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O bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, fez uma série de críticas ao cenário político nacional durante homilia celebrada nesse domingo (11), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Ao abordar o segundo turno da eleição presidencial, ele afirmou que a disputa envolve mais do que os dois candidatos […]

O bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, fez uma série de críticas ao cenário político nacional durante homilia celebrada nesse domingo (11), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Ao abordar o segundo turno da eleição presidencial, ele afirmou que a disputa envolve mais do que os dois candidatos e alertou para riscos envolvendo direitos sociais, democracia, soberania nacional e a futura composição do Congresso.

Ao longo da homilia, Dom Limacêdo relacionou suas preocupações ao modelo de sociedade que, segundo ele, estará em discussão no segundo turno. Embora nem sempre tenha citado nominalmente os candidatos nos trechos da celebração, fez referências a posições associadas ao campo bolsonarista e demonstrou preocupação com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.

“O que está em jogo não são duas pessoas que estão disputando o segundo turno. É um modelo de sociedade, atenção. É muito mais amplo do que duas pessoas, minha gente, ou do que dois ou três partidos. É o nosso futuro”, afirmou.

O bispo também disse enxergar risco de retrocessos democráticos. “Corremos o risco de enfrentar uma ditadura. Digo sem medo de dizer isso. Tenho responsabilidade em dizer isso”, declarou.

Dom Limacêdo afirmou que considera sua manifestação parte de sua responsabilidade pastoral e pediu que os fiéis analisassem o momento eleitoral “sem paixão, com raciocínio”.

Em outro trecho, o bispo questionou propostas de mudança na Constituição e demonstrou preocupação com a composição do próximo Congresso Nacional. Foi nesse momento que fez uma das declarações mais fortes da homilia.

“Mas qual é o problema da nossa Constituição atual que precisa ser mudada? Eis um perigo do fascismo chegar pelo Poder Legislativo. O Brasil já teve o golpe militar, pelos militares, mas poderá ter também uma ditadura querida, aplaudida e permitida pelo Legislativo dessa nação. Olhemos a formação do nosso futuro Congresso. É de preocupar, minha gente. Se o outro era ruim, esse parece que será pior”, disse.

Na sequência, voltou a defender que o voto seja analisado para além dos nomes que disputam a Presidência.

“Não vamos votar somente em uma pessoa. É no projeto de sociedade. Nós recebemos o Brasil como está hoje, os acertos e os erros. E o que é que vamos deixar com o nosso voto para aqueles que virão depois de nós?”, questionou.

Soberania e políticas públicas

Outro ponto abordado foi a relação do Brasil com os Estados Unidos. Dom Limacêdo criticou brasileiros que, segundo ele, estariam dispostos a subordinar interesses nacionais ao governo norte-americano.

“Incrivelmente, algumas pessoas do nosso país querem nos entregar aos Estados Unidos. Imagine, somos uma democracia adulta, minha gente. Não é perfeita, porque nenhuma é, mas temos todos os elementos necessários para sermos aquilo que somos”, afirmou.

Ele também criticou manifestações de reverência à bandeira norte-americana em detrimento dos símbolos brasileiros e questionou o uso do discurso patriótico nessas circunstâncias.

“Fico triste quando alguém, ao invés de respeitar a bandeira do Brasil, se curva, homenageia a bandeira dos Estados Unidos. Você é patriota fazendo isso? Está muito longe de ser patriota”, declarou.

A partir desse ponto, o bispo relacionou sua fala à preservação de políticas públicas e citou, entre outras medidas, as cotas e a ampliação do acesso ao ensino superior.

“Quantos de nós estudamos apoiados pelo governo do nosso país com as políticas públicas, as cotas? Quantos negros chegaram à universidade? Quantos são doutores, mestres na nossa região? Quantas pessoas tiveram acesso à universidade?”, perguntou.

Dom Limacêdo disse temer que conquistas desse tipo possam ser interrompidas. “Minha gente, vamos jogar tudo isso fora? Porque é possível que tudo isso pare, que tudo isso deixe de existir”, afirmou.

Em outro momento, disse que o país avançou em diferentes áreas e pediu atenção para evitar retrocessos. “Quanta coisa o nosso país, nós avançamos. Não podemos retroceder, minha gente. Vamos ser responsáveis, conversar com nossa família e ver quem, historicamente, quer bem à nação brasileira”, disse.

Mulheres e feminicídio

A situação das mulheres também entrou na homilia. Sem citar nomes, Dom Limacêdo criticou discursos que, na avaliação dele, naturalizam relações de submissão e questionam a existência do feminicídio.

“Vamos respeitar a nossa mãe, nossa irmã, a esposa, dialogar. O casamento é um diálogo permanente, é uma aliança, é um pacto. Pacto não para machucar, para mandar, para pisar, mas para servir, estar atento, dialogar, aprender junto, trabalhar junto, discernir junto”, afirmou.

O bispo também reagiu a declarações públicas que negam a existência do feminicídio. A fala ocorre em meio à repercussão das posições da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que questionou a tipificação desse tipo de crime.

“Como é que em nosso país alguém tem a coragem de dizer que não existe feminicídio na nação? Bastaria olhar para a nossa região do Pajeú. Aqui e acolá, um homem está no direito de matar a sua esposa e ainda diz que matou por amor? Não. Chegamos então à loucura. Quem ama não mata”, afirmou Dom Limacêdo.

Armas e formação das crianças

A presença de armas no cotidiano também foi criticada. O bispo relatou ter visto recentemente uma criança segurando uma arma enquanto era acompanhada pelos pais e usou o episódio para questionar os valores transmitidos às novas gerações.

“Como é que dias atrás eu vi, vocês devem ter visto, uma criança com uma arma na mão, comemorando com a permissão dos pais? Aquilo ali, quando eu vi, eu disse: não, o mundo está se acabando. Perdemos o juízo”, declarou.

Para Dom Limacêdo, a forma como crianças são educadas hoje terá consequências para a sociedade que será construída nos próximos anos. A mesma preocupação apareceu no encerramento da reflexão sobre as eleições, quando voltou a perguntar o que a atual geração deixará como herança para as seguintes.

Clique no link abaixo e confira, no canal da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, a celebração e a homilia de Dom Limacêdo na íntegra.

Imagem: Frame/Reprodução

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta terça-feira (13) uma reunião com representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno da eleição presidencial. O encontro ocorre em meio ao aumento de processos apresentados pelas duas campanhas à […]

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta terça-feira (13) uma reunião com representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno da eleição presidencial.

O encontro ocorre em meio ao aumento de processos apresentados pelas duas campanhas à Justiça Eleitoral na reta final da disputa, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Segundo a reportagem, a reunião busca contribuir para manter a serenidade entre as campanhas diante da sequência de embates levados ao TSE.

Também existe a expectativa de que seja discutida a controvérsia envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado e coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a suspensão do canal. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, solicitou inicialmente informações às partes antes de decidir sobre o pedido.

Posteriormente, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, proibindo a entrada de novos integrantes e o envio de novas mensagens.

Cueva, porém, suspendeu a decisão e restabeleceu o funcionamento do canal. Segundo o corregedor, a controvérsia deve ser analisada pelo plenário do TSE.

O caso ainda aguarda a definição de Nunes Marques sobre a inclusão do tema na pauta do colegiado.

Nesta segunda-feira (12), o presidente do TSE também solicitou informações relacionadas ao enfrentamento à desinformação durante a campanha eleitoral.

Fonte: Metrópoles
Foto: Breno Esaki

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Reeleito governador do Ceará no primeiro turno, Elmano de Freitas (PT) defendeu mudanças na forma como a esquerda trata a segurança pública e reconheceu que o campo político ao qual pertence precisa avançar na formulação de políticas de enfrentamento ao crime organizado. Em entrevista a O Globo, Elmano afirmou que o combate às facções deve […]

Reeleito governador do Ceará no primeiro turno, Elmano de Freitas (PT) defendeu mudanças na forma como a esquerda trata a segurança pública e reconheceu que o campo político ao qual pertence precisa avançar na formulação de políticas de enfrentamento ao crime organizado.

