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Mundo político de PE pega fogo com indicação de Mendonça Filho ao Senado

Por Nill Júnior

No comentário desta terça-feira (04/08) para o Jornal Itapuama, o jornalista Nill Júnior analisa as intensas movimentações que têm movimentado o cenário político de Pernambuco após a indicação de Mendonça Filho (PL) ao Senado.

O jornalista destaca que a estratégia do grupo liderado pela família Coelho (Fernando Bezerra, Miguel Coelho, Fernando Filho e Antônio Coelho) visa lançar Mendonça Filho pela convenção do PL no estado para rivalizar com a postulação de Eduardo da Fonte ao Senado.

Com o apoio do clã de Petrolina, que soma cerca de 10 a 15 prefeitos aliados e planeja projetar Miguel Coelho para uma candidatura a deputado federal, a movimentação é uma resposta direta à escolha de Eduardo da Fonte na federação.

Nill Júnior aponta que o movimento gera turbulência na base da governadora Raquel Lyra, provocando conflitos internos e ameaçando seus planos de eleger um senador alinhado. Além disso, a situação se agrava com parte dos prefeitos governistas declarando apoio a Humberto Costa (como a prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu), enquanto a articulação do governo tenta contornar o impasse após a ausência de Miguel Coelho na convenção estadual.

A disputa pragmática entre os grupos, segundo Nill, expõe as fissuras no bloco governista, em contraste com a coesão observada na Frente Popular em torno de Marília Arraes e Humberto Costa.

Outras Notícias

Afogados da Ingazeira: Carlos Veras destaca apoio de Márcia Moura

Por André Luis O deputado federal Carlos Veras (PT) usou as suas redes sociais neste domingo (01.10), para destacar o apoio da administradora da Casa de Saúde Doutor José Evóide de Moura, de Afogados da Ingazeira. Márcia Moura. Em suas redes sociais, o deputado comemorou o apoio de Márcia Moura. “É com muita alegria que […]

Por André Luis

O deputado federal Carlos Veras (PT) usou as suas redes sociais neste domingo (01.10), para destacar o apoio da administradora da Casa de Saúde Doutor José Evóide de Moura, de Afogados da Ingazeira. Márcia Moura.

Em suas redes sociais, o deputado comemorou o apoio de Márcia Moura. “É com muita alegria que recebemos o apoio da liderança Márcia Moura para nosso mandato democrático e popular, O compromisso da gente com o povo de Afogados da Ingazeira segue cada vez mais firme para trazer mais desenvolvimento social e econômico para o município e expandir para toda a região do Pajeú”, destacou Veras.

Márcia Moura é uma empresária com mais de 20 anos de atuação na área da saúde. Ela é administradora da Casa de Saúde Doutor José Evóide de Moura, uma das principais instituições de saúde da região do Pajeú.

Próximo do vice-prefeito Daniel Valadares, Carlos Veras já realizou diversos trabalhos em Afogados da Ingazeira, como a destinação de emendas parlamentares para a cidade.

Afogados realizará concurso ou seleção, diz Secretário

O Secretário de Saúde Arthur Belarmino confirmou ao programa Manhã Total que a Prefeitura realizará concurso ou seleção para contratar agentes comunitários de saúde. Segundo ele, a decisão foi tomada ontem em reunião de monitoramento da Prefeitura, com presença do prefeito José Patriota. A expectativa é de que a parte burocrática ande neste segundo semestre. A […]

Concurso-público-em-ItabiritoO Secretário de Saúde Arthur Belarmino confirmou ao programa Manhã Total que a Prefeitura realizará concurso ou seleção para contratar agentes comunitários de saúde.

Segundo ele, a decisão foi tomada ontem em reunião de monitoramento da Prefeitura, com presença do prefeito José Patriota. A expectativa é de que a parte burocrática ande neste segundo semestre.

A Prefeitura está fechando levantamento de áreas que também necessitam de profissionais para  realização do certame. Cada Secretaria vai levantar qual a necessidade para posterior definição das vagas a serem preenchidas.

Ex-prefeito de Inajá é multado em R$ 54 mil pelo TCE

A Primeira Câmara do TCE apreciou, na última terça-feira (13), um processo de prestação de contas de governo da Prefeitura de Inajá (exercício financeiro de 2018), tendo como interessado o ex-prefeito Adilson Timoteo Cavalcante. Em seu voto, o relator, conselheiro Valdecir Pascoal, apontou, entre outras irregularidades, a aplicação de 14,42% das receitas nas ações e […]

A Primeira Câmara do TCE apreciou, na última terça-feira (13), um processo de prestação de contas de governo da Prefeitura de Inajá (exercício financeiro de 2018), tendo como interessado o ex-prefeito Adilson Timoteo Cavalcante.

Em seu voto, o relator, conselheiro Valdecir Pascoal, apontou, entre outras irregularidades, a aplicação de 14,42% das receitas nas ações e serviços públicos de saúde, sendo que o mínimo constitucional é 15%, a extrapolação do limite de gastos com pessoal, além do não recolhimento, ao Regime Geral de Previdência Social, de contribuições patronais no montante de R$ 398.310,65, comprometendo as contas do Poder Executivo.

Outra falha apontada foi que a Lei Orçamentária Anual esteve com previsão de um limite exagerado para a abertura de créditos adicionais, descaracterizando assim a concepção da peça como um instrumento de planejamento.

Por estes motivos, o relator emitiu um parecer prévio pela rejeição das contas do ex-prefeito e também realizou uma série de determinações ao atual gestor, com o objetivo de que se realize uma gestão financeira, orçamentária e patrimonial equilibrada e responsável, a fim de que o Poder Executivo tenha condições de cumprir o seu papel constitucional.

GESTÃO FISCAL – Ainda na Primeira Câmara, também sob a relatoria do conselheiro Valdecir Pascoal, foi julgado irregular um processo de gestão fiscal (n° 2090001-6) da prefeitura de Inajá do exercício financeiro de 2017.

O voto apontou que o município excedeu o limite de 54% de despesa com pessoal, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, nos três quadrimestres de 2017. Foram contabilizados, respectivamente, gastos com pessoal de 56,14%, 60,14% e 62,35%.

Além do julgamento pela irregularidade, o conselheiro determinou ainda uma multa ao ex-prefeito, no valor de R$ 54.000,00. Os votos foram aprovados por unanimidade. Representou o Ministério Público de Contas na sessão a sua procuradora-geral adjunta do Ministério Público de Contas, Eliana Lapenda.

Sertânia: Prefeitura convoca aprovados em concurso público

A Prefeitura de Sertânia publicou na tarde desta segunda-feira (25) o edital de convocação n.º 015/2022, referente ao concurso público realizado em 2019. Estão sendo chamados os aprovados para o cargo de motorista, assistente administrativo, técnico agrícola, auditor, cirurgião dentista, engenheiro agrônomo, médico geriatra e professor. Os candidatos relacionados precisam comparecer à Secretaria de Administração […]

A Prefeitura de Sertânia publicou na tarde desta segunda-feira (25) o edital de convocação n.º 015/2022, referente ao concurso público realizado em 2019. Estão sendo chamados os aprovados para o cargo de motorista, assistente administrativo, técnico agrícola, auditor, cirurgião dentista, engenheiro agrônomo, médico geriatra e professor.

Os candidatos relacionados precisam comparecer à Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas para entregar os documentos listados no edital e realizar a assinatura do Termo de Interesse na Vaga. A Secretaria está localizada na sede da Prefeitura Municipal de Sertânia (Praça João Pereira Vale, nº 20, Centro). O horário de atendimento é das 8h às 13h, de segunda a sexta-feira.

O prazo é de 30 dias corridos, contados a partir do recebimento da carta convocação para a posse, mas o convocado que não deseja esperar o AR pode comparecer de forma espontânea no endereço acima citado.

Além da entrega da documentação, os candidatos farão o agendamento do seu exame médico admissional. O não comparecimento dentro do prazo será interpretado como desistência e renúncia do candidato ao cargo para o qual foi aprovado, dando a Prefeitura o direito de convocar o próximo candidato aprovado.

O edital com os nomes e a lista da documentação necessária a ser entregue está disponível nos sites www.sertania.pe.gov.br e www.admtec.org.br .

Cumpridas as exigências constantes no edital, será marcada a data da solenidade de posse do candidato.

Juiz determina que PF mostre laudos que comprovem venda de ‘carne podre’

Pernambuco.com Acuada pelas críticas recebidas do Ministério da Agricultura, com o aval do presidente Michel Temer, a Polícia Federal reagiu à ofensiva contra a Operação Carne Fraca. Apesar de não ter se pronunciado oficialmente, agentes e delegados ligados ao caso destacaram que existem informações sigilosas em poder dos investigadores que justificam as ações autorizadas pelo […]

Os ministros da Indústria, Marcos Pereira, e da Agricultura, Blairo Maggi, reagiram à Operação Carne Fraca. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Pernambuco.com

Acuada pelas críticas recebidas do Ministério da Agricultura, com o aval do presidente Michel Temer, a Polícia Federal reagiu à ofensiva contra a Operação Carne Fraca.

Apesar de não ter se pronunciado oficialmente, agentes e delegados ligados ao caso destacaram que existem informações sigilosas em poder dos investigadores que justificam as ações autorizadas pelo juiz da 14ª Vara Federal de Curitiba, Marcos Josegrei Silva. Eles esperam novos capítulos da apuração a partir de informações ainda em segredo de Justiça, inclusive com o surgimento de delatores.

O juiz responsável pelo caso determinou que a Polícia Federal apresente até hoje os laudos que serviram de base para a Operação Carne Fraca. Ele atendeu a um pedido do Ministério da Agricultura. O diretor-geral da PF, Leandro Daiello, que tratou do tema com Temer e o ministro Blairo Maggi, estava ciente da existência de autos em sigilo.

Ontem, quando quatro mercados econômicos fecharam as portas para a carne brasileira, o Planalto e os ministros voltaram a defender que os problemas apontados pelos investigadores eram pontuais. Blairo alertou, mais uma vez, que o veto à carne era um grande problema econômico. “Temos aqui 4.850 plantas, mais ou menos, de frigoríficos no Brasil. Ora, só três frigoríficos, três plantas é que foram interditadas, e, além das três, mais 18 ou 19 serão investigadas”, disse Temer, ontem, em São Paulo. Agora, o governo vai acionar diplomatas para tentar conter o estrago.

Um investigador ouvido pela reportagem lembrou que, depois do fim de semana, quando Daiello esteve com o presidente e Blairo, a ordem foi não ficar rebatendo declarações num “pingue-pongue” constante. Eles entendem que uma decisão de 400 páginas do juiz Marco Josegrei atendeu a praticamente todos os pedidos da polícia, com o aval do Ministério Público. E isso demonstraria a legalidade da ação.

Ontem, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) rebateu as críticas do governo e dos empresários. “Na intenção de proteger setores do mercado e do governo, há uma orquestração para descredenciar as investigações de uma categoria que já provou merecer a confiança da sociedade”, afirma uma nota da entidade. “O trabalho técnico investigativo não deve ser maculado por eventual interpretação dissociada da verdade dos fatos”, afirma o presidente da Fenapef, Luís Boudens. Ele criticou o tom “midiático” do delegado Maurício Moscardi na entrevista coletiva da operação.

Alguns delegados chegaram a questionar a quantidade de homens na operação e alguns equívocos na divulgação. O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Sobral, classificou como um “erro” a forma como a operação foi divulgada.

“Acho que houve um equívoco da comunicação da direção-geral quando afirmou que foi a maior operação da Polícia Federal sem explicar que é a maior em quantidade de mandados, mas não em valores, investigados e relevância, dando a entender que foi maior do que pode ter sido. Evidentemente havia corrupção praticada por fiscais, pode ter problemas alguns frigoríficos, mas foi um problema sistêmico? Quando coloca que é a maior operação, acho que pode ter sido um erro de comunicação”, disse.

Ao ordenar as prisões e buscas, o juiz Marcos Josegrei deu um recado ao negar a interdição do frigorífico da BRF em Mineiros (GO) por suposta exportação de carnes contaminadas. “A despeito da gravidade dos indícios coletados, considerando-se que envolvem questões técnicas aprofundadas, com repercussões inclusive trabalhistas, entendo inviável o deferimento cautelar do pedido neste momento”, indicou o magistrado.

Ele preferiu ordenar o envio das provas à pasta da Agricultura para avaliar o tema com propriedade: “Mais prudente autorizar o compartilhamento desses elementos com o Ministério da Agricultura em Brasília para adoção das providências administrativas necessárias”.