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Vídeo: Marun se arrepende de ter devolvido à Câmara dinheiro gasto em visita a Cunha na cadeia

Por André Luis
Foto: Valter Campanato/ABr

Do Congresso em Foco

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), é um político apaixonado por si mesmo. Há três anos, circulava como um calouro anônimo pelos corredores da Câmara. De maneira meteórica, virou um dos líderes do impeachment da ex-presidente Dilma e da tropa de choque de Eduardo Cunha (MDB-RJ) e do presidente Michel Temer. Hoje é um dos ministros mais poderosos da Esplanada, responsável pela articulação política do governo com o Congresso. Sua principal missão é angariar votos para a reforma da Previdência.

Depois de ter se destacado na defesa de causas polêmicas, Marun diz ter apenas um arrependimento em toda sua vida pública: ter devolvido à Câmara dinheiro público usado por ele para visitar o ex-presidente da Câmara na cadeia em Curitiba. A revelação foi feita em café da manhã promovido nesta semana pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), acompanhado pelo Congresso em Foco.

No encontro, o ministro fez uma inesperada autodeclaração de amor e diz que visitaria novamente o ex-deputado cassado, condenado a 14 anos e 6 meses de prisão, por corrupção e evasão de divisas, na Operação Lava Jato. E, mais uma vez, usaria a verba pública para encontrar o amigo.

“Eu sou apaixonado por mim como político. Se tivesse de votar em alguém, votava em mim. A verdade é essa. Não me arrependo de nada do que fiz. Não sei se é soberba. Faria de novo? Faria. ‘Ah, foi visitar o Cunha.’ Visitava de novo. Só me arrependo de uma coisa: ter devolvido aqueles R$ 1 mil. Na verdade foi visita pública. Não devia ter devolvido”, disse. “Deu 4 minutos no Jornal Nacional o fato de eu pegar R$ 1 mil da passagem pra visita lá. Só de ida, por sinal, para visitar o Eduardo Cunha. Só disso que me arrependo. Não devolveria. Teria batido boca. Mas na época…”

Veja as declarações em vídeo:

Abraço de R$ 1.242

A versão de que a visita foi “pública” diverge da dada pelo emedebista no início do ano passado, quando o caso foi revelado pelo jornal O Globo. Na época, Marun divulgou nota em que dizia que foi ao encontro de Cunha para prestar solidariedade ao companheiro. “A mesma não teve caráter político, tendo sido uma visita natalina de caráter solidário”, afirmou na ocasião.

Para abraçar o ex-colega, Marun utilizou dinheiro da cota para o exercício da atividade parlamentar (Ceap), o chamado cotão, para voar e se hospedar na capital paranaense. Pelas regras da Câmara, a verba só pode ser usada para compromissos do mandato.

Ele pediu à Casa o reembolso de R$ 154,35 pela hospedagem e gastou outros R$ 1.088,27 para voar pela Azul; contas pagas pelo contribuinte.

Ao devolver os R$ 1.242,62 – coisa que disse que não faria hoje –, o deputado alegou que agia em nome da transparência. “Declaro ainda considerar que isto demonstra a absoluta transparência da Câmara Federal no trato das despesas do exercício dos mandatos parlamentares.”

Marun encontrou-se com Eduardo Cunha no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense, em 30 de dezembro de 2016. Presenteou-o com o livro A ditadura acabada, de Elio Gaspari, e lhe desejou, conforme contou, “votos de um 2017 menos infeliz”. O desejo não se concretizou: o ex-presidente da Câmara passou todo o ano preso, fracassou na tentativa de negociar uma delação premiada e de deixar a prisão, e foi condenado em primeira e segunda instâncias.

Reeleição sem sair de casa

Ainda no encontro da Abrig, Marun disse que sua reeleição era certa, mas que abriu mão de disputar nova vaga para honrar compromisso com Temer. “Para me reeleger deputado, não preciso sair de casa em Mato Grosso do Sul, me reelejo pelo telefone. Se quiser continuar sendo campeão de votos, preciso fazer campanha”, afirmou.

O ministro ressaltou que não se importa com eventuais críticas por seu jeito de falar o que pensa sem travas na língua. Contou que outros parlamentares gostariam de ter a coragem dele. “Sou um político feliz. Vejo muita gente boa com a cara torcida, que está fazendo coisa que não gostaria de fazer. Não tem coragem de fazer o que acharia bom. Eu não. Eu faço o que acho que está certo. Posso ter até perdido alguns votos, mas não perdi um minuto de sono em todo esse tempo. Sempre tranquilo porque estava fazendo – posso até não estar fazendo certo – o que achava que estava certo.”