Em entrevista a O Globo, Elmano afirmou que o combate às facções deve ser tratado como um problema nacional e defendeu a construção de um acordo que envolva diferentes forças políticas.

“Sou da tese de que devemos fazer um grande acordo nacional, inclusive com a direita, para enfrentarmos as organizações criminosas como o maior problema do Estado brasileiro”, afirmou.

Para o governador, governos tanto de esquerda quanto de direita não conseguiram solucionar o avanço das organizações criminosas. Ele disse, porém, que a esquerda ainda elaborou pouco sobre políticas específicas de enfrentamento.

Elmano defendeu a ampliação do sistema prisional, penas mais duras para integrantes de organizações criminosas e medidas que mantenham presos membros de facções responsáveis por ameaças em comunidades.

“Precisamos deixar claro que o Estado precisa de mais presídios, que temos que endurecer as penas contra o crime organizado, e que a ameaça feita por um faccionado em um território não pode ser tratada como uma discussão comum”, declarou.

O governador também apoiou a PEC da Segurança Pública e a criação de um Ministério da Segurança Pública. Segundo ele, a integração entre as forças é necessária para uma nova etapa de enfrentamento ao crime organizado.

Questionado sobre os indicadores de violência no Ceará, Elmano citou dados do Ministério da Justiça de 2026 que, segundo ele, colocariam o estado na 13ª posição no índice de homicídios. Ele também afirmou que houve redução nos índices de roubos e homicídios e reconheceu que o controle territorial exercido por facções continua sendo um problema a enfrentar.

A entrevista também tratou da eleição no Ceará. Elmano foi reeleito no primeiro turno em uma disputa contra Ciro Gomes (PSDB). O petista criticou a reação do adversário ao resultado e disse lamentar que Ciro tenha contestado a eleição.

Segundo Elmano, o ex-governador não telefonou nem o cumprimentou pela vitória e posteriormente divulgou um manifesto questionando o processo eleitoral. Para o governador reeleito, colocar em dúvida um resultado sem elementos que sustentem a acusação contribui para desacreditar o processo democrático.

Elmano também comentou o segundo turno da eleição presidencial. Ele avaliou que, encerradas as disputas estaduais nos principais estados do Nordeste, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá concentrar esforços na eleição nacional.

O governador afirmou que pretende ampliar a votação de Lula no Ceará e disse que eventuais erros cometidos pela campanha presidencial no primeiro turno devem ser discutidos internamente.

Ao ser questionado sobre a defesa feita pela ex-senadora Kátia Abreu de uma campanha com “menos Janja e mais Alckmin”, Elmano classificou a discussão como “tolice”.

Para ele, tanto a primeira-dama Janja da Silva quanto o vice-presidente Geraldo Alckmin cumprem papéis na campanha, embora tenha ressaltado que Lula deve permanecer como figura central.

Elmano também foi questionado sobre futuras lideranças nacionais do PT. Citou Camilo Santana, Alexandre Padilha, Fernando Haddad e Rui Costa como nomes com condições de exercer esse papel, mas afirmou que a construção de uma liderança nacional depende de presença e conhecimento das diferentes regiões do país.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Moraes autoriza retomada de visitas de Flávio Bolsonaro ao pai

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada das visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os encontros estavam suspensos havia 90 dias e voltarão a seguir as regras anteriormente estabelecidas para a prisão domiciliar. A restrição chegou ao fim nesse domingo (11). A defesa de Jair Bolsonaro […]

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada das visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os encontros estavam suspensos havia 90 dias e voltarão a seguir as regras anteriormente estabelecidas para a prisão domiciliar.

A restrição chegou ao fim nesse domingo (11). A defesa de Jair Bolsonaro havia comunicado ao STF que pretendia retomar os agendamentos diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, responsável pelo controle das visitas.

Os encontros deverão observar as condições já impostas pelo Supremo e as demais medidas que continuam em vigor.

A suspensão havia sido determinada por Moraes em julho, depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai com conteúdo político-eleitoral.

Na ocasião, o ministro entendeu que Jair Bolsonaro havia utilizado o filho como intermediário para divulgar uma manifestação nas redes sociais, contrariando a proibição de comunicação por meio de terceiros.

Flávio ficou impedido de visitar o pai por 90 dias. Outros familiares tiveram o regime de visitas restabelecido anteriormente, mas a restrição específica ao senador permaneceu até outubro.

Antes do fim do prazo, a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF a retomada dos encontros. Consultada por Moraes, a Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não foram identificados fatos novos que indicassem descumprimento das condições estabelecidas ou justificassem a prorrogação da medida.

Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro.

Fonte: O Globo
Foto: Brenno Carvalho

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Luciano Duque entra no 2º Turno em defesa de Lula

Do Farol de Notícias Reeleito com mais de 50 mil votos, o deputado estadual, Luciano Duque, entrou de vez na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aliado da governadora Raquel Lyra, o deputado serra-talhadense decidiu por não assumir a neutralidade e buscar votos para o presidente. Aliás, ele já vem fazendo isso nas redes sociais. Em conversa com […]

Do Farol de Notícias

Reeleito com mais de 50 mil votos, o deputado estadual, Luciano Duque, entrou de vez na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aliado da governadora Raquel Lyra, o deputado serra-talhadense decidiu por não assumir a neutralidade e buscar votos para o presidente. Aliás, ele já vem fazendo isso nas redes sociais.

Em conversa com o Farol,o deputado disse que ‘já entrou em campo’ no diálogo com uma frente de prefeitos que lhe apoiam, e a preocupação, agora; é que os municípios garantam transporte gratuito no dia das eleições. “Estou nas bases no estado, já organizando. Onde tenho bases já estou trabalhando”, assegurou.

A relação entre Duque e o presidente Lula vem desde dos tempos em que foi prefeito de Serra Talhada, pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2021, por exemplo, ele já preparava o retorno de Lula em reuniões no Sertão do Araripe. “Vamos continuar conversando e trilhando um caminho de fortalecimento do nosso partido, focados na eleição de Lula e na retomada de um governo que cuide do seu povo, distribuindo a riqueza gerada pelo país para que as pessoas possam viver dignamente, mais felizes e com qualidade de vida”, reforçou.

“Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, só deve chegar aos cinemas brasileiros em 2027. Apesar de já ter obtido um registro inicial na Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção ainda precisa concluir etapas para exploração comercial, passar pela classificação indicativa e ser dublada antes do lançamento no país. A […]

“Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, só deve chegar aos cinemas brasileiros em 2027. Apesar de já ter obtido um registro inicial na Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção ainda precisa concluir etapas para exploração comercial, passar pela classificação indicativa e ser dublada antes do lançamento no país.

A nova previsão foi apresentada pela Europa Filmes, responsável pela distribuição do longa no Brasil. Segundo o diretor-geral da empresa, Wilson Feitosa, o filme está finalizado, mas o processo necessário para colocá-lo comercialmente nas salas de cinema ainda não foi concluído.

“Dark Horse” já obteve o Registro de Obra Estrangeira (ROE) na Ancine. O documento, entretanto, funciona como uma etapa inicial e não representa autorização definitiva para exibição comercial.

A produção ainda precisa obter o Certificado de Registro de Título (CRT), também emitido pela Ancine, e passar pela classificação indicativa do Ministério da Justiça antes de chegar ao circuito brasileiro.

Outro fator que interfere no cronograma é a dublagem. O filme tem aproximadamente 1 hora e 40 minutos, diálogos em inglês e elenco predominantemente estrangeiro. A Europa Filmes pretende disponibilizar cópias dubladas em português para a exibição nacional.

Segundo a coluna de Malu Gaspar, de O Globo, um trailer destinado ao mercado brasileiro já foi editado e dublado, mas a previsão é de que ele seja divulgado somente depois do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

A estratégia busca afastar a produção da reta final da campanha eleitoral e reduzir o risco de questionamentos na Justiça Eleitoral. O filme retrata principalmente a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018 e tem o ator norte-americano Jim Caviezel no papel do ex-presidente.

Além das questões comerciais e burocráticas, “Dark Horse” está no centro de investigações sobre seu financiamento.

Um relatório da Polícia Federal tornado público por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, revelou que o plano de negócios apresentado para o longa trabalhava com projeções consideradas elevadas pelos investigadores.

O documento previa três cenários para a arrecadação nas bilheterias: US$ 45 milhões no cenário pessimista, US$ 70 milhões no conservador e US$ 100 milhões no otimista.

A própria Polícia Federal comparou as projeções ao desempenho de “Minha Mãe é uma Peça 3”, que arrecadou aproximadamente R$ 120 milhões, equivalentes à época a cerca de US$ 30 milhões, e é apontado como o maior resultado de bilheteria do cinema nacional.

Na avaliação registrada pela PF, o cenário mais otimista projetado para “Dark Horse” superaria em mais de três vezes esse resultado. Os investigadores apontaram que o descompasso entre as projeções e os parâmetros do mercado justificava o aprofundamento da apuração sobre a viabilidade econômica e a destinação dos recursos. A avaliação, por si só, não representa constatação de crime.

Outro ponto analisado pelas investigações é a distribuição das despesas do filme. Uma perícia privada contratada pela própria Go Up Entertainment, produtora responsável pela obra, calculou um custo total de aproximadamente R$ 75 milhões.

Desse montante, cerca de R$ 54,2 milhões, correspondentes a 72% das despesas declaradas, teriam sido gastos nos Estados Unidos. Os outros R$ 20,9 milhões foram atribuídos à produção no Brasil.

Os gastos no exterior incluem desenvolvimento do projeto, pré-produção, filmagens e pós-produção. A documentação financeira das despesas realizadas nos Estados Unidos, contudo, tornou-se um dos pontos de interesse da Polícia Federal.

A produtora americana informou que não autorizaria a entrega de sua documentação contábil e bancária diretamente às autoridades brasileiras sem um procedimento formal de cooperação internacional ou determinação da Justiça dos Estados Unidos.

A perícia privada sustenta que os recursos analisados têm origem privada e afirma não ter identificado utilização de dinheiro público no material examinado. O laudo, porém, foi contratado pela própria produtora, limitou suas conclusões à documentação disponibilizada e não identificou individualmente todos os investidores responsáveis pelos aportes.

As investigações ganharam força depois da divulgação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sobre recursos destinados à produção.

Flávio já confirmou que participou da busca de financiamento privado para o filme e nega irregularidades ou qualquer contrapartida relacionada aos recursos. A Polícia Federal segue apurando a origem, o caminho e a destinação do dinheiro.

Com a estreia agora projetada para 2027, a Europa Filmes ainda não definiu uma data específica para o lançamento nacional.

Fonte: O Globo/Malu Gaspar
Foto: Foto: Marcelo Camargo | Reprodução

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Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, adotou uma postura mais incisiva no segundo turno das eleições. A percepção foi relatada à coluna de Bela Megale, de O Globo. Segundo a publicação, integrantes das duas cortes consideram que Nunes Marques […]

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, adotou uma postura mais incisiva no segundo turno das eleições. A percepção foi relatada à coluna de Bela Megale, de O Globo.

Segundo a publicação, integrantes das duas cortes consideram que Nunes Marques deixou para trás a postura de equilíbrio que buscava demonstrar anteriormente e passou a interferir de maneira mais direta em processos relacionados à disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Um dos episódios que ampliaram o incômodo ocorreu nesse domingo (11), quando Nunes Marques determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.

O canal, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), já era objeto de uma ação sob relatoria do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. No sábado (10), Cueva havia solicitado que a campanha de Flávio apresentasse informações adicionais antes de decidir sobre a suspensão.

Nunes Marques, entretanto, analisou outro pedido e determinou que o WhatsApp retirasse o canal do ar. Horas depois, Cueva restabeleceu o funcionamento do espaço e decidiu encaminhar a controvérsia ao plenário do TSE.

A atuação do presidente da Corte também passou a ser observada em outros processos. Em um julgamento no plenário virtual, cinco dos sete ministros já haviam votado pela retirada de conteúdos publicados por Flávio Bolsonaro quando Nunes Marques pediu destaque, levando a discussão para o plenário presencial e adiando a conclusão.

Outras representações apresentadas pela campanha de Lula, envolvendo publicações atribuídas a Flávio e apoiadores, também tiveram análises liminares negadas, adiadas ou encaminhadas para produção de provas.

A avaliação de que Nunes Marques teria entrado em “modo tratoraço”, no entanto, é atribuída pela coluna a ministros ouvidos reservadamente e não representa uma posição institucional do TSE ou do STF.

Nunes Marques preside o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições de 2026.

Fonte: O Globo/Bela Megale
Foto: Luiz Roberto/TSE

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O Blog e a História: como a mídia influenciou as eleições de 1989

As eleições de 1989 eram um marco para a política brasileira. Com a economia fortemente abalada e com o povo ainda se recuperando de anos de censura e repreensão, o próximo presidente da república tinha como responsabilidade recuperar o Brasil da crise, tanto econômica, quanto ideológica. A quantidade recorde de candidatos refletia a vontade da […]

As eleições de 1989 eram um marco para a política brasileira. Com a economia fortemente abalada e com o povo ainda se recuperando de anos de censura e repreensão, o próximo presidente da república tinha como responsabilidade recuperar o Brasil da crise, tanto econômica, quanto ideológica.

A quantidade recorde de candidatos refletia a vontade da classe política de voltar ao poder, ao todo 22 se candidataram na disputa pela presidência, número que perdura até hoje como o maior.

No primeiro turno das eleições destacaram-se Fernando Collor de Mello (PRN), Leonel Brizola (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mário Covas (PSDB) e Paulo Salim Maluf (PDS), com o segundo turno tendo a disputa entre Collor e Lula. Tanto a direita, quanto a esquerda tinham um representante com grandes chances de vitória, o que resultou em uma eleição extremamente disputada.

Cada um dos candidatos construiu sua imagem na mídia, através de entrevistas e debates transmitidos pelas grandes redes de televisão. Lula ainda se atrelava aos seus ideais sindicalistas que pararam o bairro do ABC paulista na década de 70, trazendo para si uma imagem de “líder socialista”, apesar do mesmo afirmar que essa não era a sua intenção. Porém Lula tinha o apoio de candidatos como Leonel Brizola (PDT) e Mário Covas (PSDB), o que lhe trouxe uma grande força para a disputa do segundo turno.

Collor, por outro lado, era um candidato que se baseava muito mais na imagem para atrair os votos. Apelidado como Caçador de Marajás, por suas políticas de moralização do serviço público, usava de frases de efeito e boa estampa nas televisões para conquistar o eleitorado. “Com boa aparência, um discurso carismático e o apoio financeiro do empresariado brasileiro, Collor se transformou na grande aposta da direita” (SOUSA, 2017, p.1). Na reta final das eleições, os debates passaram a ter um peso massivo para os ambos. Os brasileiros consideraram Collor superior nos últimos debates, e esse fator foi decisivo para ser empossado como presidente do Brasil.

Muitos afirmam que a vitória de Collor se deu pela manipulação e edição da Rede Globo no debate. As suspeitas poderiam ser confirmadas com a vitória de Collor nas urnas.

Dados mais concretos também podem ser observados: “Um relatório da DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações), divulgado em 08/12/89, aponta o favoritismo da Rede Globo para Fernando Collor de Mello: ele teria 78,55% mais tempo de divulgação no noticiário político, se comparado ao do seu concorrente Lula, no período de 27/11 a 06/12/89.” (AVELAR, 1992, p. 9).

Em 2011, em entrevista ao Globo News, Boni, então diretor da emissora, afirmou: “Todo aquele debate foi produzido. Não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo, mas a parte formal nós é que fizemos”. Boni sugeriu e Collor não aceitou simular gotas de suor no candidato.

Até mesmo o ex-presidente Fernando Collor admitiu ter tido uma vantagem sobre Lula. Provando então a teoria que a televisão teria poder suficiente para moldar uma nova realidade, e influenciar o povo que pela falta de acesso a outros meios, se informam apenas pela mídia televisiva.

