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Luciano Torres prestigia posse canônica de Padre Rogério Marinho em Serra Talhada

Por André Luis

O prefeito de Ingazeira, Luciano Torres e a primeira dama do município Dona Magarida, participaram da posse canônica do Padre Rogério Marinho, realizada nesta terça-feira 10/02 na Área Pastoral São Francisco de Assis, em Serra Talhada-PE. A cerimônia marcou o início de uma nova missão para o sacerdote, que por anos esteve à frente da paróquia de Ingazeira.

Em sua homenagem, o prefeito destacou a dedicação, fé e amor ao próximo demonstrados por Padre Rogério ao longo de sua trajetória no município. “Seu carinho, suas palavras e seus ensinamentos marcaram profundamente a vida do nosso povo”, afirmou Luciano.

Ainda segundo o gestor, Padre Rogério deixa um legado de fé e cuidado que permanecerá vivo no coração dos ingazeirenses. “Serra Talhada recebe um grande pastor, e nós seguimos na torcida e nas orações”, finalizou.

Outras Notícias

Afogados: motoristas recebem equipamentos de proteção individual

No próximo domingo, 25 de julho, celebra-se o dia do motorista, essa importante categoria profissional. E antecipando a comemoração desta data, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, entregou equipamentos de proteção individual aos motoristas que atuam na condução das máquinas e veículos pesados da gestão municipal. Cada kit continha luvas, botas, chapéu protetor, […]

No próximo domingo, 25 de julho, celebra-se o dia do motorista, essa importante categoria profissional. E antecipando a comemoração desta data, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, entregou equipamentos de proteção individual aos motoristas que atuam na condução das máquinas e veículos pesados da gestão municipal.

Cada kit continha luvas, botas, chapéu protetor, camisa de malha protetora UVB, protetor auricular e óculos. 

Os motoristas foram recepcionados logo cedo com um café da manhã, na sede da Secretaria Municipal de Transportes. Lá, eles também puderam fazer exames como hemograma, conferindo as taxas de triglicerídeos, glicose e colesterol, bem como fazer o teste voluntário para HIV, Sífilis e hepatite. 

Todos os motoristas já foram devidamente vacinados contra a covid-19, pois estão em contato direto com a população, tanto nos bairros quanto na zona rural.

“Nós também providenciamos, em nosso programa de saúde ocupacional, para que todos fizessem exames de audiometria e oftalmológico, e agora estamos encaminhando a realização de exames cardiológicos. Esta será uma ação permanente, exames que serão realizados de forma rotineira,” informou a Secretária de Transportes de Afogados, Flaviana Rosa.

Além de Flaviana Rosa, o Prefeito Alessandro Palmeira esteve acompanhado, na entrega, do Vice-Prefeito Daniel Valadares e do Secretário Municipal de Agricultura, Rivélton Santos. A entrega ocorreu na manhã desta sexta (23), na Secretaria Municipal de Transportes.

“Quero agradecer a todos pelo trabalho realizado, e dizer que essa será uma política permanente de valorização dos nossos servidores. Vocês precisam estar bem para poder atender bem ao nosso povo, que é, na verdade, quem paga os nossos salários. Temos que retribuir com muito trabalho e muito empenho, para fazer bem o que a população necessita e reivindica,” destacou o Prefeito de Afogados, Alessandro Palmeira. 

“Movimento está se dissipando”, tranquiliza caminhoneiro afogadense sobre paralisação

Júnior Santiago informou ainda que movimento não teve adesão da classe como em 2018 Por André Luis O caminhoneiro afogadense, Júnior Santiago, tranquilizou a população de Afogados da Ingazeira e região com relação a um possível desabastecimento por conta da paralisação dos caminhoneiros que acontece em algumas estradas federais desde a quarta-feira (08.09). Santiago falou […]

Júnior Santiago informou ainda que movimento não teve adesão da classe como em 2018

Por André Luis

O caminhoneiro afogadense, Júnior Santiago, tranquilizou a população de Afogados da Ingazeira e região com relação a um possível desabastecimento por conta da paralisação dos caminhoneiros que acontece em algumas estradas federais desde a quarta-feira (08.09).

