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Geddel chega a Brasília e será encaminhado à Papuda

Por Nill Júnior

G1

O avião da Polícia Federal trazendo o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso em Salvador na manhã desta sexta-feira (8), pousou no aeroporto de Brasília por volta das 16h. A previsão é de que ele seja levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, nos arredores de Brasília, ainda nesta sexta.

Geddel foi levado à cidade depois de ter a prisão preventiva determinada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, em uma nova fase da Operação Cui Bono, que investiga fraudes na Caixa Econômica Federal.

Amigo pessoal do presidente Temer, Geddel ocupou a Vice-Presidência de Pessoa Jurídica do banco público no governo Dilma Rousseff, indicado pelo PMDB.

A decisão de prender Geddel foi tomada após a PF apreender cerca de R$ 51 milhões em um imóvel supostamente utilizado pelo peemedebista. Ele cumpria prisão domiciliar desde julho.

Além de Geddel, a Polícia Federal prendeu preventivamente na manhã desta sexta o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz, que, segundo as investigações, é ligado ao ex-ministro. Ferraz também foi levado de avião a Brasília.

Depois que deixou o aeroporto, Geddel foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A expectativa é de que, depois, ele passe por exame de corpo de delito e, por fim, seja levado ao presídio da Papuda.

Outras Notícias

Márcio Oliveira se antecipa e já declara apoio a Márcia em 2024

“Serei candidato a vereador”, antecipou O vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, do PSD, fez uma avaliação positiva dos primeiros dias da gestão Márcia Conrado em Serra Talhada no programa Revista da Cultura, na Cultura FM. Márcio disse que apesar da pandemia, o governo não tem parado. “Apesar da nova onda da Covid, continuamos trabalhando, […]

“Serei candidato a vereador”, antecipou

O vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, do PSD, fez uma avaliação positiva dos primeiros dias da gestão Márcia Conrado em Serra Talhada no programa Revista da Cultura, na Cultura FM.

Márcio disse que apesar da pandemia, o governo não tem parado. “Apesar da nova onda da Covid, continuamos trabalhando, inaugurando ruas e outras ações”, afirmou.

Ele destacou que a gestão tem acompanhado as demandas da comunidade através de ações de monitoramento de gestão. Sobre agricultura, destacou o projeto do novo pátio da feira de animais, que deve ser ampliado e outras ações, como estímulo ao fortalecimento à agricultura familiar.

“Duque não faz sombra a Márcia” –  sobre a presença de Luciano Duque nos atos de gestão, negou que o petista “faça sombra” para Márcia. “Com essa alegação (de que faz sombra), buscam problema onde não existe. Duque abre portas , é um primeiro parceiro.

“Apoio Márcia e disputo a Câmara em 2024” – Márcio surpreendeu quando perguntado sobre setinha ambição de ser candidato a prefeito. “Tem muita coisa pra acontecer. Não tenho ambição por cargo de prefeito. Trabalho por minha cidade tendo cargo ou não. Vou trabalhar para reeleição de Márcia e ser candidato a vereador”.

Sertânia realiza palestra motivacional online para servidores da educação

Com a presença de professores, gestoras escolares, educadores de apoio e secretários escolares, a Prefeitura de Sertânia promoveu nesta segunda-feira (10) uma palestra motivacional, online, com o palestrante Eugênio Sales. Com o tema “Superando Desafios”, o momento contou com a participação de 250 profissionais da educação.  A ideia é ajudar no desempenho destes trabalhadores que […]

Com a presença de professores, gestoras escolares, educadores de apoio e secretários escolares, a Prefeitura de Sertânia promoveu nesta segunda-feira (10) uma palestra motivacional, online, com o palestrante Eugênio Sales. Com o tema “Superando Desafios”, o momento contou com a participação de 250 profissionais da educação. 

A ideia é ajudar no desempenho destes trabalhadores que estão ministrando aulas remotas durante a pandemia da Covid-19. Foram tratados temas como autoestima, equilíbrio emocional e como cativar e buscar o interesse do aluno para que ele esteja comprometido com aulas online. A intenção da Prefeitura é estimular os servidores diante dos obstáculos atuais.  

