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PGE-PE padroniza editais para compra de bens e insumos pelos órgãos estaduais

Por André Luis

Órgãos da administração direta, autarquias e fundações estaduais devem passar a utilizar, obrigatoriamente, modelos padronizados de editais, estruturas de termos de referência e contratos para licitações na modalidade pregão eletrônico, disponibilizados esta semana no site da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) – http://www.pge.pe.gov.br/consultivainstrumentos.aspx O objetivo é tornar mais rápido o trâmite de processos administrativos para aquisição de bens em geral, medicamentos e insumos hospitalares.

A adoção do sistema de minutas padronizadas atende ao Decreto Estadual nº 47.467/2019, que prevê a padronização de editais de licitação, contratos e convênios, termos aditivos e estruturas de termos de referência que, por sua reiteração ou abrangência, necessitem de tratamento uniforme pela administração pública estadual.

“Essa mudança, que começa a ser implementada, permite diminuir o tempo de tramitação dos processos administrativos, sem perda da análise jurídica da legalidade desses instrumentos e conferindo mais celeridade e eficiência aos processos de compra”, avalia o procurador-geral do Estado de Pernambuco, Ernani Medicis.

As minutas padronizadas de pregão eletrônico foram elaboradas pela Procuradoria Consultiva – especializada da PGE-PE esponsável pela consultoria jurídica e pelo exame dos atos, termos e contratos administrativos dos órgãos estaduais – e aprovadas em portaria do procurador-geral, publicada em 5 de setembro. Os modelos podem ser acessados no site da PGE-PE, na aba Instrumentos Padronizados.

Já estão disponíveis os seguintes instrumentos padronizados: (1) Edital de Pregão Eletrônico para o fornecimento eventual de medicamentos e/ou insumos hospitalares para entrega futura, integral ou parcelada, acompanhado de minutas do Termo de Referência, Ata de Registro de Preços e Contrato; (2) Edital de Pregão Eletrônico para o fornecimento eventual de medicamentos e/ou insumos hospitalares para entrega imediata e integral, acompanhado de minutas do Termo de Referência, Ata de Registro de Preços, Declaração de Compatibilidade de Preços e Ordem de Fornecimento; (3) Edital de Pregão Eletrônico para o fornecimento eventual de bens, com e sem registro de preços, para entrega futura, integral ou parcelada, acompanhado de minutas do Termo de Referência, Ata de Registro de Preços e Contrato; e (4) Edital de Pregão Eletrônico para o fornecimento eventual de bens, com e sem registro de preços, em regime de entrega imediata e integral, acompanhado de minutas do Termo de Referência, Ata de Registro de Preços e Ordem de Fornecimento.

A procuradora-chefe da Procuradoria Consultiva, Suely Barros, ressalta que a adoção dos instrumentos padronizados deverá ser devidamente atestada pelo agente público responsável pela elaboração dos editais e demais documentos referentes ao procedimento licitatório, mediante o preenchimento da Declaração de Atendimento, constante no Anexo Único do Decreto nº 47.467/2019.

“Nesta primeira fase do processo de padronização, a adoção dos instrumentos já aprovados não dispensa o envio do procedimento licitatório, em suas fases interna e externa, para análise da PGE, o que será possível oportunamente, por ato específico do procurador-geral do Estado”, reforça a procuradora. “É importante frisar que a obrigatoriedade da utilização das minutas padronizadas independe do valor de alçada previsto no artigo 1º do Decreto nº 37.271/2011”, completa.

Outras Notícias

Caso Henry: o crescimento da crueldade e da covardia humana

Por André Luis Doze anos e vinte e dois dias após o caso da menina Isabella Nardoni, o Brasil volta a vivenciar a barbárie de um crime contra uma criança pura e indefesa. A menina Isabela de Oliveira Nardoni, de 5 anos, foi jogada da janela do prédio onde seu pai, Alexandre Nardoni, morava com […]

Por André Luis

Doze anos e vinte e dois dias após o caso da menina Isabella Nardoni, o Brasil volta a vivenciar a barbárie de um crime contra uma criança pura e indefesa.

A menina Isabela de Oliveira Nardoni, de 5 anos, foi jogada da janela do prédio onde seu pai, Alexandre Nardoni, morava com a esposa, Anna Jatobá, e seus dois filhos. 

A princípio, o casal alegou que o crime havia sido cometido por um intruso, mas os dois foram considerados culpados por um júri popular. O crime aconteceu na noite de um sábado, 29 de março de 2008.

Agora vemos com estarrecimento, o caso do menino Henry Borel, que foi morto no último dia 8 de março. Segundo investigadores da polícia, Henry foi assassinado com emprego de tortura e sem chance de defesa.

Suspeitos, o vereador carioca Dr. Jairinho, padrasto da criança, e Monique Medeiros, mãe do garoto, foram presos preventivamente nesta quarta-feira (7), por atrapalhar as investigações e por ameaçar testemunhas para combinar versões.

O caso chama atenção para o fato de estarmos vendo um compilado de crimes chocantes no país. Richthofen, Nardoni, Ítalo, Miguel e tantos outros crimes, sem contar os pacientes de Covid-19 morrendo sufocados sem oxigênio no Amazonas ou sem conseguir atendimento em várias partes do país…

“Há um crescimento desenfreado da crueldade. O estímulo ao desprezo nos leva a ver novamente algo parecido ao caso Nardoni, barbárie singular e inesquecível. Assassinar uma criança é o pior dos crimes”, tuitou o senador sergipano, Rogério Carvalho.

E dentro desse crescimento desenfreado da crueldade, citado pelo senador, precisamos refletir e nos perguntar. O que faz com que um “homem” torture e mate uma criança de 8 anos, totalmente indefesa? Que males fez o pequeno Henry para merecer tamanha crueldade? O que leva uma mãe a esconder alguém que pode ter assassinado o seu filho? E, quando a humanidade finalmente será mais humana?

O coração chega fica apertado com tamanha crueldade. A dor, imaginando o sofrimento da criança, não cabe no peito. Vivemos tempos difíceis. Tempos sem Deus, ou de falsos deuses.

Coluna do Domingão

Essa semana, Brasília vai ter mais prefeitos do que gente A se considerar as confirmações de véspéra, vai ser recorde o número de prefeitos em Brasília na Mobilização Municipalista que ocorrerá nestes dias 3 e 4 de outubro. Gestores e demais agentes municipais estarão na capital federal para intensificar junto ao Congresso Nacional e ao governo federal […]

Essa semana, Brasília vai ter mais prefeitos do que gente

A se considerar as confirmações de véspéra, vai ser recorde o número de prefeitos em Brasília na Mobilização Municipalista que ocorrerá nestes dias 3 e 4 de outubro.

Gestores e demais agentes municipais estarão na capital federal para intensificar junto ao Congresso Nacional e ao governo federal o diálogo e sensibilizá-los sobre a urgência de avançar em pautas prioritárias e urgentes para amenizar o atual cenário.

Entre as pautas que devem ser foco da atuação do movimento municipalista na capital federal está a aprovação do repasse adicional de 1,5% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para o mês de março, previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 25/2022, que aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Além dessa proposta, existe a expectativa de que outras demandas da Previdência, Saúde e Educação sejam tratadas com deputados, senadores e com o governo federal.

Dia 13 de setembro, a Câmara dos Deputados aprovou substitutivo ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 136/2023, que trata da compensação da União pela redução de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) que impactou as receitas dos demais Entes, antecipando os valores que seriam pagos em 2024 e criado um apoio financeiro para recomposição de quedas no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e aguarda a designação do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Com os acréscimos no texto, cerca de R$ 2,73 bilhões da compensação do ICMS com pagamento previsto para 2024 serão antecipados aos Municípios neste ano. No texto do projeto, ficou estabelecido que os Estados comprovem mensalmente ao Tesouro Nacional, por meio de declaração, o repasse da parcela devida aos Municípios. Para o FPM, o projeto prevê recomposição da variação negativa dos meses de julho, agosto e setembro deste ano. Além disso, o texto estabelece que, ao final de 2023, após verificar todo o exercício, se houver queda real em comparação a 2022, essa diferença também será compensada.

“A aprovação dará um pouco de fôlego, mas é importante destacar que é uma ação exclusivamente pontual e emergencial. Não soluciona uma crise que é quase permanente, porque as gestões locais estão sempre sujeitas ao aumento de atribuições criadas pelos outros Entes, sem fontes de receitas e com subfinanciamento”, diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

A expectativa é de que a concentração em Brasília no próximo mês supere o número de participantes da última Mobilização Municipalista em agosto, que contou com a participação de dois mil gestores.  A decisão de um novo encontro em Brasília ocorreu na reunião do Conselho Político da CNM do dia 4 de setembro.

Até gestores que não costumam habitualmente estar nessas mobilizações estão confirmando presença para fazer pressão e justificar à base da população que a coisa não vai bem. O presidente Lula, por sua vez, disse antes de operar o quadril que partiu dele a decisão antecipar R$ 10 bilhões para compensar estados e municípios por perdas no ICMS, provocadas por medidas adotadas no ano passado, enviando a medida ao congresso. O governo também acusa o ciclo Bolsonaro pela queda, afirmando que em 2022, duas leis complementares alteraram a cobrança do ICMS. Com a medida, passaram a ser considerados essenciais itens como diesel, gasolina, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, e foi fixado um teto para a cobrança de ICMS sobre esses produtos e serviços. A ideia era reduzir os preços, em especial os dos combustíveis, em um ano eleitoral. Como foram obrigados a reduzir as alíquotas, os estados registraram perdas de receitas, o que afetou também os municípios.

O problema dizem os prefeitos, é primeiro, a urgência do repasse e celeridade do Senado para  a medida. Depois, a narrativa de que mesmo empatando com 2022, ainda há de se considerar a pressão inflacionária, principalmente com a alta dos combustíveis, e os aumentos dos pisos de categorias que pesam nas contas públicas, principalmente onde não há custeio garantido. O chororô, aparentemente com razão, será grande. Vai faltar lenço em Brasília…

Reação

Em Serra Talhada e Afogados, a volta de uma oposição aparentemente mais combativa impacta positivamente até em quem faz governo. Com Luciano Duque (Serra) e Danilo Simões (Afogados) ocupando espaços para cobrar Márcia Conrado e Sandrinho Palmeira, já há nas gestões um movimento de que caiu a margem para erros. As duas gestões precisam estar bem avaliadas para que haja um reflexo político ainda mais favorável, dada a vantagem natural de estarem com a máquina. Até a comunicação nas redes sociais foi impulsionada buscando atestar isso nas semanas ou dias que sucederam as falas de Duque e Simões. Na física e na política, toda ação gera uma reação.

Audiência

A Rádio Pajeú, líder consolidada na região a partir de sua sede, Afogados da Ingazeira, registrou uma audiência ainda maior que a média no Debate das Dez com Danilo Simões. Foi o assunto mais comentado antes, durante e após sua participação. Aliados de Sandrinho queriam saber se havia uma possibilidade de ele deixar uma janela aberta para ingressar na Frenter Popular, o que não aconteceu. E quem discorda da Frente ou do governo Sandrinho, queria achar um candidato com maior competitividade para chamar de seu, o que também não aconteceu, ainda…

Sintonia

Luciano Duque não é bobo. Para se comunicar com a população de Serra Talhada e gerar repercussão, falou neste sábado primeiro a duas rádios locais. Sabe, com base nos oito anos de experiência como prefeito e outros tantos como vice e agora Deputado, bem como por pesquisas de opinião, a força do veículo para chegar à base da população. Já Márcia Conrado, que ganhou experiência e tem domínio da palavra, precisa determinar o mesmo caminho. Isso porque antes do racha, parte do seu entorno focava nas redes sociais, a blindando de participações no veículo mais popular, que gera repercussão muito além da bolha digital.