Grupo de prefeito teria orientado “não perder nenhum voto”. Caso foi parar na Câmara de Vereadores  O blog teve acesso a imagens exclusivas no distrito de Maravilha, Custódia, em que uma pessoa em estado vegetativo apareceu e “votou” no domingo passado. O caso foi denunciado pelo vereador Cícero Bento, do PSB, na última sessão, ao […]

Grupo de prefeito teria orientado “não perder nenhum voto”. Caso foi parar na Câmara de Vereadores 

O blog teve acesso a imagens exclusivas no distrito de Maravilha, Custódia, em que uma pessoa em estado vegetativo apareceu e “votou” no domingo passado.

O caso foi denunciado pelo vereador Cícero Bento, do PSB, na última sessão, ao dizer que a oposição foi votada livremente,  ao contrário do bloco de Messias do DNOCS e Manuca. “Levar pessoas quase que mortas às sessões para votar. Pessoas que já não estão em si, andando em cadeiras de rodas, praticamente mortas”.

Segundo a denuncia ao blog, na escola da comunidade não houve fiscalização da oposição local. “Tinha apenas pessoas ligadas à prefeitura, inclusive mesários, que liberaram a pessoa para a cabina de votação acompanhado do que parece ser um parente”, diz um Internauta Repórter. Ou seja, orientação era conseguir o maior número de votos possíveis para o bloco governista.

Pessoas nessas condições não devem ser levadas para votar 

Pessoas com esse tipo de limitação não devem ser levadas para votar. Mesmo para idosos com condições de ir às sessões acima de 70 anos o voto é facultativo.

Já pessoas com dificuldade de locomoção podem entrar na cabine de votação acompanhadas por alguém de sua total confiança para auxiliá-las no teclado da urna. Mas não se aplica a esse caso.

O blog encaminhou a denúncia para a Assessoria de comunicação do TRE e aguarda um posicionamento.

Viagens e problemas de saúde foram os motivos mais citados pelos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (9). O desinteresse pela eleição aparece na terceira posição. De acordo com o levantamento, 19% dos entrevistados que não votaram disseram que estavam viajando ou […]

Viagens e problemas de saúde foram os motivos mais citados pelos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (9). O desinteresse pela eleição aparece na terceira posição.

De acordo com o levantamento, 19% dos entrevistados que não votaram disseram que estavam viajando ou fora da cidade no dia da eleição. Outros 18% apontaram questões de saúde ou doença como motivo da ausência.

O desinteresse pela eleição, pelos candidatos ou a falta de um candidato em quem votar foi mencionado por 13%. Já 9% disseram que não compareceram porque estavam trabalhando.

Entre as demais razões aparecem a falta de documentos, citada por 7%, e a distância até o local de votação, mencionada por 6%. Outros 5% disseram que tinham compromissos ou estavam ocupados no horário da eleição.

Fila ou local de votação cheio foi a justificativa apresentada por 4% dos entrevistados. O mesmo percentual mencionou a idade. Outros motivos somaram 17%, enquanto 3% não souberam responder.

O primeiro turno, realizado no domingo (4), registrou abstenção de 21,08% do eleitorado. Mais de 33 milhões de brasileiros aptos a votar não compareceram às urnas, o maior percentual em uma eleição geral desde 1998.

O Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026.

Fonte: G1/Datafolha
Foto: Reprodução

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A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou que “problemas técnicos” contribuíram para a redução do alcance de conteúdos ligados à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa, porém, rejeitou a acusação de que estaria favorecendo Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. A manifestação da empresa ocorre depois de a […]

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou que “problemas técnicos” contribuíram para a redução do alcance de conteúdos ligados à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa, porém, rejeitou a acusação de que estaria favorecendo Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

A manifestação da empresa ocorre depois de a campanha de Lula acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), alegando suspeitas de interferência no processo eleitoral.

Em nota, a Meta afirmou que os problemas relatados não atingiram exclusivamente o Brasil nem contas específicas de suas plataformas.

“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas”, declarou a empresa.

A Meta também afirmou que cumpre as normas eleitorais brasileiras e que está comprometida com a isonomia entre os usuários de suas plataformas.

A campanha de Lula contesta a explicação. Segundo o PT, a empresa reconheceu falhas, mas não apresentou evidências de que problemas semelhantes tenham atingido outros candidatos no Brasil.

Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página de Flávio Bolsonaro registrou, em média, engajamento 2,96 vezes superior ao perfil de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores. O dado é apresentado pela campanha como um dos elementos que justificam o pedido de investigação.

O TSE determinou que a Meta apresente esclarecimentos em até 48 horas. O ministro Marco Aurélio Bellizze solicitou informações sobre eventuais restrições na distribuição de conteúdos do perfil de Lula, exclusões dos mecanismos de recomendação e possíveis bloqueios geográficos.

Na decisão, Bellizze destacou que os dados necessários para esclarecer as acusações estão sob controle da própria plataforma, incluindo registros de moderação, distribuição de conteúdo, anúncios e autenticidade das contas.

A existência de problemas técnicos foi reconhecida pela Meta, mas a acusação de favorecimento eleitoral apresentada pela campanha de Lula ainda não foi comprovada e será analisada pela Justiça Eleitoral.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Dado Ruvic/Reuters

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Coluna do Domingão: o que explica a nova ascensão do bolsonarismo?

A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa,  é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo,  mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa: Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas […]

A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa,  é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo,  mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa:

Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas jamais vou desistir, pois a única luta que se perde é a que não lutamos. Me considero um realista esperançoso.

Várias interpretações sobre a enxurrada de votos para a extrema direita estão sendo discutidas. O anti petismo, a anti corrupção, o anti Supremo, o anti lulismo, entre outras justificativas.

Vou tentar responder a uma pergunta que tem martelado minha cabeça: o que leva as pessoas a aderir a líderes e grupos que promovem a opressão e subserviência do outro? O servilismo a uma outra nação? Aproveito para lembrar Wilhelm Reich, psiquiatra, psicanalista, biólogo, físico, que nasceu em 1897 e morreu em 1957. Sua teoria é revolucionária, unindo a psicanálise e a biologia. Ele propôs que a mente e o corpo formam uma unidade indissolúvel. Sobre a onda fascista na Alemanha de Hitler, ele disse: “as massas não foram enganadas. Elas desejaram o fascismo”. Esta frase me faz refletir e me perguntar: será que os eleitores da extrema direita votaram nesses candidatos, no PL, no bolsonarismo, por não saberem quem são seus líderes e o que isso significa? Ou votaram nesses candidatos exatamente pelo que eles são e defendem?

Os eleitores e eleitoras da extrema direita sabem perfeitamente o que fazem, inclusive sabem das consequências. Não adianta tentar justificar que a massa de eleitores da extrema direita está cometendo erro, unicamente por uma comunicação e propaganda falha.

Um desafio: você já viu ou ouviu algum eleitor ou eleitora de direita, pois é assim que se nomeiam, dizerem que votam por justiça social, pela universidade pública, pelos direitos humanos, pelo SUS, pelo aumento do salário mínimo, pela aposentadoria, pela proteção ao meio ambiente e dos povos indígenas, pelo direito à diversidade de gênero, dos credos e opiniões, pela defesa das minorias, contra a escala de trabalho escravisante 6×1?

Mesmo quando falam de liberdade ou democracia eles defendem como privilégio para eles e suas ideias. Não para todos, como nós defendemos. Querem liberdade para serem autoritários, racistas, fascistas, machistas. Esses eleitores não estão interessados em políticas públicas de proteção social ou qualquer outra ação para a coletividade, mesmo que se beneficiem dela.

Querem ficar ricos. Olhem a volta de vocês. Reparem os influenciadores campeões de seguidores e a reação diante da proibição das BETS, o discurso dos pastores neopetencostais que fazem sucesso, os ídolos do futebol. O lema central dessa gente é ostentação. Ostentam sucesso, bens e prosperidade financeira. Depender do Estado, de políticas públicas, de cotas, acessibilidade, é sinônimo de fracasso para eles. O UBER não quer aposentadoria, direitos trabalhistas, proteção social, porque acredita que será abençoado por Jesus e ficará rico. Não precisará de nada disso.

