociedade democrática.

“Ninguém é obrigado a ser da mesma religião”, declarou o presidente, ao defender o respeito à fé e à espiritualidade de cada pessoa.

Além da questão religiosa, Lula voltou a tratar de políticas habitacionais. Ao lado de crianças que vestiam camisetas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), destacou o programa Minha Casa, Minha Vida e afirmou que é possível reduzir o déficit habitacional por meio de investimentos voltados principalmente à população de menor renda.

Segundo o presidente, 85% das chaves das unidades habitacionais do programa são entregues prioritariamente a mulheres.

Lula também relacionou o tema à Campanha da Fraternidade de 2026, da Igreja Católica, que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e como lema “Ele veio morar entre nós”.

O presidente mencionou ainda a inclusão de bibliotecas em novos conjuntos habitacionais entregues pelo governo federal.

De acordo com Lula, R$ 30 bilhões já foram destinados a um fundo administrado pela Caixa Econômica Federal para financiar reformas habitacionais.

Ele também projetou que o governo encerrará 2026 com 3 milhões de moradias contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: Jornal do Commercio
Foto: Sergio Lima/AFP

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