Em Serra Talhada, vem aí nova etapa do disciplinamento do trânsito na cidade com a criação da Zona Azul. A sinalização de vias na área central do município já começou, aumentando o debate na cidade.
Segundo levantamento do Caderno 1, pelo menos 12 ruas serão destinadas ao estacionamento pago. Será cobrado o valor de R$ 1,50 para carros e R$ 0,75 para motos a cada hora. Serão disponibilizadas cerca de 1.200 vagas, das 6 às 18 horas. Além das demarcações, serão instalados os parquímetros, aparelhos onde através de moeda ou cartão recarregável, o cidadão poderá habilitar a vaga para o estacionamento, similar ao que acontece em Arcoverde.
Durante o mês de novembro o serviço será explorado pela empresa Sinal Vida ainda de forma educativa, sem cobranças.
“Em outras cidades que adotaram o serviço também aconteceu a mesma coisa. Mas, com o tempo, a população viu que foi melhor, que a cidade ficou mais humanizada e organizada. Temos exemplo aqui quando da retirada da feira do centro da cidade, houve protestos, mas depois todo mundo aprovou. Tenho certeza que vai acontecer o mesmo”, declarou Célio Antunes, Superintendente da STTrans.
A família de Camila Wanderley, que é servidora pública e consultora de moda que mora e trabalha em Arcoverde acusa médicas do Recife de omissão após cirurgia causar dano cerebral grave. Camila foi internada no dia 27 de agosto de 2025 para retirada da vesícula e correção de hérnia inguinal, dois procedimentos de baixa complexidade […]
A família de Camila Wanderley, que é servidora pública e consultora de moda que mora e trabalha em Arcoverde acusa médicas do Recife de omissão após cirurgia causar dano cerebral grave.
Camila foi internada no dia 27 de agosto de 2025 para retirada da vesícula e correção de hérnia inguinal, dois procedimentos de baixa complexidade – o primeiro é um dos mais realizados no Brasil.
Após receber anestesia geral, ela teve sete apneias seguidas que culminaram em uma parada cardiorrespiratória, segundo a perícia independente que a família contratou para apurar o que aconteceu durante o procedimento.
A paciente teve um dano grave no cérebro, perdeu funções básicas e está internada em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) desde então.
O documento da perícia, divulgado com exclusividade pela Folha de São Paulo, afirma que as médicas ignoraram os alertas do monitor multiparamétrico e prosseguiram com a cirurgia. O equipamento teria alertado sobre a queda abrupta da saturação de oxigênio dezenas de vezes durante um período de 27 minutos.
A defesa da família denunciou uma das médicas ao Cremepe, que é o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco. Em nota, a instituição diz que apura e que “todas as denúncias recebidas e sindicâncias instauradas pela autarquia correm em sigilo processual para não comprometer a investigação”.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Hospital Esperança afirmou que as médicas não trabalham na unidade e foram escolhidas pela paciente.
A defesa da cirurgiã Clarissa Guedes Noronha afirma que a cirurgia foi realizada com absoluta precisão, e que o monitoramento dos sinais é uma atribuição técnica da anestesiologia.
A defesa da anestesiologista Mariana Parahyba informou que não irão se manifestar no momento.
Camila Wanderley é servidora da Justiça no Estado de Pernambuco e filha do juiz federal Roberto Nogueira, do TRF-5. Casada e mãe de dois filhos, divide o tempo entre o emprego público e consultoria de moda.
Na Rádio Itapuama, Camila Wanderley tem um quadro com dicas de moda dentro do programa De Primeira Categoria.
Segundo o pai de Camila, “ela não fala, não anda, não vê. Respira sozinha, mas perdeu as partes cognitiva e locomotora. Quando eu fico com ela, a olho o tempo todo. É como se fosse um bebê de novo”, diz o pai.
Registros de câmeras de segurança do hospital mostram que Camila chegou andando na unidade por volta das 5h. Ela deixa o elevador acompanhada pelo marido, o médico oftalmologista Paulo Menezes. A admissão no hospital ocorre às 5h24.
