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‘Ninguém está cometendo um crime’, diz Wesley Safadão após críticas sobre cachês de shows pagos por prefeituras

Por Nill Júnior

O cantor Wesley Safadão se defendeu das críticas que vem recebendo por causa de contratos firmados para shows pagos por prefeituras da região Nordeste. Em Ribeirão Preto (SP), onde se apresentou no Ribeirão Rodeo Music 2026 neste domingo (3), o artista disse que está apenas fazendo o seu trabalho.

“Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, afirmou.

Na última segunda-feira (27), Safadão obteve uma decisão na Justiça do Ceará contra Renan Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência da República pelo partido Missão.

A ação cível foi movida por Safadão por calúnia, difamação e injúria. Em março deste ano, Santos publicou um vídeo apontando o artista como o “novo ícone da corrupção” devido aos altos valores de cachês recebidos por shows pagos com dinheiro público por prefeituras de “municípios pobres”.

“O cantor lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele. Somente entre 2024 e 2025, Safadão fez mais de 50 contratos a um valor de 52 milhões de reais, enchendo bolso de grana em municípios que não sabem explicar até agora como fizeram isso”, disse Renan, no vídeo publicado em 21 de março.

A Justiça determinou a retirada do vídeo das redes sociais do político e de outros conteúdos em tom ofensivo a Safadão. Santos também fica impedido de fazer novas publicações com o mesmo teor e está sujeito a multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. O Facebook também foi notificado para a remoção do conteúdo.

Seguidores têm criticado o artista no perfil dele no Instagram. Ao g1, o cantor disse que está com a consciência tranquila e que tem recebido manifestações de apoio.

“Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar (…) eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar”, afirmou.

Valores questionados

Segundo Safadão, falar sobre os valores que devem ser cobrados pelos artistas do universo musical é uma questão “bem complicada”, visto que não existem métricas de precificação.

“Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? (…) Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas, assim, a gente está muito tranquilo relacionado a isso”, apontou o cantor.

Ele também atribuiu as críticas ao fato de 2026 ser um ano eleitoral em que tudo vira política.

“O principal ponto de tudo é que, publicamente, é uma coisa, mas é uma hipocrisia gigante”, disse.

Em nota, Renan Santos disse que os municípios brasileiros gastam bilhões todos os anos em shows sem intenção de promover a cultura, mas shows com artistas pop nacionais, como é o caso do Safadão, em detrimento de prioridades dos cidadãos.

Outras Notícias

Parecer do Banco Central pode levar a segunda denúncia contra Cunha

O parecer do Banco Central apontando que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e sua mulher, Claudia Cruz, não declararam às autoridades brasileiras contas no exterior por 14 anos deve reforçar os indícios levantados pela Procuradoria-Geral da República para oferecer uma segunda denúncia contra o deputado ao STF (Supremo Tribunal Federal). Investigadores da Lava […]

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O parecer do Banco Central apontando que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e sua mulher, Claudia Cruz, não declararam às autoridades brasileiras contas no exterior por 14 anos deve reforçar os indícios levantados pela Procuradoria-Geral da República para oferecer uma segunda denúncia contra o deputado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Investigadores da Lava Jato avaliam que o levantamento da autoridade monetária indicando crime de evasão de divisas por parte do deputado fortalece os documentos enviados pelo Ministério Público da Suíça que motivaram a abertura do segundo inquérito no Supremo que investiga Cunha, a mulher e uma filha pela movimentação no exterior.

Procuradores acreditam que já reúnem elementos para oferecer denúncia por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No inquérito aberto pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, o deputado é investigado ainda por corrupção.

A abertura de processo administrativo do BC para analisar as contas no exterior também pode ser anexada ao pedido de afastamento de Cunha, do mandato e do comando da Câmara, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deve ser analisado em fevereiro pelo STF.

Uma nova denúncia, no entanto, só deve ser oferecida quando todos os elementos sobre os crimes apontados tiverem consolidados pelo procuradores.

Comprovação: A Procuradoria aponta que os documentos suíços comprovam que o dinheiro de propina paga para viabilizar um negócio com a Petrobras na África em 2011 alimentou contas em banco suíço que têm o congressista e familiares como beneficiados.

Segundo documento assinado pelo procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, e encaminhado à Procuradoria, o presidente da Câmara se omitiu “por 14 anos do dever de declarar ao BCB os valores de bens ou diretos existentes fora do território nacional”.

O BC determinou a abertura de um processo administrativo que pode levar a instituição a multar Cunha em até R$ 250 mil por ter escondido a movimentação financeira.

Pelas normas do Banco Central, brasileiros precisam declarar bens, direitos ou valores no exterior que sejam igual ou superior ao limite de US$100 mil.

Em seu parecer, a autoridade monetária destaca que, além dos recursos no banco suíço, vai investigar uma nova conta no Israel Discount Bank, que seria utilizada pelo parlamentar e teria recebido, segundo investigadores, R$ 52 milhões em propinas para liberar dinheiro do FGTS para obras no Rio.

Brasil tem recorde de mortes em decorrência da dengue em 2022

O ano de 2022 foi o período em que mais pessoas morreram de dengue no Brasil neste século. De acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), 1.016 pessoas faleceram, no ano passado, em decorrência da doença — ainda existem 109 mortes em investigação.  O número é o maior deste século e só fica […]

O ano de 2022 foi o período em que mais pessoas morreram de dengue no Brasil neste século. De acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), 1.016 pessoas faleceram, no ano passado, em decorrência da doença — ainda existem 109 mortes em investigação. 

O número é o maior deste século e só fica atrás dos registros da década de 1980, quando a dengue se tornou uma epidemia no Brasil pela primeira vez. No ano passado, foram mais de 1,4 milhão de casos prováveis, um aumento de 162,5% na comparação com 2021.

Já havia um alerta para uma nova epidemia da dengue em 2022, de acordo com o ministério. A situação deve se manter nos primeiros meses de 2023. A expectativa era de que as regiões mais quentes e úmidas liderassem os números de casos, mas a surpresa foi que a dengue se espalhou mais em regiões onde, geralmente, o clima predominante não é o preferido pelo mosquito Aedes aegypti. 

As cidades com o maior número de casos foram Brasília/DF (70.672), Goiânia/GO (56.503), Aparecida de Goiânia/GO (27.810), Joinville/SC (21.353) e Araraquara/SP (21.070).

Márcia reúne equipe para debater plano de enfrentamento à Covid-19 e Influenza

Nesta segunda-feira (10), a prefeita Márcia Conrado reuniu o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 para discutir o Plano de Enfrentamento à Pandemia e às Síndromes Virais no Município de Serra Talhada. Na oportunidade, foram discutidas as ações e estratégias que serão adotadas pelo Município referentes à Campanha de Vacinação, com destaque para a vacinação de […]

Nesta segunda-feira (10), a prefeita Márcia Conrado reuniu o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 para discutir o Plano de Enfrentamento à Pandemia e às Síndromes Virais no Município de Serra Talhada.

Na oportunidade, foram discutidas as ações e estratégias que serão adotadas pelo Município referentes à Campanha de Vacinação, com destaque para a vacinação de crianças de 05 a 11 anos, os protocolos sanitários, o enfrentamento à Influenza (H3N2) e o início do ano letivo 2022 da Rede Municipal de Ensino.

“Estamos vivenciando um momento de alerta, com o aumento dos casos de Covid-19 e também de síndromes gripais em Pernambuco, com a incidência da H3N2. E tudo isso está acontecendo em um momento delicado, onde estamos preparando a volta às aulas na Rede Municipal, por isso precisamos discutir e planejar nossas ações com o máximo de zelo, para que as nossas crianças e a população em geral fiquem seguras”, comentou a prefeita.

Estiveram na reunião a secretária de Planejamento e Gestão, Joana Alves; a secretária de Saúde, Lisbeth Rosa Lima e algumas pessoas de sua equipe; a secretária de Educação, Marta Cristina; o secretário de Comunicação, Anderson Tennens; e o secretário de Transparência, Fiscalização e Controle, Thehunnas Peixoto; e o procurador geral do município, Cecílio Tiburtino.

Projeto Tecendo Cidadania atendeu famílias em São José do Egito

O Projeto Resgatando a Cidadania atendeu centenas de pessoas em São José do Egito. Foram realizados serviços de emissão de carteira de identidade, a partir da 2ª via e registro de nascimento e casamento. Ainda  corte de cabelo, manicure, atendimento especial do Programa Bolsa Família, testes rápidos e vacinação feitos por profissionais da saúde municipal […]

O Projeto Resgatando a Cidadania atendeu centenas de pessoas em São José do Egito.

Foram realizados serviços de emissão de carteira de identidade, a partir da 2ª via e registro de nascimento e casamento.

Ainda  corte de cabelo, manicure, atendimento especial do Programa Bolsa Família, testes rápidos e vacinação feitos por profissionais da saúde municipal e parque de diversões para crianças.

Foram dois dias de atendimentos nestas quarta (16) e quinta (17).  O evento foi realizado numa parceira entre o Governo de Pernambuco e a Prefeitura de São José do Egito.

Em Recife, Gilmar Mendes defende ‘investigação sem abuso’

G1 O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, falou nesta segunda-feira (19), no Recife, sobre as investigações que estão ocorrendo no Brasil. “Investigação sim, abuso não. Não se combate crime, cometendo outro crime. E é preciso que a sociedade diga isso de maneira clara. Estado de […]

G1

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, falou nesta segunda-feira (19), no Recife, sobre as investigações que estão ocorrendo no Brasil. “Investigação sim, abuso não. Não se combate crime, cometendo outro crime. E é preciso que a sociedade diga isso de maneira clara. Estado de direito não comporta soberanos. Todos estão submetidos à lei”, declarou.

O ministro participou de um evento promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais de Pernambuco (Lide-PE), na capital pernambucana, onde fez uma palestra por quase uma hora e, depois, respondeu a questões feitas por empresários, advogados e autoridades públicas. A palestra foi transmitida ao vivo no YouTube.

Mendes condenou as investigações contra magistrados do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo ele, foram abertos inquéritos para apurar encontros de magistrados com deputados e com a ex-presidente Dilma Rousseff para, supostamente, pleitear uma vaga no Tribunal.

“Agora, um grande sujeito, grande acadêmico e grande juiz é alvo de inquérito. Isso vai dar em alguma coisa? Claro que não. Isso era para constranger a pessoa, o Tribunal e a magistratura”, disse. “Quem não fez? Quem não pediu para ser indicado?”

Para o ministro do STF, em alguns casos, “expandiu-se demais a investigação, além dos limites.” Para Mendes, o objetivo era colocar medo nas pessoas. Diante disso, o presidente do TSE defendeu a imposição de limites a algumas práticas.

Na palestra, Mendes criticou a ideia de que juízes e promotores poderiam ocupar o lugar de políticos. “É preciso que se respeite o Congresso Nacional. É preciso que se respeite a política. Vamos abominar, sim, as más práticas, mas não se faz democracia sem política e sem políticos. E isto precisa ser reconhecido e reconhecido pelas instituições”, afirmou. “Os autoritarismos que nós vemos aí já revelam que nós teríamos, não um governo, mas uma ditadura de promotores ou de juízes”, disse.

Mendes também criticou a forma como algumas decisões dos magistrados afetam os recursos públicos e, como exemplo, citou o auxílio-moradia de juízes.

“Não pensem que nós, juízes e promotores, seríamos melhores gestores. Temos uma decisão no Supremo de um juiz que manda pagar auxílio-moradia, inclusive para quem tem casa, para todos os juízes do Brasil. Isto custa R$ 800 milhões por ano. Nunca a decisão foi ao Supremo, nunca foi ao plenário. E está sendo paga a todos os juízes., mimetizando o que já se paga a promotores. Ninguém cumpre teto, só o Supremo. Vamos confiar a esta gente que viola o princípio da legalidade a ideia de gerir o país? Não dá.”

“Os padrões que nós adotamos hoje na gestão do Judiciário não nos recomendam para sermos gestores do país. Deus me livre juízes na Presidência.”

Após o encontro com empresários, Mendes deu entrevista e falou sobre sua relação com políticos. “Amizade eu tenho com város políticos. Eu estou em Brasília há muitos anos e tenho dedicado inclusive a este diálogo com os políticos em realizar a reforma política”, falou.

Mendes também comentou a transcrição de áudio da Polícia Federal em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pede ajuda ao ministro na tramitação da lei de abuso de autoridade, combinando supostas articulações para a tramitação do projeto.

“Em relação a este diálogo, nenhuma novidade também. Eu defendo a lei de abuso de autoridade há muito tempo”, disse.

“O que acontece agora? Parece que há um pensamento totalitário. Qualquer definição de limites para MP e polícia se tornou algo perigoso. Perigoso para quem? Para eles. Aí se tornou obstrução de Justiça. Como se não pudesse se discutir uma nova lei de delação. Uma nova lei de abuso de autoridade.”