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Asserpe cobra investigação para ações criminosas contra rádios de Garanhuns

Por Nill Júnior

Em ofício encaminhado nesta sexta ao Secretário de Defesa Social Antônio de Pádua Vieira Cavalcanti, a Asserpe externou preocupação e cobrou investigação para episódios relatados na reunião realizada em Garanhuns no último dia 19.

Segundo as emissoras associadas, há registros de ações criminosas provavelmente por parte de grupo especializado em furto de cabos de cobre contra emissoras de rádio do município.

Ao todo, já são dois registros contra a Rádio Jornal do Commercio, em novembro e dezembro do ano passado, mais três furtos em junho deste ano contra a Rede Aleluia afiliada Garanhuns.

Em cada furto registrado, as emissoras que tem papel social e prestam serviço à região, ficam foram do ar por horas e em algumas situações, por dias, tamanho o prejuízo em equipamentos de transmissão, com assistência técnica e componentes muito específicos, geralmente não encontrados no mercado comum, o que prejudica milhares de pessoas que perdem o conteúdo, além do impacto econômico gerado pelo prejuízo causado.

Os representantes legais dessas emissoras já buscaram os meios legais junto à Polícia Civil e também articularam reunião com a Polícia Militar para tratar do tema. Também já contam com suporte técnico de vigilância para ajudar a prevenir esses episódios. Entretanto, assim como as demais emissoras associadas, Marano FM e Sete Colinas, externam preocupação com a falta de uma investigação que identifique e puna os responsáveis.

A Asserpe solicitou empenho no sentido de reforçar a necessidade de uma investigação célere para evitar novos episódios, considerando o papel das emissoras de Garanhuns junto à sociedade local e regional, inclusive às vésperas de um importante evento, o Festival de Inverno promovido pelo Governo do Estado, quando prestam serviço à população pernambucana.

Outras Notícias

Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano inicia atividades de formação

Tem inicio nesta segunda-feira (11) as atividades de formação da Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano com a Oficina de Realização Audiovisual – Documentando ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles, as atividades seguem até a sexta (15) com a produção de um curta-metragem documentário produzido pelos próprios alunos e que será exibido no sábado (16) no último […]

Brasil S/A
Brasil S/A

Tem inicio nesta segunda-feira (11) as atividades de formação da Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano com a Oficina de Realização Audiovisual – Documentando ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles, as atividades seguem até a sexta (15) com a produção de um curta-metragem documentário produzido pelos próprios alunos e que será exibido no sábado (16) no último dia da Mostra.

Ainda nesta segunda, na cidade de Tabira, acontecerá a partir das 14 horas, uma sessão de cineclube para as Escolas Arnaldo Alves e Pedro Pires, no auditório da Escola Arnaldo Alves, mediada pelo produtor e cineclubista William Tenório.

Na terça-feira (12) começa a Oficina de Cineclubismo – Da prática à criação de um cineclube, que será ministrada pela atual presidente da FEPEC – Federação Pernambucana de Cineclubes – Yanara Galvão.

Neste mesmo dia, a partir das 19 horas no auditório da FAFOPAI, acontecerá  a Mesa – O cinema como reflexo do seu tempo, mediada pela professora Bruna Tavares.

Dia 14, iniciam as exibições da Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano com sessão a partir das 8 horas da manhã e classificação indicativa 10 anos; às 15h30m nova sessão de curtas com classificação 16 anos e a noite, a partir das 19h30m, tem a abertura oficial da Mostra e a exibição de curtas e do longa-metragem Brasil S/A de Marcelo Pedroso.

A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos, sempre, uma hora antes do início de cada sessão.

Mais imprudência : acidente tira a vida de ex-miss afogadense e comove população

atualizado a 00:50 A população de Afogados da Ingazeira vive a comoção em meio a morte de uma jovem de apenas treze anos, vítima da imprudência no trânsito, tema várias vezes debatido neste blog. No início da tarde desta quinta, um grave acidente tirou a vida de Rayane Karoline da Silva Santana, de apenas treze […]

rayane foto facebook
A bela Rayane Karoline da Silva Santana, de 13 anos: mais uma vítima da imprudência no trânsito de Afogados. Morte comove a cidade. Foto: reprodução Facebook.

atualizado a 00:50

A população de Afogados da Ingazeira vive a comoção em meio a morte de uma jovem de apenas treze anos, vítima da imprudência no trânsito, tema várias vezes debatido neste blog.

No início da tarde desta quinta, um grave acidente tirou a vida de Rayane Karoline da Silva Santana, de apenas treze anos. Ela seguia na garupa a moto guiada por seu irmão entre o Sobreira e Diomedes Gomes, na Rua Euclides Torres Nunes.