Às 10h47, o monitor multiparamétrico emitiu o primeiro alerta para apneia, segundo a perícia particular contratada pela família. O alerta, diz a perícia, indicava “problema grave: desconexão, obstrução ou falha ventilatória”. O documento afirma que o quadro evoluiu para alta prioridade, já que Camila teria ficado 1 minuto e 42 segundos em apneia [interrupção da respiração], o que exigiria ação imediata.
A segunda apneia aconteceu às 10h56, de acordo com o documento da perícia. “Problema ventilatório recorrente não resolvido”, classifica o laudo, indicando que a saturação da paciente caiu de 88% para 61% em 67 segundos.
Em entrevista à Folha, o médico Leonardo Queiroga Marinho, que assina o documento, afirma que a falta de intervenção indica erro grave de omissão, mas destaca que a avaliação depende dos órgãos competentes. Os dados do quadro clínico de Camila foram obtidos com o hospital, por meio do cartão de memória dos aparelhos.
“Todas as informações, como pressão e saturação, são mostradas no monitor para o médico acompanhar instantaneamente. Esse equipamento tem vários sensores, alarmes visuais e é primordial para procedimentos cirúrgicos”, afirma Queiroga.
“Essas informações ficam registradas em um cartão de memória, sob o controle do fabricante, que repassa em casos de solicitação do hospital. Com acesso a esse equipamento, conseguimos fazer a análise do quadro segundo a segundo”, diz.
Nesse momento, a equipe de reanimação é acionada. A paciente volta a ter sinais vitais às 11h33, após 15 minutos de parada. Ela ainda teve mais uma apneia antes de ser transferida para a UTI, às 12h42.
As câmeras do hospital mostram a transferência. A anestesiologista Mariana Parahyba aparece ao lado da equipe de enfermagem, usando o celular com uma mão, enquanto manuseia o ambu (aparelho de ventilação manual) com a outra.
Além da denúncia ao Cremepe, a família prepara uma ação judicial, segundo o advogado Igor Cesar Rodrigues. “Nós queremos que todos os crimes cometidos no decorrer desse procedimento desastroso sejam apurados, bem como reaver os danos materiais decorrentes”, diz.
“A cirurgia seguiu com a paciente praticamente morta ali na mesa. Defendemos que é uma conduta dolosa. É como pegar um carro em uma avenida movimentada, avançar o sinal vermelho, causar um acidente e continuar avançando”, compara Rodrigues.
“Os filhos vivem perguntando por ela. O mais velho, Arthur, de seis anos, criou uma espécie de defesa, não quer falar sobre o assunto. Eu passei dois meses morto-vivo depois do que aconteceu. Pedi a Deus para me levar no lugar dela. Ela era minha amiga, conselheira, quem me dava sermão”, lembra o pai.
O Hospital Esperança disse que prestou “todo o suporte necessário assim que tomou conhecimento da intercorrência”. “O hospital reafirma seu compromisso permanente com a qualidade assistencial, ética, a transparência e, sobretudo, com a segurança de seus pacientes”, diz a nota.
A defesa da cirurgiã Clarissa Guedes diz que reitera seu profundo respeito e solidariedade à família “diante do trágico evento adverso ocorrido”.
“A atuação técnica da doutora Clarissa durante a colecistectomia (cirurgia para retirada da vesícula biliar) foi executada com absoluta precisão e sem qualquer falha de execução, não havendo qualquer intercorrência ou falha no ato cirúrgico propriamente dito. Portanto, inexiste nexo de causalidade entre o agir de Clarissa Guedes e o dano neurológico sofrido pela paciente. É fundamental ressaltar que a função do cirurgião exige concentração absoluta no campo operatório, sendo o monitoramento uma responsabilidade da anestesiologia”, afirma.
A reportagem é do Portal Folhapress com apuração e redação dos jornalistas Luis Eduardo de Sousa e Josué Seixas da Folha de São Paulo.
