Notícias

Vereadora pede CPI pra investigar recursos da Covid-19 em Arcoverde

Por André Luis

Na última sessão ordinária da Câmara Municipal de Arcoverde, o clima esquentou após a vereadora oposicionista Zirleide Monteiro (PTB) relacionar uma série de gastos suspeitos feitos com os recursos da Covid-19 no município. 

Entre as denúncias, um processo licitatório que previa, entre outras coisas, a compra de 500 garrafas de azeite de oliva para o Hospital de Campanha. “Denunciamos um processo licitatório com recursos da Covid-19 que previa a compra de gênero alimentícios para o Hospital de Campanha, e que ainda está em vigor. O curioso desse processo é que na lista de compras tem nada menos do que 500 garrafas de azeite de oliva com previsão de gastos de mais de R$ 15 mil, enquanto faltam testes para a população” disse a parlamentar trabalhista. 

A vereadora afirmou ainda que a Câmara de Arcoverde deveria realizar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o objetivo de apurar a aplicação das verbas destinadas ao combate da Covid-19. 

“Precisamos saber o que foi feito e como foi usado esses mais de R$ 8 milhões de reais que Arcoverde recebeu da Covid-19”, disse.

Zirleide ainda mencionou gastos com despesa de pessoal terceirizado no município, que chega a mais de meio milhão de reais, realizados durante os meses de outubro e novembro de 2020. A vereadora chegou a indagar se esse montante não foi utilizado para pagar militantes do grupo governista, já que o momento se tratava do pique da campanha eleitoral passada.

Outras Notícias

PF joga por terra estratégia de aliados de Bolsonaro de isolar ex-presidente da ‘cena do crime’ 

Assessores de Bolsonaro tentam blindar o ex-presidente com a justificativa de que ele não participava das tratativas de golpe. Por Andréia Sadi/g1 As investigações da Polícia Federal jogam por terra a estratégia do entorno de Jair Bolsonaro de isolar o ex-presidente das tratativas para tentar um golpe de Estado durante 2022. Desde o início das […]

Assessores de Bolsonaro tentam blindar o ex-presidente com a justificativa de que ele não participava das tratativas de golpe.

Por Andréia Sadi/g1

As investigações da Polícia Federal jogam por terra a estratégia do entorno de Jair Bolsonaro de isolar o ex-presidente das tratativas para tentar um golpe de Estado durante 2022.

Desde o início das investigações, assessores de Bolsonaro, incluindo o próprio Mauro Cid, tentaram blindar Bolsonaro ao dizer que “um monte de maluco” pedia golpe – mas que Bolsonaro só ficava escutando e “mandava tirar dali”.

As transcrições dos vídeos divulgados pela investigação desta quinta demolem essa versão. Não apenas Bolsonaro não ficou ouvindo como foi quem falou e conduziu parte do “esquenta” do golpe.

Em áudio, vídeo. E alto e em bom som.

A estratégia de Bolsonaro sempre foi dizer que seus auxiliares, das joias sauditas ao cartão de vacinação, tinham autonomia.

Para a PF, não é possível adotar essa estratégia no caso da tentativa de golpe por um fato simples: Bolsonaro está na cena do crime e, gravado, dá o comando e ordens para seus ministros – que, de forma chocante, não reagem. Pelo menos nos trechos divulgados até aqui.

No entorno bolsonarista, o clima é de derrota principalmente por isso: não vai dar mais para terceirizar a responsabilidade para um de seus subordinados com o próprio presidente na sala ministerial dando o roteiro do que era preciso fazer para, como disse Heleno, “virar a mesa”.

Com o avanço das investigações, a PF pretende encerrar essa fase do caso até o meio do ano.

Delação de Cid

A PF vai chamar novamente o ex-ajudante de ordens Mauro Cid para questioná-lo sobre o vídeo, Braga Netto, Heleno, financiamento em quartéis e participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Segundo o blog apurou, ele não havia detalhado aos investigadores informações relevantes e decisivas descobertas pela PF. Caso omita ou minta fatos criminosos, Cid corre risco de perder benefícios de sua delação premiada.

A PF quer saber também se o vídeo foi gravado com anuência de Bolsonaro ou foi um ato isolado de Cid. Isso também está em investigação.

Afogados : ao menos “de véspera”, postulantes a vice na Frente garantem unidade, mesmo se preteridos

Três dos nomes que querem a vice na chapa de José Patriota (PSB) estiveram no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Alessandro Palmeira (Rede), Augusto Martins (PR) e Igor Mariano (PDS) defenderam seus nomes e projetos. Augusto alegou para se dizer credenciado a experiência ao longo dos anos na Frente Popular, […]

IMG-20160613-WA0032

Três dos nomes que querem a vice na chapa de José Patriota (PSB) estiveram no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Alessandro Palmeira (Rede), Augusto Martins (PR) e Igor Mariano (PDS) defenderam seus nomes e projetos.

Augusto alegou para se dizer credenciado a experiência ao longo dos anos na Frente Popular, os mandatos como vereador e a lealdade política. “Quando houve o racha entre a Frente Popular e a ex-prefeita Giza, me mantive leal à Frente”, alegou. Apesar de ter dito em outro momento que poderia ser candidato a vereador ou até a prefeito, com perspectiva real de candidatura majoritária em 2020, Martins disse que houve muitas solicitações de amigos e correligionários.

Alessandro Palmeira apresentou um histórico que mostra sua condição para ser o nome. Lembrou que foi eleito Conselheiro tutelar, tem formação como psicólogo e escritor, além de atuação política desde a coordenação da Juventude 40, da Frente Popular, até a participação na coordenação de José Patriota. Sandrinho deixou claro não ser “o nome do bolso” que o prefeito gostaria de ver na chapa. “Meu partido queria que, além de colocar meu nome, eu coordenasse as campanhas nessa região. Mas a decisão foi por colocar exclusivamente nosso nome na discussão”, alegou.

Já Igor falou que a discussão do grupo de vereadores do PSD, maior bancada da Câmara, que es colheu seu nome na discussão foi tranquilo. Ele revelou que na reta final da discussão, restaram dois nomes na disputa: além do dele, o do Presidente da Câmara, Frankilin Nazário. Igor agradeceu aos vereadores e disse que a indicação do seu nome representa uma opção de unidade no grupo. “Agradeço aos que indicaram nosso nome”.

Os três disseram acreditar que o prefeito José Patriota deve acionar logo o chamado Conselho  Politico para a discussão. Em linhas gerais, não trocaram farpas ente si. Apenas, sutilmente, questionaram a ausência de outros convidados. Eles não cravaram que critérios balizarão a escolha – se pesquisa, peso político ou outro item – mas garantiram que, independente do resultado final, todos estarão unidos. A conferir…

Não compareceram Eraldo Feijó, Totonho Valadares e Lúcia Moura, alegando agenda. Edmilson Policarpo não atendeu às inúmeras ligações.

A vice nesta chapa ganhou mais peso com a informação de que Patriota será candidato a Deputado em 2018, dando status de futuro prefeito ao vice, caso a chapa seja eleita. O limite das convenções para a formação de chapas é 5 de agosto.

Um dia após convocação do Gerente da COMPESA, estatal é eleita “a que faz mais raiva”

Como noticiado ontem, o vereador Edson Henrique apresentou na sessão da Câmara o requerimento 396/2023, para convocar o Gerente Regional da Compesa, Kaio Maracajá. A ideia é que ele compareça à Câmara Municipal em 29 de novembro de 2023, para realização de audiência pública. “O objetivo da convocação é tratar do formato de abastecimento de […]

Como noticiado ontem, o vereador Edson Henrique apresentou na sessão da Câmara o requerimento 396/2023, para convocar o Gerente Regional da Compesa, Kaio Maracajá.

A ideia é que ele compareça à Câmara Municipal em 29 de novembro de 2023, para realização de audiência pública.

“O objetivo da convocação é tratar do formato de abastecimento de água na cidade, que vem ocasionando uma grande insatisfação da população. Em virtude da problemática que vem surgindo há anos e de forma mais contundente durante os últimos meses, o requerimento foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal”.

A audiência pública será aberta à participação da população, permitindo que os cidadãos façam perguntas e apresentem sugestões ao gerente da Compesa. “Essa audiência é uma oportunidade para esclarecimentos por parte do gerente regional, bem como buscar soluções para o problema de abastecimento de água na cidade”, disse o vereador em conversa com este blogueiro Júnior Finfa.

Pesquisa: o programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, pesquisou qual empresa ou órgão público que lhe faz mais raiva? A COMPESA liderou com folga as opiniões dos ouvintes das comunidades. Praticamente 100% dos ouvintes citaram a estatal.

Em nota, PT de Sertânia critica aproximação de Pollyanna Abreu com Humberto Costa

Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (24), o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Sertânia manifestou discordância em relação às declarações feitas recentemente pelo Senador Humberto Costa e pela Prefeita Eleita Pollyana Abreu nas redes sociais. Segundo o diretório, há uma incompatibilidade política entre o PT local e a atual prefeita eleita, marcada […]

Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (24), o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Sertânia manifestou discordância em relação às declarações feitas recentemente pelo Senador Humberto Costa e pela Prefeita Eleita Pollyana Abreu nas redes sociais.

Segundo o diretório, há uma incompatibilidade política entre o PT local e a atual prefeita eleita, marcada por divergências durante o processo eleitoral.

De acordo com a nota, a Prefeita Pollyana Abreu recebeu apoio da governadora Raquel Lyra e de deputados que fazem oposição ao Governo Lula, caracterizando o grupo político da prefeita como alheio aos ideais do PT.

Segundo o partido, durante a campanha, o grupo político de Pollyana Abreu promoveu ataques ao PT em diferentes esferas — nacional, estadual e municipal — e, conforme o diretório, também divulgou informações incorretas sobre o governo do Presidente Lula.

Ainda de acordo com a nota, o PT de Sertânia critica o uso de recursos econômicos e da estrutura política estadual no processo eleitoral, prática que associam ao modus operandi de grupos bolsonaristas. “Ela e seu grupo são Bolsonaristas e nós estivemos, estamos e estaremos na oposição ao grupo da senhora Pollyanna Abreu”, afirma o documento. Leia abaixo a íntegra da nota:

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Sertânia vem a público expressar sua discordância em relação às declarações feitas pelo Senador Humberto Costa e pela Prefeita Eleita Pollyana Abreu em suas redes sociais.

Gostaríamos de esclarecer que a Prefeita Pollyana Abreu conta com o apoio de Raquel Lyra e vários deputados que fazem oposição ao Governo Lula.Durante a campanha,o palanque da Prefeita Eleita fez vários ataques ao PT Nacional,Estadual e Municipal,incluindo a divulgação de informações falsas sobre o Governo do Presidente Lula…Usou de forma despudorada a Força Econômica,a Máquina Pública e Política Estadual no Processo Eleitoral,praticando o mesmo “Modus Operandi” do Bolsonarismo! Portanto,ela e seu grupo são Bolsonaristas e nós estivemos,estamos e estaremos na oposição ao grupo da senhora Poliana Abreu.Não compactuamos com Ódio,Violência,Mentiras e Intimidações! Nossa prática e visão de mundo são antagônicas e estamos do lado certo da História!

O resultado do Processo Político Estadual e Municipal colocou o PT na OPOSIÇÃO.Respeitamos essa decisão e permaneceremos na oposição em aliança política clara e transparente com à Frente Popular de Sertânia que é a mesma a nível nacional entre PT e PSB.

Reafirmamos nosso compromisso com a democracia,a transparência e a vontade do povo.O PT continua a lutar pelos direitos dos trabalhadores e pela justiça social, trabalhando incansavelmente pelo bem-estar da população de Sertânia.

Agradecemos o apoio de nossos militantes e eleitores e reafirmamos nossa confiança na democracia e na justiça social.

Sertânia, 24 de outubro de 2024.

Diretório Municipal de Sertânia.

PC Gomes lança “Agamenon Magalhães e ciclo do algodão mocó em Serra Talhada”

O escritor, professor e colunista do Farol de Notícias, Paulo César Gomes, lança mais um livro intitulado de “Agamenon Magalhães e ciclo do algodão mocó em Serra Talhada”, um projeto que contou com o financiamento da Lei Aldir Blanc. O processo de pesquisa que deu origem ao trabalho começou durante o curso de Mestrado em […]

O escritor, professor e colunista do Farol de Notícias, Paulo César Gomes, lança mais um livro intitulado de “Agamenon Magalhães e ciclo do algodão mocó em Serra Talhada”, um projeto que contou com o financiamento da Lei Aldir Blanc. O processo de pesquisa que deu origem ao trabalho começou durante o curso de Mestrado em História realizado pelo professor na Universidade Federal de Campina Grande UFCG), na Paraíba.

“A publicação faz o entrelace entre a atuação política do ex-governador e ex-ministro Agamenon Magalhães e o apogeu da produção de algodão mocó em Serra Talhada, que ocorreu entre às décadas de 1940 e 1950”, destaca Gomes, acrescentando:

“Agamenon Magalhães é um personagem muito pouco conhecido pelo serra-talhadense, mesmo ele tendo nascido na cidade e realizado importantes obras para o desenvolvimento. Uma dos grandes investimentos de ex-governador foi na valorização e aparelhamento do Centro Experimental da Fazenda Saco. Foi no centro que se desenvolveu a melhor fibra de algodão mocó do país e o resultado foi que a produção da Fazenda Saco era exportada para o Brasil e o mundo. O algodão é tão importante na história que acabou sendo imortalizado ao ser gravado na bandeira do município”.

O LIVRO

A obra é recheada de fotos e reportagens de jornais e de revistas da época, como Diário de Pernambuco, Jornal Pequeno, Diário da Manhã, Jornal do Brasil, Revista O Cruzeiro e Revista Manchete. Um dos pontos que se destaca, é a rivalidade entre os grupos político de Agamenon Magalhães e dos opositores em Serra Talhada.

“Agamenon foi um político populista e contraditório, fez parte do governo Getúlio Vargas como Ministro e foi nomeado interventor federal em Pernambuco, durante a decretação do Estado Novo. Mas curiosamente, foi nessa época em que o município viveu o seu grande momento de crescimento econômico, cultural, social e urbanístico. Agamenon foi responsável pela construção do Hospam (Hospital Professor Agamenon Magalhães), as escolas Solidônio Leite (a primeira da rede estadual na cidade) e Braz Magalhães ( Fazenda Saco – IPA), o campo de monta e o campo de pouso (aeródromo), o centro médico de Puericultura, a usina de beneficiamento de algodão, a vila dos operários, ele também mudou o nome da cidade de Villa Bella para Serra Talhada, mas certamente um dos seus maiores legados foi o estimulo à produção do algodão mocó no Centro Experimental da Fazenda Saco. Agamenon apresentou Serra Talhada ao Brasil através do Algodão Mocó, apesar dessas ações, as divergências locais foram intensas, inclusive, com denuncias públicas de atos de violência cometidos pelo seguidores do governador contra adversários. Após o fim do Estado Novo, Magalhães enfrentou duras criticas da imprensa recifense que o tachava de ‘o Cangaceiro de Serra Talhada’ e de ‘China Gordo’. Ele também foi duramente criticado por intelectuais como Gilberto Freyre e Manuel Bandeira”, comentou Paulo César Gomes.

PC Gomes ainda destaca que o livro trás informações sobre a origem e o processo de povoamento do município, além de relatos sobre a escravidão. “Na pesquisa abordamos diferentes contextos da origem de Serra Talhada até chegarmos à figura de Agamenon e o ciclo do ouro branco. Esse é um trabalho que vale a pena ler”, reforça o escritor.

COMO ADQUIRIR

O livro possui 66 páginas e será lançado virtualmente, mas os exemplares já estão a venda, pelo valor simbólico de R$ 20 o exemplar. Contatos para a compra da obra através do wattssap (87) 9.9668-3435, pelo Instagran: @escritor.paulocesargomes ou pelo e-mail: [email protected].