No cruzamento da via com a Rua da Felicidade, que dá acesso ao bairro São Braz, um caminhão que transportava areia para a empresa Maria José Construções,  que fica na Rua Nelson Alves atravessou a via. Com o choque, Rayane caiu e foi atingida por um dos pneus do caminhão, morrendo na hora.

O caminhão tem a placa KJD 5219 e segundo boletim da PM, era guiado por um homem identificado apenas como Pedro, que dirige o caminhão da empresa, pertencente ao ex-vereador Timóteo. O motorista evadiu-se.

Irmão da jovem que guiava moto era menor: o irmão de Rayane, que guiava  a moto Honda Twister vermelha placa KJK 4297 tem 16 anos, segundo boletim da PM, o que acaba revelando mais uma triste realidade. Pelo Código Nacional de Trânsito, só maiores de 18 anos e habilitados podem guiar motos como a envolvida no acidente.  Ele levava a irmã para uma escola, segundo informações. Ou seja, uma série de eventos combinados com imprudência do motorista do caminhão e uma moto guiada por pessoa não habilitada causaram a morte da jovem.

Local onde ocorreu acidente precisa de melhor sinalização, reclamam internautas: pela Fanpage do Blog, internautas reclamam que o cruzamento onde aconteceu o acidente já foi alvo de várias solicitações de sinalização, o que é verdade. À Rádio Pajeú, não foram poucas as vezes que ouvintes reclamaram da velocidade de motoristas e motociclistas na Euclides Torres Nunes, via principal que liga o Bairro Sobreira à Diomedes Gomes ou da falta de respeito à preferencial de quem guia na paralela Rua da Felicidade, cruzamento onde aconteceu a tragédia. Internautas pediram melhor sinalização, quebra moas e até semáforos.

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Ela estudava no Centro de Excelência Dom João José da Mota e Albuquerque. Já foi eleita Miss Mirim Afogados da Ingazeira, o ano de 2011, em concurso promovido pelo blogueiro Itamar França. Nas redes sociais, inúmeros internautas protestam e lamentam a morte da jovem. Inúmeras pessoas comparecem ao velório, no Bairro Sobreira. Os pais estão inconsoláveis. O sepultamento acontecerá nesta sexta.

Jovem não teve tempo de defesa. Familiares no local estavam desesperados. Imprudência era óbvia para quem esteve no local. Caminhão avançou via quando preferência era da moto, segundo relatos.
Jovem não teve tempo de defesa. Familiares no local estavam desesperados. Imprudência era óbvia para quem esteve no local. Caminhão avançou via quando preferência era da moto, segundo relatos.

 

Paulo Câmara emite nota de repúdio à delação de Ricardo Saud

Logo após ficar sabendo que teve seu nome citado pelo delator Ricardo Saud, por ter recebido propina na campanha de 2014, o governador de Pernambuco Paulo Câmara, emitiu nota a imprensa repudiando veementemente o que ele chamou de “exploração política”. Leia a nota: “Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento  do delator Ricardo Saud, […]

Logo após ficar sabendo que teve seu nome citado pelo delator Ricardo Saud, por ter recebido propina na campanha de 2014, o governador de Pernambuco Paulo Câmara, emitiu nota a imprensa repudiando veementemente o que ele chamou de “exploração política”. Leia a nota:

“Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento  do delator Ricardo Saud, que, já antecipo, não corresponde à verdade. Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores.  Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário.

Como comprovará quem se der ao trabalho de ler o documento que sintetiza a delação, o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional “não houve negociação nem promessa de ato de ofício”, o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como “propina” ou “pagamento”.

Reafirmo a Pernambuco e ao Brasil que todas as doações para a minha campanha foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

Professores de Afogados cobram explicações sobre precatórios do Fundef 

A presidente da Associação dos Professores de Afogados da Ingazeira, Leila Albuquerque, cobrou da gestão municipal, durante entrevista ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, nesta quarta-feira (11), uma resposta concreta sobre três pontos críticos que afetam diretamente a categoria: a ausência de pagamento dos precatórios do Fundef, o não cumprimento da lei das 188 […]

A presidente da Associação dos Professores de Afogados da Ingazeira, Leila Albuquerque, cobrou da gestão municipal, durante entrevista ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, nesta quarta-feira (11), uma resposta concreta sobre três pontos críticos que afetam diretamente a categoria: a ausência de pagamento dos precatórios do Fundef, o não cumprimento da lei das 188 horas-aula, e o uso de recursos do Fundeb para cobrir déficit da previdência municipal.