Por Magno Matins A morte nunca telegrafa, mas de vez em quando dá uns ruídos, uns estalos estranhos. Senti algo diferente, um pressentimento ruim quando soube que o poeta Sebastião Dias havia sofrido um infarto, semana passada. Logo, me veio um sentimento, ou uma constatação, de que ele estava se despedindo de mim e dos […]
A morte nunca telegrafa, mas de vez em quando dá uns ruídos, uns estalos estranhos. Senti algo diferente, um pressentimento ruim quando soube que o poeta Sebastião Dias havia sofrido um infarto, semana passada. Logo, me veio um sentimento, ou uma constatação, de que ele estava se despedindo de mim e dos seus fãs no “Sextou” que foi ao ar pela Rede Nordeste de Rádio, há três semanas.
O “Sextou” é um programa musical que criei para abrir espaço aos artistas. Já entrevistei uma porção de estrelas da constelação da MPB. Meu ouvinte, Sebastião acompanhou vários “Sextous” e não acreditou quando o escolhi. No áudio, que resgatei há pouco, o leitor pode conferir (no final do texto) a grande emoção dele.
Fiquei até sem jeito, porque a celebridade era ele e não eu. Fiz apenas justiça a um magnífico e múltiplo artista, poeta, compositor, e gênio. Sebastião não foi o maior de todos os que fazem a poesia do repente, mas tinha o mesmo quilate de Rogaciano Leite, Louro do Pajeú e o incomparável Pinto do Monteiro.
Viola de ouro, Pinto foi considerado o maior repentista do Brasil. Sebastião era a viola do improviso espetacular das cantorias, o cantor-intérprete de canções de sua autoria que nunca vão ser esquecidas, como Conselho ao Filho Adulto e a Canção da Floresta.
Não dá pra não se emocionar com ambas em sua voz, na sua viola. O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. A caminhada de Sebastião foi bela, fantástica na assertiva mais apropriada.
O saber a gente aprende com os mestres e os livros. Sebastião aprendeu com a sua gente, seu povo humilde de Tabira, sua legião de fãs no País. Seu saber se espalhou, fez escola, fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.
No Pajeú das flores, Sebastião Dias foi um Gregório de Matos, pai espiritual dos cantadores. Sua morte emudeceu a floresta, que pediu para não matarem. Silenciou sua Tabira, que governou.
O que será de nós, pajeuzeiros, sem o canto e a poesia de Sebastião Dias?
O Prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares (PSB), informou através de sua Assessoria que manteve contato com o Delegado de São José do Egito, Paulo Henrique Gil de Medeiros, para buscar uma solução e evitar que o município fique, mesmo que por um período, sem Delegacia. Como o blog noticiou, o Delegado já […]
O Prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares (PSB), informou através de sua Assessoria que manteve contato com o Delegado de São José do Egito, Paulo Henrique Gil de Medeiros, para buscar uma solução e evitar que o município fique, mesmo que por um período, sem Delegacia.
Como o blog noticiou, o Delegado já está informando através de ofícios que não houve renovação da locação do prédio onde a Delegacia funcionava há anos, na Praça João Pequeno Seresteiro, no centro.
Evandro delegou o ex-vereador Rômulo Júnior para buscar encontrar um imóvel que abrigue o equipamento, mais Delegado e equipe. A ideia seria a prefeitura passar a assumir o novo prédio, pagando o aluguel e cedendo ao Estado.
Em comunicado ao presidente da Câmara de Vereadores de São José do Egito, Antônio Andrade, o Delegado Paulo Henrique informou que as atividades da Delegacia seriam transferidas para Afogados da Ingazeira, já que não houve a renovação da locação da sede do imóvel, muito menos o aluguel de outro imóvel que abrigue a Delegacia.
Pouco depois, o Cleonildo Lopes da Silva, Diretor Geral da Faculdade Vale do Pajeú, conhecido por Painha, colocou as instalações da entidade de ensino superior para abrigar a sede da Delegacia.
