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Cunha diz que processo é político e que atuou na elaboração do próprio recurso

Por André Luis
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chega para fazer a sua própria defesa na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chega para fazer a sua própria defesa na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Do Uol

Ao apresentar sua defesa contra seu processo de cassação, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou nesta terça-feira (12) ser alvo de um “processo político” e disse ter atuado na elaboração do recurso à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) contra a decisão do Conselho de Ética.

Cunha afirmou que o pedido de cassação contra ele seria motivado pelo descontentamento político com sua atuação à frente da presidência da Câmara.

“É um processo político que começou pelo inconformismo com minha eleição [à presidência], quando derrotei o candidato da presidente afastada e o candidato das oposições, em primeiro turno”, disse. “E as pautas colocadas por mim desagradaram muitos. Tratar de terceirização, redução da maioridade penal, temas de segurança pública, temas de família”, disse o peemedebista.

O deputado afirmou ter atuado pessoalmente na elaboração do recurso à comissão e reforçou sua fama de ser conhecedor do Regimento Interno da Câmara. “Diria que este recurso, com brilhante colaboração de Marcelo Nobre, é em grande parte de minha própria lavra”, disse. “Até os meus mais ferrenhos adversários dessa Casa sabem da minha familiaridade com o regimento desta Casa. Nenhum desses pontos seria por mim negado se o processo fosse contra qualquer outro deputado”, afirmou Cunha.

A CCJ começou nesta terça-feira (12) a analisar recurso de Cunha contra decisão do Conselho de Ética de aprovar parecer que pede a cassação do mantado do peemedebista.

A análise do recurso na CCJ é o último passo antes de o processo de cassação ser votado no plenário da Câmara, onde é preciso o voto de ao menos 257 deputados para aprová-lo. Podem participar da votação 512 deputados, já que Cunha está afastado.

É esperado que a CCJ não conclua hoje a análise do recurso, já que, além do tempo de fala da defesa, haverá debate entre os deputados. Assim, a decisão em plenário deve  ficar para agosto.

O relator do recurso na CCJ, Ronaldo Fonseca (ProS-DF), aceitou parte dos argumentos de Cunha e determinou que a votação no Conselho de Ética que aprovou o parecer pela cassação seja refeita.

O deputado do PMDB foi afastado do exercício do mandato em maio, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), o que o levou a renunciar à presidência da Câmara na semana passada.

O processo contra Cunha no Conselho de Ética acusa o deputado de ter mentido à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), em março de 2015, ao afirmar não possuir contas no exterior. Posteriormente, a Procuradoria-Geral da República confirmou a existência das contas e apresentou denúncia contra Cunha com base na movimentação financeira do deputado no exterior.

A defesa de Cunha afirma que ele não possui contas, mas um tipo de investimento chamado trust, no qual a titularidade dos bens não é do deputado, mas de terceiros que administram os valores. Por isso, segundo a defesa, não haveria a obrigação de declarar os trusts à Receita Federal.

Investigações contra Cunha na Justiça – O deputado é réu em duas ações penais pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e também, apenas em um dos processos, por evasão de divisas e falsidade ideológica com fins eleitorais.

Ele também foi alvo de uma terceira denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal), de novo por corrupção e recebimento de propina, e responde a pelo menos seis inquéritos no Supremo.

A Justiça Federal do Paraná também o tornou réu por improbidade administrativa e determinou o bloqueio de seus bens e contas, ainda por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

Propina de navios-sonda: A primeira denúncia pela qual Cunha se tornou réu acusa o deputado de ter recebido US$ 5 milhões em propina relativa a contratos de navios-sonda da Petrobras. Ele nega e diz que não há provas de que os repasses tenham sido feitos diretamente a ele.

Contas na Suíça: O deputado também é réu numa ação penal que o acusa de ter recebido em contas na Suíça propina relativa à compra de um campo de petróleo pela Petrobras na costa do Benin, país africano. A defesa de Cunha diz que os depósitos no exterior tiveram origem no pagamento de uma dívida e negam recebimento de propina.

