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Raquel Lyra cumpre agenda de entregas e anúncios no Sertão do Araripe

Por André Luis

Iniciando uma intensa agenda no Sertão pernambucano, a governadora Raquel Lyra entregou, nesta quinta-feira (12), a requalificação da PE-540, no município de Moreilândia, no Sertão do Araripe. O trecho, com 12,44 quilômetros de extensão, liga a cidade ao distrito de Caririmirim e recebeu investimentos de R$ 21,6 milhões por meio do programa PE na Estrada. Na ocasião, a gestora também autorizou o início da construção e equipagem de uma creche no município e inaugurou a segunda Cozinha Comunitária da cidade.

“Hoje é um dia muito importante para Moreilândia e para todo o Sertão do Araripe. Estamos entregando a PE-540, uma estrada sonhada há décadas pela população, que melhora a mobilidade, reduz o tempo de deslocamento e garante mais segurança para quem precisa trafegar pela região. Além disso, autorizamos a construção da primeira creche do município, que vai ampliar o acesso das nossas crianças à educação, e inauguramos mais uma Cozinha Comunitária, garantindo comida de qualidade para quem mais precisa”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

Sonhada há cinco décadas pela população do Araripe, a entrega da PE-540 fortalece a mobilidade regional, melhora o acesso ao distrito de Caririmirim e impulsiona o desenvolvimento econômico da região. De acordo com o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho, somente na atual gestão já foram entregues 57 estradas em Pernambuco.

“São mais de R$ 80 milhões investidos no Sertão do Araripe apenas em estradas pernambucanas. É uma região com grande potencial, que teve a malha viária recuperada a partir desses investimentos. O Sertão segue sendo uma das regiões prioritárias do Governo de Pernambuco”, afirmou o titular da pasta.

Na área da educação, a chefe do Executivo estadual autorizou o início da construção e equipagem de uma nova creche. Com investimentos de R$ 7 milhões, a unidade será construída no distrito de Caririmirim. Durante a agenda, também foram entregues dois ônibus escolares por meio do programa Juntos pela Educação. Com a nova remessa, o município passa a contar com oito veículos destinados ao transporte de estudantes.

Para o prefeito de Moreilândia, Teto Teixeira, as entregas entram para a história da cidade. “A PE-540 é uma obra sonhada há mais de 50 anos pela população. Antes levávamos cerca de uma hora e meia para fazer o deslocamento; agora, em apenas sete minutos, conseguimos realizar a travessia. Além disso, nossa cidade recebeu novos ônibus escolares, a segunda Cozinha Comunitária e a ordem de serviço da primeira creche. Estamos muito felizes”, afirmou o gestor municipal.

Presente na agenda, o deputado federal Fernando Monteiro ressaltou a importância das entregas da gestão estadual no município. “Aqui a gente consegue pegar os sonhos das pessoas e transformá-los em realidade, e esse é o objetivo do Governo de Pernambuco. Tudo isso é fruto de muito trabalho e de uma gestão comprometida com as pessoas”, afirmou.

Também acompanhando a governadora, a deputada estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Socorro Pimentel destacou o trabalho realizado pela gestão estadual. “Essas entregas representam conquistas do povo pernambucano. Hoje, Pernambuco e o Araripe têm governadora”, afirmou. Já a deputada estadual Roberta Arraes ressaltou que as ações representam esperança para a população. “Quando a política é feita com missão, é diferente. E é dessa forma que o Governo de Pernambuco atua em todo o Estado”, comentou a parlamentar.

Morador do município, Erivan Anacleto, transita pela rodovia todos os dias e agradeceu o investimento feito. “A palavra de hoje é gratidão. A obra da PE-540 facilita o transporte de pessoas, inclusive em situações de emergência médica. Os agricultores agradecem por essa entrega tão importante para a população de Moreilândia”, celebrou.

COZINHA COMUNITÁRIA — Ainda em Moreilândia, a governadora Raquel Lyra inaugurou a segunda Cozinha Comunitária do município e a de número 268 em funcionamento em Pernambuco, por meio da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS). Para a implantação, o repasse estadual foi de R$ 50 mil. Após a inauguração, o município passa a receber R$ 20 mil mensais do Governo de Pernambuco para a manutenção do serviço.

“São mais de 55 mil pessoas recebendo alimentação diariamente. Isso representa mais de 1 milhão de pratos de comida por mês. Só hoje, o Governo do Estado inaugura cozinhas em Moreilândia, Jupi e Sertânia. É um programa muito forte e robusto, com investimento de R$ 70 milhões, que tem tirado muita gente da fome e da miséria”, destacou o secretário da pasta, Carlos Braga.

