Notícias

Futuro de Flávio Marques e Sebastião Dias será julgado dia 8

Por Nill Júnior

As Ações de Investigação Eleitoral contra Flávio Marques, Sebastião  Dias, Aldo Santana e nomes da gestão anterior serão julgadas no próximo dia 8, às 14 horas pelo Tribunal Regional Eleitoral.

O blog apurou que que os líderes políticos recorreram à banca do respeitado advogado Walber Agra.

Eles foram condenados em primeira instância  por abuso de poder político-econômico dos dois candidatos governistas Flávio Marques e Aldo Santana nas eleições de 2020.

Os investigados foram acusados pelas condutas de aumento considerável de contratos temporários no período de fevereiro a agosto de 2020 e utilização de servidores públicos para realização de campanha eleitoral em favor da candidatura da chapa governista. Eles recorreram ao TRE-PE.

A Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco emitiu Parecer favorável pela procedência das ações.

De acordo com os documentos que instruem a petição inicial da AIJE 147- 43, foram contratados 286 novos servidores públicos no período de janeiro a agosto de 2020; em janeiro havia 122 servidores e em agosto o quadro era composto por 414 servidores públicos, lotados nas diversas áreas de atuação municipal. Apesar da pandemia de covid-19, observa-se que o incremento não ocorreu substancialmente na área da saúde, razão pela qual não há justificativa plausível para o aumento considerável do número de servidores.

Pelo Parecer, apenas o aumento das contratações poderia não caracterizar abuso de poder político, porém, tal fato, aliado às provas produzidas na AIJE 249-65, confirmam utilização da máquina administrativa em favor da candidatura, na medida em que diversos servidores públicos contratados trabalharam na campanha eleitoral, no chamado ‘porta a porta’.

As provas produzidas indicam que, por meio de grupo de whatsapp, a investigada Maria do Socorro Pereira Leandro Alves do Nascimento coordenava as ações de campanha eleitoral. As relações com os nomes dos servidores públicos e a área de atuação, as fotografias enviadas pelos servidores para comprovarem o trabalho realizado e as mensagens com informações sobre os atos de campanha demonstram realização de campanha eleitoral em favor dos candidatos a prefeito e vice-prefeito. Cerca de 60% dos servidores participavam dos atos de campanha.

Havia também outro grupo de WhatsApp coordenado pela investigada Maria José Almeida da Silva (Zeza Almeida) chamado “Frente Saúde”, no qual eram inseridas as diretrizes para os atos de campanha em favor dos investigados.

Sobre o parecer, a defesa de Flávio e Sebastião alegou que, em verdade, o que está sendo veiculado é o parecer do Ministério Público Eleitoral, que além de não ter efeito vinculativo, por si só, não é capaz de conduzir a uma condenação ou ao automático desprovimento dos recursos, já que o documento emite apenas uma opinião.

“Desse modo, informamos que os trâmites recursais perante o TRE estão sendo seguidos dentro da normalidade, no que estamos aguardando marcação de data para o julgamento, que certamente restaurará a verdade dos fatos e a demonstrará que não houve nenhum tipo de prática que porventura pudesse deslegitimar a normalidade das eleições”.

Futuro de Tabira em jogo: o resultado do julgamento impacta diretamente no futuro eleitoral e político de Tabira.  Flávio é candidato natural à prefeitura em 2024. Uma condenação pode retirar seu direito de disputa. Isso na semana em que Dinca Brandino saiu da lista dos fichas sujas do TCE, entregue à Justiça Eleitoral.

Outras Notícias

Campanhas já gastaram R$ 288,7 milhões com a Meta em 2026, mais que o dobro de 2022

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022. O levantamento foi feito a partir […]

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022.

O levantamento foi feito a partir das prestações de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considera pagamentos realizados diretamente à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.

O crescimento dos gastos acompanha a expansão do impulsionamento de conteúdo nas campanhas. Em 2018, a Meta recebeu R$ 22,7 milhões diretamente dos candidatos. Na eleição nacional seguinte, em 2022, o montante chegou a R$ 129 milhões e, neste ano, já alcança R$ 288,7 milhões.

A participação da empresa no total das despesas eleitorais também aumentou. Os pagamentos diretos à Meta representavam 0,7% dos recursos gastos pelas campanhas em 2018. Em 2026, já correspondem a 6% do total declarado até agora.

Entre os partidos, o PL lidera as despesas diretas com a plataforma, com R$ 63,7 milhões. O PT aparece em seguida, com R$ 37,9 milhões, seguido pelo PSD, com R$ 30,3 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 23,3 milhões.

Na comparação entre candidaturas individuais, Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 7,45 milhões em contratações diretas com a Meta. Lula (PT) informou R$ 2,59 milhões. O valor declarado pela campanha de Flávio é quase três vezes o informado pela campanha do petista.

O levantamento aponta ainda que 24 candidaturas já declararam despesas superiores a R$ 1 milhão diretamente com a empresa. Juntas, elas somam R$ 41 milhões. Em 2022, apenas quatro candidatos haviam ultrapassado essa marca.

Os números de 2026 ainda podem aumentar. O prazo para a prestação final de contas termina em 3 de novembro para as candidaturas que participaram apenas do primeiro turno e em 14 de novembro para aquelas que avançaram ao segundo.

O levantamento considera apenas pagamentos cujo fornecedor direto é a Meta. Por isso, ficam de fora despesas realizadas por diretórios partidários, pagamentos por intermédio de agências de publicidade e outros gastos que apareçam vinculados ao CNPJ de terceiros.

Fonte: g1
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠

Flávio apaga posts antigos em que criticava Bolsa Família e chamava benefício de “bolsa-farelo”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito. A exclusão foi identificada […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito.