Dinheiro do FGTS: A terceira denúncia contra o peemedebista o acusa de participar de esquema de propina ligado à liberação de recursos do FI-FGTS, fundo de investimentos do FGTS. A ação é baseada na delação do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, apontado como próximo a Cunha. O STF ainda não decidiu se abre ação penal nesse caso. Em nota, Cunha afirmou que não possui “operador” e não autorizou “ninguém a tratar qualquer coisa” em seu nome.

Investigação por obras no Rio, propina em Furnas e outros inquéritos: Há ainda seis inquéritos em que Cunha é investigado suspeito de participação em casos de corrupção. O deputado nega as suspeitas e tem afirmado que vai provar sua inocência. Um inquérito apura se ele recebeu R$ 52 milhões em propina do consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia, que atuava na obra do Porto Maravilha, no Rio.

Outro inquérito investiga o deputado por suposto recebimento de propina da Furnas Centrais Hidrelétricas.

Cunha também é alvo de inquéritos que investigam o financiamento de diversos políticos por meio do petrolão, pela suposta venda de emendas parlamentares, pela apresentação de requerimentos para pressionar o banco Schahin e pelo suposto favorecimento à OAS em troca de doações eleitorais.

Outras Notícias

Iguaracy suspende aulas presenciais da educação infantil

Foto: imagem ilustrativa Em nota divulgada nas redes socais, a Prefeitura de Iguaracy junto com a Secretaria Municipal de Educação informaram que a partir desta segunda-feira (30), as aulas da educação infantil estarão suspensas.  Assim como tem feito outros municípios, a decisão foi tomada devido o aumento significativo de casos de síndrome respiratória e aumento […]

Foto: imagem ilustrativa

Em nota divulgada nas redes socais, a Prefeitura de Iguaracy junto com a Secretaria Municipal de Educação informaram que a partir desta segunda-feira (30), as aulas da educação infantil estarão suspensas. 

Assim como tem feito outros municípios, a decisão foi tomada devido o aumento significativo de casos de síndrome respiratória e aumento da demanda nas UTIs pediátricas no Estado de modo a preservar a saúde dos alunos.

“A suspensão segue até o dia 10 de junho, período correspondente a dez dias de aula. “A decisão foi tomada a partir de análises entre a Secretaria Municipal de Saúde e as gestoras das escolas municipais”, informa a nota.

Ainda segundo a nota, durante o período da suspensão das aulas, será ofertado ensino remoto para os alunos e os professores atuarão direcionando às atividades e realizando atendimentos aos pais e/ou responsáveis prestando esclarecimentos e orientações necessárias.

A decisão tem como base o alerta do secretário estadual de Saúde, André Longo, sobre aumento de casos de doenças respiratórias graves como nunca havia sido visto, com maior grau de severidade e também com maior frequência de solicitação de leitos pediátricos.

O fato e a foto: “pé na areia, caipirinha, água de coco, cervejinha”

Leitores do blog compartilharam imagens da reclusão dos vereadores egipciences alinhados com João de Maria para a reeleição da Mesa Diretora da Câmara. “São obrigados a só aparecer na cidade no dia da votação e podem votar da praia. Essa imagem é um tapa na cara da população da cidade”, disse Vicente de Vevéi ao […]

Leitores do blog compartilharam imagens da reclusão dos vereadores egipciences alinhados com João de Maria para a reeleição da Mesa Diretora da Câmara.

“São obrigados a só aparecer na cidade no dia da votação e podem votar da praia. Essa imagem é um tapa na cara da população da cidade”, disse Vicente de Vevéi ao blog.

A verdade é que a sede de João de Maria pela presidência da Casa está ruindo os pilares do decoro, claro, com a conivência e permissividade de quem aceitou se passar por isso. O registro de Patrícia de Bacana, Maurício do São João, Jota Ferreira, Damião de Carminha, João de Maria, Aldo da Clipsi e  Alberico Thiago no que está sendo chamado de “cativeiro”, uma casa de praia em lugar incerto e não sabido, com a história de que foram “sequestrados” para não mudar o voto, é péssimo para a imagem do legislativo egipciense.

E aqui não trata-se de discutir lado. Não há santidade plena em Evandro Valadares, Romério Guimarães, Zé Marcos. Todos certamente já conduziram negociações e arrumações para acomodar aliados, provocar muda voto, ganhar parlamentares. Cargos, espaços, alinhamento. Tudo está no jogo. É da política. Mas o papel a que se passam João e os pares é demais para a compreensão do que é aceitável na política. Passaram do ponto ao passar do ridículo estampando uma imagem que repercute em todo o estado.

Suíça confisca dinheiro de contas em nome de Cunha e familiares

Do Correio Braziliense O Ministério Público da Suíça confiscou dinheiro em contas bancárias no país europeu em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e dos familiares dele. A informação é de comunicado da Procuradoria Geral da República (PGR), divulgado na noite desta quarta-feira (30/9). Na Suíça, Cunha é investigado desde abril por corrupção […]

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Do Correio Braziliense

O Ministério Público da Suíça confiscou dinheiro em contas bancárias no país europeu em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e dos familiares dele. A informação é de comunicado da Procuradoria Geral da República (PGR), divulgado na noite desta quarta-feira (30/9).

Na Suíça, Cunha é investigado desde abril por corrupção e lavagem de dinheiro. No Brasil, já foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos mesmos crimes. A assessoria do deputado afirmou ao jornal que ele não comentaria o caso. Na segunda-feira, Cunha foi ao Twitter negar qualquer irregularidade.

As informações sobre o caso foram encaminhadas hoje por investigadores suíços à PGR. No STF, Cunha é acusado de embolsar ao menos US$ 5 milhões do lobista do estaleiro Samsung Júlio Camargo, que fechou um negócio de US$ 1,2 bilhão com a Petrobras. O fabricante coreano de embarcações construiu dois navios para a petroleira. Na 13ª Vara Federal de Curitiba, o juiz Sérgio Moro condenou o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o lobista Fernando “Baiano” Soares e o próprio Camargo por envolvimento no esquema.

Recuo
Em 12 de março de 2015, Cunha foi categórico ao negar a propriedade de dinheiro no exterior. Nos últimos meses, ele passou a evitar responder a essa pergunta. Na terça-feira (29/9), ele disse que não cairia em “armadilhas”. “Eu não vou cair em armadilhas. Cada detalhe que for falar, de qualquer situação, são detalhes que vão sendo gerados a cada hora mais polêmicas. Eu já desmenti isso ontem, para mim já está desmentido. É só ler o que eu escrevi no Twitter, está desmentido e já foi publicado isso hoje (terça).”

Mas, em 12 de março, logo após sair de uma reunião na CPI da Petrobras em que se defendeu das suspeitas levantadas contra ele numa petição do Ministério Público ao Supremo, Cunha afirmou ao Correio que não tinha conta “de nenhuma natureza” fora do Brasil. A reportagem do jornal questionou-o se ele mantinha recursos em empresas offshores. “Não, eu não tenho nada”, afirmou o deputado, de pronto.

“Se eu não respondi, me perdoe. Foi a ânsia de querer completar tudo. Não tenho nenhum recurso, não sou sócio de nenhuma empresa. Tudo o que tenho está no meu imposto de renda. Se eu não respondi a essa pergunta lá (na CPI) ou passou batido, eu peço desculpas. Mas é claro e textual: tudo o que eu tenho está no meu imposto de renda, declarado à Justiça Eleitoral, não sou sócio de nenhuma offshore, não mantenho conta no exterior de nenhuma natureza”, esquivou-se.

“A prioridade é o presidente Lula”, afirma Carlos Veras sobre apoio do PT em Pernambuco

O deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, afirmou que o partido ainda não definiu quem irá apoiar na disputa pelo Governo do Estado em 2026 e que o processo segue dentro do “prazo da política”. A declaração foi dada nesta quarta-feira (14), durante entrevista ao quadro Radar das Treze, dentro do […]

O deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, afirmou que o partido ainda não definiu quem irá apoiar na disputa pelo Governo do Estado em 2026 e que o processo segue dentro do “prazo da política”. A declaração foi dada nesta quarta-feira (14), durante entrevista ao quadro Radar das Treze, dentro do programa A Tarde é Sua, da Rádio Pajeú.

Atualmente, disputam o apoio do PT no estado a governadora Raquel Lyra (PSD), que deve buscar a reeleição, e o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Segundo Veras, nenhum dos dois formalizou candidatura até o momento, o que mantém o cenário em aberto. “Tanto o João como Raquel não lançaram ainda as suas candidaturas ao governo do estado. Então, tá todo mundo nesse processo, dialogando e construindo”, afirmou.

O dirigente petista explicou que o calendário eleitoral permite que o debate avance até os próximos meses. “As convenções são em julho, porque agosto já é o processo de registro das candidaturas a partir do dia 15. Então, acredito que a gente tem até o mês de maio para poder concluir todo esse debate”, disse. Ele também admitiu que o processo pode ser acelerado por uma eventual intervenção da direção nacional. “Pode ser que daqui a pouco o presidente Lula ligue, chame uma reunião e a gente tenha que acelerar o processo”, declarou.

Carlos Veras reforçou que, independentemente da configuração do palanque em Pernambuco, o PT estabelece uma condição central: o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós não vamos discutir aliança ou composição de palanque com quem não declarar apoio ao presidente Lula. Isso é condição. A prioridade é o presidente Lula”, enfatizou.

O deputado também mencionou o senador Humberto Costa, destacando que o alinhamento nacional será determinante. “O Humberto não vai ser senador numa chapa que não estiver alinhada ao projeto da reeleição do presidente Lula”, afirmou, ao defender que as articulações estaduais precisam estar inseridas no projeto nacional do partido.

Ao final, Veras reconheceu que o PT pode até conviver com mais de um palanque no estado, desde que haja unidade em torno da candidatura presidencial. “Independente de ter um, dois ou três palanques, o que nós precisamos é que os candidatos ao governo de Pernambuco votem no presidente Lula”, concluiu.

Prefeitura de Iguaracy divulga programação da festa de agosto em Jabitacá 

A Prefeitura de Iguaracy, juntamente com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, divulgou a programação oficial da Festa de Agosto em Jabitacá, no município de Iguaracy. A festa acontece de 6 a 15 de agosto e conta com uma série de atrações. A divulgação foi feita pelo prefeito Dr. Pedro Alves e pelo secretário […]

A Prefeitura de Iguaracy, juntamente com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, divulgou a programação oficial da Festa de Agosto em Jabitacá, no município de Iguaracy. A festa acontece de 6 a 15 de agosto e conta com uma série de atrações.

A divulgação foi feita pelo prefeito Dr. Pedro Alves e pelo secretário de Cultura e Turismo, Marcone Melo. A festa conta ainda com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio da Fundarpe e da Secretaria de Turismo e Lazer.

Confira a programação:

6 de agosto (quarta-feira): Genailson e banda / Walkyria Santos

7 de agosto (quinta-feira): Lau Patriota

8 de agosto (sexta-feira): Gil Camargo / Heraldo Jr. e Emanuel

9 de agosto (sábado): Assisão / Flay

10 de agosto (domingo):

Tarde: Amigos do Samba

Noite: Maciel Freitas

11 de agosto (segunda-feira): Artur Vaqueiro

12 de agosto (terça-feira): Farra de Paredão

13 de agosto (quarta-feira): Forrozão das Antigas / Juarez

14 de agosto (quinta-feira): Edy e Nathan / Fabinho Testado

15 de agosto (sexta-feira): Teto Fonseca (atração religiosa)