A nova unidade homenageia a cozinheira Francisca Oliveira de Morais. O equipamento funcionará das 8h às 14h, oferecendo 200 refeições diárias à população em situação de vulnerabilidade social.

Acompanharam a agenda o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça; o diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE), André Fonseca; os prefeitos Gildevan (Santa Filomena), Xicão Tavares (Verdejante), Riva Bezerra (Cedro), Dinha Mororó (Terra Nova), Elizinho (Carnaubeira da Penha), George de Sidney (Granito), Múcio Angelim (Parnamirim) e Victor Coelho (Ouricuri); além de vereadores e lideranças locais.

Outras Notícias

A emergência de discutir o papel do Bioma Caatinga na COP30

Às vésperas da COP30, marcada para ocorrer em Belém (PA), é urgente que o bioma Caatinga, exclusivo do Brasil, ganhe protagonismo nas discussões sobre clima, biodiversidade e uso sustentável do solo. Historicamente menos visado que a Amazônia ou o Cerrado, o bioma merece atenção especial por sua vulnerabilidade, seu papel socioambiental e os desafios que […]

Às vésperas da COP30, marcada para ocorrer em Belém (PA), é urgente que o bioma Caatinga, exclusivo do Brasil, ganhe protagonismo nas discussões sobre clima, biodiversidade e uso sustentável do solo. Historicamente menos visado que a Amazônia ou o Cerrado, o bioma merece atenção especial por sua vulnerabilidade, seu papel socioambiental e os desafios que enfrenta.

A Caatinga abrange aproximadamente 10 % do território nacional e abriga cerca de 32 milhões de pessoas. Trata-se de um ecossistema único, exclusivamente brasileiro, com espécies adaptadas ao semiárido, relevância para a convivência com a seca, para a cultura local e para os serviços ambientais (como regulação de solo e água).

Apesar de ter havido uma retração nas taxas ao longo de algumas décadas, o bioma ainda acumula perdas expressivas e está em novo alerta de aceleração.

Entre 2001 e 2019, o desmatamento anual caiu de cerca de 12.186,41 km² para 1.868,16 km².

Contudo, dados mais recentes mostram que em 2023 foram registrados cerca de 3.189,61 km² de supressão de vegetação nativa na Caatinga.

Em termos de cobertura vegetal desde 1985, o bioma perdeu 8,6 milhões de hectares ou cerca de 14,4% da vegetação nativa entre 1985 e 2023. Restam aproximadamente 59,6% de vegetação nativa.

Em 2023, por exemplo, no estado do Rio Grande do Norte, o desmatamento aumentou 161% em relação a 2022 — quase 9.114 hectares na Caatinga potiguar. Esses dados mostram que o ritmo de regeneração foi insuficiente, e que novos vetores de pressão, como empreendimentos de energia renovável, expansão agrícola, imobiliária  e pecuária estão registrando impacto relevante.

A perda de vegetação, combinada com a retração hídrica, torna partes da Caatinga vulneráveis à desertificação, processo lento porém destrutivo para os ecossistemas, para as comunidades locais e para a produção rural.

Estima-se que cerca de 13% do território da Caatinga esteja sob risco ou já em processo de desertificação grave.

Em termos hidrológicos, o bioma perdeu cerca de 40% da superfície de água natural mapeada nos últimos 35 anos.

Entre 1985 e 2020, 112 municípios (equivalente a 9% dos municípios do bioma) classificados como “Áreas Suscetíveis à Desertificação – ASD” nas categorias Grave ou Muito Grave perderam cerca de 0,3 milhões de hectares de vegetação nativa.

Por que esse tema exige destaque na COP30

Integração entre clima, uso da terra e adaptação ao semi-árido
A Caatinga opera em condições de semiárido onde a convivência com a seca já é uma realidade. Inserir esse bioma no debate climático fortalece a agenda de adaptação e resilência, não apenas mitigação;

Biodiversidade e serviços ambientais exclusivos
A singularidade ecológica da Caatinga, com espécies endêmicas, paisagens únicas e populações tradicionais, exige políticas específicas que vão além dos moldes aplicados à Amazônia;

Desmatamento e desertificação como entradas para mecanismos de financiamento climático
A COP30 é uma oportunidade para o Brasil apresentar compromissos e ações concretas para o bioma: metas de desmatamento zero, restauração de áreas degradadas, pagamento por serviços ambientais, uso sustentável da vegetação nativa, políticas de convivência com o semiárido.

Milhões de pessoas vivem no entorno da Caatinga e dependem dela para água, lenha, pastagem, agricultura de subsistência. A negociação global deve reconhecer as interseções entre clima, pobreza, desigualdade e conservação, algo que o bioma traz de forma explícita.

É fundamental estabelecer na COP30 um compromisso específico para a Caatinga: por exemplo, meta de redução de desmatamento até 2030 alinhada ao Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas na Caatinga (PPCaatinga).

Fortalecer mecanismos de monitoramento via satélite e alertas precoces, levando em conta que a maioria das supressões no bioma são de pequeno porte (< 10 ha), o que exige alta resolução.

Vincular restauração florestal, uso sustentável da vegetação nativa e incentivo à agroecologia e economia local como parte da política de recuperação.

Incentivar instrumentos financeiros climáticos (como mercado de créditos de carbono, PSA ­– pagamento por serviços ambientais) que incluam o semiárido e reconheçam a restituição dos serviços ecossistêmicos.

Inserir a temática da desertificação como componente de risco climático para o Nordeste e Norte de Minas Gerais, e não apenas tratar a Caatinga como área de preservação florestal genérica.

Promover a participação das comunidades tradicionais, agricultores familiares e populações rurais no desenho das políticas, reforçando o valor da convivência com o semiárido, inclusive como modelo de resiliência climática. O tempo para agir é agora.

Em Serra, grupo defende apoio de Duque a Márcia Conrado

Em Serra Talhada, aumenta o lobby de pessoas ligadas à Secretária de Saúde de Serra Talhada, Márcia Conrado, para que ela seja a candidata apoiada pelo prefeito Luciano Duque (PT). Do ponto de vista do marketing, a atuação de Márcia e o destaque da sua pasta no estado, somado ao fato de ser jovem e […]

Em Serra Talhada, aumenta o lobby de pessoas ligadas à Secretária de Saúde de Serra Talhada, Márcia Conrado, para que ela seja a candidata apoiada pelo prefeito Luciano Duque (PT).

Do ponto de vista do marketing, a atuação de Márcia e o destaque da sua pasta no estado, somado ao fato de ser jovem e mulher, estão sendo colocados à mesa como trunfos para que receba o apoio do gestor.

Ela é  filha da vereadora Alice Conrado e do ex-vereador Izivaldo Conrado, já falecido. Tem DNA político no sangue, por vir de uma família tradicional de nomes que tiveram sua representação em Serra Talhada, como o ex prefeito Luiz Lorena tio-bisavô de Márcia.

A área que comanda é uma das que tem maior aprovação no município. Recentemente, Duque afirmou em um programa de rádio que o nome escolhido será aquele que unir o grupo.

“Márcia Conrado reúne todas as qualidades para suceder Luciano Duque. Demonstrou que é capaz de idealizar e realizar. Tem a confiança do líder, é mulher, jovem e inteligente. É hoje o melhor nome para o grupo”, disse um aliado que realiza a costura de bastidores ao blog.

A disputa de qual será o nome governista chama a atenção na maior cidade da região. Disputam a indicação  ou são cotados nomes como o vice Márcio Oliveira, Faeca Melo, Augusto César, Marcos Oliveira, dentre outros.

Vacinação contra a gripe já atingiu 87,82% em Ingazeira

Faltando oito dias para o encerramento da campanha de vacinação contra a gripe H1N1, o município de Ingazeira já atingiu 87,82% de vacinação. Edilene Bezerra Coordenadora do Programa de Imunização disse ontem ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM que a campanha foi iniciada no mês de abril atendendo o público alvo nas extremidades […]

Faltando oito dias para o encerramento da campanha de vacinação contra a gripe H1N1, o município de Ingazeira já atingiu 87,82% de vacinação.

Edilene Bezerra Coordenadora do Programa de Imunização disse ontem ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM que a campanha foi iniciada no mês de abril atendendo o público alvo nas extremidades do município. “A busca ativa executada pelos agentes comunitários foi determinante para o sucesso da campanha que certamente vai atingir a meta de 90%”, disse.

A Coordenadora fez questão de enaltecer o apoio a campanha dado pelo Prefeito Lino Moraes e a Secretária de saúde Fabiana Torres. Já o Coordenador de Vigilância em Saúde Alisson Bezerra informou que sete casos de dengue já foram confirmados este ano e por isso o trabalho dos agentes de endemias foi intensificado no sentido de orientar a população.