“Visando não deixar a sociedade egipciense desprotegida, se reunirá com o chefe de Polícia Civil em Recife-PE e demais autoridades, para propor a construção de uma sede para a delegacia no terreno ao lado da faculdade em forma de comodato”, disse em comunicado.
Faleceu o músico egipciense Carlos Veras, conhecido como Carlinhos. Ele atuou como vocalista das bandas Metal Milícia e Dharma. Pessoa muito conhecida e admirada por todos da cidade e região, lutava desde os 14 anos lutou contra as complicações do diabetes. Fez tratamento de hemodiálise durante mais de 5 anos. A esperança de Carlinhos aumentou com um transplante de […]
Faleceu o músico egipciense Carlos Veras, conhecido como Carlinhos. Ele atuou como vocalista das bandas Metal Milícia e Dharma.
Pessoa muito conhecida e admirada por todos da cidade e região, lutava desde os 14 anos lutou contra as complicações do diabetes. Fez tratamento de hemodiálise durante mais de 5 anos.
A esperança de Carlinhos aumentou com um transplante de rins e pâncreas, no Recife. Infelizmente, as complicações do procedimento fizeram com que seu coração parasse de bater neste dia 05 no Recife.
“Sua preferência musical, sem dúvida era o rock, porém, era grande conhecedor da cultura popular e respeitava todos os gêneros. Carismático, influenciou toda uma geração de jovens de sua cidade, da região e até de cidades da Paraíba”, diz Fernando Moraes.
Mesmo com todas as adversidades na saúde, era sócio e assíduo frequentador das campanhas sociais do Clube do Amigo, entidade filantrópica sem fins lucrativos, que ajuda pessoas necessitadas da cidade.
Com a notícia da sua morte, logo as redes sociais se encheram com mensagens em homenagens ao jovem cantor. Seu sepultamento deverá acontecer hoje em São José do Egito.
O candidato ao Governo do Estado da coligação Pernambuco Vai Mudar, Armando Monteiro (PTB), recebeu ooanúncio do apoio da representação nacional dos motociclistas. Nesta terça-feira (2), o presidente da Associação Nacional dos Usuários de Ciclomotores (ANUC), Léo Toscano, declarou apoio à candidatura de Armando. Em vídeo gravado para as redes sociais, o representante dos motociclistas […]
O candidato ao Governo do Estado da coligação Pernambuco Vai Mudar, Armando Monteiro (PTB), recebeu ooanúncio do apoio da representação nacional dos motociclistas.
Nesta terça-feira (2), o presidente da Associação Nacional dos Usuários de Ciclomotores (ANUC), Léo Toscano, declarou apoio à candidatura de Armando. Em vídeo gravado para as redes sociais, o representante dos motociclistas disse que a categoria está mobilizada em torno do oposicionista.
Entre as propostas de governo do candidato está a isenção do IPVA das motos até 150 cilindradas, além de renegociar e parcelar as dívidas dos proprietários de motos, que de acordo com Toscano deve ser levada pela categoria como referência para outros Estados.
“Estamos esperançosos que Armando irá dar atenção aos milhares de motociclistas de motos, principalmente àqueles que dependem do transporte para trabalhar. Somos aproximadamente 400 mil pessoas em Pernambuco que utilizam as cinquentinhas e as motos de até 150 cilindradas como ferramenta de trabalho e de geração de renda”, declarou o presidente da ANUC.
Léo Toscano está à frente da Associação Nacional dos Usuários de Ciclomotores (ANUC) há sete anos. Só de ciclomotores, o Estado possui mais de 37 mil veículos cadastrados junto ao Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE).
Já a frota total de motos emplacadas ultrapassa mais de 1,1 milhão de unidades. Segundo levantamento, as dívidas de motociclistas das diversas cilindradas que não tiveram condições de pagar os encargos do governo soma algo em torno de R$ 10 milhões.
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