Justiça Eleitoral nega embargos sobre cassação do prefeito Sandrinho Palmeira e do vice Daniel Valadares
Por Nill Júnior
A juíza Daniela Rocha Gomes avaliou embargos de declaração da defesa do prefeito Sandrinho Palmeira e do vice Daniel Valadares para reavaliar a sentença em primeira instância que cassou seus mandatos por abuso de poder econômico. A informação foi publicada em primeira mão pelo Afogados On Line.
A juíza manteve a decisão entendendo provadas a prática de abuso de poder político e econômico e arrecadação e gastos ilícitos de campanha, consistentes na distribuição ilegal de combustíveis pelo ex-secretário de finanças do Município de Afogados da Ingazeira, Jandyson Henrique, à época também coordenador da campanha dos réus, o que resultou em cassação de seus diplomas, bem como decretação de inelegibilidade por oito anos.
Segundo ela, ficou provado que o ex-secretário de finanças foi flagrado portando a quantia de R$ 35 mil em espécie, além de diversos tickets, notas de balcão de abastecimento e notas fiscais, na antevéspera da eleição municipal de 2024, em conduta caracterizadora de captação ilegal de votos.
“O material documental deu conta da existência de abastecimentos em veículos que não eram oficiais da frota do município de Afogados da Ingazeira, realizados em veículos particulares sob a nomenclatura da prefeitura, conforme anotado manuscritamente em algumas notas de balcão, sendo que, para alguns veículos, também existiu autorização de Jandyson para abastecimento sob a batuta da chapa majoritária MJSL”.
Jandyson Henrique, diz ela, agiu a mando dos embargantes, enquanto principal apoiador da campanha e funcionário da prefeitura, cuja conduta era dirigida pelos outros dois investigados. E negou-lhes provimento por serem “manifestamente incabíveis”.
Embargos de declaração
Impetrados pelo advogado Walber Agra, os Embargos de Declaração são um recurso processual cujo objetivo é corrigir falhas em uma decisão judicial.
Eles servem para sanar omissões, obscuridades, contradições ou erros materiais, buscando esclarecer o texto da decisão sem alterar o seu conteúdo principal.
Em praxe, tem muitas vezes papel protelatório, para adiar uma decisão que gere efeitos imediatos em colegiado ou ganhar tempo para juntada de elementos à defesa no TRE, já que a regra é a manutenção das decisões, com raras exceções.
Tradição do São João com dias contados? É São João, mas não se engane: não chegou embalado pelas promessas de encontro com as raízes, porque a cada ano os festejos juninos típicos do Nordeste sofrem ataques mais certeiros e a tradição vai virando poeira na memória. Cheiro de comida de milho, o som do forró […]
*Trecho de opinião de Luce Pereira ao Diário de Pernambuco
Tradição do São João com dias contados?
É São João, mas não se engane: não chegou embalado pelas promessas de encontro com as raízes, porque a cada ano os festejos juninos típicos do Nordeste sofrem ataques mais certeiros e a tradição vai virando poeira na memória.
Cheiro de comida de milho, o som do forró pé de serra, os tiros dos bacamarteiros, as quadrilhas e adivinhações, as fogueiras e os fogos, tudo vai sendo substituído por uma versão comercial (e descartável) que afugenta, sobretudo, os ritmos da terra enquanto escancara as portas para visitantes que têm tanta intimidade com o forró quanto tocadores de pífano têm com a música feita por “sertanejos” do tipo Luan Santana.
Tanto descaso e desrespeito com a identidade cultural da região se mostram tão brutais que o resultado não poderia se revelar mais previsível: dentro de poucos anos, o verdadeiro São João poderá ser visto, não vivido.
Restarão os recursos audiovisuais para matar as saudades, isso se não houver reação capaz de preservar o que resta. Ao menos por parte de alguns músicos ela já começou, embora ainda esteja limitada apenas a exprimir o desgosto com o rumo que tudo está tomando.
Culpa maior das prefeituras, que na eterna lua de mel com produtores das estrelas e bandas em evidência, transformam a grade de programação da festa em uma espécie de “momento alienígena”. Afinal, tanta estranheza dá a impressão que o Nordeste, em junho, é obrigado a mudar-se para outro lugar qualquer do país.