“Sabemos o quanto é difícil fazer educação de qualidade em meio a uma pandemia, mas o desejo é motivar nossos servidores e fazer com que se sintam estimulados e inspirados para que, consequentemente, o estudante tenha mais interesse em aprender”, destacou a Secretária de Educação, Valdilene Góis.

Covid-19: município piauiense consegue zerar casos ativos

Patos investiu em comunicação clara para conscientizar a população e testagem de pessoas que tiveram contato com casos confirmados de infecção Nenhum morador atualmente infectado com o novo coronavírus. Essa é notícia que todo gestor municipal gostaria de dar em 2021, ano do pior agravamento da pandemia em diversos estados brasileiros. Em Patos, no Piauí, […]

Patos investiu em comunicação clara para conscientizar a população e testagem de pessoas que tiveram contato com casos confirmados de infecção

Nenhum morador atualmente infectado com o novo coronavírus. Essa é notícia que todo gestor municipal gostaria de dar em 2021, ano do pior agravamento da pandemia em diversos estados brasileiros. Em Patos, no Piauí, essa realidade chegou a se concretizar em março.

No dia 15, o monitoramento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde mostrou que a região de 6 mil habitantes havia zerado o número de casos ativos da Covid-19, com 198 pessoas curadas da contaminação e apenas quatro óbitos. A estatística foi fruto de ações elogiadas por epidemiologistas, focadas em evitar a disseminação do vírus com orientações e rastreamentos.

Auzeni Costa, secretária de Saúde de Patos, explica as ações tomadas pela prefeitura, ressaltando a importância da orientação. “Tomamos várias medidas preventivas. A informação foi um ponto essencial. Colocamos carros de som nas ruas todos os dias passando informação, conscientizando a população, sobre a doença”, diz.

Rastreamento de contatos

Da segunda quinzena de março até o começo deste mês de abril, os números tiveram variações, mas sem chegar a dezenas de contaminados. O último boletim epidemiológico divulgado, de sábado (3), mostra somente sete moradores com o vírus ativo. Outra ação de sucesso que explica esse controle é a testagem.

“Na outra gestão, faziam apenas os testes rápidos. Quando assumimos, ampliamos. Colocamos teste Swab, que detecta a doença no início. Se uma pessoa teve contato com alguém que testou positivo, ela nos procura e disponibilizamos o teste”, explica Auzeni.

O município também adotou medidas restritivas mesmo antes de uma possível elevação das estatísticas, como aconteceu em diversas cidades. Segundo a secretária de Saúde, os pontos turísticos e bares foram fechados, e o comércio teve um horário limite de funcionamento e de pessoas dentro dos estabelecimentos.

Números positivos

Patos ainda conta com uma vacinação avançada. Todas as 771 imunizações contra a Covid-19 reservadas para a 1ª dose foram aplicadas nos moradores. Entre todos os 225 municípios piauienses, apenas 60 têm 100% da primeira fase de imunização concluída. Das 161 vacinas reservadas para a 2ª dose, 76,4% delas também já foram utilizadas na população. 

Outras cinco cidades do estado ainda se destacam nos números positivos da pandemia. Massapê do Piauí, Miguel Leão, São Luís do Piauí, Tanque do Piauí e Várzea Grande não têm nenhum registro de óbito em decorrência do novo coronavírus. 

O município de Francisco Santos também é referência. Apesar dos 250 casos de contaminações, só um paciente faleceu, o que deixa a região com uma das menores mortalidades do estado, com 10,73. A mortalidade total do Piauí é de 130,39, devido aos 210 mil casos da Covid-19 e 4.268 mortes. 

Informações claras

Ana Helena Germoglio, infectologista do Hospital Águas Claras, pontua que os países e regiões que mais responderam bem à pandemia adotaram ações como isolamento social estratégico, porém rigoroso, ampliação de testes em massa, com rastreio dos contactantes e ampliação da capacidade de atendimento hospitalar, com auxílios financeiros e comunicação efetiva.