Isso significa que a propaganda progressista não sofre de ineficiência. Ao contrário, ela mostra com muita eficácia seu projeto de país e que ele não vem de hoje. Só que essa massa que caiu nas garras da extrema direita não quer esse projeto, mesmo que seja em benefício deles. Eles preferem acessá-lo burlando o sistema, do que pela via do direito garantido. Querem ser ricos individualmente. Não há projeto coletivo de país em jogo.

O gângster ex-banqueiro Vorcaro, por exemplo, não é um problema nessa visão de mundo bolsonarista. Ele é o ídolo que talvez tenha cometido o erro de ter sido pego e preso. Mais do que combater pessoas como Vorcaro, eles querem ser como Vorcaro. Isso vale também quando defendem tipos como Trump, Elon Musk, ou Milei.

Outra coisa: obviamente, houve influência externa. O poder dos algoritmos, a guerra híbrida, as mídias hereditárias, patronais e das bigh techs influenciaram as eleições e ampliaram o alcance de candidatos e propostas.

Não podemos negar é que esse tipo de discurso convenceu uma grande massa de pessoas. Cooptou o desejo delas. Temos duas opções: democracia ou barbárie.

Sugiro a quem interessa o livro de Rita Almeida, “Psicologia das massas e bolsonarismo”. Essa análise é fruto desse livro.

Sobre o livro, a autora resgata os conceitos clássicos da psicanálise, em especial a obra Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921), de Sigmund Freud, para entender como os indivíduos se fundem em um grupo e transferem a sua capacidade de julgamento moral para um líder carismático.

Em vez de tratar o eleitor ou apoiador de Jair Bolsonaro apenas como “ignorante” ou “enganado”, a autora defende a necessidade de escutar essas pessoas. Ela analisa o bolsonarismo não só como um fenômeno político tradicional, mas como um sintoma social do mal-estar contemporâneo.

A obra aponta que a adesão ao movimento também reflete uma sociedade altamente individualizada, onde muitos trabalhadores deixam de se enxergar por sua classe social e passam a se identificar com valores neoliberais e conservadores. Vale a leitura para entender o porquê do fosso em que nos enfiamos.

Primeira vez

Reportagem de Rafael Souza para o G1   mostra que Raquel Lyra (PSD) se tornou a primeira governante do estado a não declarar apoio para nenhum candidato a presidente, desde o retorno do voto direto, em 1989. A estratégia de neutralidade é apontada por especialistas como crucial na vitória de Raquel. Em 2022, ela também não apoiou ninguém no 2º turno,  mas era candidata.

Veras cita duplicação BR-232 como ameaçada com Flávio 

O Deputado Federal e presidente do PT,  Carlos Veras,  disse sobre a neutralidade de Raquel. “É um direito dela, mas eu tenho certeza que ela sabe e tem consciência de que, com Flávio Bolsonaro, a BR-232 não termina a sua duplicação até a Serra Talhada, como nós queremos. O Arco Metropolitano não sai. As barragens que tem ainda para fazer, a quantidade de estradas que precisamos duplicar, moradias populares. A quantidade de recursos que ela recebe através do governo do presidente Lula, ela não receberá de outro governo”, afirmou.

O cálculo de Raquel

No primeiro turno,  Raquel teve ampla votação dos bolsonaristas por eliminação,  já que não queriam a volta do PSB ao poder. E ainda teve uma parcela interessante de lulistas,  o que justificou o “Luquel”. Agora, não apenas “se vinga” da vinda de Lula ao palanque de Campos, mas para seu staff,  evita o risco de declarar apoio a um e ver o outro ganhar. A fala de Flávio de que ela terá apoio do governo e a relação já construída com Lula a levam para a manutenção da posição de não se posicionar. Isso não calcula a alegação de quem a cobra, afirmando que democracia e conquistas sociais estariam ameaçadas. Optou pelo pragmatismo.

Cadê Túlio?

Como esperado,  Túlio Gadêlha teve zero peso na decisão da governadora pela neutralidade. Sequer deve ter sido ouvido. Estrategicamente,  foi importante na justificativa do palanque amplo da governadora,  o que acabou dando certo. E só. Nesse assunto, da sua promessa de ponte entre Raquel e Lula, ficou ainda menor que a votação que teve.

Em vão

O ministro e senador eleito Rui Costa (PT) foi escalado para o contato com a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), buscando o apoio dela à candidatura de Lula no segundo turno das eleições de 2026. Vai perder o dinheiro da passagem.

Conta errada

Tonico Araújo,  da Exatta, quis dizer na CBN Recife que a abstenção não prejudicou Lula, porque foi maior no Sul e Sudeste que no Nordeste. Mas foi rebatido por Maurício Rands e Raul Henry,  que também com base em dados, mostraram que em qualquer região do país,  o eleitor que mais se abstém é da faixa entre um e dois salários, por fatores como a dificuldade de chegar aos locais de votação. Tonico não gostou e ainda teimou. “Não procede!” – nem com as evidências desmentindo sua tese.

Que fase…

Depois de Mendonça Filho,  que perdeu seis eleições majoritárias,  outro que vem numa maré sinistra é Miguel Coelho. Ficou fora do segundo turno em 2022. Ganhou a prefeitura de Petrolina,  porque o clã é poderoso. Tentou ser candidato a Senador de João. Perdeu. Tentou ser o de Raquel. Perdeu. O prêmio de consolação era o mandato Federal,  com bases loteadas por Dudu da Fonte. Perdeu de novo.

Prêmio de consolação

O Brasil elegeu o Congresso mais retrógrado da história,  mas Pernambuco ao menos ajudou a expurgar algumas figuras que, ou só votaram contra os interesses da população,  ou queriam fazê-lo,  como Coronel Meira,  Pastor Eurico,  Charlles de Tiringa,  Michelli Collins e o próprio Eduardo da Fonte.

Frase da semana:

“O presidente tem palanque em Pernambuco”.

Da governadora Raquel Lyra,  em entrevista indicando que não tem obrigação de declarar apoio a Lula se ele declarou apoio a João Campos no primeiro turno.

Lula defende formação de jovens em inteligência artificial e novas tecnologias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, direcionou parte de seu discurso deste domingo (11), na Avenida Paulista, aos jovens e afirmou que, em um eventual quarto mandato, pretende ampliar a formação profissional em inteligência artificial, indústria digital e novas áreas de energia. Durante o ato de campanha em São Paulo, […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, direcionou parte de seu discurso deste domingo (11), na Avenida Paulista, aos jovens e afirmou que, em um eventual quarto mandato, pretende ampliar a formação profissional em inteligência artificial, indústria digital e novas áreas de energia.

Durante o ato de campanha em São Paulo, Lula destacou a presença de jovens entre os participantes e defendeu maior envolvimento desse público na vida política.

“Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto”, afirmou o presidente, ao dizer que as novas gerações precisam assumir maior participação nas decisões do país.

Ao tratar de educação e mercado de trabalho, Lula citou o crescimento do número de brasileiros com diploma universitário desde o início de seu primeiro governo e afirmou que pretende ampliar esse contingente.

Segundo o candidato, uma das estratégias para isso seria investir na formação de trabalhadores em áreas relacionadas às novas tecnologias.

“No nosso próximo mandato, vamos formar muita gente em inteligência artificial, vamos formar muita gente na nova indústria digital e vamos fazer uma revolução energética”, declarou.

Lula também fez um apelo aos eleitores mais velhos para que participem do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A declaração ocorreu diante da taxa de abstenção registrada na primeira etapa da eleição.

Outro tema abordado foi a segurança pública. O presidente afirmou que pretende ampliar a atuação federal na área e voltou a defender políticas voltadas ao combate à criminalidade.

O petista ainda fez críticas à atuação do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19.

O ato contou com a participação de artistas, movimentos estudantis e parlamentares eleitos. Também estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Boulos e governadores aliados.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Ricardo Stuckert

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou neste domingo (11) uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A defesa acusa o chefe da corporação de ter utilizado a estrutura da PF para beneficiar eleitoralmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido questiona principalmente a divulgação, […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou neste domingo (11) uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A defesa acusa o chefe da corporação de ter utilizado a estrutura da PF para beneficiar eleitoralmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido questiona principalmente a divulgação, no dia do primeiro turno, de uma apuração preliminar sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

Em 4 de outubro, Andrei Rodrigues informou que a Polícia Federal havia recebido uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) e encaminhado o caso à Diretoria de Inteligência para análise.

Na ocasião, o diretor-geral explicou que ainda não havia sido instaurado formalmente um inquérito policial, mas que a corporação realizava uma apuração preliminar.

A defesa de Flávio sustenta que a divulgação do procedimento no dia da votação teria contribuído para reforçar uma narrativa negativa contra o candidato do PL e beneficiado politicamente Lula.

Os advogados citam ainda o fato de a análise ter sido arquivada pela Polícia Federal em 7 de outubro. A corporação concluiu que não havia elementos mínimos que justificassem a abertura de um inquérito sobre a suspeita de interferência estrangeira.

A representação da AGU havia sido motivada por uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre a discussão, pelo governo dos Estados Unidos, de um possível financiamento de US$ 1 milhão para um programa denominado “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”.

A defesa de Flávio argumenta que, no momento da divulgação da apuração pela PF, não havia elementos concretos que demonstrassem a existência de crime ou interferência nas eleições.

Na notícia-crime, os advogados pedem que o caso seja investigado pelo Ministério Público Eleitoral ou sob sua supervisão. Também solicitam documentos da AGU, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, além da gravação integral da entrevista concedida por Andrei Rodrigues no primeiro turno.

A apresentação da notícia-crime não significa que Andrei Rodrigues tenha cometido crime. As acusações deverão ser analisadas pela Justiça Eleitoral e pelos órgãos competentes.

Fonte: O Globo
Foto: Brenno Carvalho

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São José do Egito recebe Castramóvel com atendimento gratuito para cães e gatos

São José do Egito começou a receber neste domingo (11) os atendimentos do Castramóvel, ação que prevê a realização de 540 castrações gratuitas de cães e gatos. A programação segue até terça-feira (13). Os atendimentos são realizados por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente e a Secretaria de […]

São José do Egito começou a receber neste domingo (11) os atendimentos do Castramóvel, ação que prevê a realização de 540 castrações gratuitas de cães e gatos. A programação segue até terça-feira (13).

Os atendimentos são realizados por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente e a Secretaria de Meio Ambiente do Governo de Pernambuco.

Os tutores interessados ainda podem consultar os critérios para participação e realizar a inscrição pelo link disponibilizado na bio do perfil da Prefeitura de São José do Egito no Instagram, @prefeiturasaojosedoegitope.

Segundo a Prefeitura, todos os animais atendidos serão microchipados e receberão medicação para o período pós-operatório.

O prefeito Fredson Brito informou que ainda há possibilidade de cadastramento enquanto a ação estiver em andamento.

“É uma ação importante em São José do Egito. Ainda dá tempo de você cadastrar o seu animal, pois ela vai até a próxima terça-feira”, afirmou.

A previsão é que 540 cães e gatos sejam castrados gratuitamente até o encerramento dos atendimentos, na terça-feira (13).

Imagens: Divulgação

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Miguel Coelho confirma apoio a Flávio Bolsonaro

O candidato a Deputado Federal Miguel Coelho, do União Brasil, compartilhou um story do candidato a presidente Flávio Bolsonaro em que comemora pesquisa Ipespe. A pesquisa mostrou Flávio com 52,7% e Lula, com 47,3% em votos válidos. Miguel vai na mesma linha do seu partido, o União Brasil. O prefeito de Petrolina, Simão Durando, e […]

O candidato a Deputado Federal Miguel Coelho, do União Brasil, compartilhou um story do candidato a presidente Flávio Bolsonaro em que comemora pesquisa Ipespe.

A pesquisa mostrou Flávio com 52,7% e Lula, com 47,3% em votos válidos.

Miguel vai na mesma linha do seu partido, o União Brasil. O prefeito de Petrolina, Simão Durando, e o irmão, Fernando Filho, também se alinham ao bolsonarista.

Fim de um ciclo de idas e vindas

Miguel Coelho tentou ser candidato a Senador de João Campos e não conseguiu. Foi para o bloco de Raquel e tentou. Não conseguiu. Por fim, tentou mandato Federal, com bases loteadas por Dudu da Fonte. Perdeu de novo.

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A família da pequena Laylla, de 7 meses, lançou uma campanha nas redes sociais para arrecadar R$ 15 mil destinados à compra de uma órtese craniana. Moradora de Iguaracy, a bebê precisa do equipamento para auxiliar no tratamento de uma assimetria no crânio. Segundo as informações divulgadas pela família, Laylla precisa utilizar a órtese, também […]

A família da pequena Laylla, de 7 meses, lançou uma campanha nas redes sociais para arrecadar R$ 15 mil destinados à compra de uma órtese craniana. Moradora de Iguaracy, a bebê precisa do equipamento para auxiliar no tratamento de uma assimetria no crânio.

Segundo as informações divulgadas pela família, Laylla precisa utilizar a órtese, também conhecida como capacete ortopédico, durante o tratamento.

Para alcançar a meta, os responsáveis pedem a colaboração de quem puder contribuir. A campanha destaca que qualquer valor pode ajudar e sugere doações a partir de R$ 5.

As contribuições podem ser feitas pela chave Pix 02247516467, em nome de Maria da Conceição, disponibilizada pela família para a arrecadação.

Além das doações, a família pede que a mobilização seja compartilhada para alcançar mais pessoas e ajudar a atingir o valor necessário para a compra da órtese.

Foto: Reprodução

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O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu neste domingo (11) o funcionamento do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones. A decisão reverte, na prática, a ordem de suspensão determinada horas antes pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Com a nova decisão, o canal […]

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu neste domingo (11) o funcionamento do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones. A decisão reverte, na prática, a ordem de suspensão determinada horas antes pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.

Com a nova decisão, o canal poderá continuar funcionando, inclusive com novas publicações e a entrada de seguidores, até que o plenário do TSE analise a controvérsia.

A disputa judicial começou a partir de ações apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro contra o canal, que reúne mais de 3 milhões de pessoas e é utilizado para mobilizar apoiadores da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.

No sábado (10), Cueva já havia analisado uma das ações e determinado que Flávio apresentasse informações complementares antes da apreciação dos pedidos liminares. Lula, Geraldo Alckmin e Janones também foram notificados para apresentar defesa.

Na manhã deste domingo, porém, Nunes Marques analisou outro procedimento e determinou que o WhatsApp suspendesse o canal. O presidente do TSE afirmou que a estrutura estaria sendo utilizada para reproduzir conteúdos já considerados inverídicos pela Justiça Eleitoral.

A ordem previa a interrupção de novas publicações e do ingresso de seguidores até a homologação do resultado do segundo turno.

Horas depois, Cueva determinou o restabelecimento do canal no processo sob sua relatoria. A medida mantém o espaço em funcionamento enquanto o plenário do tribunal não se pronuncia sobre o caso.

A decisão não representa julgamento definitivo das acusações apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro. O processo continuará em tramitação e as alegações sobre eventual disseminação de desinformação ainda serão analisadas pelo TSE.

Janones nega utilizar o canal para divulgação de notícias falsas e afirma que o espaço foi criado para organizar a mobilização de apoiadores de Lula.

Fonte: Estadão
Foto: Marcelo Camargo

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro participará da escolha dos ministros caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News. Segundo Eduardo, os nomes indicados para integrar um eventual governo do irmão deverão passar pelo aval do pai. “As indicações de ministros vão […]

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro participará da escolha dos ministros caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News.

Segundo Eduardo, os nomes indicados para integrar um eventual governo do irmão deverão passar pelo aval do pai.

“As indicações de ministros vão passar pelo presidente Jair Bolsonaro. Neste momento há uma dificuldade muito grande de ter contato com ele. No momento estamos preocupados com a eleição do Flávio”, afirmou.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. Apesar disso, a declaração de Eduardo indica que o ex-presidente continuaria participando das decisões políticas da família em uma eventual gestão de Flávio.

Eduardo também foi questionado sobre a possibilidade de assumir o Ministério das Relações Exteriores. Seu nome tem sido mencionado para o comando do Itamaraty em uma eventual administração do irmão.

“Isso é assunto pra depois da eleição, mas se for da vontade de Flávio me ter em um Ministério, estou à disposição”, declarou.

Na entrevista, Eduardo afirmou que o foco atual está na campanha presidencial e evitou tratar como definida qualquer participação própria em um eventual governo.

Fonte: Diário de Pernambuco/SBT News
Foto: Reprodução

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11), durante ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, que a proposta que trata do fim da escala 6×1 será votada pelo Senado na próxima quarta-feira (14). A declaração foi feita durante discurso no ato de campanha pela reeleição. Lula afirmou que […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11), durante ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, que a proposta que trata do fim da escala 6×1 será votada pelo Senado na próxima quarta-feira (14).

A declaração foi feita durante discurso no ato de campanha pela reeleição. Lula afirmou que a data já teria sido acertada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Isso já foi tratado com o senador Alcolumbre e a data da votação já está marcada. Portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se terá coragem de votar contra ou a favor”, afirmou.

O calendário anunciado pelo presidente coincide com o divulgado oficialmente pelo Senado. Alcolumbre informou na sexta-feira (9) que colocou a PEC 221/2019 em votação, em primeiro turno, para quarta-feira (14).

Antes da votação, o Senado precisa concluir as duas sessões de discussão restantes. O Plenário já realizou três das cinco sessões exigidas pelo regimento para a análise de uma proposta de emenda à Constituição em primeiro turno.

A PEC reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e estabelece dois dias de repouso semanal remunerado. Pelo texto, a mudança ocorreria de forma gradual: 60 dias após a promulgação, a jornada cairia para 42 horas e, após 12 meses, para 40 horas.

Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis, equivalentes a três quintos dos 81 senadores. Depois do primeiro turno, ainda serão necessárias três sessões de discussão antes da votação em segundo turno.

Durante o ato, Lula também mencionou a PEC da Segurança Pública e afirmou que pretende ampliar a participação do governo federal na área.

O presidente ainda criticou decisões recentes da Justiça Eleitoral e disse que sua campanha pedirá explicações ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. A manifestação ocorreu após a determinação de suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Lula disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.

Fonte:Estadão Conteúdo
Foto: Miguel Schincariol/AFP

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Jones Manoel leva à PF denúncias de ameaças de atentados contra universidades

O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) protocolou uma notícia de fato na Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco para pedir a investigação de ameaças de atentados contra universidades públicas que estariam circulando em grupos de WhatsApp. Segundo a representação apresentada pelo parlamentar eleito, mensagens atribuídas a uma comunidade denominada “Universidades ANTI-LULA” incluem ameaças de […]

O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) protocolou uma notícia de fato na Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco para pedir a investigação de ameaças de atentados contra universidades públicas que estariam circulando em grupos de WhatsApp.

Segundo a representação apresentada pelo parlamentar eleito, mensagens atribuídas a uma comunidade denominada “Universidades ANTI-LULA” incluem ameaças de ataques com bombas. Jones pediu que a Polícia Federal investigue a origem das publicações e identifique os responsáveis.

Imagens das conversas também passaram a circular nas redes sociais. De acordo com Jones, as mensagens aparecem em grupos contrários à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao comentar a denúncia, o deputado eleito relacionou o episódio a outros casos de violência e ameaças registrados durante o período eleitoral. Entre os fatos citados por ele estão ameaças contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) e outros episódios ocorridos nos últimos dias.

Jones também mencionou os incêndios registrados na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O mais recente atingiu, na noite da última quarta-feira (7), o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da instituição, no Recife.

A Polícia Federal já abriu investigação para apurar as circunstâncias e as causas do incêndio. A perícia no prédio utiliza drones e equipamentos específicos porque a estrutura apresenta risco de desabamento.

Até o momento, não há confirmação oficial de que o incêndio tenha sido criminoso nem de que exista relação entre o fogo e as ameaças divulgadas nas redes sociais. A autenticidade e a autoria das mensagens também deverão ser objeto de investigação.

O incêndio provocou danos a laboratórios, equipamentos, amostras e dados de pesquisas desenvolvidas na universidade. A UFPE ainda trabalha na avaliação completa dos prejuízos.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e utilizado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A decisão atende a um pedido apresentado pela […]

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e utilizado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

A decisão atende a um pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial. O canal reunia cerca de 3,3 milhões de pessoas.

A campanha de Flávio alegou ao TSE que o espaço estaria sendo utilizado para disseminar informações falsas sobre o candidato, incluindo conteúdos relacionados ao Bolsa Família, aposentadorias e outros temas.

Na decisão, Kassio Nunes Marques afirmou que o canal vinha reproduzindo conteúdos que já haviam sido considerados inverídicos pela Justiça Eleitoral. Entre os exemplos citados estão a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida e a alegação de que reduziria aposentadorias caso fosse eleito.

“Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão”, afirmou o ministro.

A determinação estabelece que o WhatsApp suspenda o canal após ser notificado. A medida deverá permanecer até a homologação do resultado do segundo turno.

Kassio também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, apresente informações sobre as providências adotadas e sobre a existência de outros canais administrados por Janones. A empresa deverá ainda preservar os registros relacionados ao caso.

Janones contesta as acusações. Nas redes sociais, o deputado afirmou que o canal vinha sendo utilizado para mobilizar apoiadores e orientar eleitores durante o segundo turno e negou ter publicado notícias falsas no espaço.

“A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, afirmou.

O deputado também criticou o pedido apresentado pela campanha de Flávio e disse que pretende manter a mobilização por outras plataformas.

O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para 25 de outubro.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Luiz Roberto/TSE

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Equipe de Oliver Stone nega financiamento de Vorcaro a documentário sobre Lula

A equipe do cineasta Oliver Stone negou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tenha financiado o documentário “Lula”, lançado em 2024. A manifestação ocorreu após a divulgação de um áudio atribuído ao ex-banqueiro no qual ele teria afirmado ter destinado R$ 30 milhões à produção. Segundo auxiliares do cineasta ouvidos pela coluna de Mônica […]

A equipe do cineasta Oliver Stone negou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tenha financiado o documentário “Lula”, lançado em 2024. A manifestação ocorreu após a divulgação de um áudio atribuído ao ex-banqueiro no qual ele teria afirmado ter destinado R$ 30 milhões à produção.

Segundo auxiliares do cineasta ouvidos pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Stone não solicitou nem recebeu recursos de Vorcaro para a realização do filme, dirigido em parceria com Rob Wilson.

A equipe afirmou ainda que o diretor não conhecia Vorcaro e não teria sido informado sobre qualquer negociação de patrocínio envolvendo o empresário no Brasil.

A manifestação contesta o conteúdo atribuído ao ex-banqueiro em áudio divulgado pela revista Veja. Na gravação, Vorcaro teria afirmado que destinou R$ 30 milhões ao documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A equipe de Stone já havia negado, em maio, qualquer participação de Vorcaro, do Banco Master ou de empresas e fundos ligados ao empresário no financiamento da produção.

Na ocasião, os responsáveis pelo documentário informaram que não receberam recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições originados de negociações com Vorcaro ou com instituições relacionadas a ele.

A Polícia Federal também se manifestou sobre o caso após a divulgação da reportagem da Veja. Em nota, a corporação afirmou que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo relatado pela revista e que não entregou à instituição documentos ou informações com esse teor.

O documentário “Lula”, dirigido por Oliver Stone e Rob Wilson, foi lançado em 2024 e acompanha a trajetória política de Lula, com foco no período entre sua prisão, em 2018, e a eleição presidencial de 2022.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Divulgação

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Brejinho promove Festa da Criança com programação recreativa e entrega de brindes

A Prefeitura de Brejinho realizou, nesse sábado (10), a Festa da Criança. A programação reuniu crianças e familiares em uma noite com parque infantil, música, distribuição de lanches e sorteios de brindes. O evento contou com DJ, parque infantil e atividades voltadas ao público infantil. Durante a programação, também foram sorteados brindes, entre eles bicicletas […]

A Prefeitura de Brejinho realizou, nesse sábado (10), a Festa da Criança. A programação reuniu crianças e familiares em uma noite com parque infantil, música, distribuição de lanches e sorteios de brindes.