Incomodado com os ataques à tradição junina, responsáveis pelo encolhimento a cada ano do espaço para seguidores, discípulos ou simpatizantes do legado do Rei do baião, o músico Chambinho do Acordeon, que fez o papel do artista no filme Gonzaga: De pai pra filho, esperneia desde 2016 através de uma campanha que lançou com o título Devolva nosso São João.
Nivaldo Expedito de Carvalho (seu nome de batismo) estava desempenhando o papel de Targino dos 120 Baixos na novela Velho Chico quando teve a ideia. Na ficção, a personagem se deparava com o problema enfrentado na vida real: ao perambular por vilarejos com sua sanfona, a música que tocava em redutos antes dominado pelo forró era a mesma contra a qual os músicos nativos de rebelam em tempos juninos.
Pessoalmente, falta de trabalho não é o que inquieta Chambinho, que tem 25 shows na agenda por mês, mas a vida de sanfoneiros em condição bem menos privilegiada, gente que toca há décadas na festa e, de repente, tem a sanfona emudecida a um canto justamente no mês em que ela menos descansava.
O próprio Dominguinhos, extraordinário sanfoneiro e compositor que conduziu mais de perto o legado de Luiz Gonzaga, sofreu na pele os efeitos do esgarçamento desta tradição: nos últimos anos de vida, chegou a ser preterido na grade de programação de cidades importantes do ciclo junino.
São muitos os descontentes, inclusive com o perverso discurso de que “os tempos mudaram”. A quem entende assim, recomenda-se ao menos a leitura de uma conhecida citação que reluz no início de muitos trabalhos de conclusão do curso de pedagogia: “Um povo que não tem raízes acaba se perdendo no meio da multidão. São exatamente nossas raízes culturais, familiares, sociais, que nos distinguem dos demais e nos dão uma identidade de povo, de nação” (Pedroso, 1999). Nordestinos, afinal, é o que somos.
Empossado
Por algumas horas, sem decreto ou ato institucional que lhe desse a envergadura do cargo, o Deputado Federal Sebastião Oliveira foi Governador de Pernambuco. Pelo menos nas horas que antecederam a entrega da Estrada de santa Rita pelo Governador Paulo Câmara. Antes, auxiliares de Oliveira bradavam aos quatro cantos que o Secretário entregaria a obra ao povo de Serra Talhada…
Prática comum
É comum a crítica a Sebastião e outros aliados de Câmara de que essa conduta é uma parte da questão que impacta em seus índices de popularidade para baixo. Quando a ação é positiva, aliados se agarram a ela como se fossem os arautos da execução. Quando a agenda é negativa e esses mesmos aliados são provocados, jogam no balaio do governador. Mais uma da série “saudades de Eduardo”.
Desnível
O nível da política tabirense é de intoxicar o fígado. Nas redes sociais, ao se referir ao advogado César Pessoa, o vice-prefeito Zé Amaral costuma chamá-lo de “César Besteira”. No bate-rebate, adversários de Amaral o batizaram de “Zé, o Doido”. Que lindo…
Na pista
Enquanto José Patriota não anuncia seu nome para Estadual, a vereadora e pré candidata Aline Mariano vai ocupando espaço. Já colocou na agenda sua presença na Expoagro 2018, onde circulará ente as pessoas se apresentando como a candidata da terra, ao lado do pai Antonio Mariano. Alguns vereadores já fechados com ela acompanharão o beija mão…
Pegou mal
Noves fora, o ato de anúncio do apoio de Sílvio Costa a Marília Arraes, sem a paixão dos lados, parece ter sido ruim para a petista e seu projeto. Soou como pressão à Executiva Nacional e ato de rebeldia aos passos internos da legenda. A ponto de, publicamente, Gleisi Hoffman dizer que o episódio não tem chancela da legenda.
Projeto Fermento
O vereador Zé Negão negou ida imediata para o Patriotas, antigo PEN, mas deixou clara a estratégia da legenda. Se conseguir reunir os três vereadores que tem, mais nomes como Zé, Augusto Martins, Erickson Torres e outros, pode mudar de status em 2020. Do partido da chapinha, que emplacou três legisladores, para uma legenda que pode ser fiel da balança.