Se resolvam

O prefeito Evandro Valadares (PSB) de São José do Egito, voltou a dizer que Eclérinston Ramos e Augusto Valadares terão que resolver quem deles será o candidato governista ano que vem. “Pra mim tanto faz ser um como o outro. Eu sei que voto no que for definido”. Valadares não vê nenhuma possibilidade de racha entre eles. De fato, os dois sinalizam que não haverá dissidência. Do outro lado, o ex-prefeito e ex-deputado José Marcos de Lima é que já se resolveu: vai ser mesmo o nome da oposição, aos 84 anos.

A crítica

Da carta aberta assinada por Cleonice Maria contra Márcia Conrado, Sinésio Rodrigues e Doriel Barros, houve quem concordasse e quem divergisse de muitas de suas falas a depender de sua posição geopolítica. Talvez a única unanimidade tenha relação com a crítica de que o presidente estadual do PT  “atua pensando no seu umbigo e no seu mandato, e enfraquece o PT nas suas bases”.  Doriel, juntamente com Humberto Costa, eventualmente são questionados por conduzir o PT mais pelo “eu” que pelo “nós”. Foi assim quando o PT ficou a reboque do PSB em nome da ocupação de espaços (leia-se cargos) no governo Paulo Câmara.

Bate rebate

O Secretário de Meio Ambiente da getão Márcia Conrado, Sinésio Rodrigues, que também é membro histórico do PT, disse em nota que a carta assinada por Cleonice Maria não representa o sentimento coletivo do partido, que o encontro promovido sexta não tinha obrigação de ter a diretoria do PT naquele momento e que a postura da presidente da legenda aparentemente buscava causar desgaste à pré-candidata à reeleição. Essa última questão é invocada para municiar petistas de dentro e de fora de que Cleonice Maria quer desgastar Márcia por ser Duquista de carteirinha.

Encontros e desencontros

Chega a ser hilário acompanhar eventos em que estão juntos Nicinha Melo, prefeita de Tabira e o Deputado Federal Carlos Veras. Assim como foi em evento recente na Câmara, na abertura da FENET Nicinha cobrou o Deputado para que apresente projetos e emendas para beneficiar Tabira. E Carlos Veras rebateu solicitando à gestora que seu gabinete para indicar quais emendas devem ser destinadas. Carlos costuma dizer que o município perdeu projetos como o de uma ciclovia, por desinteresse da gestora e do marido Dinca, que por sua vez, o trata com ironia em suas lives.

MDBraço

Ficou intensa e curiosa a disputa pelo comando do MDB em Afogados da Ingazeira. Zé Negão e o filho, o vereador Edson Henrique, garantiram que teriam o comando da legenda. Mas o partido segue tendo a frente o vice-prefeito Daniel Valadares. Iza Arruda esteve montando as comissões do partido. No dia seguinte, Zé Negão se filiou ao Progressistas. Aparentemente, a palavra final será do presidente estadual, Raul Henry, que tem boa relação com Daniel. Ou não?

“Tô aqui”

Em Arcoverde, Zeca Cavalcanti reapareceu para falar de sucessão. Depois de ver Madalena Britto ocupando cada vez mais espaços na mídia para se cacifar como nome da oposição, Zeca afirmou que o nome dele está colocado no debate. Falou ainda na formação de um grupo forte para enfrentar Wellington Maciel. Aí reside a esperança de quem torce para vê-lo unido com Madalena. Problema é quem abre pra quem na cabeça da chapa. E separados, os dois fortalecem a possibilidade de reeleição de LW, já que em Arcoverde, a eleição é em um único turno.

Indefinições

O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, já avalia outro nome para a sua sucessão em Carnaíba. A Secretária de Assistência Social, Thaynara Queiroz, de favorita à ser o nome ungido por ele, deve agora disputar um mandato de vereadora. Já na oposição, Gleybson Martins quer ocupar a imprensa essa semana para dizer que nem só de Ilma Valério vive o grupo. Também, que é pré-candidatíssimo…

Visita

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira (PSB), o vice, Daniel Valadares (MDB), mais o Deputado Estadual José Patriota (PSB) visitaram o novo parque de transmissão da Rádio Pajeú na tarde deste sábado, acompanhados do assessor especial de gabinete, Edgar Santos. Além deste jornalista representando a emissora e seus familiares, a apresentação do local ficou a cargo do técnico responsável pelos trabalhos, Paulo André de Souza. Do local,a 847 metros do nível do mar, na Serra da Gangorra, é possível ver além de Afogados da Ingazeira, as cidades de Tabira, Iguaracy, Custódia, São José do Egito, dentre outras da região. Isso explica a força do novo sinal da rádio, sintonizado essa semana por ouvintes de várias cidades do estado e da Paraíba.

Frase da semana:

“O governo começou velho”.

De Danilo Simões (sem partido) dando o mote de qual será a linha de questionamentos adotados, caso confirme sua candidatura à prefeitura de Afogados, em relação à gestão Sandrinho palmeira e o período no poder da Frente Popular. Foi ao Debate das Dez, do programa Manhã Total.

Desafio do governo é conter aumento nos homicídios

Do JC Online Há exatamente um ano, no dia 3 de janeiro de 2015, foi realizada a primeira reunião do Pacto pela Vida (PPV) sob a batuta do então recém-empossado governador de Pernambuco, Paulo Câmara. O encontro em pleno sábado, e dois dias após a posse, foi um sinal inequívoco de que havia pressa em […]

Estado pretende inibir delitos que possam se transformar em homicídios
Estado pretende inibir delitos que possam se transformar em homicídios

Do JC Online

Há exatamente um ano, no dia 3 de janeiro de 2015, foi realizada a primeira reunião do Pacto pela Vida (PPV) sob a batuta do então recém-empossado governador de Pernambuco, Paulo Câmara. O encontro em pleno sábado, e dois dias após a posse, foi um sinal inequívoco de que havia pressa em retomar as rédeas da política de segurança pública, após um aumento de 9,5% dos homicídios em 2014. Doze meses depois, o governo não só não conseguiu reverter os índices, como viu um aumento significativo no número de assassinatos. Em números absolutos, até o dia 25 de dezembro do ano passado, a Secretaria de Defesa Social (SDS) contabilizava 3.804 homicídios em 2015. Um número bem maior que as 3.435 mortes registradas durante todo o ano de 2014, que por sua vez já representaram um baque na comparação com 2013, o melhor ano do PPV, quando foram 3.102 assassinatos.

O desafio para o ano que começa não é pequeno: reverter uma curva ascendente estimada em 13% no número de mortes violentas somente de 2014 para 2015. “Pernambuco era um ponto fora da curva na questão da segurança, e voltou a ser um ponto igual a todos. Nosso esforço vai ser incansável no sentido de voltar a fazer com que o Estado seja um ponto fora da curva”, disse Paulo Câmara, em entrevista concedida ao JC no final do ano passado.

Para tirar Pernambuco da curva, a máquina terá que moer no ritmo em que moía em 2013, com o Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco crescendo 2,9% e com a onipresença do então governador Eduardo Campos à frente do governo. O cenário hoje é diferente: o Estado teve uma queda de 2,5% no PIB em 2015 e fechou o ano com 70 mil desempregados. “A crise econômica tem reflexos na criminalidade, e é por isso que nosso trabalho tem que ser ainda mais eficaz”, comenta o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

A outra parte de mais um ano ruim na segurança do Estado foi colocada pelos gestores na conta da movimentação sindical de agentes, escrivães e delegados da Polícia Civil. Eles protagonizaram uma operação padrão que começou em julho e só foi contornada no início de dezembro de 2015, quando houve acordo entre as partes. “Ocorreu uma redução na oferta de serviços de segurança à população e isso teve reflexos nos índices de criminalidade”, diz Carvalho.

Para 2016, o governo aposta em ações de inteligência policial e na troca de postos de comando nas polícias Civil e Militar para retomar a redução da criminalidade. “Temos informações sobre a dinâmica dos crimes. As mudanças em diretorias das corporações são normais e vão ajudar a oxigenar a máquina”.

Greve dos professores de Pernambuco é considerada ilegal pelo TJPE

Greve está marcada para a próxima terça-feira (25), mas o Tribunal aceitou um pedido de antecipação de tutela feito pela governadora Raquel Lyra Por André Luis A greve dos professores da rede estadual de ensino de Pernambuco enfrenta um revés após ser julgada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJPE). Antes mesmo de sua […]

Greve está marcada para a próxima terça-feira (25), mas o Tribunal aceitou um pedido de antecipação de tutela feito pela governadora Raquel Lyra

Por André Luis

A greve dos professores da rede estadual de ensino de Pernambuco enfrenta um revés após ser julgada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJPE). Antes mesmo de sua deflagração, a paralisação já foi proibida por decisão do desembargador Mauro Alencar de Barros, expedida na última quinta-feira (20), em resposta a um pedido de antecipação de tutela feito pela governadora Raquel Lyra (PSDB).

A paralisação dos docentes está prevista para iniciar no dia 25 de julho, com a realização de uma nova assembleia promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) e a categoria. No entanto, a decisão judicial estipulou que qualquer ato que perturbe o funcionamento regular dos serviços públicos de educação será proibido, bem como atrasos ou embaraços aos usuários da rede estadual de ensino.

Caso o Sintepe descumpra a decisão, a entidade enfrentará uma multa diária de R$ 100 mil, além do desconto dos dias não trabalhados. 

Em suas redes sociais o Sintepe comunicou que não foi intimado acerca da Decisão Judicial relacionada à Greve da Educação. “A direção do Sindicato vai se reunir com a Assessoria Jurídica para deliberar assim que for notificada”, diz o comunicado.

O Sintepe reivindica reajuste de 14,95% para todos os servidores da Secretaria de Educação de Pernambuco: professores, analistas educacionais e assistentes administrativos.

No dia 27 de junho, o plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou o Projeto de Lei Complementar 712/2023, encaminhado pela governadora Raquel Lyra (PSDB). A medida tem gerado controvérsias, uma vez que exclui mais de 50 mil profissionais da educação do recebimento da atualização de 14,95% referente ao Piso Nacional do Magistério.

Eraldo Moura sinaliza possível rompimento com grupo de Nicinha Melo em Tabira

Na manhã desta terça-feira (23), a produção do programa Cidade Alerta da Rádio Cidade FM de Tabira, recebeu uma informação exclusiva de uma fonte política local altamente confiável. A notícia sugere que o vereador Eraldo Moura estaria se preparando para deixar o grupo político liderado pela prefeita Nicinha Melo. As informações foram divulgadas pelo jornalista […]

Na manhã desta terça-feira (23), a produção do programa Cidade Alerta da Rádio Cidade FM de Tabira, recebeu uma informação exclusiva de uma fonte política local altamente confiável. A notícia sugere que o vereador Eraldo Moura estaria se preparando para deixar o grupo político liderado pela prefeita Nicinha Melo. As informações foram divulgadas pelo jornalista Júnior Alves em uma postagem em seu Instagram.

Segundo Júnior, a fonte revelou que Eraldo Moura já estaria confidenciando sua decisão de deixar o grupo para pessoas próximas. O suposto descontentamento teria se originado a partir da posição do vereador contra a contratação de um empréstimo no valor de R$ 4 milhões pelo governo de Nicinha junto ao Banco do Brasil. Desde esse posicionamento, o vereador teria experimentado um tratamento de indiferença dentro do grupo.

Alves chamou a atenção para que curiosamente, durante as sessões da Câmara, observou-se que Eraldo Moura não tem mais defendido o governo com a mesma efusividade de antes, o que levanta questionamentos sobre a estabilidade de sua relação com a prefeita.

Ainda segundo o jornalista, além disso, a aproximação de Eraldo Moura com o vice-prefeito Marcos Crente também foi destacada como um fator que vem causando desconforto no grupo da prefeita. Testemunhas afirmam ter observado os dois políticos em diversas ocasiões juntos.

Caso o rompimento se confirme, Eraldo Moura poderá seguir um caminho de retorno ao grupo que o elegeu na última eleição. Especulações sobre os próximos passos do vereador e os desdobramentos políticos na cidade já estão gerando discussões entre os cidadãos locais.