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TCE vê diferença entre leitos contratados e entregues em hospitais de campanha

Por Nill Júnior

Relator do TCE dá dez dias para Governo do Estado começar corte proporcional dos repasses para as organizações sociais

O conselheiro Carlos Porto, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), enviou ofício para o secretário estadual de Saúde, André Longo, requisitando que o Governo do Estado apresente, no prazo de dez dias, os critérios objetivos para o corte proporcional do repasse para as entidades privadas que gerenciam os hospitais de campanha da covid-19.

O relator se baseou em despacho técnico, da auditoria do TCE, que apontou que há “alteração da estrutura inicialmente prevista e contratualizada, com redução significativa dos leitos, deveria ter sido acompanhada da repactuação dos valores contratados, o que implicaria em redução substancial dos montantes a serem repassados”.

Ou seja, o número de UTIs efetivamente disponíveis é menor que os que constam no contrato de gestão. Em alguns casos estão disponíveis apenas 40% das UTIs contratadas, segundo o TCE.

Carlos Porto já tinha enviado um ofício para a Secretaria em 11 de maio, solicitando a redução dos repasses a maior para as organizações sociais de saúde (OSS), entidades privadas que recebem do Estado para gerenciar os hospitais de campanha, contratadas por emergência e sem licitação pelo Estado.

A Secretaria, no Ofício 066 – DGAJ/SES de 18 de maio, disse que não queria fazer o corte dos repasses, para não prejudicar as organizações sociais. A Secretaria propôs que fosse feito o pagamento integral das entidades privadas e, só após o término dos contratos emergenciais sem licitação, fosse apurado se havia algum valor para devolver aos órgãos públicos.

“Com o encerramento do contrato, deverá haver a devolução de recursos financeiros caso a unidade apresente-se superavitária e/ou caso as contas apresentadas sejam glosadas. Optou-se por manter-se os quantitativos e valores contratados, já que a formalização de um aditivo de supressão seria imediatamente seguida de um aditivo de acréscimo. Ademais, a manutenção dos valores repassados não traz prejuízos aos cofres públicos, já que, repita-se, os gastos não comprovados serão devolvidos”, disse a Secretaria, no ofício ao TCE.

O relator não aceitou a proposta da Secretaria, de pagar os valores integrais às entidades privadas dos hospitais de campanha e, só após o fim dos contratos, pedir o ressarcimento dos valores eventualmente devidos aos cofres públicos.

Com base em parecer do Ministério Público de Contas (MPCO), Carlos Porto enviou novo ofício, dando o prazo improrrogável de dez dias para a Secretaria apresentar uma proposta de termo aditivo aos contratos de emergência sem licitação com as entidades privadas.

“Mesmo no meio da pandemia do covid-19, o Estado não pode pagar de forma integral por serviços que reconhecidamente não estão sendo prestados, ou estão sendo prestados parcialmente. A resposta do Secretário não afasta as fortes razões do Alerta proposto pela Gerência de Saúde do TCE. Espanta esse MPCO que o contrato de gestão dos hospitais de campanha não tenha cláusulas para o abatimento proporcional dos repasses, quando os serviços são apenas parcialmente prestados. É indicativo que o contrato foi redigido de forma manifestamente deficiente, pois qualquer contrato de prestação continuada de serviços contém cláusulas de corte proporcional, em caso de inexecução parcial dos serviços”, disse o parecer do MPCO, acatado pelo relator.

Carlos Porto disse ser inadequado, em tempos de restrições de recursos, pagar a maior as organizações sociais para apenas após o fim dos contratos pedir a devolução dos valores, como propôs a Secretaria.

“É inadequado que o Estado pague a maior, por serviços que reconhecidamente não estão sendo prestados pelas organizações sociais de saúde. É temerário autorizar o pagamento a entidades privadas por serviços não prestados, na suposição que, após o encerramento do contrato, a entidade privada irá devolver os recursos públicos, mormente porque entes privados não podem receber a maior do Poder Público por serviços não prestados”, disse Carlos Porto, em sua decisão.

O relator requisitou que a Secretaria Estadual de Saúde apresente, em dez dias, os critérios objetivos para cumprir o despacho técnico da equipe de auditoria do TCE, pelo qual o Estado deve “observar, em todos os Contratos de Gestão firmados com Organizações Sociais, a devida proporcionalidade entre os leitos efetivamente implantados e os repasses de custeio efetivados, de forma a evitar pagamentos de parcelas fixas que orbitem dos custos de implantação e operacionalização dos leitos clínicos e de Unidades de
Terapia Intensiva (UTI)”.

Carlos Porto informou que, caso não apresentados os critérios de corte no prazo, o próprio TCE, por medida cautelar, poderá fixar o corte dos pagamentos a maior para as organizações sociais da saúde.

O secretário André Longo foi notificado da decisão nesta segunda-feira (25), quando começou a contar o prazo de dez dias para a apresentação dos critérios de cortes nos repasses dos hospitais de campanha.

CONTROVÉRSIA DOS HOSPITAIS DE CAMPANHA

O modelo de hospitais de campanha tem sido considerado, por especialistas, como desperdício de recursos públicos no enfrentamento da pandemia. Em 11 de maio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) propôs o “modelo da contratação de leitos privados antes de soluções como hospitais de campanha”.

Nota técnica do CNJ, elaborada por especialistas nacionais da área médica, recomendou o “modelo centralizado de gestão com uso da rede privada após o esgotamento de leitos públicos”.

Segundo o CNJ, estados e prefeituras, sem planejamento, partiram para construir hospitais de campanha, mais caros, enquanto a rede privada passou quase dois meses vazia, pelo cancelamento de cirurgias eletivas e consultas. Os espaços privados poderiam ter sido utilizados, mediante requisição administrativa, diz o CNJ.

“Se a capacidade de leitos à disposição do SUS estiver esgotada, e a rede assistencial privada não se interessar por um contrato público com o gestor do SUS, os leitos deverão ser requisitados”, explica a nota técnica do CNJ.

“Quando, e se, os recursos existentes estiverem esgotados, devem ser mobilizados recursos novos, tais como: estruturas hospitalares temporárias, abertura de novas estruturas dentro de hospitais existentes e novos hospitais. A preferência neste momento deve se dar pela requisição/contratação de leitos não SUS pela rapidez e pela economicidade dessa ação em relação à construção de hospitais de campanha, mantendo-se, é claro, a utilização das estruturas já criadas”, diz um trecho da nota técnica do CNJ, órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro.

Outras Notícias

Titularidade dos imóveis: famílias do Laura Ramos começarão a ser cadastradas

A Casa de Justiça e Cidadania, no âmbito do programa “Moradia Legal”, dará início neste final de semana (27 e 28), ao cadastramento das famílias residentes nos 225 imóveis do conjunto residencial Laura Ramos, em Afogados da Ingazeira.  A ação é fruto de uma parceria firmada entre a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e o […]

A Casa de Justiça e Cidadania, no âmbito do programa “Moradia Legal”, dará início neste final de semana (27 e 28), ao cadastramento das famílias residentes nos 225 imóveis do conjunto residencial Laura Ramos, em Afogados da Ingazeira. 

A ação é fruto de uma parceria firmada entre a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e o Tribunal de Justiça de Pernambuco. O objetivo é garantir às famílias a titularidade dos imóveis, de forma gratuita e ágil. 

O processo de cadastramento contará com o apoio da UFRPE/UAST, na pessoa do professor Toni Cardoso, com o suporte de alunos dos cursos de engenharia. Serão coletados dados sócio-econômicos e ambientais para validação das medições das 225 unidades habitacionais do Conjunto Residencial Laura Ramos. “Essa é uma ação importante, que vai dar segurança jurídica às famílias quanto à propriedade dos seus imóveis, garantindo mais cidadania e legalidade para todos,” destacou o Prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira.

O conjunto residencial teve a sua construção iniciada na gestão do ex-prefeito Totonho Valadares e foi inaugurada em março de 2014, na gestão do ex-prefeito José Patriota.

João Lyra Neto viaja a Roma para encontro católico e apresentação da Orquestra Criança Cidadã

O governador João Lyra Neto embarca, hoje (29/10), para Roma, na Itália, onde participará do Encontro Anual da Fraternidade Católica. O organismo foi criado pelo Pontifício Conselho para os Leigos e tem o objetivo de integrar as Novas Comunidades Católicas da Renovação Carismática Católica (RCC), cujo presidente é o pernambucano Gilberto Gomes Barbosa, fundador da […]

Orquetra Criança Cidadã

O governador João Lyra Neto embarca, hoje (29/10), para Roma, na Itália, onde participará do Encontro Anual da Fraternidade Católica. O organismo foi criado pelo Pontifício Conselho para os Leigos e tem o objetivo de integrar as Novas Comunidades Católicas da Renovação Carismática Católica (RCC), cujo presidente é o pernambucano Gilberto Gomes Barbosa, fundador da Comunidade Obra de Maria.

No total, participam deste encontro mais de 80 bispos provenientes de todos os continentes, quatro cardeais e os fundadores de centenas de novas comunidades de 40 países como Índia, China, Filipinas, Polônia, Estados Unidos, México e Brasil, que darão seus testemunhos dos trabalhos que desenvolvem.

Na sexta-feira (31/10), o governador de Pernambuco prestigia a apresentação especial da Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque para o Papa Francisco. O concerto privado, primeiro projeto sociomusical brasileiro a se apresentar para um Papa, será realizado na Sala Clementina, no Vaticano.

Sob a regência do maestro Nilson Galvão Júnior, a orquestra formada por 44 crianças e adolescentes carentes, com idades entre 11 e 21 anos, assistidos pela Associação Beneficente Criança Cidadã (ABCC), apresentará ao pontífice um repertório montado de acordo com o gosto musical dele, incluindo composições de Johann Sebastian Bach, além do tango argentino “Por una Cabeza”, de Carlos Gardel, uma homenagem especial ao Papa.

Afogados vai sediar etapa regional dos jogos Abertos de Pernambuco 

A Secretaria Estadual de Turismo, Esportes e Lazer promoveu nesta última quarta (19) um congresso técnico para debater a realização dos jogos abertos de Pernambuco. O evento reuniu todos os Secretários Municipais responsáveis pelo Esporte no Estado. O Secretário de Cultura e Esportes, Edygar Santos, informou que Afogados foi, mais uma vez, selecionada para sediar […]

A Secretaria Estadual de Turismo, Esportes e Lazer promoveu nesta última quarta (19) um congresso técnico para debater a realização dos jogos abertos de Pernambuco. O evento reuniu todos os Secretários Municipais responsáveis pelo Esporte no Estado. O Secretário de Cultura e Esportes, Edygar Santos, informou que Afogados foi, mais uma vez, selecionada para sediar uma das etapas regionais, no mês de Setembro.

Em Afogados serão disputadas as modalidades handebol, futsal, basquete e, provavelmente, futebol de campo, todas nas categorias masculino e feminino. Após as etapas regionais, os campeões de cada região do Estado se enfrentam no mês de Novembro, de 8 a 12, na fase final que será disputada em Serra Talhada. Em 2016, com o apoio da Prefeitura, a seleção afogadense de xadrez sagrou-se campeã da competição.

A Prefeitura de Afogados também esteve presente na abertura da 58º edição dos jogos escolares de Pernambuco, realizado no teatro Guararapes, no Centro de Convenções, em Olinda. O evento foi apresentado pela repórter da TV Globo, Sabrina Rocha, e contou com a presença de alunos de diversas escolas da região metropolitana. Eles ficaram responsáveis pelas apresentações culturais da cerimônia. A ação foi coordenada pelos Secretários Estaduais de Turismo e Esportes, Felipe Carreras, e de Educação, Fred Amâncio.

Este ano o homenageado foi o ex-jogador de vôlei Marcelo Negrão, medalha de ouro nas olimpíadas de Barcelona. Confira a reportagem da TV Globo com imagens da abertura dos jogos escolares.

Fábrica de Aristóteles Monteiro tem energia paga por governo Sebastião Dias, denuncia Dinca

O ex-prefeito Dinca Brandino denuncia que uma fábrica do vereador Aristóteles Monteiro, do PT tem a conta de luz paga pela Prefeitura de Tabira. Segundo a denúncia, foi realizada uma concessão de uso da escola da comunidade de Arara em 2013 para o funcionamento da fábrica Dá no Pé que fabrica sandálias, por 10 anos, […]

O ex-prefeito Dinca Brandino denuncia que uma fábrica do vereador Aristóteles Monteiro, do PT tem a conta de luz paga pela Prefeitura de Tabira.

