Destaque, Notícias

Novo articula dobradinha para 2026 em Afogados da Ingazeira

Por André Luis

O cenário político de Afogados da Ingazeira começa a ganhar novos contornos com a confirmação de uma articulação no partido Novo visando as eleições de 2026. Em conversa com a redação da Coluna do Domingão, Junior Santiago confirmou que está alinhado com o policial militar Nelsinho para a formação de uma dobradinha com foco em vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara dos Deputados.

Segundo as informações apuradas, Nelsinho é apontado como o nome definido do grupo para disputar uma cadeira de deputado federal. Policial militar da ativa, ele tem adotado uma postura cautelosa na pré-campanha, em razão das limitações impostas pela função, concentrando suas manifestações públicas em temas como segurança pública e empreendedorismo. Nos bastidores, no entanto, a movimentação é considerada consistente. “Fui recepcionado bem pelo Novo, o pessoal teve um interesse real”, afirmou Nelsinho.

Junior Santiago, que já disputou eleições anteriores pelo partido e é conhecido no meio político local, deve assumir a pré-candidatura a deputado estadual. De acordo com ele, a decisão surgiu a partir de um pedido direto de Nelsinho, com o objetivo de fortalecer a composição da chapa. “É um pedido dele. A minha candidatura é 90% de certeza, mas o foco total é viabilizar o nome do Nelsinho para Federal”, declarou.

A articulação, porém, não se limita ao pleito de 2026. Conforme relatado por Santiago, o movimento também busca estruturar o partido e ampliar o espaço político do grupo com vistas às eleições municipais de 2028. 

A entrada de um policial militar na disputa eleitoral é vista internamente como um elemento estratégico para ampliar a base de apoio e consolidar o projeto político no município.

Outras Notícias

Armando defende união forças para ajudar população atingida pelas enchentes

É com tristeza que Pernambuco assiste, mais uma vez, ao drama causado pelas enchentes. Mais de 35 mil moradores da Zona da Mata Sul e do Agreste foram obrigados a deixar seus lares e perderam tudo aquilo que, muitas vezes, levaram uma vida inteira para construir. Quero me solidarizar com essas famílias e colocar meu […]

É com tristeza que Pernambuco assiste, mais uma vez, ao drama causado pelas enchentes. Mais de 35 mil moradores da Zona da Mata Sul e do Agreste foram obrigados a deixar seus lares e perderam tudo aquilo que, muitas vezes, levaram uma vida inteira para construir. Quero me solidarizar com essas famílias e colocar meu mandato no Senado à disposição para apoiar ações que minimizem seu sofrimento.

Em momentos como esse, não há espaço para divergências políticas. É hora de somar forças, independentemente dos matizes partidários.

Em Brasília, vamos atuar junto aos companheiros da bancada federal de Pernambuco, em estreita articulação com os governos federal e estadual. Cobraremos recursos para viabilizar ações assistenciais urgentes e a conclusão de obras estruturantes, como as cinco barragens prometidas pelo governo em 2010. Essas obras são fundamentais para evitar a repetição de tragédias como a que vimos nesse final de semana.

Senador Armando Monteiro (PTB-PE)

Candidatura de filho de Eduardo Campos gera atrito em Pernambuco

Lideranças do PSB de Pernambuco trabalham para eleger João Campos a deputado federal com votação expressiva Por João Valadares / Folha de São Paulo A candidatura a deputado federal de João Campos (PSB), 24, filho de Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes, tem provocado desconfortos e insatisfações veladas entre políticos do PSB e de […]

Lideranças do PSB de Pernambuco trabalham para eleger João Campos a deputado federal com votação expressiva

Por João Valadares / Folha de São Paulo

A candidatura a deputado federal de João Campos (PSB), 24, filho de Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes, tem provocado desconfortos e insatisfações veladas entre políticos do PSB e de outros partidos aliados que tentam a reeleição para a Câmara.

De acordo com os descontentes, o apoio efetivo e o esforço do governador Paulo Câmara e do prefeito de Recife, Geraldo Júlio, para que João tenha uma votação expressiva em sua estreia na política desorganizam as bases eleitorais no estado.

Em reserva, os insatisfeitos classificam a estratégica de campanha como um “rolo compressor”.

No ninho do PSB pernambucano, o lema é que não basta apenas eleger João Campos. É preciso, pela carga simbólica que carrega, torná-lo o mais votado.

Nos bastidores, o assunto é tratado com bastante reserva justamente por envolver o escolhido para herdar, nestas eleições, o espólio eleitoral da família Arraes.

O deputado Felipe Carreras (PSB), ex-secretário de Turismo do governo de Pernambuco, deputado federal mais votado em Recife em 2014, começou a dividir obrigatoriamente algumas áreas da cidade com Campos.

O movimento tem gerado atritos internos. O presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes, tem dado o suporte necessário para turbinar a campanha. Renata Campos, viúva de Eduardo, também auxilia naturalmente os movimentos do filho.

A disputa que acirra a guerra surda entre integrantes do mesmo partido é pelo chamado “voto de estrutura”, uma espécie de eufemismo para denominar o velho voto de curral, fruto de antigas relações assistencialistas estabelecidas entre governo, deputados, vereadores e prefeitos.

Carreras tem visto vereadores da base do prefeito Geraldo Júlio migrarem para a candidatura do filho de Eduardo. Um dos exemplos é a vereadora Aline Mariano (PP), que o apoiou na eleição de 2014 e hoje dividiu “suas áreas” para a entrada de Campos. Outro nome importante é o do presidente da Câmara, Eduardo Marques, que articula nos bastidores apoio para a campanha.

Carreras era casado com a sobrinha de Renata Campos. O deputado federal tem pretensões de ser o candidato do PSB a prefeito de Recife em 2020.

Recentemente, o ex-secretário aproveitou o encontro entre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e Paulo Câmara para demonstrar seu descontentamento. Um dia após a reunião em Pernambuco, o deputado postou em rede social que não votaria no ex-presidente Lula ou em qualquer candidato petista.

O mal-estar no núcleo duro do governo Paulo Câmara e no PSB foi geral e interpretado por alguns como a parte mais visível da insatisfação.

O tio de João Campos, Antônio Campos, rompido com o PSB desde a morte do seu irmão, em agosto de 2014, criticou a forma de condução do processo. Ele vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Podemos. “O excesso de estrutura de João e a máquina de votos bancada pelo palácio poderá expô-lo. Ele não precisa disso para se eleger”, criticou. Paulo Câmara, por meio da assessoria de imprensa, preferiu não responder. João Campos também não quis falar.

“Acho que a votação de João deve observar o comportamento que se verificou em eleições de Miguel Arraes, Eduardo Campos, Ana Arraes. Votações expressivas que correspondem ao tamanho do legado político construído a partir de doutor Arraes”, diz o líder do PSB na Câmara Federal, Tadeu Alencar.

Gleide Ângelo cobra do Estado nomeação de coordenadoras da Secretaria da Mulher

Em sua fala na reunião plenária desta segunda-feira (8), a deputada Delegada Gleide Ângelo fez duras críticas à falta de efetividade da política de proteção às mulheres do Estado. Em mais de 100 dias de governo, o executivo nomeou apenas a metade das 12 coordenadoras estaduais da mulher – cargos comissionados responsáveis pela integração entre […]

Em sua fala na reunião plenária desta segunda-feira (8), a deputada Delegada Gleide Ângelo fez duras críticas à falta de efetividade da política de proteção às mulheres do Estado. Em mais de 100 dias de governo, o executivo nomeou apenas a metade das 12 coordenadoras estaduais da mulher – cargos comissionados responsáveis pela integração entre os organismos da rede de proteção e pelo abrigamento das mulheres vítimas de violência.

“É preciso que o Estado faça a parte dele, para que os municípios tenham a quem recorrer numa situação de emergência. Afinal, uma medida protetiva é um pedaço de papel, não segura nem bala, nem facada. Ele é apenas a porta de entrada para a segurança da mulher. Mas, como vou dizer para a mulher denunciar, se não há quem faça o encaminhamento?”, questionou a parlamentar que, na última semana, esteve na cidade de Carpina, na mata norte, para atuar diretamente no abrigamento de uma jovem de 22 anos vítima de tentativa de feminicídio e que ainda sofria ameaças por parte do ex-companheiro. “Eu fui até Carpina para fazer o papel que é de responsabilidade do Estado. Eu agi no papel de uma coordenadora da mulher”, ponderou.

A Delegada também aproveitou para questionar o início do programa de segurança pública Juntos por Pernambuco, cujo lançamento havia sido anunciado pelo Governo aos deputados estaduais para o final do mês de abril.

“A governadora nos informou sobre o início do programa para o final do mês passado. Já estamos na segunda semana de maio e não há uma linha sobre o assunto. Espero que finalmente seja lançado o programa e que, dentro dele, haja os anúncios para o recompletamento das operativas da segurança pública”, comentou.

Paulo Valadares confirmado em função na Casa Civil

O blog do Finfa confirmou que o ex Secretário de Controle Interno da Prefeitura,  Paulo Valadares, teve seu nome publicado no Diário Oficial do Estado como Secretário de Gabinete da Casa Civil no Estado. A tradução política da confirmação mostra que o ex-prefeito Totonho Valadares colocou na lista de solicitações ao governo a indicação do […]

paulooooooO blog do Finfa confirmou que o ex Secretário de Controle Interno da Prefeitura,  Paulo Valadares, teve seu nome publicado no Diário Oficial do Estado como Secretário de Gabinete da Casa Civil no Estado.

A tradução política da confirmação mostra que o ex-prefeito Totonho Valadares colocou na lista de solicitações ao governo a indicação do irmão.

Totonho já havia perdido duas quedas de braço na luta por conta da indicação de Paulo: foi assim quando quis Paulo na Ciretran Afogados e perdeu para Vitalino Patriota (indicado por Inocêncio Oliveira) e Heleno Mariano, que teve a bênção do prefeito José Patriota e de um grupo de nomes no PSB.

Totonho não havia escondido insatisfação nos dois episódios. Reclamando espaço, chegou a ameaçar romper caso não tivesse o tratamento que considerava justo.

A partir daí, começaram reuniões na Casa Civil coordenadas por Antônio Figueira para tratar da chamada “Pauta Valadares”. A primeira, com o prefeito Patriota, Totonho, o chefe de Gabinete Waldemar Borges e Sileno Guedes, teria sido a mais tensa no bom estilo “lavagem de roupa suja”.

“Pode vacinar sem medo”, aconselha doutor Edson Moura sobre vacinação de crianças

Aos 79 anos e 53 dedicados a medicina, médico lembrou das muitas doenças que já foram erradicas por conta de vacinas Por André Luis O médico Edson Moura, esclareceu na quinta-feira (20), ao Debate das Dez da Rádio Pajeú, as dúvidas sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19, que […]

Aos 79 anos e 53 dedicados a medicina, médico lembrou das muitas doenças que já foram erradicas por conta de vacinas

Por André Luis

O médico Edson Moura, esclareceu na quinta-feira (20), ao Debate das Dez da Rádio Pajeú, as dúvidas sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19, que permeiam as mentes dos pais e responsáveis por conta da grande tempestade de informações que envolve o assunto, além da enxurrada de notícias falsas que inundam as redes sociais desde que a Anvisa aprovou em 16 de dezembro de 2021 o imunizante da Pfizer para esta faixa etária.

Ao longo dos seus 79 anos, destes, 53 dedicados a medicina, Edson Moura é um médico respeitado e querido no Sertão do Pajeú.

Segundo ele, “não há perigo algum em vacinar o público infantil contra a Covid-19, os pais e responsáveis devem sim, levar as suas crianças para vacinarem”.

Doutor Edson lembrou que a vacina foi aprovada pela Anvisa, que é a maior autoridade no assunto no Brasil e que só libera vacinas, medicamentos e tratamentos após analisar criteriosamente todo o processo envolvido.

Ele também destacou o protagonismo do Brasil quando o assunto é vacina e a importância destas ao longo da história na erradicação de doenças. 

“Nós somos dos países mais evoluídos na fabricação de vacina. A Fundação Oswaldo Cruz que é a Fiocruz, do Rio de Janeiro e o Instituto Butantã, de São Paulo, são dois laboratórios com mais de 100 anos. E Nós fabricamos as nossas vacinas para a poliomielite, sarampo. Todos os tipos de vacinas nós produzimos no Brasil. É lógico que essa vacina, para combater a Covid-19, que pegou o mundo de surpresa, nós não estávamos preparados”, lembrou Moura.

“Eu tenho 53 anos de formado e nunca mais ouvi falar em poliomielite, varíola, que antigamente se chamava de ‘bexiga’, a varicela que é a catapora esporadicamente ainda aparece, a sífilis, praticamente também já está sendo erradica, pelo menos no Sertão a gente não vê falar disso, na Capital até pode ter ainda, mas aqui no sertão não vejo”, completou doutor Edson.

“A única maneira de você, se proteger da Covid e das suas causas graves é a vacina, não existe outra maneira. É a vacina e os cuidados dos protocolos que recomendam a Organização Mundial da Saúde, que é o uso do álcool, distanciamento social e o uso da máscara. Fora isso, não existe outra maneira”, destacou o médico.

No auge de sua experiência, Edson Moura também comentou o caso de Lençóis Paulista, que foi amplamente divulgado por negacionistas sobre uma criança de 10 anos que teria sofrido uma parada cardíaca supostamente provocada pela vacina contra a Covid-19.

“Veja bem, existe esse caso que se notificou, mas que ainda está num processo de investigação, se o problema cardíaco que essa criança teve está ligado a vacina ou não. Porque muitas vezes você pode ter uma patologia congênita e que não sabe entendeu? Isso aí está sendo estudado. Eu acredito piamente que não tem nada a ver com a vacina”, afirmou. 

Ainda na tarde da quinta-feira, o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo disse, que a vacina contra Covid-19 não causou a parada cardíaca na criança. A investigação foi feita por mais de dez especialistas e apontou que a criança possuía uma doença congênita rara, desconhecida até então pela família, que desencadeou o quadro clínico.

A experiência faz a diferença.