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Eleição 2026: Lula lidera em todos os cenários de 1º turno

Por André Luis

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (17) mostra que o presidente Lula (PT) lidera em todos os eventuais cenários de 1º turno na disputa para a Presidência da República nas eleições de 2026.

O levantamento mostra ainda que Lula descolou de todos os nomes pesquisados em eventual 2º turno, exceto do governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com quem empataria no limite da margem de erro.

A pesquisa traçou quatro cenários de 1º turno e oito cenários de 2º turno. A lista de eventuais candidatos inclui Lula, Bolsonaro, Tarcísio, Michelle Bolsonaro (PL), Ratinho Júnior (PSD), Eduardo Leite (PSD), Eduardo Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União).

Na pesquisa anterior, divulgada em junho, Lula empatava em eventual 2º turno com Bolsonaro, Tarcísio, Ratinho Jr., Michelle e Eduardo Leite.

É a primeira vez, desde que começou a ser feita com esses nomes, em março, que a pesquisa mostra Bolsonaro perdendo para Lula num eventual segundo turno.

“As simulações de segundo turno mostram os efeitos negativos da associação de Bolsonaro ao tarifaço de Trump contra o Brasil. Na pesquisa anterior, ele e Lula estavam numericamente empatados, com 41% cada. Agora, Lula abriu 6 pontos de vantagem”, diz Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Nunes avalia que o tarifaço também afetou Tarcísio: na pesquisa divulgada em junho, o governador de São Paulo estava um ponto atrás de Lula. Agora, oscilou negativamente (dentro da margem de erro), e está quatro pontos atrás.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 10 a 14 de julho. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Impacto do tarifaço

Em pesquisa divulgada na quarta-feira (16), a Quaest mostrou uma melhora na popularidade do governo Lula. Segundo o levantamento, a desaprovação foi de 57% para 53%, e reprovação passou de 40% para 43%. A diferença entre aprovação e desaprovação foi de 17 pontos, em junho, para 10 agora.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui o resultado ao tarifaço anunciado por Donald Trump ao Brasil. Para 72% dos brasileiros, o presidente americano está errado ao impor taxa por acreditar que há uma perseguição política a Bolsonaro.

A pesquisa também mostrou que 44% dos brasileiros acham que Lula e o PT estão fazendo o mais certo em relação ao tarifaço, um percentual maior que os 29% de Bolsonaro e seus aliados.

A pesquisa com as intenções de voto mostra, ainda, que:

A parcela dos que acham que Lula não deve se candidatar à reeleição caiu oito pontos, de 66% para 58%.

Os contrários à candidatura de Jair Bolsonaro oscilaram para baixo (dentro da margem de erro) e chegaram a 62%.

Tarcísio e Michelle seguem liderando como alternativas a Bolsonaro na direita, com 15% e 13%, respectivamente. Ratinho Júnior empata com Michelle, mas não com Tarcísio.

33% dos que se dizem bolsonaristas acham que Michelle tem que ser a candidata. Entre os que se dizem de direita, mas não bolsonaristas, os mesmos 33% defendem o nome de Tarcísio.

Cenários de 1º turno

A pesquisa criou quatro eventuais cenários na pesquisa estimulada para o 1º turno das eleições para presidente, em 2026:

Cenário 1 – Com Lula e Bolsonaro

Lula (PT) aparece com 32% das intenções de voto e tem vantagem acima da margem de erro sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 26%. Ciro Gomes (PDT) tem 8%, tecnicamente empatado com Ratinho Júnior (PSD), com 6%.

Jair Bolsonaro (PL) está inelegível pela Justiça Eleitoral até 2030 e não pode se candidatar na próxima disputa presidencial.

Veja os números:

Lula (PT): 32%;

Jair Bolsonaro (PL): 26%;

Ciro Gomes (PDT): 8%;

Ratinho Júnior (PSD): 6%;

Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%;

Romeu Zema (Novo): 2%;

Indecisos: 9%;

Branco/Nulo/Não vai votar: 14%.

Cenário 2 – Com Lula e Michelle

O presidente Lula (PT) soma 30% das intenções de voto em cenário de 1º turno em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (19%) substitui o ex-presidente como candidata do PL. Ciro Gomes (PDT) segue em terceiro, com 10%, empatado com Ratinho Júnior (PSD), que tem 6%.