Raul Henry visita Arcoverde e tem reunião com prefeita

O vice-governador de Pernambuco, Raul Henry, acompanhado do vice-prefeito de Arcoverde, Wellington Araújo, e dos secretários municipais Aildo Biserra (Planejamento) e Jussara Pereira (Desenvolvimento Econômico), fez uma breve visita administrativa à Arcoverde. A passagem pelo município foi concluída em reunião privada com a prefeita Madalena Britto. Durante a visita, o vice-governador verificou o terreno onde […]

O vice-governador de Pernambuco, Raul Henry, acompanhado do vice-prefeito de Arcoverde, Wellington Araújo, e dos secretários municipais Aildo Biserra (Planejamento) e Jussara Pereira (Desenvolvimento Econômico), fez uma breve visita administrativa à Arcoverde.

A passagem pelo município foi concluída em reunião privada com a prefeita Madalena Britto.

Durante a visita, o vice-governador verificou o terreno onde será construído o prédio do Corpo de Bombeiros, além do andamento das obras do novo Distrito Industrial, da Praça da Juventude e da unidade do Centro Comunitário da Paz (Compaz) no município, entre outras iniciativas locais que estão sendo executadas em parceria com o Governo do Estado.

“Estou retornando hoje da Missa do Vaqueiro (de Serrita) e a visita em Arcoverde se deve por temos parcerias administrativas e políticas. Eu vim constatar obras em andamento que estão sendo feitas em conjunto com a administração da prefeita Madalena, além de receber reivindicações como melhorias para o Cecora, entre outros pontos relacionados à atual gestão municipal”, adiantou Raul Henry, antes de iniciar reunião no gabinete da prefeita.

“Na oportunidade, o vice-governador também aproveitou para conhecer o local onde está sendo construído o Centro de Gastronomia e Artesanato Antonio Lins Alves. A obra já se encontra bem adiantada”, comentou o vice-prefeito Wellington Araújo.

“É sempre uma honra receber o representante do Governo de Pernambuco em nosso município. O vice-governador recentemente veio prestigiar as tradições festivais do ciclo junino de Arcoverde, acompanhado do deputado federal Jarbas Vasconcelos, e ficou encantado com tudo o que viu aqui”, destacou a prefeita Madalena Britto.

Ângelo Ferreira rebate prefeita de Sertânia sobre câmeras: ‘Especialista em mentir’

O ex-prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, subiu o tom contra a atual gestora, Pollyanna Abreu, após declarações de que a retirada das câmeras de monitoramento da cidade teria sido motivada por dívidas herdadas. Ferreira apresentou dados do Portal Tome Contas, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), para contestar o que chamou de “falsos artifícios” […]

O ex-prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, subiu o tom contra a atual gestora, Pollyanna Abreu, após declarações de que a retirada das câmeras de monitoramento da cidade teria sido motivada por dívidas herdadas. Ferreira apresentou dados do Portal Tome Contas, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), para contestar o que chamou de “falsos artifícios” da atual administração.

De acordo com a nota divulgada por Ângelo Ferreira, a interrupção do serviço de monitoramento não ocorreu por pendências da gestão anterior, mas por falta de pagamento e anulação de empenhos realizados pela própria prefeita em 2025. O ex-gestor destaca que, em março do ano passado, a prefeitura empenhou R$ 264 mil para a empresa Sinalvida, mas anulou a maior parte do valor em outubro, pagando apenas taxas irrisórias de impostos.

O mesmo padrão teria ocorrido com a empresa Consuma Comercial. Ferreira aponta que, após um ano e dois meses de gestão, a atual prefeita não honrou os compromissos firmados em seu próprio governo.

“Não é verdade que as empresas encerraram o monitoramento devido às dívidas da nossa gestão”, afirma Ferreira na nota.

O ex-prefeito admitiu que deixou um saldo de R$ 34.647,63 em “restos a pagar” para a empresa Sinalvida ao final de 2024, mas ressaltou que o valor refere-se a despesas continuadas dentro da legalidade. Para ele, a tentativa de Pollyanna de transferir a culpa é uma estratégia para esconder falhas administrativas.

Segundo a nota, a prefeita teria passado todo o ano de 2025 e o início de 2026 sem remunerar adequadamente as empresas, resultando na retirada dos equipamentos de segurança. “Pollyanna falta com a verdade e tenta enganar a população, jogando para a gestão anterior os erros de sua administração”, conclui o texto.