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Artigo: Uma sociedade que cresceu dando as costas pros rios

Por Nill Júnior
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Fotos: Afonso Cavalcanti

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Por Afonso Cavalcanti*

Alguns pensadores contemporâneos se referem a nossa “civilização” como a sociedade que cresceu dando as costas pros rios. Óbvio que essa afirmação se atribui a sociedade branca, europeia e colonialista, pois nossos índios americanos constroem suas casas de frente para o rio, como se vê facilmente na Amazônia brasileira. E o que isso tem a ver como a degradação dos nossos corpos d´água? Tudo, se as construções dão as costas pros rios, é óbvio que seus dejetos canalizem nessa direção.

O Rio Pajeú sofreu essa mesma influência, todas as cidades do nosso território deram as costas para o rio. A Manoel Borba, principal rua de comércio e serviços de Afogados da Ingazeira foi construída com essa mesma concepção. Essa ideia se reproduz também em Tuparetama, Ingazeira, Carnaíba, Flores, Calumbi e Serra Talhada.

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As consequências dessa decisão dita “civilizatória” (lembrem-se, os colonizadores nos consideravam selvagens, não civilizados), repercute até hoje nas mazelas ambientais dessa dita civilização. Em Afogados da Ingazeira a parte de traz das ruas Manoel Borba e Henrique Dias pode representar bem essa visão europeia de desenvolvimento.

Todas as casas e estabelecimentos comerciais despejam seus esgotos sem tratamento no rio, o lixo do comércio é despejado na margem do rio, os resíduos de construção (metralha) é empurrado por máquinas criando uma margem artificial e os currais de animais completam a gama de vetores de doenças. Segundo Fagundes (2009) na maioria dos municípios brasileiros os serviços de coleta limitam-se a varrer as ruas e recolher o lixo domiciliar, despejando-o em lugares distantes da visão dos moradores.

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As consequências dessa irresponsabilidade sócio ambiental e de gestão pública não tardam a aparecer, com os municípios do Pajeú entre os primeiros em casos de dengue, tendo Afogados da Ingazeira atingido o primeiro lugar no Brasil em casos da doença em 2010.

Recentemente, a barragem de Serrinha no município de Serra Talhada, que recebe toda a descarga de dejetos sem tratamento do Pajeú, apresentou índices elevados de cianobactérias e cianotoxinas, atingindo em abril de 2015, 609.266 micro-organismos por Ml. (Os valores de referência estão dentro dos 20.000 micro-organismos por Ml).

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O uso continuado de águas com tais níveis de contaminação pode causar intoxicação, hemorragia hepática, choque hemorrágico, esclerose aminiotrófica, doenças neurológicas associadas aos males de Parkinson e Alzheimer, além de câncer.

Será esse o preço a pagar por nossas atitudes?  Até quando seremos (in) vigilantes em relação às políticas públicas?

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*Afonso Cavalcanti Fernandes é Engenheiro Florestal, funcionário da Diaconia e Membro do Grupo Fé e Política de Ação Cidadã.

Outras Notícias

Vereadores encerram movimento em empresa da Adutora e prometem voltar dia 20

  Vereadores que representam a Comissão Parlamentar do Pajeú – Copap, encerraram há pouco o protesto que fechou as portas da empresa MRM, responsável pelas obras da segunda etapa da adutora do Pajeú. Após a mobilização, ficou encaminhando que, caso até 2-0 de novembro as obras não estejam concluídas, será realizado um novo e grande […]

 

Foto: Júnior Finfa
Foto: Júnior Finfa

Vereadores que representam a Comissão Parlamentar do Pajeú – Copap, encerraram há pouco o protesto que fechou as portas da empresa MRM, responsável pelas obras da segunda etapa da adutora do Pajeú.

Após a mobilização, ficou encaminhando que, caso até 2-0 de novembro as obras não estejam concluídas, será realizado um novo e grande protesto, com maior representação, fechando a empresa e a PE 292 , entre Afogados e Iguaracy.

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Ao todo, de dez a quinze vereadores das cidades da região participaram do protesto. A impressão é de que houve participação menor que a articulada pelo movimento. Veja vídeo com entrevista de Celso Brandão com Fábio Torres, do PSB de Iguaracy:

Orquestra Criança Cidadã faz história com celebração de 40 anos do Maria do Carmo Diagnósticos

Foi uma noite memorável que, para sempre, ficará na memória e nos corações dos moradores de Afogados da Ingazeira. A apresentação da Orquestra Criança Cidadã, sob a regência do maestro José Renato Accioly, foi um presente muito especial que Maria do Carmo Lima e Joseph Domingos entregaram aos moradores do Vale do Pajeú para celebrar […]

Foi uma noite memorável que, para sempre, ficará na memória e nos corações dos moradores de Afogados da Ingazeira.

A apresentação da Orquestra Criança Cidadã, sob a regência do maestro José Renato Accioly, foi um presente muito especial que Maria do Carmo Lima e Joseph Domingos entregaram aos moradores do Vale do Pajeú para celebrar os 40 anos do Maria do Carmo Diagnósticos.