Veja os números:

Lula (PT): 30%;

Michelle Bolsonaro (PL): 19%;

Ciro Gomes (PDT): 10%;

Ratinho Júnior (PSD): 7%;

Ronaldo Caiado (União Brasil): 5%;

Romeu Zema (Novo): 4%;

Indecisos: 9%;

Branco/Nulo/Não vai votar: 16%.

Cenário 3 – Com Lula e Tarcísio

Lula também está à frente quando disputa contra Tarcísio de Freitas (Republicanos): 32% a 15%. Ciro Gomes (PDT) aparece como terceiro mais mencionado, com 12%, e está tecnicamente empatado com Tarcísio. Ronaldo Caiado (União) soma 5%, e Romeu Zema aparece com 4%. Caiado e Zema estão em empate técnico.

Veja os números:

Lula (PT): 32%;

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 15%;

Ciro Gomes (PDT): 12%;

Ronaldo Caiado (União Brasil): 5%;

Romeu Zema (Novo): 4%;

Indecisos: 11%;

Branco/Nulo/Não vai votar: 21%.

Cenário 4 – Com Lula e Eduardo Bolsonaro

O presidente aparece na primeira colocação, com 31%, em disputa com Eduardo Bolsonaro (15%) na cabeça de chapa do PL. Ciro Gomes (PDT) é o terceiro, com 11%, tecnicamente empatado com Ratinho Júnior (PSD), com 7%. Ronaldo Caiado e Romeu Zema somam 5%.

Veja os números:

Lula (PT): 31%;

Eduardo Bolsonaro (PL): 15%;

Ciro Gomes (PDT): 11%;

Ratinho Júnior (PSD): 7%;

Ronaldo Caiado (União Brasil): 5%;

Romeu Zema (Novo): 5%;

Indecisos: 10%;

Branco/Nulo/Não vai votar: 16%.

Cenários de 2º turno

A pesquisa Quaest traçou oito possíveis cenários na pesquisa estimulada para o 2º turno das eleições para presidente, em 2026:

Cenário 1 – Lula e Bolsonaro

Lula aparece com 43%, uma vantagem de 6 pontos à frente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 37%. Ambos empatavam com 41% das intenções de voto em junho. Outros 4% estão indecisos e 16% vão votar em branco, nulo ou não vão votar.

Veja os números:

Lula (PT): 43% (eram 41% em junho);

Jair Bolsonaro (PL): 37% (eram 41%);

Indecisos: 4 (eram 5%);

Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 13%).

Cenário 2 – Lula e Tarcísio

Lula manteve 41% das intenções de voto contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que oscilou 3 pontos para baixo e aparece com 37%. Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro. Indecisos somam 7%, e 16% indicam votar em branco, nulo ou não votar.

Veja os números:

Lula (PT): 41% (eram 41% em junho);

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 37% (eram 40%);

Indecisos: 7% (eram 5%);

Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 14%).

Cenário 3 – Lula e Michelle

Em uma eventual disputa de 2ª turno com Michelle Bolsonaro (PL), Lula soma 43% e abriu vantagem de 7 pontos contra a ex-primeira-dama, que oscilou 3 pontos para baixo e tem 36%. Indecisos são 5%, e 14% votariam em branco, nulo ou não votariam.

Veja os números:

Lula (PT): 43% (eram 43% em junho);

Michelle Bolsonaro (PL): 36% (eram 39%);

Indecisos: 4% (eram 4%);

Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 14%).

Cenário 4 – Lula e Ratinho Jr.

Com Ratinho Júnior (PSD) na disputa de 2º turno, Lula soma 41%, e o governador paranaense, 36%. O presidente oscilou um ponto para cima em relação à última pesquisa, enquanto Ratinho oscilou dois para baixo. Indecisos são 6%, e brancos, nulos e não vão votar, 17%.

Veja os números:

Lula (PT): 41% (eram 40% em junho);

Ratinho Júnior (PSD): 36% (eram 38%);

Indecisos: 6% (eram 5%);

Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 19%).

Cenário 5 – Lula e Eduardo Leite

Lula oscilou um ponto para cima e aparece com 41% em disputa contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), que manteve os 36%. Indecisos são 7% e brancos, nulos e não vão votar, 16%.

Veja os números:

Lula (PT): 41% (eram 40% em junho);

Eduardo Leite (PSD): 36% (eram 35%);

Indecisos: 7% (eram 4%);

Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 17%).