Combate a corruptos ou a bandidos?

Em outra declaração polêmica, ele associou o aumento da onda de violência no país à atenção dada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal ao combate à corrupção. Para o emedebista, a PF tem falhado na fiscalização das fronteiras, o que, em sua opinião, facilita o ingresso de armas e drogas destinadas a facções criminosas.

“A segurança pública é uma questão que tem se tornado mais grave até porque o país, nos últimos anos, fez opção pelo combate à corrupção no lugar de combater bandido. Essa é a realidade”, criticou. “A Polícia Federal se retirou muito das fronteiras. Quem faz apreensão de drogas ou são as polícias civis ou a Rodoviária Federal, que tem efeito excelente trabalho”, comparou, ao analisar o problema da violência urbana.

Em 2016, Marun foi um dos principais opositores da aprovação do projeto das dez medidas contra a corrupção, encabeçado pelo Ministério Público Federal. “Caixa dois não é propina, não é corrupção, é outro tipo de relação. Político não gosta de caixa dois, gosta de receber e botar na sua conta. Mas, após se fazer uma criminalização da doação oficial, muitas empresas começaram a preferir fazer doação sem revelar”, protestou em entrevista ao Estadão.

Processo por improbidade

Natural de Porto Alegre, 57 anos, o ministro é engenheiro civil e advogado. Foi vereador em Campo Grande e duas vezes deputado estadual, além de secretário estadual e municipal, antes de chegar à Câmara, em 2014, eleito com 91.816 votos – a segunda maior votação da bancada sul-mato-grossense.

A passagem pelo primeiro escalão do governo estadual ainda lhe rende dor de cabeça. Marun é processado por improbidade administrativa durante a presidência da Agência Estadual de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab). É acusado, com outros 13 réus, de lesar o erário em R$ 16,6 milhões. O processo tramita desde junho de 2013 na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Justiça de Mato Grosso do Sul. Ele diz que não cometeu qualquer ilegalidade. “Ora, esse era o valor de todo o contrato, que não teve nada de errado. Mesmo que tivesse havido algum desvio, que não ocorreu, o valor seria muito menor e o eventual prejuízo ao erário teria sido causado por mim e mais 13 pessoas”, disse em outubro ao Congresso em Foco.

Em setembro de 2016, após ter ajudado a protelar o processo e a votação, Marun deu um dos dez votos contrários à cassação do ex-todo-poderoso Eduardo Cunha. Foi um dos poucos a se manter fiel ao aliado até o último instante. A cassação de Cunha foi aprovada por 450 deputados. No ano passado, ajudou a enterrar os dois pedidos da Procuradoria Geral da República para que o Supremo Tribunal Federal (STF) analisasse denúncia criminal contra Temer. Em dezembro foi recompensado pelo trabalho prestado com a nomeação para o ministério.

Outras Notícias

Em São José do Egito, homem morre ao cair e bater cabeça em base de bandeira

Estava na festa da vitória  A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade. O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado. No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a […]

Estava na festa da vitória 

A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade.

O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado.

No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a vitória de Lula. Ele se desequilibrou e bateu a cabeça. Desacordado, foi socorrido, levado ao Hospital Maria Rafael de Siqueira e em seguida para Recife, onde faleceu no hospital Alpha.

Nondas teve melhoras, mas na noite desse domingo teve uma parada cardíaca e faleceu. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

“Vamos bater no chão”: áudio revela últimos momentos de avião que caiu nos EUA e matou nove pessoas

  Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude. A gravação, divulgada […]

 

Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude.

A gravação, divulgada pela plataforma LiveATC, que monitora comunicações aeronáuticas, mostra que a tripulação enfrentava condições meteorológicas adversas antes do acidente.

O avião, um Learjet 60, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Durante o percurso, uma pessoa na cabine informou aos controladores que a aeronave estava a aproximadamente 35 mil pés de altitude e enfrentava turbulência moderada, formação de gelo e precipitação.

A tripulação solicitou autorização para subir, mas, pouco depois, comunicou uma descida acelerada e declarou emergência.

“Mayday, mayday”, disse uma voz da cabine, utilizando o código internacional de pedido de socorro.