Engolindo seco
Evandro Valadares e aliados internamente não digeriram bem a mudança de candidato a Deputado Estadual sugerida pelo Palácio, trocando Nilton Mota por Clodoaldo Magalhães, por questões óbvias. Nilton já estava ambientado com o bloco e identificado com a base do prefeito. Mas, admite, considerando que a solicitação veio de cima, pode engolir o sapo…
“Bênça seu padre”
O vice prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, entrou com os dois pés na brincadeira junina promovida pela prefeitura esta semana, em que o prefeito Luciano Duque foi caracterizado de “padre petista”. Sonhar mesmo, Márcio sonha com a bênção de sua candidatura pelo gestor, em 2020. Em 2012, era Duque a sonhar com o apoio de Carlos Evandro. Esperou, conseguiu, rachou, e seguiu…
Frase da semana:
“Ele não viu que eu tava com a roupa da escola, mãe?” – Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos, à mãe Bruna, baleado durante operação policial noComplexo da Maré, Rio, momentos antes de morrer.
Artistas encabeçaram os “Concertos Pela Paz” Os jovens da Orquestra Criança Cidadã saem de Roma rumo ao Recife com a sensação de dever cumprido. Não é para menos. Representando o Brasil, os músicos pernambucanos se uniram aos ucranianos, russos e italianos e embalaram o apelo pela paz feito pelo papa Francisco no último sábado, no […]
Os jovens da Orquestra Criança Cidadã saem de Roma rumo ao Recife com a sensação de dever cumprido. Não é para menos. Representando o Brasil, os músicos pernambucanos se uniram aos ucranianos, russos e italianos e embalaram o apelo pela paz feito pelo papa Francisco no último sábado, no Vaticano.
Eles apresentaram o “Concerto Pela Paz”, cujos anfitriões foram os integrantes da Orquestra Criança Cidadã, projeto de inclusão pela música criado na comunidade do Coque. “Esta orquestra está fazendo um grande esforço em prol da paz. A guerra destrói tudo, tudo. Ela tira a humanidade, destrói a humanidade”, disse o líder máximo da Igreja Católica, em mais uma mensagem em defesa do cessar-fogo nos conflitos para um público de cerca de 8 mil pessoas na Sala Paulo VI, durante a Conferência Internacional do Charis, evento organizado pela Comunidade Obra de Maria com o apoio da Canção Nova.
A entrada do papa na sala Paulo VI, muito aplaudida, ocorreu ao som do “Messias”, do alemão Georg Friedrich Händel. O coordenador-geral e idealizador da Orquestra Criança Cidadã, João Targino, explicou a proposta musical, independente de posicionamentos a favor de um ou outro país.
“Os concertos propostos em comunhão fraterna entre músicos brasileiros, italianos, russos e ucranianos pretendem afirmar a mensagem de que, na arte, não há guerra. É necessário sublinhar que os concertos pela paz não têm como objetivo julgar se há razão ou direito nas contendas pertencentes a um ou outro país”, afirmou, após a fala do moderador da Charis Internacional, Pino Scafuro.
Durante sua mensagem, o papa Francisco fez reflexões sobre a Renovação Carismática, organizadores do evento, e reforçou os seus pedidos pela paz no mundo, preocupação expressada em quase todas as falas recentes. O “Concerto Pela Paz” foi retomado com “No Reino da Pedra Verde”, do pernambucano Clóvis Pereira, uma das peças do Movimento Armorial, fundado por Ariano Suassuna. Na sequência, o papa passou pelo meio da orquestra e desceu ao nível da plateia para cumprimentar os presentes e se despedir.
A apresentação musical teve ainda o prelúdio de “Bachianas brasileiras n° 4”, de Villa-Lobos, “Oblivion”, “Erbarme dich Mein Gott”, com solo ao violino de um ucraniano e uma russa, “Aquarela do Brasil” e, finalmente, “Por una Cabeza”, tango escolhido em homenagem ao papa Francisco, que é argentino. Na plateia, estiveram cardeais, bispos, representantes do Vaticano, jovens, autoridades, políticos e empresários do Brasil e do exterior. O cardeal Kevin Farrell, o fundador da Comunidade Obra de Maria, Gilberto Barbosa, e a CEO da Fundação Cavalsassi, Elena Pascale, foram alguns dos presentes.
Os “Concertos pela Paz” foram executados no Vaticano nos dias 3 e 4 de novembro, sob regência de José Renato Accioly e Lanfranco Marcelletti, encabeçados pela Orquestra Criança Cidadã, do Recife, em parceria com a Fondazione Calvasassi, da Itália.
Ao longo dos últimos meses, foi somado aos preparativos logísticos o desafio de reunir representantes da Rússia e Ucrânia, rivais em um conflito bélico desde fevereiro do ano passado, com a estimativa de cerca de 200 mil mortes.
A Orquestra Cidadã foi criada em 2006 no Coque, um dos bairros com mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano do Recife. Os alunos recebem não somente aulas de instrumentos de cordas, sopros e percussão, teoria musical, flauta doce e canto coral, mas também apoio pedagógico, atendimento psicológico, médico e odontológico, aulas de inclusão digital, três refeições por dia e fardamento.
Dos 700 jovens atendidos ao longo dos 18 anos do projeto, vários seguiram a carreira artística, como o contrabaixista Antonino Tertuliano, atualmente mestrando na Universidade Munique.
Com a intenção de qualificar o trade turístico do interior do Estado, a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, por meio da Empetur, realizou nesta semana, nos dias 5 e 7, a oficina de condutores do patrimônio cultural no município de Floresta, Sertão de Itaparica. A ação tem como intuito capacitar os profissionais no […]
Com a intenção de qualificar o trade turístico do interior do Estado, a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, por meio da Empetur, realizou nesta semana, nos dias 5 e 7, a oficina de condutores do patrimônio cultural no município de Floresta, Sertão de Itaparica.
A ação tem como intuito capacitar os profissionais no atendimento aos turistas que visitam a região.
“Ciente da necessidade de crescimento da cidade neste setor, a Empetur promoveu a oficina pensando em oferecer aperfeiçoamento profissional aos moradores e maior conforto para os visitantes que desejam conhecer o município”, destaca o secretário de Turismo e presidente da Empetur, Rodrigo Novaes.
O curso, com 24 horas de duração, capacitou 16 condutores e abordou temas como a qualidade no atendimento ao turista, história do município e informações turísticas sobre os principais atrativos. Atividades práticas e visitas técnicas a pontos turísticos da cidade também foram realizadas.
por Anchieta Santos Enquanto a bancada governista não faz acordo, a oposição se entende e define sua chapa para a eleição da Câmara de vereadores de Afogados da Ingazeira. Com informação do Blog Afogados Online, a chapa terá o vereador Vicentinho para presidente, Renon de Ninô como primeiro secretário e Antonieta Guimarães para segunda secretaria. Hoje […]
Enquanto a bancada governista não faz acordo, a oposição se entende e define sua chapa para a eleição da Câmara de vereadores de Afogados da Ingazeira.
Com informação do Blog Afogados Online, a chapa terá o vereador Vicentinho para presidente, Renon de Ninô como primeiro secretário e Antonieta Guimarães para segunda secretaria.
Hoje a Câmara se divide entre oito vereadores governistas e cinco da oposição. A eleição acontece na próxima sexta dia 12.
O prefeito de Venturosa, Kelvin Cavalcanti, do PSD, mantém índice de aprovação acima dos 80%, com 82% que dizem aprovar sua gestão. É o que diz pesquisa do Instituto Múltipla, em parceria com o PanoramaPE, Blog Nill Júnior e Itapuama FM. Ainda segundo o levantamento, 87% consideram Kelvin trabalhador. E 85% dizem que a cidade […]
O prefeito de Venturosa, Kelvin Cavalcanti, do PSD, mantém índice de aprovação acima dos 80%, com 82% que dizem aprovar sua gestão.
É o que diz pesquisa do Instituto Múltipla, em parceria com o PanoramaPE, Blog Nill Júnior e Itapuama FM.
Ainda segundo o levantamento, 87% consideram Kelvin trabalhador. E 85% dizem que a cidade está no caminho certo.
Quando a população é chamada a classificar a gestão, 21% a consideram ótima, 53% dizem que é boa, 20% a classificam como regular, apenas 1% dizem ser ruim e 2%, péssima.
Nota média: a nota média atribuída à gestão foi 8,2. No aspecto social, 69% dizem que a gestão se preocupa com os mais pobres, contra 15% que dizem não se preocupar e 16% que não opinaram.
Lula e Raquel
Em Venturosa, 69% dizem aprovar o governo Lula, contra 24% que desaprovam. Apenas 7% não opinaram. Já no tocante ao governo Raquel Lyra, 50% aprovam, 38% desaprovam e 12% não opinaram.
Foram 300 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote no município de Venturosa. O intervalo de confiança estimado é de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 5,7%. Os dados foram coletados entre os dias 9 e 11 de janeiro.
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