Ao ar livre, envoltos pela natureza, a Orquestra compôs um cenário exuberante, na escadaria da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, no coração de Afogados da Ingazeira, que foi decorado por balões brancos biodegradáveis e luzes especiais.

A apresentação, sob regência do maestro José Renato Accioly, passeou entre as músicas clássicas e regionais, com leveza e muita emoção, arrancando muitos aplausos dos presentes, que estavam sentados em cadeiras na praça para assistir ao concerto que foi exibido na catedral.

A celebração dos 40 anos começou com a exibição num telão de led um documentário de oito minutos, que mostrou toda a trajetória de luta e dedicação de Maria do Carmo e seu marido e sócio, Joseph Domingos, para erguer um sólido grupo de saúde que tem quatro empresas e atende todo o Nordeste. No vídeo exibido, emocionantes depoimentos testemunharam a história de sucesso que tanto orgulha o Vale do Pajeú, com entrevistas de colaboradores, de Maria do Carmo, de Joseph Domingos, Laíse Lima, familiares e clientes.

GRATIDÃO

Emocionada, Maria do Carmo esteve no palco e discursou para o público, demonstrando gratidão pelo apoio de sua família e receptividade da cidade de Afogados da Ingazeira com o laboratório.

“Nossa cidade é o centro do Pajeú e o Maria do Carmo Diagnósticos tem a honra de ser referência em nossa região, reconhecido por sua história de compromisso com a qualidade, contribuindo para a medicina aqui exercida por tão competentes profissionais”, destacou Maria do Carmo, aplaudida em seguida por todos que estavam presentes.

“É uma grande honra e alegria estarmos aqui hoje para comemorar esse aniversário tão esperado e tão celebrado”, declarou o maestro José Renato Accioly, na abertura do evento, que teve a apresentação do jornalista Nill Júnior. Em seguida, a orquestra que encantou o Papa Francisco, numa apresentação em 2014 no Vaticano, comoveu os presentes com a apresentação do repertório de músicas clássicas, como a canção Serenata Noturna, de Mozart, Bachianas Brasileiras 4, de Heitor Villa Lobos, e o primeiro movimento da Primavera, do concerto Quatro Estações de Vivaldi, que imita o som dos pássaros e contou com a participação da solista professora Karolyne Cavalcante, uma das mais jovens e promissoras violinistas do país.

No repertório de músicas internacionais e regionais, foram incluídos o tango Por una Cabeza, de Carlos Gardel e a solista Jamile Pamela foi convidada para interpretar a música My Way, de Frank Sinatra. Dedicada pelo maestro para a festa, a música Aleluia ou Hallelujah, composta por Leonard Cohen, impressionou o público, “É uma oração de graça aos 40 anos e a essa festa maravilhosa”, disse o maestro José Renato Accioly. Com a adição do Triângulo como instrumento adicional a orquestra, Lamento Sertanejo, de Gilberto Gil e Dominguinhos, foi a próxima música a garantir a alegria dos que estavam presentes, junto a Aquarela do Brasil e Mourão, de César Guerra-Peixe e Clóvis Pereira.

A festa seguiu com a entoação das músicas Sabiá e um pout-pourri de xote, ritmo característico da região Nordeste. O final da festa foi marcado pela emoção com a presença dos colaboradores, que se posicionaram à frente da orquestra com balões brancos, vestidos com uma camisa com a logomarca do Maria do Carmo Diagnósticos, nas escadas da Catedral, cantando Asa Branca, de Dominguinhos, junto a um coro de palmas do público. A noite especial de comemoração foi finalizada ao som de frevo. A produção e concepção do evento ficou a cargo da cerimonialista Tatiana Marques.

ABERTURA

O Maria do Carmo Diagnósticos foi inaugurado no dia 13 de setembro de 1982 por Maria do Carmo e Joseph Domingos e, desde então, têm se expandido para cidades do sertão, como Iguaracy, Carnaíba e Ingazeira, completando 40 anos de dedicação junto aos empreendimentos do Grupo JM, que contam também com Centro de Distribuição de medicamentos e materiais hospitalares, além de Clinical Center e Farmácias dos Municípios. Atualmente, mais de 200 colaboradores trabalham para manter a qualidade dos diagnósticos e continuar cuidando das pessoas.

As celebrações dos 40 anos seguem esta semana. Nesta terça-feira (amanhã, 13 de setembro), haverá um evento na sede do grupo, com parabéns, corte de bolo e coquetel durante a manhã. Também nas cidades de Ingazeira, Tabira e Iguaracy, onde há filiais do Maria do Carmo Diagnósticos, haverá parabéns e corte de bolo com os colaboradores do município. As comemorações seguem até sexta-feira.

Para o Padre Luís Marques Ferreira, da Matriz de São Francisco de Assis de Afogados de Ingazeira, que esteve presente no evento de sábado, os 40 anos do Maria do Carmo Diagnósticos devem ser muito comemorados. “A trajetória deste empreendimento erguido com perseverança e dedicação à sociedade deve ser celebrada com festa e agradecimento, pois são 40 anos de lutas e vitórias da vida sobre a morte, da fé sobre a dura realidade e da esperança sobre o pessimismo”, disse.

“O Laboratório Maria do Carmo fez e faz parte da minha vida e da nossa família, sempre nos atendendo com muita cordialidade e presteza. Parabéns por tanta excelência!”, declarou Elza Cristina, que é paciente do Maria do Carmo Diagnósticos e testemunha da qualidade de atendimento e dedicação aos moradores de Afogados da Ingazeira e cidades vizinhas.

Prefeita de Tabira tem agenda com Secretária de Saúde

Nesta sexta-feira (31), a prefeita de Tabira, Nicinha Melo, juntamente com a secretária municipal de Saúde, Genedy Brito, e a assistente em Saúde, Elis Fragoso, participaram de uma reunião com a secretária Estadual de Saúde, Zilda do Rego Cavalcanti.  Na oportunidade, apresentaram as demandas do município, especialmente em relação à reabertura do centro cirúrgico do […]

Nesta sexta-feira (31), a prefeita de Tabira, Nicinha Melo, juntamente com a secretária municipal de Saúde, Genedy Brito, e a assistente em Saúde, Elis Fragoso, participaram de uma reunião com a secretária Estadual de Saúde, Zilda do Rego Cavalcanti. 

Na oportunidade, apresentaram as demandas do município, especialmente em relação à reabertura do centro cirúrgico do Hospital Dr. Luiz José da Silva Neto.

A prefeita destacou a importância da reunião e agradeceu a secretária pelo compromisso com o município. 

“Essa reunião foi muito produtiva, pudemos apresentar nossas demandas e buscar soluções para melhorar a saúde em Tabira. Agradeço à Secretária Estadual de Saúde pela atenção e pelo compromisso com a nossa cidade”, disse a prefeita.

Prefeitos e vereadores aprovam atuação de Anchieta Patriota

Por Anchieta Santos O secretário de articulação municipal, Anchieta Patriota, vem mostrando serviço na Casa Civil. Prefeitos, vereadores e lideranças do Pajeú afirmam que Anchieta tem sido importante ferramenta para destravar projetos em todo estado e principalmente no Pajeú. Dentro do Palácio das Princesas também desenvolve grande papel, sendo designado para defender o Governador Paulo […]

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Por Anchieta Santos

O secretário de articulação municipal, Anchieta Patriota, vem mostrando serviço na Casa Civil.

Prefeitos, vereadores e lideranças do Pajeú afirmam que Anchieta tem sido importante ferramenta para destravar projetos em todo estado e principalmente no Pajeú.

Dentro do Palácio das Princesas também desenvolve grande papel, sendo designado para defender o Governador Paulo Câmara como em matéria publicada no Jornal do Comércio no dia 15 passado.

Afogados: em sábado de feira livre, açougues amanhecem fechados

Comerciantes que tem autorização para comercializar a carne estão praticando preços abusivos Por André Luis Em pleno sábado de feira livre em Afogados da Ingazeira, os açougues da cidade, com exceção de alguns frigoríficos e açougues de mercados, amanheceram fechados. A constatação é de que isso é consequência da Fiscalização Preventiva Integrada que acontece no […]

Foto: André Luis

Comerciantes que tem autorização para comercializar a carne estão praticando preços abusivos

Por André Luis

Em pleno sábado de feira livre em Afogados da Ingazeira, os açougues da cidade, com exceção de alguns frigoríficos e açougues de mercados, amanheceram fechados.

A constatação é de que isso é consequência da Fiscalização Preventiva Integrada que acontece no Pajeú até o próximo dia 10 e que já foi responsável pela interdição do Açougue Público e do Mercado do Peixe em Afogados da Ingazeira, do Açougue Público de Tabira e do frigorífico do vereador Marcos Crente também em Tabira.

Informações dão conta que a situação permanecerá assim, até que os açougueiros cumpram as exigências da Fiscalização, dentre elas autorização do Corpo de Bombeiros, equipamentos apropriados e proteção contra contaminação.

Segundo Totonho Vieira, que coordena a Vigilância Sanitária no município, o órgão participa efetivamente da autuação com a equipe que veio coordenada pelo MP.

Há anos a carne comercializada em Afogados da Ingazeira e outras cidades da região tem péssimas condições do ponto de vista do transporte e venda na ponta. Isso vale para o Açougue Público e para os pontos de venda na Barão de Lucena e Travessa Tiradentes. O abate melhorou consideravelmente com o novo abatedouro, mas perde eficácia com o restante do processo.

Abuso nos preços

Se aproveitando da falta de concorrência com o fechamento temporário dos açougues, alguns estabelecimentos que tem autorização para funcionar, estão aumentando o preço da carne, cometendo assim, a prática do preço abusivo.

Lamentável que mais uma vez tenhamos que ver situações como esta, onde comerciantes se aproveitam para lucrar diante de situações de fragilidade da população.