Segundo Leila, os professores do município convivem com o silêncio da Prefeitura há pelo menos 10 anos. “A gente descobriu que tinha esse precatório há uma década. Desde então, já mandamos ofícios, inclusive assinados por mim e pela nossa advogada à época, Dra. Renata, mas nunca obtivemos uma resposta da gestão. É revoltante”, desabafou.

Ela destacou que municípios vizinhos, como Iguaracy, Ingazeira, Tabira, Serra Talhada e Solidão, já receberam e repassaram os recursos aos professores, enquanto Afogados segue sem qualquer previsão ou informação. “Não sabemos quanto temos direito, nem por que não chegou e muito menos quando vai chegar”, reforçou.

Na Câmara de Vereadores, na última terça-feira (10), a Associação levou a pauta e recolhe assinaturas de um abaixo-assinado que será entregue até a próxima terça-feira. “Precisamos pressionar os deputados federais que vieram aqui buscar votos. Eles estão em Brasília, têm acesso, e precisam nos dar respostas”, cobrou a presidente.

Lélia também revelou que já buscou diretamente o atual prefeito, Sandrinho Palmeira, e obteve a informação de que, uma vez creditados, os valores serão divididos conforme determina a legislação: 60% para os professores e 40% para o município. “Ele se comprometeu a repassar inclusive os juros, que é onde está o maior valor. Mas nossa questão não é se ele vai dar, é quando isso vai acontecer e por que está demorando tanto”, pontuou.

Projeto das 188 horas-aula engavetado

Outro ponto levantado foi o não pagamento das 188 horas-aula a cerca de 60 professores da rede municipal. A lei federal de 2008 garante esse direito, mas até hoje o município não implementou o pagamento total. “Na prática, eles recebem apenas por 150 horas. Faltam 38 horas que vêm sendo trabalhadas sem remuneração. Isso é injusto e ilegal”, disse Leila.

Ela explicou que o projeto chegou à Câmara em 2023, em regime de urgência, mas apenas o piso salarial foi votado. Em 2024, a proposta retornou, mas novamente foi travada, desta vez sob o argumento de queda no repasse do FPM. “A gente até compreendeu naquele momento, mas não dá para aceitar mais desculpas. Se existe sobra de recursos do Fundeb que foram usados de forma indevida para pagar déficit previdenciário, esses valores poderiam estar sendo usados para pagar o que é direito do professor”, cobrou.

Próximos passos

Lélia informou ainda que a Associação enviou ofícios ao gabinete da senadora Teresa Leitão (PT), conhecida defensora da educação, e buscará apoio de deputados como Pedro Campos (PSB) e outros votados na cidade. “Nossa luta não é só por justiça para os professores, é por respeito à educação e transparência com o dinheiro público. A cidade precisa saber onde estão esses recursos e por que Afogados é a única da região que não recebeu nem sequer uma explicação”, concluiu.

Fabrizio Ferraz quer perenização no Riacho do Navio

O deputado Fabrizio Ferraz (PHS) fez um apelo, na Reunião Plenária desta segunda (17), pela abertura das comportas do Reservatório do Muquém, do Projeto de Integração do Rio São Francisco, para abastecer a Barragem de Barra do Juá, em Floresta. A medida foi defendida como necessária para a perenização do Riacho do Navio e a […]

O deputado Fabrizio Ferraz (PHS) fez um apelo, na Reunião Plenária desta segunda (17), pela abertura das comportas do Reservatório do Muquém, do Projeto de Integração do Rio São Francisco, para abastecer a Barragem de Barra do Juá, em Floresta.

A medida foi defendida como necessária para a perenização do Riacho do Navio e a implantação de uma área irrigável de aproximadamente 15 mil hectares, gerando empregos diretos e indiretos na região.

No pronunciamento, ele leu a indicação que apresentou para o Ministério do Desenvolvimento Regional, Agência Nacional de Águas (ANA) e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Conforme relatou, mesmo Floresta sendo um município cercado por rios e riachos, vem tendo a bacia hidrográfica afetada pela falta de chuvas. E, com a Transposição do Rio São Francisco, reservatórios e riachos, como o do Navio, foram isolados, vindo a secar por inteiro.

A perenização do Riacho do Navio, segundo Ferraz, depende da abertura das comportas da Barra do Juá. Essa barragem, por sua vez, era alimentada por outros reservatórios e afluentes, mas está praticamente isolada, dependendo do volume das chuvas, contando, atualmente, com apenas 13,52% da capacidade total. O Reservatório do Muquém estaria impedindo o Riacho da Vassoura, um dos principais afluentes da Barra do Juá, de chegar a seu destino final.

“Cabe aos órgãos de gestão e monitoramento das bacias hidrográficas, bem como aos governantes e lideranças políticas da região, em articulação conjunta, buscar meios de diminuir os impactos negativos da falta d’água”, concluiu o parlamentar.