Cenário 6 – Lula e Eduardo Bolsonaro

Lula seria escolhido por 43% dos entrevistados em um eventual 2º turno contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que tem 33% das intenções de voto. O presidente manteve vantagem de 10 pontos para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Indecisos são 5%, e brancos, nulos e não vão votar somam 19%.

Veja os números:

Lula (PT): 43% (eram 44% em junho;

Eduardo Bolsonaro (PL): 33% (eram 34%);

Indecisos: 5% (eram 5%);

Branco/nulo/não vai votar: 19% (eram 17%).

Cenário 7 – Lula e Romeu Zema

Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com os mesmos 42% das intenções de voto apontadas em junho, contra 33% de Zema – que também manteve o mesmo número. Indecisos são 7%; brancos, nulos e não vão votar, 18%.

Veja os números:

Lula (PT): 42% (eram 42% em junho);

Romeu Zema (Novo): 33% (eram 33%);

Indecisos: 7% (eram 6%);

Branco/nulo/não vai votar: 18% (eram 19%).

Outras Notícias

Coluna do Domingão: direita já descartou Flávio

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1. A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou […]

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1.

A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou vencedor quem teve mais votos.

Antes, a carta já era chamada de “com teor golpista” e Flávio,  de “fugitivo”.

O Estadão publicou um editorial com o título “um golpista em Miami, um democrata em SP”. Outra frase explorada pelo The Guardian ridicularizou: “A carta de Flávio não vale a tinta deste jornal, mas não há como ignorar o constrangimento”.

Não existe almoço grátis. Como parte da imprensa hegemônica tem interesses muito evidentes e servem a setores como o mercado,  as grandes empresas,  os grandes empresários e suas apostas,  a ideia é ignorar Flávio para projetar um novo líder,  com o favorito Tarcísio de Freitas. Já entenderam que com os Bolsonaros, não dá mais.  À exceção de 2018, com Lula preso, não tem mais chances.

Outra leitura é do último ciclo Lula. A esquerda ainda não tem um nome competitivo. Assim, a equação é ignorar Flávio Bolsonaro,  projetar Tarcísio de Freitas e apostar no enfraquecimento do lulismo em 2030. É uma espécie de “passa rápido,  podemos aguentar”.

Certeza é de que para essa turma,  Flávio já foi descartado.

Tristeza

Muito triste a morte do jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues, e da ex-secretária de Saúde Tarciane Pereira Melo, que faleceu na madrugada deste sábado, 31 de outubro de 2026, tendo sido sepultado esta noite. Prova do carinho de Pernambuco pelo casal foi o volume de manifestações nessa hora tão difícil.

Modus operandi

Como em todos os episódios similares, o vídeo publicado por Gil Amaral,  a Gil da Padaria,  de Custódia,  recomendando não contratar petistas, a primeira reação foi tentar retirar o vídeo. Depois,  bem depois, fazer uma nota afirmando que “não foi bem assim” e pedindo desculpas.

Críticas à concessão 

O Deputado Federal Pedro Campos,  do PSB,  criticou a prorrogação da concessão dos serviços de água e esgoto pelo governo Raquel Lyra às empresas vencedoras. “O preço da privatização da COMPESA chegou! As empresas ainda não estão prontas para assumir os serviços e, como sempre, quem corre o risco de pagar essa conta duas vezes é o povo pernambucano!” – diz. Ele diz que a tarifa de água será aumentada em mais de 10% e a tabela de serviços, em mais de 600%.

Público x privado 

Pedro diz ainda que as empresas Aqua Pernambuco e Vita Sertão estariam exigindo que os trabalhadores do Estado sirvam à estrutura privada que já vai começar a cobrar as novas tarifas. A proposta,  diz,  foi apresentada no Conselho de Administração da Compesa. Outra denúncia é a de que a parte que ficou pública terá prejuízo de R$ 3 bi.

Uma coisa é uma coisa

A primeira dama de Tuparetama,  Roseane Gomes,  tem todo o direito de ser bolsonarista. O complicado é,  na defesa de sua posição,  usar uma fake news para descredibilizar o processo eleitoral. Importante lembrar, não há registros de questionamentos ao sistema quando seu marido,  o prefeito Diógenes Patriota,  foi eleito a dois anos.

O meme veio pronto

O vereador Luiz Abel, de Sertânia,  tinha certeza da vitória de Flávio Bolsonaro. No domingo da votação,  foi de verde e amarelo e com a bandeira do Brasil em punho. Não deu. Em Sertânia,  a maior obra de desenvolvimento em décadas é o campus da UFPE,  bancada pelo governo Lula. O bolsonarismo é crítico das universidades. Curiosa era a crítica de que o tempo de Lula já passou. Luiz Abel tem quase 70 anos.

Criador e criatura

Em Belo Jardim,  a derrota foi dobrada. Mendonça Filho alcançou mais um insucesso eleitoral. Perdeu pro Senado,  coordenou a eleição de Flávio em Pernambuco e perdeu. E o prefeito Gilvandro Estrela achou que na zoada faria Flávio majoritário em Belo Jardim. Lula teve  70,50% dos votos válidos, pouco mais que a média estadual, contra 29,50% de Flávio.

Racha a vista?

Em Venturosa,  ao que tudo indica,  pode haver racha entre o prefeito Kelvin Cavalcanti e o ex-prefeito Eudes Tenório,  o Doutor Eudes. Isso porque com aprovação acima dos 80%, Kelvin sinaliza que disputará a reeleição. E Dr Eudes quer voltar. O problema é que só pode um.

Reunião

A ASSERPE,  Associação de Rádio e TV de Pernambuco, realiza nesta quinta-feira pela manhã importante reunião setorial em Serra Talhada. Será no Auditório do SENAC. Uma das pautas vai tratar do rádio do futuro,  com Maria Claudia Santos, Diretora de jornalismo da Rádio Itatiaia, mais participações de Cristiano Stuanni, consultor e palestrante sobre Rádio e suas estratégias digitais,  CBN Recife e Sistema Jornal do Commercio.

Frase da semana:

“Eu devo essa eleição ao povo brasileiro”.

Do presidente reeleito,  Luiz Inácio Lula da Silva,  acrescentando que essa eleição “foi o povo que ganhou, foi a juventude que ganhou, foram as mulheres que ganharam, foram as pessoas idosas que foram votar”.

Defesa de Flávio Bolsonaro pede afastamento de Moraes de inquérito e quer André Mendonça como relator

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado da relatoria do inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Os advogados também solicitaram que o caso seja transferido ao ministro André Mendonça. Segundo reportagem […]

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado da relatoria do inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Os advogados também solicitaram que o caso seja transferido ao ministro André Mendonça.

Segundo reportagem da jornalista Carolina Linhares, publicada pela Folha de S.Paulo neste domingo (1º), os pedidos foram apresentados na sexta-feira (30) ao presidente do STF, Edson Fachin. A defesa protocolou três petições, que também incluem a solicitação de revogação das medidas cautelares impostas ao senador.

A investigação apura a suspeita de que Flávio e Willer mantinham uma sociedade indireta utilizada para lavagem de dinheiro, inclusive por meio de uma empresa de apostas.

Um dos principais argumentos da defesa para solicitar o afastamento de Moraes envolve supostas conexões entre o ministro, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e empresas relacionadas ao advogado Willer Tomaz e ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

De acordo com a Folha, a Polícia Federal identificou uma viagem realizada em janeiro de 2025 por Flávio, sua esposa, duas filhas e Willer, em uma aeronave pertencente à empresa Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A.

A sociedade tinha participação de Willer Tomaz e de outras empresas, incluindo a Prime You, da qual Vorcaro foi sócio. Reportagens citadas pela defesa apontam que Moraes e sua esposa também utilizaram a mesma aeronave em viagens realizadas em 2025.

Os advogados argumentam que essas circunstâncias poderiam comprometer a imparcialidade do ministro, uma vez que a investigação poderá alcançar operações financeiras relacionadas a empresas com as quais ele e sua esposa teriam mantido vínculos.

A defesa solicita o reconhecimento do impedimento de Moraes ou, alternativamente, de sua suspeição. As alegações, entretanto, ainda dependem de análise judicial e não representam comprovação de irregularidade por parte do magistrado.

Outro argumento apresentado pelos advogados diz respeito à distribuição do inquérito. Segundo a defesa, a investigação deveria estar sob responsabilidade de André Mendonça porque parte das informações utilizadas na apuração teria origem em procedimentos relacionados às fraudes no INSS, dos quais o ministro já é relator.

Os representantes de Flávio sustentam que a conexão entre as investigações justificaria a redistribuição do processo, conforme as regras do STF.

A defesa também questiona a rapidez com que Moraes determinou medidas cautelares contra o senador após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro.

Na ocasião, o ministro autorizou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, determinou a entrega de seu passaporte italiano e proibiu o contato entre o parlamentar e Willer Tomaz.

Os advogados pedem a revogação dessas restrições, argumentando que as decisões devem ser reexaminadas caso seja reconhecido o impedimento ou a suspeição de Moraes.

Flávio não entregou os documentos exigidos e deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina, seguindo posteriormente para os Estados Unidos.

Até a publicação da reportagem, não havia decisão divulgada pelo Supremo sobre os pedidos apresentados pela defesa. Alexandre de Moraes permanece responsável pelo inquérito.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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Suplente de Flávio Bolsonaro se solidariza com fuga e descarta assumir vaga no Senado

O empresário Paulo Marinho (Republicanos-RJ), primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou solidariedade ao parlamentar após sua saída do Brasil para os Estados Unidos. Em entrevista à revista Veja, publicada neste domingo (1º), Marinho afirmou compreender a decisão do senador, mas descartou qualquer articulação para assumir sua cadeira no Senado Federal. Marinho atribuiu a […]

O empresário Paulo Marinho (Republicanos-RJ), primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou solidariedade ao parlamentar após sua saída do Brasil para os Estados Unidos. Em entrevista à revista Veja, publicada neste domingo (1º), Marinho afirmou compreender a decisão do senador, mas descartou qualquer articulação para assumir sua cadeira no Senado Federal.

Marinho atribuiu a saída de Flávio ao que considera uma perseguição contra o parlamentar. “Eu compreendo as razões dele para ter deixado o país diante das circunstâncias que ele está vivendo aqui, dessa perseguição que ele está vivendo aqui. Quero fazer um gesto de carinho para ele”, declarou.

Apesar da manifestação de apoio, o empresário afirmou que não pretende se movimentar politicamente para ocupar o mandato. Segundo a reportagem, Marinho não tem expectativa de assumir a vaga, mesmo diante da ausência de Flávio Bolsonaro do território brasileiro.

A saída do senador para os Estados Unidos ocorreu após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A mudança de país, entretanto, não provoca automaticamente a perda do mandato parlamentar.

Pelas regras do Senado, a perda do cargo por faltas depende do não comparecimento a um terço das sessões, ressalvadas as hipóteses previstas na Constituição. O senador também pode solicitar licença por até 120 dias, sem que isso implique necessariamente sua substituição.

Uma eventual cassação por quebra de decoro parlamentar exigiria a abertura de procedimento específico e deliberação do Senado. Para a perda do mandato nessa hipótese, são necessários pelo menos 41 votos, equivalentes à maioria absoluta dos 81 senadores.

Conforme a Veja, Flávio Bolsonaro continua identificado como senador em atividade no sistema oficial da Casa e deve permanecer recebendo o salário parlamentar de aproximadamente R$ 46,3 mil mensais, enquanto não houver alteração em sua situação funcional.

A relação de Paulo Marinho com a família Bolsonaro passou por diferentes momentos. Em 2018, o empresário cedeu sua residência no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para funcionar como comitê eleitoral de Jair Bolsonaro.

Posteriormente, houve um rompimento político. Nas eleições de 2022, Marinho declarou apoio a Lula, mas voltou a se aproximar da família Bolsonaro em 2024.

Nas eleições deste ano, seu filho, André Marinho (Novo), disputou o Governo do Rio de Janeiro e declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Paulo Marinho tem 74 anos e acumula atuação nos setores financeiro, naval e de comunicação.

Fonte: Veja
Foto: Reprodução

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“Escutem o que eu vou dizer: nenhum programa social será extinto nesse país”, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, neste domingo (1º), para desmentir informações sobre o possível encerramento de programas sociais do governo federal. Na gravação, ele garantiu a manutenção dos benefícios e afirmou que pretende ampliar as políticas sociais durante seu quarto mandato. A manifestação ocorreu após uma […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, neste domingo (1º), para desmentir informações sobre o possível encerramento de programas sociais do governo federal. Na gravação, ele garantiu a manutenção dos benefícios e afirmou que pretende ampliar as políticas sociais durante seu quarto mandato.

A manifestação ocorreu após uma semana em que o presidente enfrentou dificuldades na voz e reduziu suas aparições públicas. Segundo Lula, nesse período, informações falsas sobre o futuro dos programas sociais voltaram a circular nas redes sociais.

“A extrema direita fez muita fake news, muita mentira dizendo que nós íamos acabar com programas sociais”, declarou.

Em seguida, o presidente assegurou que não pretende extinguir benefícios existentes e apresentou a possibilidade de ampliar as políticas de assistência à população.

“O que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles programas que já estão”, afirmou.

As declarações ocorrem após a circulação de publicações falsas sobre supostos cortes no Bolsa Família e no Gás do Povo. Na última terça-feira (27), o governo federal já havia divulgado um comunicado esclarecendo que os dois programas continuam em funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios. As alegações também foram desmentidas por agências de checagem.

Lula também reafirmou os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. “Tudo aquilo que foi prometido na campanha, pode ficar certo que vai acontecer”, disse.

Na gravação, o presidente comentou sua recuperação vocal e informou que está melhor. Ele afirmou que passou a semana realizando cuidados para recuperar a voz e que pretende retomar suas atividades públicas.

O presidente aproveitou a mensagem para agradecer aos eleitores que participaram da eleição presidencial e aos apoiadores que se mobilizaram durante a campanha.

Lula disse ainda que deseja voltar a percorrer os estados brasileiros para agradecer pessoalmente à população pelo resultado eleitoral.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo em que Lula rebate as informações falsas, fala sobre os programas sociais e agradece aos eleitores.

 

Foto: Reprodução

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Marília Arraes pode deixar o PDT caso federação com o PSB seja aprovada

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) poderá deixar o partido caso a direção nacional aprove uma federação com o PSB, presidido por seu primo, João Campos. Segundo informações divulgadas neste domingo (1º) pelo Blog do Mário Flávio, a possibilidade de saída já teria sido comunicada pela parlamentar a pessoas próximas. A informação foi publicada inicialmente […]

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) poderá deixar o partido caso a direção nacional aprove uma federação com o PSB, presidido por seu primo, João Campos. Segundo informações divulgadas neste domingo (1º) pelo Blog do Mário Flávio, a possibilidade de saída já teria sido comunicada pela parlamentar a pessoas próximas.

A informação foi publicada inicialmente pelo Blog do Augusto César, que ouviu uma fonte próxima à senadora eleita. De acordo com o relato, Marília espera que o PDT considere outras alternativas de composição partidária, sem estabelecer uma federação com o PSB.

Entre as possibilidades mencionadas estão entendimentos com o PSDB, Avante e partidos que integram a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD. As alternativas ainda dependem de negociações entre as direções das legendas.

A resistência de Marília está relacionada às divergências políticas com o PSB em Pernambuco, especialmente com João Campos. Apesar de terem integrado a mesma chapa nas eleições de 2026, quando Marília foi eleita senadora e João acabou derrotado na disputa pelo Governo do Estado, as diferenças entre os grupos não teriam sido superadas.

Segundo a publicação, aliados da senadora avaliam que uma federação poderia ampliar a influência do PSB sobre as decisões partidárias e reduzir a autonomia política de Marília em futuras disputas eleitorais.

A posição da parlamentar também conta com o apoio do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, integrante do PDT. Embora tenha defendido anteriormente uma aproximação com o PSB, Wolney votou contra a proposta durante reunião da direção nacional da legenda, realizada na terça-feira (27).

Na ocasião, o PDT aprovou uma resolução autorizando sua Executiva Nacional a avançar nas negociações sobre federação, fusão ou incorporação com outras legendas. A preferência por uma composição com o PSB foi sinalizada pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, mas a união ainda não foi formalizada.

As negociações devem avançar até janeiro de 2027. Para produzir efeitos na próxima legislatura, uma eventual federação precisará ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes do início dos trabalhos do novo Congresso, em fevereiro.

Marília foi eleita senadora por Pernambuco com 2.325.127 votos e assumirá o mandato em 1º de fevereiro de 2027. Caso decida mudar de partido depois da posse, não estará automaticamente sujeita à perda do mandato por infidelidade partidária, regra que não se aplica aos cargos eleitos pelo sistema majoritário.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Foto: Reprodução

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