Segundo a denúncia, foi realizada uma concessão de uso da escola da comunidade de Arara em 2013 para o funcionamento da fábrica Dá no Pé que fabrica sandálias, por 10 anos, para Aristóteles Monteiro.

O mesmo prédio localizado na comunidade de Araras depois do fechamento da empresa Dá no Pé, voltou a funcionar durante o período em que Prefeito Sebastião Dias já era prefeito, como uma fábrica de peças de motos.

A fábrica pertenceria segundo Dinca ao vereador Aristóteles Monteiro, da base do Governo Sebastião Dias. “Depois que verifiquei o número do relógio e o consumo de energia elétrica através do site da CELPE, utilizado pelo referido prédio cedido pela prefeitura ao vereador Aristóteles,  constatei que de fato quem paga a energia elétrica utilizada por esta fábrica é a Prefeitura Municipal de Tabira”, denuncia o ex-prefeito.

Ele critica o fato de que Dias e Monteiro foram a favor do desligamento da energia utilizada por todos os poços artesianos da zona rural que inclusive eram pagos por seu Governo de 2009 a 2012.

“Desejo saber até onde foi a consciência deste vereador que admite o desligamento de todas as energias dos poços artesianos da zona rural, mas admite ser correto a Prefeitura Municipal de Tabira pagar o consumo de energia elétrica de sua própria empresa para enriquecimento próprio”.

No site da CELPE o número do contrato é o 001772522017. Cabe agora à Câmara Municipal de Vereadores de Tabira investigar desde quando a prefeitura Municipal de Tabira paga a energia para essa empresa. Apenas no mês de novembro, denuncia, foram consumidos 2.281 quilowats, ao custo de R$ 1.743,68.

Risco de barragem romper em Águas Belas deixa cidades alagoanas em alerta

A Secretaria do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos (Semarh) de Alagoas informou que recebeu um alerta nesta sexta-feira (3) da secretaria de Pernambuco sobre o risco de rompimento de uma barragem no município pernambucano de Águas Belas. O alerta diz que, se houver mesmo o rompimento, os municípios alagoanos de Santana do Ipanema, Poço das […]

Cidade tem sofrido com enchentes
Força das águas tem assustado esse ano

A Secretaria do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos (Semarh) de Alagoas informou que recebeu um alerta nesta sexta-feira (3) da secretaria de Pernambuco sobre o risco de rompimento de uma barragem no município pernambucano de Águas Belas.

O alerta diz que, se houver mesmo o rompimento, os municípios alagoanos de Santana do Ipanema, Poço das Trincheiras e Batalha podem sofrer enchentes.

De acordo com a Semarh, a barragem de Águas Belas, que fica a aproximadamente 30 quilômetros de Poço das Trincheiras, apresenta fissuras consideráveis e, em caso de rompimento, a água atingiria os três municípios alagoanos em 90 minutos.

“Estamos em contato com a Defesa Civil do Estado para que, em caso de rompimento, o órgão possa retirar a população das margens do Rio Ipanema. Vamos nos manter em alerta com um monitoramento direto nesta barragem, para que em caso de rompimento, todos possam ser informados de forma imediata”, explicou o secretário executivo da Semarh, Alex Gama.

A Sala de Alerta segue realizando o monitoramento do local e está em comunicação constante com os órgãos oficiais de proteção e a Defesa Civil do Estado.

Por meio de um vídeo, o tenente-coronel Leopardi, comandante do 9º GBM, e um representante da Defesa Civil de Santana do Ipanema alertam a população ribeirinha da cidade.

“Hoje, 3 de abril, às 18h, recebemos um alerta da Defesa Civil do estado de Pernambuco sobre o risco iminente de rompimento de barragem Águas Belas. Diante dessas circunstâncias, o Corpo de Bombeiros orienta a população ribeirinha a sair de suas casas. É um momento importante, porque a gente tem que emitir esse alerta para evitar maiores perdas”, disse o tenente-coronel Leopardi.

“Complementando o que o coronel está falando, saiam das suas residências. Se ocorrer, vamos ter a terceira enchente. Vimos o tamanho do desastre que vivemos e não queremos que tenha nenhuma vítima”, explicou o representante da Defesa Civil Municipal de Santana do Ipanema.