Na sequência, a pessoa relatou que o avião perdia altitude a uma velocidade de aproximadamente 10 mil pés por minuto. Segundos depois, a taxa de descida chegou a 20 mil pés por minuto.

“Vamos bater no chão”, afirmou a voz durante a comunicação com os controladores.

Entre as últimas frases registradas está “Estamos sem tempo”, pronunciada pouco antes da interrupção da transmissão.

A aeronave caiu por volta das 12h50, no horário local, em uma área residencial do condado de Palm Beach, próximo à comunidade de Cresthaven.

Imagens registradas por testemunhas mostram o jato descendo em alta velocidade antes de atingir o solo e provocar uma explosão. O impacto deixou uma cratera próxima a uma rodovia movimentada e espalhou destroços pela região.

O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, confirmou que as nove pessoas que estavam a bordo morreram. As identidades das vítimas não haviam sido divulgadas.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, esteve nas proximidades do local e informou que não havia registros imediatos de mortos ou feridos em solo.

A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) investigam as circunstâncias do acidente.

Embora a gravação registre relatos de turbulência, gelo e perda acelerada de altitude, as autoridades ainda não determinaram a causa da queda.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução/AFP

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Em primeira aparição pública após fuga do Brasil, Flávio Bolsonaro participa de culto com mulher e Eduardo nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de um culto evangélico nesse domingo (1º), em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos. Acompanhado da esposa, Fernanda, e do irmão Eduardo Bolsonaro, o parlamentar fez sua primeira aparição pública registrada após deixar o Brasil na semana passada. A celebração aconteceu na igreja Celeiro House of Prayer, que […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de um culto evangélico nesse domingo (1º), em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos. Acompanhado da esposa, Fernanda, e do irmão Eduardo Bolsonaro, o parlamentar fez sua primeira aparição pública registrada após deixar o Brasil na semana passada.

A celebração aconteceu na igreja Celeiro House of Prayer, que divulgou fotografias e vídeos da presença da família Bolsonaro em seu perfil nas redes sociais.

Além de Flávio e Fernanda, participaram do culto Eduardo Bolsonaro e sua esposa, Heloísa. Os quatro aparecem em registros publicados pela congregação, acompanhados dos pastores José Maurício Fernandes e Alice Fernandes.

Durante a celebração, o pastor José Maurício dirigiu palavras ao senador, fazendo referência ao resultado da eleição presidencial. Em um dos vídeos, afirmou que, independentemente de ganhar ou perder uma disputa, a fé deveria orientar sua trajetória.

A participação no encontro religioso ocorreu cinco dias depois da chegada de Flávio aos Estados Unidos, na quarta-feira (28). O senador deixou o Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

A viagem aconteceu apesar das restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia ordenado a entrega dos passaportes do parlamentar e proibido sua saída do território nacional.

Flávio afirmou anteriormente que decidiu viajar após conversar com a esposa e manifestou receio de novas medidas judiciais. A Polícia Federal investiga as circunstâncias de sua saída do país. Não há mandado de prisão expedido contra o senador.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Instagram

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Alcolumbre amplia negociações com governo e oposição para tentar reeleição no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações com partidos governistas e de oposição para tentar permanecer no comando da Casa a partir de fevereiro de 2027. O senador já conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas busca ampliar sua base diante do crescimento da direita […]

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações com partidos governistas e de oposição para tentar permanecer no comando da Casa a partir de fevereiro de 2027. O senador já conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas busca ampliar sua base diante do crescimento da direita no Congresso Nacional.

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou apoio à recondução de Alcolumbre na última terça-feira (27). A decisão foi formalizada pelos presidentes das duas legendas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, mas enfrenta resistência de parlamentares que defendem uma candidatura alternativa.

A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Como a votação é secreta, o apoio das direções partidárias não garante automaticamente os votos de todos os integrantes das bancadas.

Entre os possíveis adversários de Alcolumbre estão o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ambos têm buscado apoio para disputar o comando da Casa.

O PL terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura e pretende utilizar sua representação para ampliar a influência sobre a pauta legislativa. Uma das principais reivindicações de setores da oposição é a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas articulações para conquistar votos da direita, aliados de Alcolumbre relatam que ele avalia discutir alternativas de indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela participação na tentativa de golpe de Estado.

