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Danilo quer piso dos professores fora do teto da LRF

Por Nill Júnior

O presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Danilo Cabral (PSB/PE) protocolou, nesta terça-feira (10), um projeto de lei que busca acrescer um dispositivo à Lei de Responsabilidade Fiscal para garantir a implantação do piso salarial dos professores pelos estados e municípios. A proposta pede a retirada do pagamento da remuneração dos docentes dos limites de gasto com pessoal da LRF.

Para o pagamento do piso dos professores, são utilizados basicamente recursos dos estados e dos municípios, cabendo à União a complementação de recursos através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que, na prática, atende apenas nove Estados da federação. Ou seja, os recursos são insuficientes para cumprir a obrigatoriedade de reajustes anuais da remuneração dos docentes determinados pela Lei do Piso Nacional do Magistério.

A LRF, por sua vez, estabelece como limite máximo para despesa com pessoal, 49% da receita corrente líquida dos estados e 54% no caso dos municípios. “Estados e municípios têm encontrado dificuldade de cumprir a LRF e a lei do piso combinadas por causa da frustração de receitas decorrente da baixa arrecadação e da perversa distribuição de recursos a partir do nosso Pacto Federativo”, destaca Danilo Cabral. O deputado lembra que o descumprimento de qualquer uma das duas leis pode levar à responsabilização os gestores públicos.

Segundo cálculos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), os gastos com a folha de pagamento do magistério expandiram-se, entre 2009 a 2017, em mais de R$ 46,3 bilhões, para este ano de 2018, com o reajuste de 6,81%, poderão crescer mais R$ 4,5 bilhões. Com isso, os investimentos com remuneração dos profissionais do magistério têm crescido exponencialmente e, segundo o Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) de 2016, mais de cinco mil municípios têm comprometido acima de 79,43% dos recursos do Fundeb apenas com a folha de pagamento desses profissionais.

“É preciso que os gastos decorrentes do cumprimento da Lei do Piso Nacional do Magistério sejam excluídos do balanço dos níveis máximos de despesas com pessoal”, explica Danilo Cabral. O deputado afirma que é fundamental preservar a lei do piso pelo futuro da educação brasileira, que tem os professores como um pilar central para seu desenvolvimento.

O piso dos professores, no primeiro ano da lei, partiu de um patamar mínimo de R$ 950 e tem uma trajetória ascendente. No final de 2017, atingiu o valor de R$ 2.455,35, para jornada de 40 horas semanais, representando um aumento de 158,48% de 2009 a 2017. “Apesar de representar um avanço, deve-se considerar que o patamar é pouco superior a dois salários-mínimos. Ainda são valores muito baixos quando comparados com outras carreiras com exigência de formação similar, o que torna a carreira pouco atraente e nós devemos assegurar a valorização da carreira docente”, completa Danilo Cabral.

Outras Notícias

“Vamos abrir mais 30 escolas técnicas estaduais”, afirma Raquel em sabatina na Fecomércio

Governadora e candidata à reeleição também defendeu redução da burocracia para empresas e apresentou propostas para infraestrutura e formação profissional. Raquel Lyra (PSD) afirmou nesta segunda-feira (14), durante sabatina promovida pela Fecomércio-PE e pela CBN Recife, que Pernambuco enfrenta falta de trabalhadores qualificados em alguns setores e defendeu ampliar a rede estadual de educação profissional. […]

Governadora e candidata à reeleição também defendeu redução da burocracia para empresas e apresentou propostas para infraestrutura e formação profissional.

Raquel Lyra (PSD) afirmou nesta segunda-feira (14), durante sabatina promovida pela Fecomércio-PE e pela CBN Recife, que Pernambuco enfrenta falta de trabalhadores qualificados em alguns setores e defendeu ampliar a rede estadual de educação profissional.

A governadora disse que pretende abrir mais 30 escolas técnicas estaduais e relacionou a medida à necessidade de aproximar a formação profissional das demandas do mercado de trabalho.

“A gente tem escassez de mão de obra de pedreiro, nós estamos formando pedreiro. E eletricista, estamos formando eletricista. Em alguns locais que nós estamos fazendo obra, fazia tempo que Pernambuco não girava tanta obra, está faltando mão de obra”, afirmou.

Raquel disse que o planejamento dos cursos deve considerar as vagas efetivamente disponíveis em cada região. Segundo ela, programas como o Qualifica PE têm buscado aproximar a formação profissional de empresas, instituições do Sistema S, Porto Digital e outros setores econômicos.

Entre as propostas apresentadas está a expansão da rede de escolas técnicas. “Nós vamos abrir mais 30 escolas técnicas estaduais. Já temos delas em construção e vamos abrir mais vagas”, declarou.

A candidata também voltou a defender a universalização do ensino em tempo integral no estado.

Outro tema da sabatina foi a burocracia para abertura e funcionamento de empresas. Raquel citou a regulamentação estadual da Lei de Liberdade Econômica e afirmou que mais de 900 atividades deixaram de depender de determinadas licenças.

A governadora disse ainda que o tempo de licenciamento ambiental teria sido reduzido de seis meses para 34 dias, mas reconheceu demora em processos ligados ao Corpo de Bombeiros.

“Existe, sim, uma demora muito grande para que esses equipamentos que geram grande impacto possam ser licenciados pelo Corpo de Bombeiros”, afirmou.

Segundo Raquel, a intenção é ampliar a digitalização desses processos e utilizar ferramentas de inteligência artificial para reduzir prazos.

Na área de infraestrutura, a governadora afirmou que sua gestão entregou mais de 1.650 quilômetros de estradas e que outros 1.500 quilômetros estão em obras.

Ela voltou a defender a ampliação da duplicação da BR-232 até Serra Talhada e destacou o Arco Metropolitano como uma das obras estratégicas para melhorar a circulação de cargas e o escoamento da produção na Região Metropolitana do Recife.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Ministro do STF dá 5 dias para PF ouvir Moro sobre acusações contra Bolsonaro

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou à Polícia Federal que colha depoimento de Sergio Moro no prazo de cinco dias para que ele esclareça as acusações feitas contra o presidente Jair Bolsonaro no seu pedido de demissão do Ministério da Justiça. As informações são da Folhapress. Depois da oitiva de […]

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou à Polícia Federal que colha depoimento de Sergio Moro no prazo de cinco dias para que ele esclareça as acusações feitas contra o presidente Jair Bolsonaro no seu pedido de demissão do Ministério da Justiça. As informações são da Folhapress.

Depois da oitiva de Moro, o ministro estabelece que a PGR (Procuradoria-Geral da República) terá que se manifestar a respeito.

“Impõe-se, após efetivada a inquirição do senhor Sergio Fernando Moro, seja ouvido o Ministério Público, em sua condição de ‘dominus litis’, tendo em vista o fato, constitucionalmente relevante, de que prevalece, em nosso sistema jurídico, o modelo acusatório”, afirma Celso de Mello.

Moro acusou o chefe do Executivo, na última sexta-feira (24), de querer interferir na autonomia da Polícia Federal. De acordo com ele, a intenção de Bolsonaro ao trocar o comando da PF seria aumentar a influência na corporação para ter acesso a informações sobre investigações em curso.

“O presidente queria alguém que ele pudesse ligar, colher informações, relatório de inteligência. Seja o diretor, seja o superintendente”, afirmou Moro.

Ao autorizar a abertura do inquérito, a pedido da PGR, Celso de Mello disse que “ninguém, absolutamente ninguém, tem legitimidade para transgredir e vilipendiar as leis e a Constituição de nosso país”. “Ninguém, absolutamente ninguém, está acima da autoridade do ordenamento jurídico do Estado”, afirmou.

O ministro do Supremo ressaltou que “a sujeição do presidente da República às consequências jurídicas e políticas de seu próprio comportamento é inerente e consubstancial ao regime republicano, que constitui, no plano de nosso ordenamento positivo, uma das mais relevantes decisões políticas fundamentais adotadas pelo legislador constituinte brasileiro”.

Moro relata que teria afirmado ao presidente que não seria adequada a troca de comando na polícia, mas, diante da insistência de Bolsonaro, resolveu pedir para deixar o governo.

“Falei que seria uma indicação política, ele disse que seria mesmo”, revelou Moro, em referência à exoneração de Maurício Valeixo da chefia da PF para que fosse colocado alguém próximo ao chefe do Executivo.

Com o inquérito aberto, a Polícia Federal também passa a participar das investigações. Geralmente, o responsável por casos como esse é escolhido aleatoriamente entre os delegados responsáveis por atuar especificamente nas apurações determinadas pelo STF.

No pronunciamento em que se despediu do Executivo, Moro também revelou não ter assinado a demissão de Valeixo da PF, como foi publicado inicialmente no Diário Oficial e alardeado pelo chefe do Executivo e outros integrantes do governo. Uma nova versão do ato foi publicada posteriormente, sem a assinatura de Moro.

Armando Monteiro filia-se ao PSDB

Na próxima segunda-feira (08.03), o ex-ministro do Desenvolvimento, ex-deputado federal e ex-senador por Pernambuco, Armando Monteiro Neto, irá filiar-se ao PSDB. O ato também marca a posse da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, como presidente estadual do partido. Em virtude da pandemia da Covid-19 o encontro, que contará com a presença do presidente nacional Bruno […]

Na próxima segunda-feira (08.03), o ex-ministro do Desenvolvimento, ex-deputado federal e ex-senador por Pernambuco, Armando Monteiro Neto, irá filiar-se ao PSDB. O ato também marca a posse da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, como presidente estadual do partido.

Em virtude da pandemia da Covid-19 o encontro, que contará com a presença do presidente nacional Bruno Araújo, será reservado respeitando todos os protocolos de segurança que o momento exige.  

Participam de forma remota da reunião filiados do PSDB e lideranças do grupo político de Armando Monteiro. Assim que possível, será promovido ato político mais amplo, com participação de lideranças locais e nacionais.

Além da atividade político-partidária, Armando Monteiro também já foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) e também presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), sempre defendendo o setor produtivo brasileiro, os pequenos e micro empresários e a geração de emprego e renda.

Arcoverde: Zeca anuncia criação da guarda municipal no bairro do São Cristóvão

O candidato a prefeito pelo PTB de Arcoverde, Zeca Cavalcanti e seu vice, Eduíno Filho (Podemos), estiveram realizando uma visita ao bairro do São Cristóvão, na Imagel. Lá , conversou com as pessoas e anunciou a criação da Guarda Municipal já a partir do início do ano que vem. Segundo Zeca, no início de fevereiro, […]

O candidato a prefeito pelo PTB de Arcoverde, Zeca Cavalcanti e seu vice, Eduíno Filho (Podemos), estiveram realizando uma visita ao bairro do São Cristóvão, na Imagel.

Lá , conversou com as pessoas e anunciou a criação da Guarda Municipal já a partir do início do ano que vem.

Segundo Zeca, no início de fevereiro, quando a Câmara de Vereadores começar os trabalhos legislativos de 2021, irá encaminhar o Projeto de Lei criando a estrutura da guarda.

“No dia primeiro de fevereiro, assim que começarem os trabalhos da câmara de vereadores vamos enviar o projeto de lei criando a guarda municipal que vai trabalhar de forma unida com as demais forças de segurança”.

Para o candidato a vice, Eduíno Filho (Podemos), Arcoverde mudar o foco, deixar de estar atendendo a uma família para atender ao povo, principalmente as pessoas que vivem nos bairros mais afastados. “O povo de Arcoverde não pode ficar mais esquecido em detrimento das regalias dos que hoje comandam o poder em nossa cidade”.

Durante a visita festiva, Zeca conversou com populares nas portas de casas, comércio e reafirmou o compromisso com o soerguimento econômico e social de Arcoverde.

Governadores firmam Consórcio Nordeste e se posicionam contra desvinculação de receitas

Consolidar ações conjuntas para todos os Estados do Nordeste. Esse é o principal objetivo dos nove governadores da Região, que estiveram reunidos nesta quinta-feira (14), para a assinatura do protocolo que cria o Consórcio Nordeste. O encontro, que aconteceu no Palácio dos Leões, sede do governo maranhense, é o segundo realizado este ano. De acordo […]

Consolidar ações conjuntas para todos os Estados do Nordeste. Esse é o principal objetivo dos nove governadores da Região, que estiveram reunidos nesta quinta-feira (14), para a assinatura do protocolo que cria o Consórcio Nordeste.

O encontro, que aconteceu no Palácio dos Leões, sede do governo maranhense, é o segundo realizado este ano. De acordo com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, a consolidação das ações para o Nordeste é um passo importante, que permitirá aos Estados atuarem com mais inteligência em temas fundamentais para o desenvolvimento social, econômico e para a garantia do meio ambiente da Região.

O Consórcio Nordeste, ainda segundo o governador de Pernambuco, vai proporcionar a todos os gestores mais celeridade, economicidade, eficiência e gestão no trato dos recursos públicos. “Não vamos deixar de discutir o fundamental, que é o futuro da nossa Região, do nosso país, diante de tanta instabilidade que vem ocorrendo nos últimos anos, e que continua a se perpetuar. Temos muitas discussões nacionais a serem enfrentadas, e o Nordeste quer contribuir, como sempre contribuiu, para a melhoria do Brasil. É preciso se fazer a verdadeira discussão sobre o Pacto Federativo, e não é simplesmente propondo desvinculação de orçamentos que se vai rediscutir de verdade a relação entre Governo Federal, Estados e municípios”, afirmou Paulo Câmara.

De acordo com o gestor pernambucano, a questão das compras compartilhadas será facilitada e vai baratear custos para os Estados nordestinos. “A escala nos mostra isso: quando se faz compras maiores e se tem uma amplitude de previsibilidade, um planejamento adequado, ganha todo mundo”, explicou. No encontro, ainda segundo Paulo, os  governadores também fincaram posição contrária à flexibilização do Estatuto do Desarmamento e se solidarizaram com as famílias das vítimas do massacre no Colégio Professor Raul Brasil, em Suzano, na grande São Paulo.

O governador da Bahia, Rui Costa, foi escolhido na reunião como primeiro presidente do Consórcio Nordeste, com mandato de um ano. Ficou acertado entre os nove governantes que a cada ano será feito um rodízio no grupo.

“Esse consórcio será uma grande ferramenta de gestão e compartilhamento de projetos e ideias, de apoios mútuos, como recentemente fizemos no Ceará. Uma grande ferramenta de redução de custos para cada Estado”, disse, reiterando que será possível fazer licitações em várias áreas para compra conjunta de itens comuns a todos os Estados, o que garante a redução dos preços. Segundo ele, a previsão é que até o final do ano o Consórcio Nordeste esteja consolidado e já implementando as primeiras iniciativas.

Reforma da Previdência – Além do Consórcio Nordeste, outro tema delicado da pauta nacional discutido pelos governadores nordestinos, de acordo com Paulo Câmara, foi a Reforma da Previdência. “É um assunto que está sendo tratado no Congresso Nacional, mas nós precisamos aprofundar as discussões. Tem questões relacionadas à aposentadoria do trabalhador rural e ao BPC (Benefício de Proteção Continuada) que vão contra o interesse da população mais pobre. Isso precisa ser discutido, porque as regras têm que estar maduras e é preciso olhar o Brasil como um todo. Não dá para ver apenas um sentido, como se tudo fosse igual e não tivéssemos um País tão grande, com tantas regiões e com tanta desigualdade”, afirmou o governador pernambucano, listando ainda outros dois pontos do texto questionados pelos gestores nordestinos: a capitalização e a “desconstitucionalização” da reforma.