O evento contou com DJ, parque infantil e atividades voltadas ao público infantil. Durante a programação, também foram sorteados brindes, entre eles bicicletas e celulares.

As ações relacionadas à comemoração começaram ainda durante a semana. O prefeito Gilson Bento, a primeira-dama Emília Carmem e o secretário municipal de Educação, Abrahão Filho, visitaram escolas da rede municipal que atendem estudantes do Ensino Fundamental I para a entrega de presentes.

Segundo o prefeito, os brinquedos distribuídos nas unidades escolares foram adquiridos com recursos próprios, sem utilização de dinheiro público.

“Cada brinquedo que entrego nas escolas não é comprado com dinheiro público. É uma ação que faço para cumprir uma promessa que fiz”, declarou.

Durante a Festa da Criança, Gilson também relembrou a própria infância ao comentar a realização da atividade.

“Eu fui uma criança de infância pobre e nunca tive uma oportunidade como essa. Por isso, agradeço a Deus por hoje poder realizar essa ação para as nossas crianças”, afirmou.

A programação reuniu atividades recreativas, distribuição de lanches e sorteios, além das ações realizadas anteriormente nas escolas municipais.

Fotos: Divulgação

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Marília representa Pernambuco em ato com Lula e lideranças do Nordeste em Natal

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) participou nesse sábado (10), em Natal, de ato de campanha de Lula (PT) ao lado de governadores e outras lideranças do Nordeste. A mobilização marcou a primeira viagem do presidente na campanha do segundo turno. A agenda ocorreu no bairro do Alecrim e também teve como foco a candidatura […]

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) participou nesse sábado (10), em Natal, de ato de campanha de Lula (PT) ao lado de governadores e outras lideranças do Nordeste. A mobilização marcou a primeira viagem do presidente na campanha do segundo turno.

A agenda ocorreu no bairro do Alecrim e também teve como foco a candidatura de Cadu Xavier, o Cadu de Lula (PT), que disputa o segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil).

Marília foi a representante de Pernambuco no ato. Recém-eleita para o Senado, a pedetista já havia anunciado que participaria das atividades de campanha de Lula nesta segunda etapa da eleição presidencial.

Também estiveram na mobilização os governadores Rafael Fonteles (PT), do Piauí; Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; Elmano de Freitas (PT), do Ceará; e Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba.

Participaram ainda a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), além dos senadores eleitos Rui Costa (PT), pela Bahia, e Samanda de Lula (PT), pelo Rio Grande do Norte.

Durante o ato, Marília afirmou que pretende se dedicar à campanha de Lula nas próximas semanas e relacionou sua participação à votação recebida em Pernambuco.

“A confiança que recebi dos pernambucanos aumenta minha responsabilidade de estar nas ruas, dialogar com as pessoas e somar forças pela sua reeleição”, declarou.

A passagem por Natal ocorreu depois de um ato realizado na sexta-feira (9), em Brasília, e integra a estratégia da campanha de Lula para reforçar a mobilização no Nordeste.

A região foi onde o presidente obteve seu melhor desempenho no primeiro turno. Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) nos nove estados nordestinos e recebeu cerca de 21,5 milhões de votos, contra aproximadamente 10,4 milhões do adversário.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Foto: Reprodução/ Redes sociais

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O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno levou aliados a intensificar as articulações por uma anistia que possa beneficiar Jair Bolsonaro ainda em 2026. O movimento combina negociações no Congresso com a tentativa da defesa do ex-presidente de reverter sua condenação no STF. Dirigentes do PL passaram a refazer as contas no Congresso […]

O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno levou aliados a intensificar as articulações por uma anistia que possa beneficiar Jair Bolsonaro ainda em 2026. O movimento combina negociações no Congresso com a tentativa da defesa do ex-presidente de reverter sua condenação no STF.

Dirigentes do PL passaram a refazer as contas no Congresso depois das eleições de domingo (4). A legenda elegeu 121 deputados federais e, a partir de 2027, deverá contar com 28 senadores, ampliando sua capacidade de articulação nas duas Casas.

As conversas ganharam espaço também com a adesão de partidos e lideranças à campanha de Flávio no segundo turno. Republicanos, Podemos, União Brasil, PP e Novo estão entre as siglas com as quais o candidato e seus aliados mantiveram reuniões nos últimos dias.

O objetivo de integrantes do grupo político de Jair Bolsonaro é viabilizar uma medida que permita ao ex-presidente deixar a prisão ainda neste ano. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e atualmente cumpre pena em prisão domiciliar humanitária.

Flávio tem afirmado durante a campanha que pretende participar de uma eventual posse ao lado do pai. Em agenda em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, chegou a dizer que Jair Bolsonaro colocaria nele a faixa presidencial caso vença o segundo turno.

Antes do primeiro turno, aliados avaliavam como reduzidas as possibilidades de aprovação de uma anistia que alcançasse o ex-presidente, tanto pela dificuldade de reunir votos no Congresso quanto pelos questionamentos jurídicos que a medida poderia enfrentar no Supremo.

O novo cenário eleitoral levou o PL a retomar a discussão. Ainda não há, entretanto, um acordo entre os partidos sobre qual texto seria apresentado nem sobre a extensão de uma eventual anistia.

Parte dos aliados defende que a medida alcance não apenas Jair Bolsonaro, mas os demais condenados pelos atos relacionados à tentativa de ruptura institucional. Há também preocupação de que uma nova lei seja questionada no STF.

Neste ano, o Congresso promulgou a chamada Lei da Dosimetria, que alterou regras de cálculo e progressão de penas relacionadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito. A aplicação da norma às execuções penais sob responsabilidade do Supremo, entretanto, foi suspensa até que o plenário da Corte analise ações que questionam sua constitucionalidade.

Entre dirigentes do PL, a avaliação é de que a Lei da Dosimetria, mesmo que venha a produzir efeitos, não resolve integralmente a situação do ex-presidente.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), defende que, em caso de vitória de Flávio no segundo turno, o Congresso tente votar uma proposta de anistia ainda em 2026, antes da posse presidencial.

Paralelamente, o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), vem mantendo interlocução com integrantes do Supremo. Segundo a reportagem de O Globo, ele conversou com ministros como Edson Fachin, Gilmar Mendes e Nunes Marques em meio à tentativa de reduzir as tensões institucionais.

Outra frente é conduzida pela defesa de Jair Bolsonaro. Os advogados apresentaram ao STF pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação e também solicitaram que o ex-presidente possa aguardar o julgamento em liberdade.

A revisão criminal não funciona como uma nova etapa ordinária de recursos e depende do preenchimento de requisitos específicos previstos em lei. Não há, até o momento, decisão que reverta a condenação do ex-presidente.

A articulação ocorre enquanto Flávio disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro.

Fonte: O Globo
Foto: Domingos Peixoto

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O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, passou por uma cirurgia de urgência na sexta-feira (9), em São Luís, após apresentar um quadro de abdome agudo. Ele permanece internado na UTI, com estado de saúde considerado estável. Segundo o UDI Hospital, Sarney deu entrada na unidade com dor abdominal. Após exames de imagem e avaliação […]

O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, passou por uma cirurgia de urgência na sexta-feira (9), em São Luís, após apresentar um quadro de abdome agudo. Ele permanece internado na UTI, com estado de saúde considerado estável.

Segundo o UDI Hospital, Sarney deu entrada na unidade com dor abdominal. Após exames de imagem e avaliação clínica, a equipe médica identificou uma obstrução intestinal e decidiu pelo procedimento cirúrgico.

O ex-presidente segue em acompanhamento na Unidade de Terapia Intensiva. Até o momento, o hospital não informou previsão de alta.

A internação ocorreu poucos dias depois de Sarney deixar o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde permaneceu entre 25 e 30 de setembro para tratamento de uma pneumonia.

Depois de receber alta, ele retornou ao Maranhão, onde acompanhou o primeiro turno das eleições gerais.

José Sarney presidiu o Brasil entre 1985 e 1990. Antes de chegar à Presidência, também exerceu os cargos de governador do Maranhão, deputado federal e senador.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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