A possibilidade envolveria uma negociação com o governo Lula e parlamentares de oposição. Entretanto, não existe proposta formalizada ou acordo confirmado, e integrantes da direita já manifestaram resistência à ideia de apoiar Alcolumbre em troca de medidas relacionadas à situação judicial do ex-presidente.

O presidente do Senado também busca aproximação com o senador eleito Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados. A expectativa de aliados é que Lira possa contribuir para reduzir resistências entre parlamentares de centro-direita.

Nos bastidores, o nome de Lira também aparece em conversas sobre o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e uma possível candidatura à presidência do Senado em 2029. Não há acordo oficial sobre essas possibilidades.

Do lado governista, Lula sinalizou apoio à recondução de Alcolumbre durante encontro realizado no Palácio da Alvorada, no dia 26 de outubro. O presidente também manifestou apoio à permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados.

Para o governo, a manutenção dos atuais presidentes das duas Casas integra as negociações para construir uma base parlamentar no quarto mandato. Já Alcolumbre procura reunir votos de diferentes campos políticos, incluindo integrantes de partidos que fizeram oposição a Lula nas eleições.

A disputa permanece aberta. Para conquistar a presidência do Senado, o candidato precisará obter a maioria absoluta dos votos dos 81 senadores, equivalente a pelo menos 41 votos.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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Eleições nos EUA: Musk investe quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos

O empresário Elon Musk destinou quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos nas eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3). Os investimentos colocam o bilionário entre os principais financiadores políticos da história recente do país. Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) aponta que as contribuições de Musk chegaram a aproximadamente […]

O empresário Elon Musk destinou quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos nas eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3). Os investimentos colocam o bilionário entre os principais financiadores políticos da história recente do país.

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) aponta que as contribuições de Musk chegaram a aproximadamente US$ 483 milhões no ciclo eleitoral de 2026. Um balanço anterior, baseado em registros da Comissão Eleitoral Federal disponíveis até 29 de outubro, contabilizava pelo menos US$ 445,7 milhões.

Grande parte dos recursos foi destinada a comitês de ação política, conhecidos como PACs, que podem financiar publicidade e outras atividades eleitorais. Diferentemente das campanhas tradicionais, essas organizações atuam por meio de despesas independentes em apoio ou oposição a candidatos.

O principal instrumento utilizado pelo empresário é o America PAC, organização que recebeu aproximadamente US$ 216 milhões de Musk e participa de ações eleitorais em 43 disputas pela Câmara dos Representantes e pelo Senado.

Os recursos financiam anúncios na televisão, campanhas digitais, mensagens enviadas aos eleitores e atividades de mobilização para estimular o comparecimento às urnas.

Uma das principais prioridades do empresário é o Texas, onde o republicano Ken Paxton disputa uma vaga no Senado contra o democrata James Talarico.

O America PAC já destinou mais de US$ 33 milhões a ações favoráveis a Paxton. Musk também realizou contribuições a outros comitês republicanos, incluindo o Senate Leadership Fund, que atua em disputas pelo Senado.

A campanha de Talarico tem criticado a dimensão dos investimentos do bilionário. O democrata acusa Musk de tentar influenciar o resultado da eleição por meio de seu poder financeiro, enquanto representantes republicanos defendem as contribuições como parte das estratégias de mobilização eleitoral.

Além do financiamento, Musk utiliza a rede social X, da qual é proprietário, para divulgar críticas a candidatos democratas e ampliar a circulação de conteúdos políticos.

Diferentemente da campanha presidencial de 2024, quando participou de eventos ao lado de Donald Trump, o empresário manteve uma presença pública mais discreta neste ciclo eleitoral, apesar do aumento das contribuições financeiras.

O financiamento ocorre em uma disputa pelo controle do Congresso norte-americano. Atualmente, os republicanos possuem maioria na Câmara e no Senado, mas os democratas buscam conquistar cadeiras suficientes para assumir o comando das duas Casas.

O resultado terá consequências para a segunda metade do mandato de Donald Trump, uma vez que a composição do Congresso influencia a aprovação de propostas legislativas, o orçamento federal e a fiscalização das ações do Executivo.

O volume de recursos empregados por Musk também reacendeu o debate sobre a influência de grandes fortunas no processo eleitoral norte-americano. Embora as contribuições estejam registradas nos órgãos competentes, o montante efetivamente convertido em votos só poderá ser avaliado após a eleição.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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