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Entrevista: Joseph Domingos fala sobre quando o casamento vira uma parceria para a vida

Por André Luis

Em sua famosa canção “Prelúdio”, o cantor e compositor Raul Seixas diz que “um sonho que se sonha só, é só um sonho. Mas um sonho que se sonha junto, é realidade”. E essa foi a filosofia que pautou a vida do casal de empresários Joseph Domingos e Maria do Carmo Lima.

Juntos desde os 15 anos de idade, os dois superaram os desafios desde o início do casamento para conseguir levar seus sonhos adiante: ele, firmar-se na carreira longe da mulher; e ela, montar o negócio longe do marido.

Enquanto Maria do Carmo cuidava de todas as etapas de um laboratório – desde a recepção até a análise clínica das amostras – Joseph se dedicava às atividades do banco, às oportunidades de aprendizagem, às especializações e cuidava dos filhos enquanto estava distante da região do Pajeú.

Como funcionário concursado do Banco do Brasil, Joseph precisava mudar de cidade a cada dois anos. Foram 25 anos entre a abertura do laboratório e a aposentadoria de Joseph. Mesmo distante, ele atuava no background dos negócios, auxiliando a esposa com os processos burocráticos e as expertises da área administrativa para a gestão estratégica.

Ao se aposentar pelo banco, em 2007, Joseph mergulhou de vez nos negócios da família, virou CEO do grupo e hoje se dedica mais a Pharmaplus, distribuidora de medicamentos e produtos hospitalares,  que atende todo o Nordeste. Nesta entrevista concedida ao nosso blog, Joseph conta como foi que a família conseguiu construir o complexo de saúde no Vale do Pajeú, apesar das adversidades.

Como você e Maria do Carmo se conheceram?

Nós nos conhecemos desde a adolescência porque estudamos na mesma escola. Começamos a namorar aos 15 anos. Aos 18, passei no concurso do Banco do Brasil e fui trabalhar na agência de Serra Talhada. No ano seguinte, passei no vestibular de Administração da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). O banco priorizou minha remoção para o Recife porque o curso tinha afinidade com a atividade que eu exercia. Era o ano de 1976 e pouco depois Maria do Carmo foi para o Recife também, onde passou no curso de Farmácia, na UFPE.

Por que vocês se mudaram para João Pessoa?

Passei em um concurso interno do Banco do Brasil. A função não tinha nas agências do Recife. Então fui transferido para Mamanguape, uma cidade próxima a João Pessoa. Era o ano de 1979. Tive que pedir transferência do curso para a Universidade Federal da Paraíba. No ano seguinte, em 1980, nos casamos e Maria do Carmo conseguiu a transferência do curso de Farmácia para a UFPB. Ficamos até 1982 em João Pessoa, quando terminamos o curso no mesmo período.

Como surgiu a ideia de montar o laboratório em Afogados da Ingazeira?

Quatro professores de Maria do Carmo tinham um laboratório, eles começaram a se desentender e nós aproveitamos a oportunidade para comprá-lo. Então, decidimos montá-lo em Afogados da Ingazeira, porque naquela época só existia um na região. Era agosto de 1982. Em setembro, começou a história do laboratório Maria do Carmo. Nesta época, solicitei ao banco a transferência de cidade porque desde a universidade minha esposa tinha o sonho de montar um laboratório e já vinha se preparando para isso. Maria do Carmo sempre foi muito dedicada.

Vocês enfrentaram muitas dificuldades?

Sim. Primeiro, porque éramos muito jovens, tínhamos apenas 25 anos de idade. Maria do Carmo não tinha experiência e não tínhamos a quem recorrer. Havia outro laboratório forte na região, muito ativo, de um professor da Federal, mas ele não tinha interesse em nos ajudar. Ela foi muito corajosa de ter enfrentado essas dificuldades. E naquela época tudo era feito manualmente.

Quando começou a ver que o laboratório ia dar certo?

Fomos crescendo aos poucos. Quatro anos depois, em 1986, compramos um imóvel onde funcionava uma oficina de carros. Nesse ponto, construímos um novo laboratório e inauguramos dois anos depois, em 1988. Neste momento, houve um upgrade da imagem do laboratório, que passou a ser mais procurado. Nesse novo prédio, projetamos o futuro, compramos imóveis vizinhos, e formamos um complexo de quatro pavimentos, onde funciona o laboratório, a farmácia e o clinical center, que atende 20 especialidades médicas.

Como você conseguiu conciliar com sua profissão no Banco do Brasil?

Foi um período bastante difícil. Existe uma norma no Banco do Brasil em que o gestor, depois de dois anos em uma agência, deve se preparar para fazer uma mudança. Fui crescendo profissionalmente, ocupando cargos de gestão. Mas precisava conciliar com nossos negócios.

Abrimos a farmácia em 1980. Para isso, trabalhei na maioria das agências da região. Além de Afogados da Ingazeira, na de Tabira, Serra Talhada, Custódia, Arcoverde. Praticamente foi deixando de ter opção na região. Tive que ir para o Recife. Passei quase dois anos sendo gerente da agência Prefeitura do Recife.

Como foi esse período?

Desafiador. Eu tinha que ir todo fim de semana para Afogados da Ingazeira, ou Maria do Carmo ia para o Recife. Meus três filhos já moravam no Recife nessa época porque estudavam lá. E Maria do Carmo achava muito ruim essa situação porque ela ficava sozinha. Então, ela propôs ao Superintendente Estadual que eu retornasse para o interior. Ela argumentou que não aguentava mais a distância e que essa situação poderia acabar com nosso casamento. Inicialmente, o banco relutou porque havia feito muitos investimentos em mim. Fiz dois MBAs, um na USP e um na UFPE. Mas depois consegui ser transferido para Tabira e depois para Sertânia, onde me aposentei em 2007.

O que você fez após se aposentar?

Coloquei minha cabeça completamente nos interesses corporativos da família. Aproveitei o conhecimento administrativo que o banco me proporcionou e foi o período que houve o crescimento exponencial dos negócios. Nessa época, criamos a distribuidora de medicamentos e produtos hospitalares (Pharmaplus) e o clinical center em 2010. O próprio laboratório foi beneficiado por essa expansão, especialmente após 2007.

A Pharmaplus é hoje a empresa que você mais se dedica?

Sim. Ela tem uma cobertura de vendas para quase todo o Nordeste, chegando na divisa com Piauí e Maranhão. Recentemente, tivemos uma conquista importante: a Certificação de Boas Práticas de Armazenagem e Distribuição pela Anvisa. Era um sonho de dois anos, nos preparamos para essa conquista. Houve auditorias fortes e mais recentemente foi publicado no Diário Oficial. Em Pernambuco, somos a terceira distribuidora hospitalar que tem essa certificação. E atualmente estamos trabalhando em uma certificação para o laboratório também. Em termos de porte, a Pharmaplus está no top 5 do estado, emprega quase 50 pessoas só na distribuidora. No grupo todo, ultrapassa os 200 funcionários diretos e indiretos, estamos entre os maiores empregadores. Para uma cidade que está a 380 km da capital, é uma grande contribuição social.

Quem é Maria do Carmo para você?

Admiro muito ela, porque além de ter conseguido ficar à frente do laboratório e da farmácia, ela sempre me deu apoio na minha trajetória dentro do banco e foi uma grande mãe para nossos filhos. Estamos comemorando 40 anos de história do laboratório graças à dedicação, força de vontade e coragem dela para manter tudo isso e para que agora possamos estar juntos.

Como vocês dividem as funções dentro das empresas?

Maria do Carmo sempre foi a parte prática, operacional, ela é muito determinada. Eu fico mais na parte estratégica, de planejamento e visão de futuro. Mas ela participa de tudo, conhece todos os funcionários. Um complementa o outro.

Quais os planos para o futuro da Pharmaplus?

Até 2023 seremos também uma importadora de produtos hospitalares. Já estamos com autorização da Anvisa e o espaço físico está quase pronto. Estamos em fase de consultoria em São Paulo e Brasília, prospecção de fornecedores. A atividade é complexa, mas estamos avançando. O galpão de 900 m² fica vizinho ao atual prédio da Pharmaplus, no bairro de Manoela Valadares (Afogados da Ingazeira). Vai funcionar como um anexo. Atualmente, a Pharmaplus está instalada em um prédio de três mil metros quadrados, onde funciona a parte administrativa e o centro de distribuição.

Que outras estratégias vocês estão adotando?

A tecnologia está afetando os processos, a produtividade e as estratégias. A telemedicina já é uma tendência tanto para o laboratório, quanto para o clinical center e a farmácia. Nosso relacionamento com o cliente é totalmente eletrônico. No laboratório, o primeiro atendimento é presencial, mas o resultado é distribuído de forma eletrônica. O paciente só retorna se quiser. As pessoas não estão mais voltando para pegar resultados. Na distribuidora, o cliente tem acesso ao nosso mix de produtos e pode fazer a compra completa pelo sistema de e-commerce. Por isso, quem está substituindo Maria do Carmo é Laíse, nossa filha caçula. Ela tem espírito empreendedor. Ela trouxe muita novidade para o laboratório, processos de controle, entrega, que melhorou muito a qualidade do laboratório.

Outras Notícias

TCU bloqueia R$ 6 bilhões do programa Pé-de-Meia; MEC nega irregularidades

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ontem (22) o bloqueio de recursos do programa Pé-de-Meia. A decisão foi tomada pelo plenário da corte e resulta na retenção de R$ 6 bilhões. A deliberação foi em caráter cautelar, o que significa que julgamento sobre as “possíveis irregularidades” ainda não aconteceu. O programa Pé-de-Meia consiste […]

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ontem (22) o bloqueio de recursos do programa Pé-de-Meia. A decisão foi tomada pelo plenário da corte e resulta na retenção de R$ 6 bilhões. A deliberação foi em caráter cautelar, o que significa que julgamento sobre as “possíveis irregularidades” ainda não aconteceu.

O programa Pé-de-Meia consiste no pagamento mensal de R$ 200 a estudantes mediante à frequência. Ao concluírem a etapa de ensino, eles recebem R$ 3.000. O relatório do TCU sobre o caso indica que os recursos do Pé-de-Meia não estavam previstos no Orçamento Geral da União (OGU).

A Advocacia Geral da União (AGU) recorreu da decisão em nome do governo no fim da noite desta quarta, alegando não haver “qualquer ilegalidade” na transferência de recursos entre fundos e que o bloqueio cautelar e repentino de mais de R$ 6 bilhões “causará transtornos irreparáveis ao programa e aos estudantes”.

“Caso a decisão do TCU não seja revertida, a AGU pede que seus efeitos ocorram somente em 2026 e, que, nesse caso, seja concedido um prazo de 120 dias para que o governo federal apresente um plano para cumprimento da decisão sem prejuízo da continuidade do programa”, disse o órgão.

“A legislação que criou o programa permite à União transferir recursos a esse fundo(Fipem-Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio), porém, ela não permite que o pagamento dos incentivos aos estudantes com recursos depositados no Fipem se dê à margem do orçamento”, diz trecho do voto do relator do TCU, ministro Augusto Nardes.

“Há, portanto, potencial risco de futuros pagamentos de benefícios com tais recursos, evidenciando, também, a presença do segundo pressuposto para que seja adotada a medida cautelar suscitada nos autos”, diz trecho do relatório aprovado pelo plenário.

A decisão do TCU foi publicada em um acórdão. O bloqueio dos recursos, totalizando os R$ 6 bilhões, foi determinado à Caixa Econômica Federal (CEF). Foram concedidos prazos de 15 dias para manifestações do banco público, do Ministério da Educação, da Secretaria de Orçamento Federal, da Secretaria do Tesouro Nacional e do Fipem.

O Ministério da Educação (MEC) informou, através de nota à imprensa, que o trâmite orçamentário foi regular. “A pasta irá complementar os esclarecimentos tempestivamente”, assim que a pasta for notificada da decisão. O órgão também alegou que “todos os aportes feitos para o programa Pé de Meia foram aprovados pelo Congresso Nacional e cumpriram as normas orçamentárias vigentes”.

O abraço que Márcia não deu em Faeca

Por Júnior Campos, blogueiro Em Serra Talhada, o nome do empresário Faeca Melo (Avante) como pré-candidato a vice na chapa de Márcia Conrado (PT) para a reeleição tem sido o principal assunto nas rodas de conversas da Capital do Xaxado. Após a aliança do AVANTE, liderado por Sebastião Oliveira, com a prefeita Márcia Conrado do PT, […]

Por Júnior Campos, blogueiro

Em Serra Talhada, o nome do empresário Faeca Melo (Avante) como pré-candidato a vice na chapa de Márcia Conrado (PT) para a reeleição tem sido o principal assunto nas rodas de conversas da Capital do Xaxado.

Após a aliança do AVANTE, liderado por Sebastião Oliveira, com a prefeita Márcia Conrado do PT, ficou estabelecido que ele indicaria o vice-prefeito. Os postulantes ao cargo, como Doutor Leirson Magalhães, Allan Pereira e Roberta Menezes, seguiram às orientações de Oliveira e colocaram não só os nomes à disposição, como também, o bloco e a ‘cara’ literalmente na rua.

No entanto, como antecipamos, o nome de Faeca foi o escolhido. Durante uma reunião recente na casa de Sebastião Oliveira, descrita como “a noite do terror”, a decisão foi tomada de maneira pouco amigável. Apesar da foto de Doutor Leirson Magalhães no final do encontro com o grupo de governistas, ele foi o primeiro a sair da residência do ex-deputado, externando sua indignação com a decisão de Sebastião.

Apesar do vexame público, Allan, Leirson e Roberta, reforçaram apoio à reeleição de Márcia Conrado, mas não demonstraram o mesmo entusiasmo em relação ao líder do AVANTE, Sebastião Oliveira, nem tão pouco a Faeca pela missão recebida.

A escolha de Faeca, considerada improvável por muitos, não foi celebrada publicamente pela prefeita ou pelos governistas. O único comunicado oficial da prefeita foi uma nota formal e pouco convincente.

Um vídeo do abraço de Márcia Conrado em Allan Pereira vem chamando a atenção – já que ela não fez o mesmo com Faeca – evidenciando sua insatisfação e tristeza com a escolha de Sebastião.

A principal questão é por que Márcia Conrado, conhecida por enfrentar desafios sem baixar a cabeça – expressão usada por ela mesma – aceitou a escolha de Sebastião Oliveira, colocando sua reeleição em risco com a alta e crescente rejeição de Faeca – que embora seja querido por muitos, porém sua aceitação política é controversa. A pergunta que fica é: quais foram as estratégias de Sebastião Oliveira e por que a prefeita cedeu a essa decisão?

Tânia Maria também fechou com Paulo Jucá

Nesse último domingo (18), a agenda política do candidato a deputado estadual, Paulo Jucá, o levou novamente à cidade de Brejinho. Ele se reuniu com o prefeito Gilson Bento, o secretário de obras Manoel Pedro e a ex-prefeita Tânia Maria, que declarou apoio à sua candidatura. Tânia já havia fechado apoio à gestão do prefeito […]

Nesse último domingo (18), a agenda política do candidato a deputado estadual, Paulo Jucá, o levou novamente à cidade de Brejinho.

Ele se reuniu com o prefeito Gilson Bento, o secretário de obras Manoel Pedro e a ex-prefeita Tânia Maria, que declarou apoio à sua candidatura.

Tânia já havia fechado apoio à gestão do prefeito Gilson Bento,  outro aliado de Paulo, conforme o blog noticiou no sábado.

Paulo Jucá comemorou mais essa importante aliança na reta final de campanha. “Isso  aumenta ainda mais nosso compromisso com o município de Brejinho”, disse.

“É golpe”, diz Dilma Rousseff no Facebook após aprovação do afastamento

A conta oficial da presidente que será afastada Dilma Rousseff publicou sua primeira manifestação após o Senado decidir pela abertura do processo de impeachment na manhã desta quinta (12). “É golpe”, escreveu o perfil oficial da presidente na rede social, em caixa alta, seguido de uma interpretação dos últimos acontecimentos e destacando frase do advogado-geral […]

1637170174-presidente-dilma-rousseff-reutersA conta oficial da presidente que será afastada Dilma Rousseff publicou sua primeira manifestação após o Senado decidir pela abertura do processo de impeachment na manhã desta quinta (12).

“É golpe”, escreveu o perfil oficial da presidente na rede social, em caixa alta, seguido de uma interpretação dos últimos acontecimentos e destacando frase do advogado-geral da União, que fez a defesa de Dilma no Senado.

gggg“Sem conseguir apontar o crime cometido, o Senado Federal decidiu afastar a presidenta Dilma e prosseguir com o impeachment. O ministro José Eduardo Cardozo, da AGU Advocacia-Geral da União, destacou que se está cometendo uma injustiça histórica, em que procedimentos, como o direito de defesa, são usados para oferecer legitimidade a um processo que rasga a Constituição”, publicou a conta da presidente.

Dilma deve ser notificada formalmente ainda nesta manhã da decisão legislativa e, em seguida, Michel Temer assume interinamente o poder.

Matadouro Público de Itapetim conta com caminhão refrigerado

O Matadouro Público de Itapetim agora conta com um caminhão refrigerado para o transporte de carnes para os frigoríficos. A medida visa garantir ainda mais segurança e higiene no processo de transporte da carne, beneficiando tanto os comerciantes quanto a população local. O caminhão refrigerado proporcionará um transporte mais seguro, garantindo que o produto chegue […]

O Matadouro Público de Itapetim agora conta com um caminhão refrigerado para o transporte de carnes para os frigoríficos.

A medida visa garantir ainda mais segurança e higiene no processo de transporte da carne, beneficiando tanto os comerciantes quanto a população local.

O caminhão refrigerado proporcionará um transporte mais seguro, garantindo que o produto chegue até os comerciantes e consumidores com mais qualidade.

A prefeita Aline Karina, que esteve visitando o abatedouro, destacou o seu compromisso com desenvolvimento do município e a melhoria da infraestrutura pública, sempre pensando no bem-estar dos itapetinenses, diz a prefeitura em nota.