“A comunicação efetiva é uma das seis metas internacionais para melhorar a segurança do paciente no atendimento em saúde e em qualquer um dos seus aspectos. Na tentativa de conter a pandemia, a comunicação pode ser uma chave para sucesso ou para o fracasso, dependendo de como ela for utilizada”, avalia. A especialista lembra ainda que as informações fragmentadas podem afetar a percepção e o comportamento das pessoas, “especialmente nos tempos de hoje”.  

Fonte: Brasil 61

Presidente do Sindicato dos Policiais Civis declara apoio a Miguel Coelho 

Rafael Cavalcanti é pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Rafael Cavalcanti, defendeu nesta quarta-feira (6) o apoio da categoria à pré-candidatura de Miguel Coelho ao governo do estado.  Em carta aberta aos policiais, ele ressaltou o compromisso público assumido por Miguel com a valorização das […]

Rafael Cavalcanti é pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Rafael Cavalcanti, defendeu nesta quarta-feira (6) o apoio da categoria à pré-candidatura de Miguel Coelho ao governo do estado. 

Em carta aberta aos policiais, ele ressaltou o compromisso público assumido por Miguel com a valorização das forças de segurança e fez duras críticas ao PSB.

“Na busca de pré-candidaturas ao governo do estado que fossem de oposição ao PSB, encontramos guarida nas intenções de Miguel Coelho, que, de pronto, se comprometeu, publicamente, com a valorização e o respeito à nossa categoria, caso eleito”, afirmou Rafael Cavalcanti, que é pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil.

Ao comentar o desfecho da última campanha salarial dos policiais civis, ele lembrou que a greve foi deflagrada pela categoria quando todos os canais de negociação já estavam esgotados. 

“Fomos, mais uma vez, desrespeitados por este governo do PSB, que, aliás, está há 16 anos imprimindo sua política de sucateamento dos aparelhos públicos e perseguição aos servidores da segurança”, disse Rafael Cavalcanti.

“Quero também, mais uma vez, agradecer a confiança e os compromissos firmados conosco pelo futuro governador de Pernambuco, Miguel Coelho. Dizer-lhe que, enquanto os Policiais Civis e a Segurança Pública do Estado forem tratados com respeito e a devida valorização, poderá contar conosco sempre, de forma irrestrita”, acrescentou.

O negacionismo nuclear

Heitor Scalambrini Costa* O negacionismo do atual desgoverno está presente em vários atos e atitudes de seus membros, em particular do presidente da República. O termo negacionismo é o ato de negar fatos, acontecimentos, e evidências científicas. Tal estratégia tem sido utilizada para a formação de uma governamentalidade (definição dada pelo filósofo francês Michel Foucault, […]

Heitor Scalambrini Costa*

O negacionismo do atual desgoverno está presente em vários atos e atitudes de seus membros, em particular do presidente da República.

O termo negacionismo é o ato de negar fatos, acontecimentos, e evidências científicas. Tal estratégia tem sido utilizada para a formação de uma governamentalidade (definição dada pelo filósofo francês Michel Foucault, como sendo o conjunto de táticas e estratégias usadas para exercer o poder e conduzir as condutas dos governados), e assim criar as próprias verdades. O que acaba dificultando e confundindo a percepção do público em geral, do risco de determinados eventos de grandes impactos e repercussão, como por exemplo, o que tem acontecido com a pandemia do Coronavírus.

A criação de uma realidade paralela caracteriza-se por negar a própria pandemia, propagandear o uso de remédios ineficazes e questionar a eficácia da vacina. O que contribuiu nestes dois últimos anos para ceifar uma quantidade elevada de vidas humanas. Segundo cientistas, se cuidados básicos tivessem sido implementados pelo Ministério da Saúde para enfrentar a pandemia, um grande número de óbitos seria evitado.

Outro tipo de negacionismo praticado tem sido o negacionismo nuclear. Com uma campanha publicitária lançada recentemente pela Eletrobrás Eletronuclear, o desgoverno federal escolheu exaltar mentiras, distorcer fatos, manipular e esconder dados sobre as usinas nucleares, cujas instalações no país se tornaram uma prioridade.