A exclusão foi identificada a partir de um arquivo com publicações de Flávio coletadas em junho deste ano. Os links das mensagens citadas anteriormente em reportagem sobre o posicionamento do candidato em relação ao Bolsa Família não estão mais disponíveis.

Entre as postagens estava uma de 2013 na qual Flávio afirmava que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, associando o programa à dependência dos beneficiários.

Também foram apagadas publicações de 2014 em que o então deputado estadual questionava a situação de pessoas que recebiam Bolsa Família ou seguro-desemprego e outras, de 2011, nas quais criticava políticas de transferência de renda.

Naquele ano, Flávio também utilizou a expressão “bolsa-farelo” para se referir ao Renda Melhor, programa criado pelo governo do Rio de Janeiro para complementar a renda de famílias que já recebiam o Bolsa Família. O benefício estadual chegava a R$ 300.

Quando era deputado estadual, Flávio votou contra a criação do Renda Melhor e defendeu que o pagamento tivesse prazo máximo de dois anos.

A exclusão das mensagens ocorre enquanto o Bolsa Família ocupa espaço na campanha do segundo turno. Nesta semana, a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, apresentou a proposta de uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego formal ou passem a empreender.

Após interpretações de que a proposta significaria limitar a permanência geral no programa a dois anos, a campanha afirmou que o prazo se refere apenas à regra de transição para quem tiver aumento de renda.

Flávio também publicou um vídeo nessa segunda-feira (19) afirmando que os beneficiários podem ficar tranquilos porque o “benefício está garantido”.

Questionada sobre o motivo da exclusão das publicações antigas, a campanha de Flávio não havia respondido até a publicação da reportagem que revelou as remoções.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠

Pesquisas aferem situação de Flávio e Lula a 5 dias do pleito

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito. A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula […]

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito.

A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula com 45%. O levantamento ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais por telefone entre 15 e 19 de outubro.

Destaco que, na reta final da campanha, os dados indicam estabilidade nos percentuais médios, com Flávio liderando por margens pequenas (entre 1,5 e 3 pontos) e uma trajetória recente de crescimento de Lula. Aponto ainda que o debate na TV Globo, na próxima sexta-feira (23), será determinante para a decisão dos eleitores indecisos.

🔊 Ative o áudio do post e confira o comentário completo.

 

Campanha de Lula volta ao TSE e acusa Meta de descumprir ordem sobre igualdade entre candidatos

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno. Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a […]

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno.

Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a campanha levará ao tribunal novos elementos para sustentar que a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze não estaria sendo cumprida.

“Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia”, afirmou Valadares.

Entre os pontos apresentados pelo PT está o funcionamento da inteligência artificial da Meta. A campanha alega que a ferramenta estaria favorecendo a geração de imagens com o número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro (PL), inclusive em situações nas quais o nome do candidato não é mencionado.

A alegação é da campanha de Lula e ainda está submetida à análise da Justiça Eleitoral.

Valadares afirmou ainda que representantes da campanha participaram, nessa segunda-feira (19), de uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar do assunto.

A nova manifestação ocorre após Bellizze conceder prazo de 24 horas para que a Meta comprove o cumprimento das medidas determinadas pelo TSE para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno. Caso o tribunal considere que a ordem não foi integralmente cumprida, a multa diária prevista pode ser elevada para R$ 1 milhão.

Na sexta-feira (16), a Meta reconheceu que problemas técnicos no impulsionamento de anúncios afetaram a campanha de Lula, mas negou qualquer interferência política na eleição. A empresa afirmou que os incidentes atingiram campanhas de diferentes posições políticas e disse que Flávio Bolsonaro também relatou falhas.

“A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”, afirmou a empresa.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Evaristo Sá/AFP

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠

Dois meses após a posse, governo de direita da Colômbia amplia em 16% o Orçamento de 2027

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas. A aprovação […]

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas.

A aprovação ocorreu após uma longa discussão no Senado e na Câmara dos Representantes. Na Câmara, o texto recebeu 112 votos favoráveis e apenas um contrário.

O orçamento representa crescimento de cerca de 16% quando comparado ao valor originalmente aprovado para 2026. Considerando a dotação atualmente vigente deste ano, de 555,8 trilhões de pesos, a alta é de aproximadamente 14,2%.

A proposta prevê déficit fiscal de 9,4% do Produto Interno Bruto em 2027. O patamar ocorre em um cenário de aumento da dívida pública e de dificuldades para a Colômbia recuperar o grau de investimento perdido em 2021.

Entre as principais destinações previstas estão recursos para pagamento da dívida, educação, saúde e defesa. Durante a tramitação no Congresso, parlamentares também realizaram mudanças nas verbas destinadas a diferentes áreas do governo.

A aprovação amplia gastos no mesmo momento em que o governo colombiano afirma pretender reorganizar as contas públicas. De La Espriella havia prometido reduzir despesas e agora prepara a chamada “Lei de Resgate”, que deverá concentrar as medidas de ajuste fiscal.

A intenção do governo é reduzir o déficit projetado para 2027 de 9,4% para 7,2% do PIB. A proposta deverá envolver cortes de despesas e revisão de benefícios tributários, mas o texto definitivo ainda precisa ser apresentado e analisado pelo Congresso.

O ministro da Fazenda, Miguel Gómez, afirmou após a votação que o governo recebeu um “voto de confiança” do Legislativo e defendeu mudanças na trajetória das finanças públicas colombianas.

A discussão fiscal ocorre também enquanto o país busca conter o crescimento da dívida e recuperar a confiança dos mercados. A expectativa do governo é realizar o ajuste após a aprovação do orçamento, transferindo para uma nova legislação as medidas destinadas a reduzir o desequilíbrio das contas públicas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr