
Por André Luis Euclides da Cunha foi cirúrgico na obra “Os Sertões”, publicada em 1902, quando escreve uma das frases mais celebres da literatura brasileira: “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Assim definiu Cunha e assim o sertanejo é – principalmente os naturais de Afogados da Ingazeira, Sertão de Pernambuco. Explico em duas […]

Euclides da Cunha foi cirúrgico na obra “Os Sertões”, publicada em 1902, quando escreve uma das frases mais celebres da literatura brasileira: “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Assim definiu Cunha e assim o sertanejo é – principalmente os naturais de Afogados da Ingazeira, Sertão de Pernambuco. Explico em duas histórias.
No sábado, 5 de março de 2022, o ultraciclista Cláudio Kennedy, chegou em Afogados da Ingazeira após completar o desafio do circuito SertAmérica, pedalando por nove países da América Latina.
Cláudio saiu de Afogados da Ingazeira em 26 de setembro de 2021 e enfrentou uma jornada cheia de desafios.
Na jornada de cinco meses ele passou por diversos estados brasileiros e vários países, como Bolívia, Argentina e Peru. Foram quase 15 mil quilômetros em pouco mais de cinco meses.
Em 2018, Cláudio já havia encarado o trecho de Afogados da Ingazeira a Aparecida, São Paulo, para pagar uma promessa. Foram 2.310 quilômetros até a cidade turístico-religiosa.
Agora, apresento outro sertanejo, que assim como Kennedy, merece todo o respeito e admiração. Handson Matheus, um jovem de 23 anos resolveu embarcar em uma aventura cheia de desafios, histórias e perigos.
Em fevereiro de 2021, Handson resolveu vender todas as suas coisas e saiu de Afogados para uma viagem sem data de volta, sem a menor intenção sobre qual direção seguir.
“Não havia também um destino definido, mas o objetivo de cruzar alguma das fronteiras sempre esteve em mente”, revelou Handson quando pedi para ele me explicar a sua história.
Ele explica que durante a viagem nunca pagou hospedagem. “Estive sempre em contato com donos de pousadas e hostels – também conhecido como albergue, é uma acomodação com um custo mais baixo que as opções tradicionais -, em busca de trocar a minha força de trabalho por um quarto. Sempre deu certo, mas já dormi várias vezes na rua”, contou.
Ele também conta que não havia guardado dinheiro para a viagem, tendo saído de casa com pouco mais de R$100,00. “Sobrevivi todo esse tempo com o mínimo possível, buscando sempre soluções que custeassem tudo”.
“Foram meses vendendo balas nas ruas, brigadeiros e, principalmente, fazendo malabarismo no sinal — habilidade que adquiri com dois argentinos malabaristas que conheci em Fortaleza”, revela.
Ele conta ainda que depois de ter viajado mais de 5.000 quilômetros, por todo o litoral do nordeste e sudeste, durante o período de 10 meses, ter sofrido um acidente, passado por perrengues na estrada e até recebido a visita de uma onça, decidiu deixar a moto na casa da mãe em São Paulo, quando esteve cruzando o estado.
“Coloquei o que julguei essencial dentro de uma mochila, coloquei ela nas costas e parti para a próxima capital, Curitiba. Daí em diante, desci todo o Brasil até o Chuy, divisa com o Uruguai, tendo então cumprido o objetivo final que minha expedição teve desde o início”.
Mas Handson não estava satisfeito. Seu espirito jovem e inquieto, sedento por experiências insólitas o fez tomar uma decisão mais desafiadora.
“Restavam apenas três semanas para completar um ano desde que eu havia saído de casa, até que decidi subir tudo de novo até Afogados da Ingazeira, mas com uma regra: apenas de carona e dormindo na barraca”, contou Handson.
Próximo de terminar a jornada, o jovem tomou outra decisão: “se eu tô vindo do Chuí, porquê não ir até o Oiapoque?”, pois é! E assim, nosso aventureiro seguiu em direção ao norte do país.
“Tomei essa decisão já próximo de terminar a viagem. Só que antes de terminá-la, eu percebi que não estava completa. Extremo Sul ao extremo Norte só de carona”.
Nessa ida para o norte, Handson pegou o que considero a carona mais inusitada de sua jornada. Foi para Macapá em um navio cargueiro cortando o Rio Amazonas. Lógico que não foi fácil – antes pagou a carona trabalhando durante dois dias inteiros carregando o navio.
No último contato que tive com o nosso aventureiro, na manhã deste domingo (13), ele estava em Tartarugalzinho, no Amapá, a 300 quilômetros do Oiapoque. “Fiquei encalhado aqui e só tem essa estrada no estado, infelizmente ela é pouco movimentada”, informou.
“Eu brinco que deixei as razões para mais tarde. Nunca procurei um sentido porque nunca achei que eu realmente precisasse de um para fazer isso. No mais, eu sentia uma necessidade muito grande de me provar, de chegar aos meus limites. Gosto da ideia de olhar nos olhos do mundo, rolar os dados e ver no que dá”, respondeu Handson quando o questionei sobre as razões que o levaram a encarar tamanha aventura.
A história será contada mais tarde em um livro que Handson escreve após ter recebido pedidos de amigos e pessoas com as quais fez amizade pela estrada.
“Desde que saí do Uruguai com destino a Afogados da Ingazeira, escrevo uma média de 1.000 a 2.000 palavras por dia, contando os relatos que coleciono durante os meus pesados cotidianos. Serão provavelmente quase 10.672 quilômetros dormindo na rua, fazendo longas caminhadas e procurando caronas, além de ter que reservar tempo e uma tomada para escrever tudo detalhadamente”, revelou. Siga Handson no Instagram e acompanhe a sua jornada clicando aqui.
Agora me diga, Euclides da Cunha tinha, ou não razão, quando definiu em sua maior obra literária que “o Sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Eu acredito que sim. O sertanejo é mesmo um forte.













































Uma carta de professores independentes se Arcoverde repercute na cidade.


O pré-candidato a governador de Pernambuco, Miguel Coelho, cumpre agenda, neste domingo (13), no Sertão.






Em 28 de setembro de 2010: em queda há uma semana, os preços da gasolina comum voltaram a recuar em alguns postos, atingindo um dos menores preços desde março de 2010, quando o litro do produto era comercializado por R$ 2,449.

O Brasil não aguenta mais
A radiodifusão de Pernambuco terá o primeiro encontro presencial do ano, quinta, dia 17, 8h30 no Auditório da FIS em Serra Talhada. Radiodifusores de todo estado estarão presentes. Palestrantes como Ivan Feitosa e Júlio Pascoal, apresentações culturais e debate sobre os rumos do rádio e da TV no estado marcarão o evento.
Os beneficiários do Residencial Vanete Almeida, com 902 casas populares que nunca foram entregues fazem protesto esta manhã na BR 232. As casas estão depreciadas com ação do tempo e vandalismo. Para destravar a entrega são necessárias melhorias nos imóveis e na infraestrutura. O nó é grande. Luciano Duque não conseguiu destravar junto ao Governo Federal. O abacaxi ficou para Márcia Conrado.
A Rádio Pajeú lança nesta segunda uma loja virtual, a Pajeú Store. Itens da cultura sertaneja estarão a venda com entrega para todo o Brasil. Um dos parceiros é o artista plástico Edgley Brito. No endereço
Frase da semana: 




















A primeira pesquisa Empetec/Diario com intenções de voto para o Governo de Pernambuco mostra a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), liderando a corrida pela vaga ao Palácio do Campo das Princesas.

Se as eleições para presidente da República fossem hoje, o ex-presidente Lula (PT) teria, em Pernambuco, mais do que o triplo dos votos do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).






A Cidade das Tradições sedia dia 1 de abril o 4º Encontro Literário Escritora Nevinha Pires. O evento acontecerá no Centro Cultural Poeta Zé de Mariano às 19h.

























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