Santiago falou ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú que estava no Porto de Suape e segundo ele o movimento se trata de uma ressaca do 7 de Setembro. “Por aqui está tudo tranquilo. A população pode ficar despreocupada. Só se houver uma reviravolta muito grande, mas tá tudo normal”, afirmou.

“Essa paralisação é muito diferente daquelas de 2018. Desta vez, não teve apoio das grandes empresas”, destacou Júnior que não vê sentido neste movimento, que segundo ele tem apenas teor político e ideológico.

Bloqueio nas estradas – Nesta quarta-feira, chegou a 16 o número de estados que registraram bloqueios ou tentativas de paralisação em rodovias federais, subindo o nível de alerta de transportadoras e mercados. Alguns postos já começaram a ficar sem combustíveis.

O movimento é organizado por caminhoneiros autônomos, um dia após manifestantes pró-governo pedirem, dentre outras pautas, o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, em diversos atos pelo país. Além desses temas, os motoristas que aderiram à paralisação cobram a redução dos impostos e do preço dos combustíveis.

Domingo foi de alegria e brincadeiras para as crianças Afogadenses

por Rodrigo Lima Em Afogados da Ingazeira, aconteceu no último Domingo (19) a festa do dia das crianças. O Ginásio Desportivo Municipal ficou pequeno diante da multidão de pais, avós e crianças que compareceram para aproveitar o momento de descontração e diversão organizado pela gestão municipal. Praticamente todas as Secretarias do município envolveram-se na organização […]

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por Rodrigo Lima

Em Afogados da Ingazeira, aconteceu no último Domingo (19) a festa do dia das crianças. O Ginásio Desportivo Municipal ficou pequeno diante da multidão de pais, avós e crianças que compareceram para aproveitar o momento de descontração e diversão organizado pela gestão municipal.

Praticamente todas as Secretarias do município envolveram-se na organização do evento. Do lado de fora da quadra coberta, a Prefeitura organizou a distribuição de algodão doce, pipoca, lanche e brinquedos. Uma tenda foi montada para que as crianças pudessem pintar os rostos com temas variados.

Dentro da quadra, artistas populares animavam a garotada com imitações, música e apresentações circenses. Um dos destaques foi Edson Barbosa, o popular “tiririca cover”. De voz e físico muito parecidos com o original, Edson demonstrou satisfação em poder levar a alegria para as crianças. “Este é o segundo ano que venho a Afogados, e é sempre muito gratificante ver esse espaço lotado, com as crianças interagindo e sorrindo,” finalizou o artista, chamando o repórter de “abestado”.

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Dona Maria de Fátima Almeida, moradora do São Francisco, levou os três netos para participar da festa. “Eu gostei muito. Foi tudo muito bem organizado. Valeu a pena ter vindo e trazido os meninos,” afirmou a dona de casa.

O Prefeito José Patriota acompanhou a festa ao lado da primeira-dama, Madalena Leite. Este é o segundo ano que a Prefeitura organiza uma festa para comemorar o dia das crianças. “É muito gratificante poder, como gestor, organizar uma festa como essa, com tudo gratuito, e poder ver a alegria, o sorriso  no rosto de cada uma das crianças que passaram por aqui,” declarou o Prefeito.

Pagar metade do 13º no meio do ano ajudou, diz Prefeito de Tuparetama

Por Anchieta Santos O prefeito de Tuparetama e Presidente do Cimpajeú (Consorcio de Integração dos Prefeitos do Pajeú e Moxotó), Dêva Pessoa, está preocupado com a situação de alguns municípios que neste mês de dezembro não terão condições de pagar o 13º aos seus servidores. Dêva, em conversa por telefone com o radialista Anchieta Santos […]

2Por Anchieta Santos

O prefeito de Tuparetama e Presidente do Cimpajeú (Consorcio de Integração dos Prefeitos do Pajeú e Moxotó), Dêva Pessoa, está preocupado com a situação de alguns municípios que neste mês de dezembro não terão condições de pagar o 13º aos seus servidores.