O que tem sido constatado após o último acidente nuclear, ocorrido em Fukushima (antes o de Chernobyl), é que financiadores de “think tanks” (instituições que se dedicam a produzir conhecimento, e cuja principal função é influenciar a tomada de decisão das esferas pública e privada, como de formuladores de políticas) e lobistas defensores da tecnologia nuclear é que as campanhas pró usinas nucleares, estão muito ativas e atuantes, se valendo de desinformação. A falta de transparência é a arma utilizada pelos interesses dos negócios nucleares.

Negar fatos e evidências científicas, mesmo que elas estejam muito bem explicadas, documentadas é a essência da prática que serve para explicar qualquer tipo de negacionismo, incluindo o do uso de usinas nucleares, que nada mais são do que instalações industriais, que empregam materiais radioativos para produzir calor, e a partir deste calor gerar energia elétrica, como em uma termoelétrica. O que muda nas termelétricas é o combustível utilizado.

No caso do uso da energia nuclear, também conhecida como energia atômica, algumas mentiras sobre esta fonte energética são defendidas, disseminadas, replicadas, compartilhadas, e assim, passam a construir verdades que acabam exercendo pressão, com o objetivo de minimizar e dificultar a percepção da população sobre os reais riscos e perigos que esta tecnologia representa, além de caras e sujas, e de ser totalmente desnecessária para o país.

A política energética atual tem-se caracterizado pela falta de apoio efetivo às fontes renováveis de energia. Ao contrário, o ministro de Minas e Energia proclama como prioritário, a nucleoeletricidade. Insiste em priorizar e promover fontes de energia questionadas, e mesmo abandonadas pelo resto do mundo, caso do apoio ao carvão mineral para termelétricas, e da própria energia nuclear.

No mundo em que vivemos cada ação praticada, implica em riscos. Assim, precisamos decidir sobre quais são aceitáveis, já que eliminá-los é impossível. Não existe risco zero.

A ocorrência de um acidente severo em usinas nucleares é catastrófica aos seres vivos, ou seja, o vazamento de material radioativo confinado no interior do reator para o meio ambiente. É bom que se saiba, que inexiste qualquer outro tipo de acidente que se assemelha a radioatividade lançada ao meio ambiente, e suas consequências e impactos, presentes e futuros.

No caso de usinas nucleares, onde reações nucleares com material físsil produz grande quantidade de calor concentrada em um espaço pequeno, no núcleo do reator, maiores são as consequências de qualquer anomalia acontecer, e se tornar uma catástrofe. Quanto maior a complexidade do sistema, mais elementos interagem entre si, e maiores são as chances de acidentes, mesmo com todos os cuidados preventivos. Neste caso, existe a possibilidade concreta de se cumprir a Lei de Murphy, segundo a qual “se uma coisa pode dar errado, ela dará, e na pior hora possível”.

Eis algumas mentiras que são propagadas, e que são motivadas pelas consequências políticas e econômicas que representam, e que merecem os esclarecimentos devidos:

A energia nuclear é inesgotável, ilimitada

As usinas nucleares existentes no país, e as novas propostas, utilizam como combustível o urânio 235 (isótopo do urânio encontrado na natureza). Este tipo de urânio, que se presta a fissão nuclear, é encontrado na natureza na proporção, em média, de 0,7%. Todavia é necessária uma concentração superior a 3% para ser usado como combustível, assim é necessário enriquecê-lo, aumentando o teor do elemento físsil. Pode-se afirmar que haverá urânio 235, suficiente para mais 30-50 anos, a custos razoáveis, para atender as usinas nucleares existentes.

A energia nuclear é barata

É muito mais cara do que nos fazem crer, sem contar com os custos de armazenagem do lixo radioativo, e o desmantelamento/descomissionamento no fim da vida útil da usina (custa aproximadamente o mesmo valor que a de sua construção). Logo, o custo do kWh produzido é próximo, e mesmo superior ao das termelétricas a combustíveis fósseis. E sem dúvida, acontecerá o repasse de tais custos para o consumidor final.

A taxa de mortalidade de um desastre nuclear é baixa

O contato de seres vivos, em particular de humanos com a radiação liberada por uma usina nuclear, tem efeitos biológicos dramáticos, e vai depender de uma série de fatores. Entre os quais: o tipo de radiação, o tipo de tecido vivo atingido, o tempo de exposição e a intensidade da fonte radioativa. Conforme a dose recebida os danos às células podem levar um tempo.

Podem ser, desde queimaduras até aumento da probabilidade de câncer em diferentes partes do organismo humano. Portanto, em casos de acidentes severos já ocorridos, o número de mortes logo após o contato com material radioativo não foi grande; mas as mortes posteriores foram expressivas, segundo organismos não governamentais. Nestes casos a dificuldade de contabilizar a verdadeira taxa de mortalidade é dificultada pela mobilidade das pessoas. Pessoas que moravam próximas ao local destas tragédias, e que foram contaminadas, se mudam, e a evolução da saúde individual, fica praticamente impossível de se acompanhar.

O nuclear é seguro

Embora o risco de acidente nuclear seja pequeno, é preciso considerá-lo, haja vista que já aconteceu em diferentes momentos da história, e possui consequências devastadoras. Um acidente nuclear torna a área em que ocorreu inabitável. Rios, lagos, lençóis freáticos e solos são contaminados. Esse tipo de acidente ainda ocasiona alterações genéticas em seres vivos.

O uso da energia nuclear está em pleno crescimento no mundo

Esta é uma falácia recorrente dos que creditam a esta tecnologia um crescimento mundial. Vários países têm criado dificuldades para a expansão de usinas, e mesmo abandonando a nucleoeletricidade. Como exemplos temos a Alemanha, Áustria, Bélgica, Itália, Portugal, …. E em outros países o movimento anti usinas nucleares tem crescido entre a população, como é o caso da França e Japão

A energia nuclear é necessária, é inevitável

No caso do Brasil, as 2 usinas existentes participam da matriz elétrica com menos de 2% da potência total instalada. E mesmo que as projeções governamentais apontem para mais 10.000 MW até 2050, assim mesmo, a contribuição da nucleoeletricidade será inferior aos 4%. A energia nuclear não é necessária no Brasil que detém uma biodiversidade extraordinária e fontes renováveis em abundância.

A energia nuclear é limpa

Por princípio não existe energia limpa, e sim as sujas e as menos sujas. No caso da energia nuclear ela é classificada de suja, pois é responsável por emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo do combustível nuclear (da mineração a produção das pastilhas combustíveis), e produz o chamado lixo radioativo. O lixo é composto por tudo o que teve contato com a radioatividade. Logo, entra nessa categoria: resíduos do preparo das substâncias químicas radioativas, a mineração, o encanamento através do qual passam, as vestimentas dos funcionários, as ferramentas utilizadas, entre outros. Parte deste lixo, por ser extremamente radioativo, precisando ser isolado do meio ambiente por centenas, e mesmo milhares de anos. Não existe uma solução definitiva de como armazená-lo. Um problema não solucionado que será herdado pelas gerações futuras.

O nuclear resolve nosso problema energético, evitando os apagões e o desabastecimento

Contribui atualmente com 2% da potência total instalada no país, podendo chegar a 4% em 2050, caso novas usinas sejam instaladas. O peso das potências total instaladas, atual e futura, na matriz elétrica é muito inferior ao potencial das alternativas renováveis (por ex.: Sol e vento) disponíveis. Logo, a afirmativa de que a solução para eventuais desabastecimentos de energia pode ser compensada pela energia nuclear é uma mentira das grandes.

O que está ocorrendo no país, caso prossiga a atual política energética nefasta, no sentido econômico, social e ambiental, é um verdadeiro desastre que deve ser evitado.

Para saber mais sugiro a leitura dos livros “Por um Brasil livre das usinas nucleares”- Chico Whitaker, “Bomba atômica pra quê? – Tania Malheiros. E os artigos de opinião “Energia nuclear é suja, cara e perigosa”- Chico Whitaker, “O Brasil não precisa de mais usinas nucleares” – Ildo Sauer e Joaquim Francisco de Carvalho, “Porque o Brasil não precisa de usinas nucleares” – Heitor Scalambrini Costa e Zoraide Vilasboas; e o estudo sobre a “Insegurança na usina nuclear de Angra 3”- Célio Bermann e Francisco Corrêa.

*Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco