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STF condena mais 119 pessoas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro

Por André Luis

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais 119 pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Os julgamentos foram realizados em sessões virtuais do Plenário e da Primeira Turma concluídas nos dias 06, 14, 24 e 30 de junho, e no dia 5 de agosto.

Para os 41 que participaram da invasão e depredação do Palácio do Planalto e das sedes do Congresso Nacional e do STF, na Praça dos Três Poderes, ou que atuaram como financiadores ou captaram recursos para aluguel de ônibus manutenção do acampamento, as penas foram mais severas: 14 anos de prisão para 20 pessoas; 17 anos para 10, 13 anos e 6 meses para oito, 13 anos e 8 meses para duas e 12 anos de prisão para um réu.

Das 78 pessoas que cometeram crimes de menor gravidade, 70 tiveram as penas fixadas em um ano de detenção e substituídas por restrição de direitos. Por descumprimento das medidas cautelares, como uso de tornozeleira ou comparecimento em juízo, os demais oito foram sentenciados a dois anos e cinco meses de detenção.

Autoria coletiva

Em todas as ações penais, prevaleceu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de que o grupo do qual os réus faziam parte tinha intenção de derrubar o governo democraticamente eleito em 2022. Ele observou que, conforme argumentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ocorreu um crime de autoria coletiva em que, a partir de uma ação conjunta, todos contribuíram para o resultado.

As defesas alegavam, entre outros pontos, que os atos não teriam eficácia para concretizar o crime de golpe de Estado e que os acusados pretendiam participar de um ato pacífico. Negaram, ainda, o contexto de crimes de autoria coletiva.

Provas explícitas

Contudo, segundo o relator, a PGR apresentou provas explícitas produzidas pelos próprios envolvidos, como mensagens, fotos e vídeos publicados nas redes sociais. Há também registros internos de câmeras do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF e provas com base em vestígios de DNA encontrados nesses locais, além de depoimentos de testemunhas.

O relator explicou que a PGR também demonstrou que o grupo que permaneceu no acampamento era extremamente organizado e com tarefas bem definidas, incitou a prática de crimes por outras pessoas, assim como a animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes republicanos devidamente constituídos, configurando os delitos de associação criminosa e incitação ao crime.

Recusa a acordo que evitaria condenação

Entre os sentenciados por crimes de menor gravidade, 70 rejeitaram o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) proposto pela PGR, o que evitaria a continuidade da ação penal. Além da pena de um ano de detenção pelo crime de associação criminosa, substituída por restrição de direitos, eles terão de pagar multa de 10 salários mínimos pelo delito de incitação ao crime, por terem estimulado as Forças Armadas a tomar o poder sob a alegação de fraude eleitoral.

Outros oito réus também cometeram crimes menos graves, mas por terem descumprido as medidas cautelares estabelecidas anteriormente, como comparecimento em juízo e uso de tornozeleira eletrônica, foram condenados a dois anos e cinco meses de detenção. Todos os 78 sentenciados por crimes menos graves terão de pagar uma indenização no valor de R$ 5 milhões, a ser dividida com os outros condenados pelos mesmos delitos.

Perda de primariedade

Mesmo com a substituição da pena de detenção, os envolvidos deixarão de ser réus primários quando se encerrar a possibilidade de recurso e a decisão se tornar definitiva (trânsito em julgado). O ministro Alexandre de Moraes reiterou que mais de 500 pessoas em situação idêntica optaram por confessar a prática dos crimes e firmar o ANPP.

Indenização

Todos os 78 sentenciados por crimes menos graves, independentemente da pena, terão de pagar uma indenização no valor de R$ 5 milhões, a ser dividida com os outros condenados pelos mesmos delitos. Para os demais 41 condenados, a indenização por danos morais coletivos é de no mínimo de R$ 30 milhões. Esse valor será quitado de forma solidária por todos os condenados por crimes graves, independentemente do tamanho da pena.

Outras Notícias

Em homilia, Bispo do Pajeú condena os que reduziram penas por atos golpistas

Durante homilia deste domingo, na Catedral dos Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo fez duras críticas a decisões tomadas no Congresso Nacional, especialmente em relação à derrubada de vetos e possíveis impactos sobre condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ao refletir sobre o evangelho, o bispo relacionou a mensagem bíblica com o […]

Durante homilia deste domingo, na Catedral dos Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo fez duras críticas a decisões tomadas no Congresso Nacional, especialmente em relação à derrubada de vetos e possíveis impactos sobre condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Ao refletir sobre o evangelho, o bispo relacionou a mensagem bíblica com o atual cenário político e social do país, destacando o sentimento de insegurança e a necessidade de coragem diante dos desafios.

“O Senhor disse: não tenhamos medo. Como, Senhor, não termos medo num mundo de guerra e insegurança? Humanamente falando, o Senhor sabe que a gente tem medo. Estamos aqui para nos alimentarmos da palavra que nos dá força, nos dá coragem, nos estimula e nos envia à missão”, afirmou.

Em seguida, ele fez referência direta ao contexto político nacional, demonstrando preocupação com decisões recentes do Legislativo.

“Temos medo, Senhor, quando no Brasil votaram algo perigoso essa semana”, disse.

Segundo Dom Limacêdo, houve mudanças consideradas por ele prejudiciais à legislação, o que pode trazer consequências para a sociedade. Ele acredita que o STF não reconhecerá a votação.

“Fizeram uma grande estripulia, alteraram a lei de forma errada. Somos um país que temos leis. A lei dos homens não pode negar, não pode desrespeitar a lei de Deus”, declarou.

O bispo também criticou possíveis medidas que, na sua avaliação, podem favorecer a redução de penas, o que poderia gerar sensação de impunidade.

“A lei de Deus fala de verdade. A lei de Deus é beleza. A lei de Deus é o amor. A lei de Deus é o respeito pela pessoa humana”, acrescentou.

Ao longo da homilia, o bispo reforçou que o evangelho não deve ser visto como algo distante da realidade, mas como um chamado à transformação da sociedade.

“O evangelho não nos desliga da vida, não é um calmante. O evangelho é provocador. Consola os aflitos e, de consequência, deve afligir os acomodados”, disse.

Dom Limacêdo também fez um apelo para que os fiéis assumam sua responsabilidade como cidadãos, especialmente no momento do voto.

“Procurem saber direitinho quem foi e não votem nessas pessoas, porque eles defendem aqueles que atacaram a democracia”.

Em Serra Talhada, um balaio de críticas da oposição contra gestão Câmara

Blog do Magno Os três deputados da oposição que cumprem agenda em Serra Talhada, neste momento, bombardeando o Governo, participam de uma entrevista na Rádio Cultura FM com o radialista Anderson Tennens. Logo de início, o deputado Augusto Cesar (PTB) denunciou que o Governo paralisou as obras da faculdade de Medicina, só retomadas depois que […]

Blog do Magno

Os três deputados da oposição que cumprem agenda em Serra Talhada, neste momento, bombardeando o Governo, participam de uma entrevista na Rádio Cultura FM com o radialista Anderson Tennens. Logo de início, o deputado Augusto Cesar (PTB) denunciou que o Governo paralisou as obras da faculdade de Medicina, só retomadas depois que ele fez protestos na Assembleia e a sociedade se mobilizou.

Augusto disse ainda que o Governo abandonou também as obras do Corpo de Bombeiros e mesmo assim propaga que vem fazendo muitos investimentos no município e na região. Já o deputado Silvio Costa Filho, líder da bancada de oposição, atacou o Governo por mentir em relação aos recursos do FEM – o fundo emergencial dos municípios. Segundo ele, o Governo anunciou R$ 1,94 milhões para 15 municípios da região, mas Serra Talhada só recebeu R$ 67 mil para pequenas obras.

O deputado Álvaro Porto (PSD) disse, por sua vez, que Pernambuco enfrenta um tempo de horror com o aumento da violência. “Só em março, aqui foram sete homicídios”, disse.

A deputada Socorro Pimentel (PSL), com atuação na região do Araripe, afirmou que como representante do Sertão não consegue encontrar obras do Governo nem mesmo os hospitais funcionando. Segundo ela, que é médica, ao invés de o Governo anunciar novo hospital em Serra para o sertão deveria investir nos hospitais que já existem, muitos dos quais funcionando sequer com aspirina.

Ângelo favorito em Sertânia

Da coluna de Magno Martins em seu blog O governador Paulo Câmara (PSB) está tranquilo em relação à algumas campanhas do seu partido. Um bom exemplo é a do deputado estadual Ângelo Ferreira, candidato a prefeito de Sertânia, no Sertão do Moxotó. Vinte anos depois de seu primeiro mandato à frente da Prefeitura, Ângelo volta confiante e segue na corrida eleitoral […]

08-09-meio-ambiente-hg-238Da coluna de Magno Martins em seu blog

O governador Paulo Câmara (PSB) está tranquilo em relação à algumas campanhas do seu partido. Um bom exemplo é a do deputado estadual Ângelo Ferreira, candidato a prefeito de Sertânia, no Sertão do Moxotó.

Vinte anos depois de seu primeiro mandato à frente da Prefeitura, Ângelo volta confiante e segue na corrida eleitoral como franco favorito, conforme atestam pesquisas internas do Palácio e do PSB.

O volume de campanha do socialista e o entusiasmo da população são também uma demonstração de que só uma hecatombe impede a sua vitória.

Consulta ao TCE-PE abre caminho para subsídios diferenciados à Mesas Diretoras dos legislativos municipais

Consulta foi realizada pela presidente da Câmara de Vereadores de Solidão, Adriana de Lima Primeira mão Na última sessão ordinária do Pleno, realizada nesta quarta-feira (24), o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) analisou com atenção a consulta da Presidente da Câmara Municipal de Solidão, Vereadora Adriana de Lima, sobre a possibilidade de […]

Consulta foi realizada pela presidente da Câmara de Vereadores de Solidão, Adriana de Lima

Primeira mão

Na última sessão ordinária do Pleno, realizada nesta quarta-feira (24), o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) analisou com atenção a consulta da Presidente da Câmara Municipal de Solidão, Vereadora Adriana de Lima, sobre a possibilidade de atribuição de subsídio diferenciado para os membros da mesa diretora.

O relator do processo, Conselheiro Carlos Neves, conduziu a discussão e apresentou seu voto durante a reunião, esclarecendo aspectos jurídicos e constitucionais relacionados ao tema. A dúvida da vereadora girava em torno da legalidade de oferecer subsídios distintos aos membros da mesa diretora, e se a regulamentação do subsídio poderia ser aplicada imediatamente.

O Parecer MPCO nº 680/2023, emitido pela Procuradora do Ministério Público de Contas de Pernambuco, Dra. Germana Galvão Cavancanti Laureano, foi fundamental para a deliberação do TCE-PE. O parecer opinou favoravelmente à consulta, destacando que a fixação de subsídios diferenciados é possível, desde que observados os princípios constitucionais, especialmente o da anterioridade.

A jurisprudência apresentada no parecer e adotada pelo TCE-PE demonstra que há precedentes em outros estados brasileiros, como Rio Grande do Norte, Paraná, Rondônia e Goiás, que já permitiram a fixação de subsídios diferenciados para os membros das Mesas Diretoras.

O Conselheiro Carlos Neves, ao apresentar seu voto, salientou a importância da decisão para orientar não apenas a Câmara de Solidão, mas também outras câmaras municipais em Pernambuco que podem enfrentar questões semelhantes. Ele ressaltou que a fixação dos subsídios deve obedecer aos limites constitucionais para garantir a razoabilidade nos vencimentos dos legisladores municipais.

A decisão do TCE-PE, por unanimidade, foi pela compatibilidade com a Constituição Federal do estabelecimento de subsídios diferenciados para os membros da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vereadores. Contudo, ficou estabelecido que a aplicação dos novos subsídios só seria legítima na legislatura seguinte, em conformidade com o princípio da anterioridade.

Com essa decisão, abre-se um precedente importante para os municípios pernambucanos, indicando que a fixação de subsídios diferenciados na Mesa Diretora pode ser uma prática juridicamente viável, desde que respeitados os princípios constitucionais e a legislação pertinente. O resultado da consulta foi publicado no Diário Oficial do Tribunal de Contas de Pernambuco nesta sexta-feira (26).

Advogada Hérica Nunes Brito é empossada conselheira estadual da OAB-PE

Em sessão do pleno da OAB Pernambuco, realizada nesta semana, de forma híbrida – na sede pernambucana da Ordem e pela internet – a advogada Hérica Nunes Brito foi empossada conselheira estadual da instituição. A profissional, natural de São José do Egito, com forte atuação na região do Alto Pajeú, apresentou seu nome para ser […]

Em sessão do pleno da OAB Pernambuco, realizada nesta semana, de forma híbrida – na sede pernambucana da Ordem e pela internet – a advogada Hérica Nunes Brito foi empossada conselheira estadual da instituição.

A profissional, natural de São José do Egito, com forte atuação na região do Alto Pajeú, apresentou seu nome para ser submetido ao cargo a partir de convite do presidente da OAB/PE, Fernando Ribeiro Lins, e da co-presidente, Ingrid Zanella. Na ocasião da sessão ocorreu a aprovação por unanimidade.

Hérica Nunes Brito é uma das mais renomadas advogadas que atuam no campo do Direito Eleitoralista no Pajeú. Além disso, foi a primeira profissional sertaneja – em 90 anos da OAB-PE – a receber em seu favor um desagravo público.

No início de sua fala na posse, Hérica fez questão de saudar a advogada Simone Campos, amiga e conterrânea, que anteriormente ocupara essa vaga no Conselho Estadual da OAB-PE, sendo Hérica a segunda mulher do Pajeú a integrar o Conselho da Ordem. Foi em nome de Simone, que Hérica congratulou os demais membros ao discursar como mais nova conselheira.

“Esta não é a posse de Hérica, mas a posse de todas as pessoas, especialmente das mulheres, que lutam todos os dias pelo reconhecimento da igualdade de direitos. Há algo de muito especial a ser celebrado, porque unidos, conseguimos romper uma barreira interiorana histórica de proximidade e acesso entre OAB estadual e Sub do interior do Estado. Neste momento entrego-me de corpo e alma a esta missão que me foi dada pela advocacia pernambucana, à qual sou imensamente grata. Para mim, é motivo de grande orgulho ser a segunda mulher da história advocatícia do Pajeú e, especificamente da Terra da Poesia, eleita, após a colega, amiga e conterrânea Dra. Simone Campos”, disse Hérica ao discursar.