Dêva, em conversa por telefone com o radialista Anchieta Santos disse que sua prefeitura só conseguiu pagar o 13º agora em dezembro, por ter adiantado no meio do ano 50% aos funcionários municipais.

Da energia fóssil a energia nuclear

Por Heitor Scalambrini Costa* A queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) e o desmatamento tem impulsionado as mudanças no clima, que por sua vez ameaçam a sobrevivência humana, e a própria vida no planeta pelos efeitos catastróficos resultantes, conhecidos em todos os continentes. Aliado a este flagelo que atinge a humanidade, o pacifismo caiu […]

Por Heitor Scalambrini Costa*

A queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) e o desmatamento tem impulsionado as mudanças no clima, que por sua vez ameaçam a sobrevivência humana, e a própria vida no planeta pelos efeitos catastróficos resultantes, conhecidos em todos os continentes. Aliado a este flagelo que atinge a humanidade, o pacifismo caiu em desgraça, e a corrida armamentista convencional e nuclear está em alta devido às tensões internacionais, a luta pelo poder, e por territórios.

O governo brasileiro com a COP30 em Belém do Pará, em plena Amazônia, almeja a liderança climática mundial. Todavia a poucas semanas da reunião duas situações ocorreram, que desmascaram o discurso e a prática do atual governo federal. Por um lado, a autorização concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a Petrobras iniciar a perfuração de um poço exploratório de petróleo (já pleiteia perfurar 3 poços com a mesma licença) na foz do rio Amazonas, em sua margem equatorial brasileira. E o outro evento foi o discurso do ministro de Minas e Energia (MME) Alexandre Silveira, que sem meias palavras propôs o uso bélico da energia nuclear, justificando como estratégia de dissuasão e de garantir a segurança nacional.

Com a licença autorizada pelo Ibama é certa a expansão da exploração do principal responsável pelas emissões de CO2, causador do aquecimento global. Segundo o presidente Lula, para amenizar esta catástrofe anunciada, afirmou “entre fazer pesquisa e tirar petróleo, leva um tempo muito grande, e é preciso novas licenças para você fazer essas coisas”. Talvez ele espere que depois da Petrobras comprovar os estudos que já indicam cerca de 10 bilhões de barris de petróleo (atualmente o Brasil tem uma reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris) de reserva acumulada naquela bacia sedimentar, ela recue e deixe o petróleo por lá mesmo. Foi sem nenhuma dúvida, uma enorme derrota da sociedade que se mobilizou, e que em sua maioria não quer a exploração de petróleo no maior rio do mundo.

Há sérios e concretos riscos de danos socioambientais com a abertura de uma nova fronteira exploratória de petróleo na foz do rio Amazonas. Segundo a ciência se houver vazamento de petróleo o resultado será uma tragédia anunciada, que atingirá não somente o Grande Sistema Recifal da Amazônia (GARS), com uma extensão estimada de 56.000 km2 (ecossistema único e rico em biodiversidade, servindo de berçário a várias espécies de peixes), como populações indígenas, quilombolas, colônias de pescadores e suas áreas de pesca artesanal, unidades de conservação, reservas extrativistas, todas próximas à área de exploração. E com o petróleo extraído é mais CO2 na atmosfera, mais efeito estufa, mais aquecimento global, mais destruição da floresta, mais tragédias.

Esta decisão do Ibama, depois de muita pressão e constrangimento político provocado pelo ministro do MME, foi judicializada por uma coalizão composta de 8 organizações de entidades ambientais, indígenas, quilombolas e pesqueiras, cuja ação civil pública impetrada tem como alvo a União e o Ibama. Pede a paralisação imediata das atividades de perfuração e anulação da licença de exploração concedida, alegando falhas técnicas, ausência de consulta livre, prévia e informada, além de violação dos compromissos climáticos assumidos pelo país em convenções e acordos internacionais.  

Outro desastre para a imagem do Brasil perante o mundo foi o discurso do ministro Alexandre Silveira, durante a posse dos novos diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), no dia 5 de setembro, defendendo que o Brasil poderá precisar de armas nucleares para garantir sua soberania e defesa nacional. Assim reacendeu a discussão sobre uso pacifico e bélico da energia nuclear.

A Constituição Federal (CF) de 1988, Artigo 21, inciso XXIII, alínea “a” estabelece que: “toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional”. Também importante a lembrança de que o Brasil é signatário de tratados e acordos  Internacionais, entre eles o Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o Tratado de Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe (conhecido como Tratado de Tlatelolco, cujo objetivo é o de garantir que a América Latina e o Caribe não tenham armas nucleares), e o Tratado para Proibição de Armas Nucleares.

As declarações do Ministro Alexandre Silveira sobre energia nuclear, atingem as raias do inverossímil, tornando esta autoridade do primeiro escalão do governo Lula, um dos mais combativos e maior defensor do uso nuclear para fins pacíficos e bélicos.

Como defensor da expansão de usinas nucleares no país propõe reatores modulares pequenos (em inglês, SMRs) na região Amazônica. Todavia omite que tanto do ponto de vista tecnológico, como econômico, enfrentam desafios importantes, sem que se tenha provado a viabilidade econômica, e nem demonstrado seu desempenho operacional. Quanto a continuar as obras da usina nuclear de Angra 3, cujo início oficial da construção foi em 1984, é o principal lobista dentro do governo federal. Obra que tem um custo para sua finalização de 23 bilhões de reais, e cujos equipamentos já comprados estão defasados, ultrapassados, não atendendo os atuais requisitos de segurança. Além da grande voracidade, pois o tesouro nacional despende anualmente 1 bilhão de reais para manutenção do canteiro de obras deste “elefante branco”.

Ao mencionar o uso da energia nuclear para fins de defesa do território e de segurança nacional, o ministro conhecido como o das “boas ideias”, também incentivou um deputado federal de extrema direita a declarar, em alto e bom som, que vai apresentar uma Projeto de Emenda Constitucional (PEC) retirando do artigo 21 da CF a exclusividade do uso pacifico da energia nuclear em território nacional, assim escancarando a possibilidade de o Brasil fabricar a sua bomba atômica. Nada mais surpreende vindo do atual Congresso Nacional, uma das piores legislaturas, infestados de safardanas agindo contra a vontade popular.

Para não desacreditar mais a luta a favor das usinas nucleares, houve uma imediata mobilização dos lobistas da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), da Frente Parlamentar Mista da Tecnologia e Atividades Nucleares (grupo de parlamentares oportunistas que apoiam a energia nuclear no Brasil), de acadêmicos beneficiados com o programa nuclear brasileiro, da mídia corporativa; todos unânimes em atacar a proposta do parlamentar extremista. Viram nesta iniciativa como “um tiro no pé”, mais dificuldades aos seus interesses de emplacar a construção de novas usinas nucleares no país. Como é reconhecido, a energia nuclear é amplamente rejeitada pela maioria da população brasileira, e a possibilidade de o país fabricar bombas atômicas só aumentaria a rejeição popular por esta fonte de energia elétrica, e de destruição da vida.

Várias associações científicas também vieram a público para rejeitar e repudiar a proposta da “PEC da Bomba Atômica”, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Sociedade Brasileira de Física (SBF) e a Sociedade Brasileira de Química (SBQ). Todavia nada falaram dos resíduos produzidos por usinas nucleares que podem ser usados para a fabricação de artefatos nucleares. Ser contra a fabricação de bombas atômicas, por coerência, também deve ser contra as usinas nucleares.

Inacreditável foi a interpretação que o Estadão Verifica (em parceria com o Projeto Comprova) fez da fala do ministro Silveira. Bem conhecido por suas posições reacionárias, e um ativo defensor da nucleoeletricidade no país, este jornal chegou a publicar que o ministro não falou, o que ele disse.

A lição de ambos episódios é que o tempo do ministro das “boas ideias” esgotou. Deveria se preocupar mais com outros assuntos de sua pasta ligados às páginas policiais, pela venda de licenças ambientais em Minas Gerais; e explicar melhor como se deu o interesse de um grupo empresarial, sem nenhuma experiência na área, por usinas nucleares.

*Heitor Scalambrini Costa é professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco.