Pernambuco registra 1.095 novos casos e mais 48 óbitos pela Covid-19
Por André Luis
O estado de Pernambuco confirmou, neste sábado (4), mais 1.095 novos casos do novo coronavírus. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), entre os confirmados de hoje, 894 (82%) são considerados casos leves, ou seja, aqueles que não demandam internamento hospitalar e que estavam na fase final da doença ou já curados. Além disso, 201 (18%) pessoas se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Os dois primeiros casos da Covid-19 em Pernambuco foram detectados em 12 de março. De lá para cá, o estado totaliza 63.457 casos confirmados, sendo 20.109 graves e 43.348 leves.
A Secretaria informou ainda que foram confirmados laboratorialmente 48 óbitos, ocorridos desde o dia 25 de abril. Dentre eles, 27 mortes (56%) ocorreram entre 25 de abril e 30 de junho. Outras 21 (44%) aconteceram neste mês de julho. Dessa forma, Pernambuco totaliza 5.116 óbitos em decorrência da Covid-19.
Ao menos três caciques partidários de agremiações da Frente Popular fizeram chegar ao governador Paulo Câmara, nesta sexta-feira, o descontentamento com a pretensão do PT de obter uma segunda vaga no Senado, com a indicação feita por Humberto Costa do nome do deputado federal Carlos Veras, ex-presidente da CUT em Pernambuco. As informações são do […]
Ao menos três caciques partidários de agremiações da Frente Popular fizeram chegar ao governador Paulo Câmara, nesta sexta-feira, o descontentamento com a pretensão do PT de obter uma segunda vaga no Senado, com a indicação feita por Humberto Costa do nome do deputado federal Carlos Veras, ex-presidente da CUT em Pernambuco. As informações são do blog de Jamildo/JC Online.
Ele é deputado de primeiro mandato, mas tem a preferência do senador Humberto Costa, do PT, para a postulação junto à Frente Popular. Outro nome colocado internamente pelo PT é o da deputada federal Marília Arraes, que enfrenta restrições por parte do PSB.
Os três líderes partidários, Augusto Coutinho, Eduardo da Fonte e André de Paula, também eles potenciais candidatos que já haviam postulado a vaga, alegam que Carlos Veras está em seu primeiro mandato e não pode passar a frente de aliados com voto e mais trânsito em partidos nacionais. “É descabido ficar olhando um neófito ganhar oito anos no Senado”, afirmou-se.
No PT, o que se houve é que o pleito é para valer. “O PT entregou os anéis, mas não vai perder os dedos. A vaga do Senado é inegociável”, afirma um integrante do partido na Nacional.
Marília Arraes também não aceita a indicação de Carlos Veras para o Senado e disse internamente que iria trabalhar por outra solução.
Nome de consenso
Na próxima semana, em um encontro ainda não confirmado, o próprio presidente Lula pode ter uma reunião com a deputada estadual Tereza Leitão, em São Paulo, para debater a formação da aliança.
O nome dela já chegou a ser cogitado para a vaga de vice na chapa da Frente Popular e também ao Senado. Com o veto dos aliados mais antigos, abre-se a possibilidade de que a composição seja feita com a indicação dela para a vice.
Em abril de 1993, há 31 anos, eu saí da Rádio Pajeú doido pra não sair, mas sem outra opção por ainda não ter um arrimo que me garantisse salário e sustentabilidade mínima. Tinha que ajudar em casa, sem papai há pouco mais de três anos e com uma porta que se abria na recém […]
Em abril de 1993, há 31 anos, eu saí da Rádio Pajeú doido pra não sair, mas sem outra opção por ainda não ter um arrimo que me garantisse salário e sustentabilidade mínima.
Tinha que ajudar em casa, sem papai há pouco mais de três anos e com uma porta que se abria na recém inaugurada Transertaneja FM. Pouco tempo depois, era enorme a vontade de voltar. E qual era a solução?
No meio dessa história, já tinha a relação de amizade com o padre João Acioly, apresentado a mim por padre Luizinho, dois daqueles personagens que apareceram em minha vida como anjos, me dando a possibilidade de ser gente, de ter identidade, um caminho a trilhar.
Pois João e Patriota, contemporâneos que cresceram meninos pobres e ganharam uma chance na cidade, bolaram o plano que me devolveria à Pajeú, conseguindo um emprego entre o final de 93 e início de 94 no Sindicato dos trabalhadores Rurais de Afogados da Ingazeira.
Trabalhei como funcionário do Sindicato e servindo a Patriota, que era assessor regional da FETAPE, cortando essa região e estado pregando a educação e formação sindical. Patriota com 33 anos e eu com 19 pra 20. Dada a consciência e formação política dele, parecia ter muito mais. Impressionante como algumas pessoas chave chegaram na hora certa na minha vida, me ajudando na formação e construção de quem eu sou: padre Luizinho, Anchieta Santos, Monsenhor João Acioly, Dom Francisco, Patriota.
Lembro das reuniões com lideranças comunitárias, em Afogados, Triunfo, São José do Egito, tantas outras cidades, o Congresso da FETAPE no Centro de Convenções. Das viagens no Gol quadrado branco comendo poeira por essas comunidades e de Patriota falando em organização sindical, política, comunitária. E dele lendo os relatórios desses encontros que eu preparava numa máquina de datilografar lá pela terceira sala adentro do STR. E da minha preocupação com a impressão dele daqueles documentos. Como não lembro de ter levado bronca àquela época de alguém tão preparado e exigente, acho que ele gostou.
Cheguei a, com ele, fazer até dobradinha no programa do Sindicato. Ele tinha uma caligrafia muito bonita e, de punho, fazia a produção do programa.
Lá também conheci Madalena Leite Patriota, a esposa, que atuava no Sindicato e era alguém a quem eu também respondia. Confesso, tinha mais medo dela que dele, mas não por qualquer outra coisa: ela ficava mais tempo comigo e, com razão, me corrigia mais firmemente nas minhas saídas de trilho, normais para um rapaz de 20 anos àquela época. Isso me fez também nutrir muito amor e respeito por ela, até hoje. E admirar a mesma firmeza que apresenta agora, na maior provação que alguém pode ter em relação a um companheiro de vida: deixá-lo partir para poupar a dor.
Voltando ao plano, pra dar certo, eu tinha que voltar à Pajeú, e voltei, para completar o que havia sido bem arquitetado entre João, Patriota e Anchieta Santos, cúmplice do crime perfeito, a ponto de gravar uma chamada de minha volta em uma cobertura dos Jogos Escolares, fechando o texto com as informações daquela jornada e o parágrafo final: “…e a volta de Nill Júnior, o Repórter Revelação da Seleção do Povo!” – com o trecho de “O Portão”, de Roberto Carlos: “eu voltei, agora pra ficar/porque aqui, aqui é o meu lugar…”
Só que estava muito longe de aquela ser a última missão de Patriota na minha vida. Pelo contrário, quantas vezes o ouvi sobre os passos que eu tinha que dar, e quantas vezes também opinei e, quando chamado, o auxiliava pessoal e profissionalmente.
Sempre digo que a melhor forma de pagar a confiança que alguém deposita é honrá-la. No caso de Patriota, tenho certeza e provas concretas do orgulho e respeito que ele sentia. Aprendi tanto com ele a enfrentar qualquer um na defesa das minhas convicções, que algumas poucas vezes até nós dois nos estranhamos, como no vídeo que virou meme quando o meme nem existia. Nunca guardamos um arranhão. A amizade e pontos comuns que nos uniam eram muito maiores que isso.
Uma das maiores provas é que Patriota sempre me defendeu e eu a ele. Quando fui escolhido para a ASSERPE, Patriota foi perguntado por um magnata da TV do estado se ele me conhecia, dada a missão que eu enfrentaria, rara para alguém de um veículo de Afogados da Ingazeira. “Pode apostar nele sem medo. Está preparado para o serviço”, disse, sem imaginar que a conversa tempos depois chegaria a mim.
Quando recebi a Medalha Dom Francisco, em julho do ano passado, Patriota brincou ao ouvir minha biografia. “Parece que o segredo pra vencer e se destacar é ter vendido picolé quando menino”, para comparar a vida dele com a minha. E disse no discurso: “tudo o que ele faz, faz bem feito!”
Quando a gente precisava falar de futuro, a conversa era geralmente em um café reservado na casa dele. Tenho algumas memórias desses encontros. Em um deles, me lasquei. Patriota prestes a assumir o primeiro governo me convidou pra sondar sobre nomes cotados para sua primeira equipe. Como sugeri e ouvi vários outros nomes, pra não quebrar a confiança, não podia especular quem faria o seu time na Rádio Pajeú. Vi todo mundo antecipando na imprensa e, por ética, esperei calado o anúncio oficial.
Outra vez, Patriota me cercou pra me fazer ser “prefeiturável” na sua sucessão, assim como ocorrera com outros grupos políticos no passado, mas agora, com um argumentador difícil de vencer. A ideia dele era ter mais de uma opção, mais de um quadro à mesa do debate. Eu disse a ele que minha missão na gestão da Rádio Pajeú não estava concluída. Ele me cercou de todo lado e perguntou: “posso ao menos botar seu nome numa pesquisa?” Eu para não desagradar depois de tanta insistência disse que sobre isso, em que pese o que já estava decretado, não veria problema. Ele entendeu que meu sim era pra aceitar ser um dos nomes no balaio. Nem saí da casa dele direito, alguém me avisava: “Patriota tá aqui pulando, dizendo que você aceitou incluir o nome no processo”. Na calçada da casa dele, saindo desconcertado com a informação, encontrei Sandrinho Palmeira. Pedi pra ele apagar o fogo de Patriota, que tinha entendido tudo errado. Sandrinho, aos risos, se encarregou de fazer Patriota pular só por ele, o nome natural, óbvio, e não também por mim. Depois soube, já havia se armado até pra pedir autorização ao Bispo da época pra me liberar da missão na emissora.
No primeiro semestre desse ano, antes da piora acentuada, ainda ensaiamos um novo café pra falar de futuro. Infelizmente, não deu…
Dos amigos próximos, lembro da angústia e preocupação de Anchieta Santos quando Patriota foi diagnosticado com a doença que agora tirou sua vida. Quis o destino que o irmão fosse primeiro esperar Patriota, que chegou agora. De João Acioly, a lembrança mais forte foi a de quando Patriota assumiu a prefeitura em 2013. João foi representando a Diocese, mas não fez um discurso institucional. Foi excessivamente pessoal, passional, emocionado: “pela primeira vez, um menino pobre, que vendia galinha pra sobreviver, enquanto eu vendia sandália e pão em Severino Lolô, vai subir as escadas daquela prefeitura como prefeito!” – dizia, para Patriota marejar os olhos. Aliás, o vi fazer isso algumas vezes. Fui alertá-lo de que deveria ter feito uma fala menos apaixonada, já que falava pela Diocese. “Eu não consigo”, resumiu-se a dizer, como quem decreta: “o que sai do coração e da alma a gente não cala”.
Sua última comemoração de aniversário foi um dia depois da data pra valer: 10 de outubro de 2023. Cedo, Patriota me ligou dizendo que reuniria um pequeno grupo de amigos para almoçar com ele. Era seleto mesmo: Madalena, os filhos, a neta, Sandrinho Palmeira, Padre Luizinho, Alexandre Moraes e Veratânia, Frankilin Nazário e eu. Hoje, entendo que aquele telefonema tinha ainda mais significado.
Pra concluir, vou fazer igual padre João. Não vou me policiar pra falar de José Patriota.
Na Rádio Pajeú, ouvi muitas pessoas, muitas anônimas, simples, compartilhando uma foto, uma memória, uma ação de Patriota, da consciência crítica à água na comunidade, à ação no bairro, ao direito de contestar, à organização comunitária, à defesa da gente que confiava nele pelas funções que ocupou.
Patriota está sendo homenageado por muita gente importante de todo o Brasil. Mas são essas pessoas simples, que só são tocadas no coração e na alma por quem é de verdade, que me deram a certeza de que Patriota perenizou, se espalhou por onde sua voz alcançou, sua mensagem chegou, em lugares que a nossa razão certamente não alcança. Patriota está vivo e só não crê quem não tem fé na força transformadora do que ele defendia.
E se ele está vivo em tanta gente, não vai continuar faltando quem tente o calar nessas vozes, matá-lo nessas vidas, oprimi-lo nessa luta permanente.
Vão continuar tentando taxá-lo de comunista por defender água, alimento digno e condições de produzir nas comunidades, o bico de luz para quem vivia no escuro, a consciência e organização comunitária para não temer o poder. Vão enfrentá-lo por dizer que a máquina não pode moer mais pra quem já tem, vão discordar ao ouvi-lo na voz desse povo dizendo que os verdadeiros inimigos são a fome, a desigualdade, a negação aos direitos humanos.
E aí mora o segredo. Quem lutou com ele, não pode deixá-lo calar ou morrer.
A Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada registrou 22 casos positivos de Covid-19 no boletim epidemiológico desta quinta-feira (25/11). São 12 pacientes do sexo feminino e 10 do sexo masculino, com idades entre 7 e 69 anos. O município soma 10.553 casos confirmados, 10.276 pacientes recuperados, 35 exames aguardando resultados, 56.865 casos descartados, 83 […]
A Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada registrou 22 casos positivos de Covid-19 no boletim epidemiológico desta quinta-feira (25/11).
São 12 pacientes do sexo feminino e 10 do sexo masculino, com idades entre 7 e 69 anos.
O município soma 10.553 casos confirmados, 10.276 pacientes recuperados, 35 exames aguardando resultados, 56.865 casos descartados, 83 pacientes em isolamento domiciliar e 04 pacientes em tratamento hospitalar, somando 87 casos ativos, além de 190 óbitos.
Óbito – Paciente do sexo masculino, 71 anos, morador do Alto da Conceição. Comorbidades (Diabetes, hipertensão e doença renal crônica em hemodiálise).
Em relação à ocupação hospitalar, o Hospital Eduardo Campos está com 10% de ocupação dos leitos de UTI, com oito pacientes internados, sendo um serra-talhadense. Não há pacientes nos leitos clínicos da unidade.
O HOSPAM está com 50% de ocupação dos leitos de UTI, com cinco pacientes internados, sendo três serra-talhadenses. Não há pacientes na enfermaria da unidade.
Não há pacientes internados nos Leitos de Retaguarda do Hospital São José.
Portanto, temos quatro serra-talhadenses internados na rede pública de Serra Talhada, sendo todos em leitos de UTI.
Em ato histórico no Estado, a governadora Raquel Lyra sancionou a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial em Pernambuco. Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, a chefe do Executivo estadual assinou o ato no Palácio do Campo das Princesas, nesta segunda-feira (12). Aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco no dia 22 de maio, […]
Em ato histórico no Estado, a governadora Raquel Lyra sancionou a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial em Pernambuco. Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, a chefe do Executivo estadual assinou o ato no Palácio do Campo das Princesas, nesta segunda-feira (12).
Aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco no dia 22 de maio, o estatuto tem o objetivo de garantir à população racializada a igualdade de oportunidades e o combate à intolerância racial.
“Pernambuco tem um passivo histórico com a população negra no Estado. Grande parte da população que é vítima de crimes, que passa fome, que busca por emprego, é preta. O projeto de lei será fundamental para garantir, de fato, políticas públicas que permitam o acolhimento e a rede de proteção para essa população ter ainda mais acesso à educação, cultura, saúde e tantos outros espaços”, destacou a governadora.
A lei também estabelece medidas que buscam assegurar à população negra a defesa de direitos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e demais formas de intolerância racial e religiosa.
“A lei vai trazer para nós um outro momento, vai virar uma página na história de Pernambuco. É um momento muito importante de compromisso do Estado”, registrou Vera Baroni, fundadora da Rede de Mulheres de Terreiro de Pernambuco.
O projeto de lei era de 2019, de autoria da então deputada estadual Teresa Leitão e do então deputado estadual Isaltino Nascimento, mas estava arquivado desde o término dos mandatos de ambos. A atual deputada estadual Rosa Amorim é autora do requerimento que desarquivou o projeto de lei, aprovado em duas votações.
“O estatuto vai orientar o Estado de Pernambuco para que cada vez mais a gente possa fortalecer a sobrevivência do povo preto e a construção de políticas públicas”, frisou Rosa Amorim.
Pernambuco era um dos poucos estados do país que ainda não tinha uma legislação própria de promoção da igualdade racial, embora cerca de 66% da população seja negra. Assim, a sanção do estatuto representa um ato histórico no Estado.
Participaram da solenidade os secretários estaduais Fabrício Marques (Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional), Carla Patrícia (Defesa Social), Lucinha Mota (Justiça e Direitos Humanos), coronel Hercílio Mamede (Casa Militar), Carolina Cabral (Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção às Drogas), Simone Nunes (Desenvolvimento Urbano e Habitação), Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico), Regina Célia (Mulher), Ana Maraíza (Administração), Rodolfo Costa Pinto (Comunicação) e Mauricélia Vidal (Ciência, Tecnologia e Inovação), além dos deputados estaduais João Paulo, Doriel Barros e Socorro Pimentel, e o vereador de Olinda, Vini Castello.
Nada nos EUA é pior que Trump É verdade dizer que não há cenário bom para o mundo, seja qual for o resultado das eleições americanas. O fato novo, a saída do democrata Joe Biden e o ingresso no cenário da vice americana, Kamala Harris, foi um sopro de esperança para quem sonha em ver […]
É verdade dizer que não há cenário bom para o mundo, seja qual for o resultado das eleições americanas. O fato novo, a saída do democrata Joe Biden e o ingresso no cenário da vice americana, Kamala Harris, foi um sopro de esperança para quem sonha em ver Donald Trump longe da Casa Branca, pelo que ele representa.
Mas não haverá tranquilidade ou paz plena com a vitória democrata. Kamala por exemplo, manterá o apoio ao genocídio de Israel sobre o povo palestino, não diferenciando mulheres e crianças do terrorismo do Hamas. Continuará estimulando e não trabalhando pela paz na guerra Ucrânia e Rússia, estimulando a política armamentista que ganha trilhões de dólares. Vai manter o distanciamento da ONU, se levantando como poder moderador de fato, ignorar a fome na África e tratar os países da América Latina, inclusive o Brasil, como párias e “cucarachas”.
Dito isso, nada é pior do que Trump. O magnata americano é um negacionista climático. “Não acredito.” Com estas palavras o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, derrubou 1.656 páginas de um relatório que detalha os devastadores efeitos da mudança climática para a economia, a saúde e o meio ambiente. Pouco ou nada importou ao ex-mandatário que o estudo seja respaldado por 300 cientistas de 13 agências federais, e que sua preparação seja uma exigência legal.
Foi um negacionista na pandemia. Desconsiderarou as diretrizes estabelecidas pela ciência. A lealdade ao presidente passou pelo ceticismo diante da crise sanitária e a estratégia na reta final da campanha foi prometer a volta à normalidade, ignorando a ciência.
É um mentiroso contumaz. Tem falas que negam dados e o óbvio sobre a economia, aborto, a crise de opioides, a imigração. É anti democrata: o principal mentor do ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, quando seus apoiadores invadiram a sede do Congresso para tentar interromper o processo de certificação dos resultados, com mortes. Descredenciou o sistema eleitoral americano e forçou seu vice a não reconhcer o resultado no Congresso.
Para Steven Levitsky, professor de Harvard, coautor dos aclamados ‘Como morrem as democracias’ e ‘A ditadura da minoria’, diz que se eleito, Trump vai usar o Estado, o Departamento de Justiça, para perseguir os seus inimigos políticos. Ele vai usar o Estado para investigar, perseguir e, se puder, prender pessoas críticas ao seu governo. Ele também planeja usar os militares para reprimir protestos, embora não esteja claro se isso é constitucional.
Donald Trump sofreu dois processos de impeachment por seu período na Presidência. A primeira vez foi em 2019, quando a Câmara dos EUA aprovou o processo por abuso de poder e por obstruir o Congresso. Entretanto, o Senado o considerou inocente das duas acusações. O segundo processo foi sobre a invasão do Capitólio, no qual foi acusado de incitar insurreição. Na ocasião, a Câmara também votou para condená-lo, mas o Senado o absolveu.
Apesar do discurso conservador e se dizer “enviado de Deus”, Donald Trump enfrenta diversos processos na justiça dos Estados Unidos, no âmbito civil e criminal. Ele é, inclusive, o primeiro ex-presidente ou presidente dos EUA a se tornar réu criminal.
Em maio de 2023, um júri federal em Manhattan concluiu que Trump abusou sexualmente da ex-colunista E. Jean Carroll no camarim de uma loja de departamentos de luxo em meados da década de 1990. Foi estabelecida multa de cerca de US$ 5 milhões.
Donald Trump foi acusado pela justiça estadual de Nova York de disfarçar, como honorários advocatícios, na contabilidade de seu grupo empresarial, o suposto pagamento para a ex-atriz pornográfica Stormy Daniels. Em troca, ela ocultaria, durante sua campanha a presidente em 2016, um caso extraconjungal que teriam tido. Stormy Daniels teria recebido US$ 130 mil por meio de Michael Cohen, então advogado da Organização Trump.
Trump negou ter um caso com Daniels. Era próximo do magnata Jeffrey Epstein, preso por tráfico sexual de menores e conspiração. Não são poucos os que afirmam que Trump participava dos crimes. Epstein morreu em circuntâncias suspeitas na prisão, com possibilidade de queima de arquivo.
Mas, antes que pergunte: e Bolsonaro? Ah, Bolsonaro é muito pior…
Ofereço-lhe a vice…
Em São José do Egito, na disposição em aglutinar lideranças, o pré-candidato a vice José Marcos teria aberto mão da vaga para Geraldo Bezerra, o Gerinha e até Romério Guimarães. As negociações não teriam avançado e Zé Marcos segue pré-candidato de Fredson. Ninguém entretanto, confirma…
O incrível caso de Augusto Valadares
Merece uma tese de doutorado o incrível caso de Augusto Valadares, atual prefeito de Ouro Velho De potencial candidato a prefeito em São José do Egito e Ouro Velho, com chances reais nas duas, acaba sem ser candidato em nenhuma. Dizem, mira 2026, quando poderá ser o candidato a Deputado Estadual do Cariri, apoiado por Efrain Filho.
Sem ou com estrelas?
Em Afogados, as duas convenções estão com datas fechadas. Danilo Simões realiza a sua dia 31 e Sandrinho Palmeira, dia 5. As duas no Cine São José. O que os dois não confirmam são as presenças das principais estrelas, Raquel Lyra e João Campos. Com agendas atribuladíssimas, podem recorrer ao bom e velho vídeo.
A promessa
Na conversa que teve com jornalistas, a prefeita de Tabira, Nicinha Melo, disse ter ouvido da governadora aliada, Raquel Lyra, que ela teria “um grande presente” para a cidade. Presume-se, o tal presente seria o recapeamento da PE 304, a estrada até Água Branca.
Sopinha de…
Despreocupado e sem ser incomodado pela oposição, que usa estratégia de mirar o prefeito Anchieta Patriota, o pré-candidato Berg Gomes falou pela primeira vez em sua rede social desde que foi alçado a pré-candidato. Informou que tomou uma Sopa com Calango na casa de Ana. Calma, pra quem não é de Carnaíba: “Calango” lá é vereador, e não a mistura da sopa. Cícero Batista, o vereador e pré a vice, também acompanhou a boquinha 0800…
Próximas pesquisas
O blog já tem as próximas pesquisas a divulgar em parceria com o Instituto Múltipla essa semana: Pesqueira, Custódia e Arcoverde. Apenas a terra do doce e da renda terá o primeiro levantamento. As duas outras terão as segundas pesquisas do ano.
6×4
Concluída a “reacomodação” dos vereadores de Arcoverde, que alguns teimam chamar de outra coisa, o pré-candidato Zeca Cavalcanti ficou com o apoio de seis parlamentares, contra quatro que apoiam a pré-candidata Madalena Britto, na guerra dos ex-prefeitos. O atual, Wellington Maciel, orienta pró Zeca, mas não põe a cara na pré-campanha.
“Já deu abuso”
Para o bloco governista em Serra Talhada, já deu abuso a exploração da escolha de Faeca Melo pela oposição. Depois de Miguel Duque “americanizar” o debate dizendo que ao contrário de Kamalla Harrys e Biden, Faeca não ajuda Márcia, estão dizendo que, dada a amplitude do palanque e a quantidade de nomes, vão usar como desculpa para cortar Faeca do card de divulgação da convenção. O grupo de Márcia diz que esse assunto está superado.
Frase da semana:
“Eu conheço o tipo de pessoa que é Donald Trump”.
Da vice americana e candidata democrata, Kamalla Harrys, sobre Donald Trump. “Eu tive que lidar com todo tipo de criminoso nessa época. Predadores que abusavam de mulheres, fraudadores que roubavam consumidores, aqueles que quebravam as regras para ganhar no jogo”, acrescentou.
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