SDS decide por demissão de capitão da PM que ordenou tiro contra manifestante em Itambé
Por Nill Júnior
A Secretaria de Defesa Social (SDS) decidiu pela demissão e perda de patente do capitão da Polícia Militar (PM) Ramon Tadeu Silva Cazé, 43 anos.
Conforme o processo, o oficial foi quem deu a ordem para que o soldado Ivaldo Batista de Souza Júnior, 33, atirasse no jovem Edivaldo da Silva Alves, 19, durante um protesto na PE-75, em Itambé, na Mata Norte do Estado.
O caso ocorreu em 17 de março deste ano. A vítima chegou a ser hospitalizada, mas morreu, no mês seguinte, em decorrência dos ferimentos.
A decisão foi formalizada em portaria do secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, publicada no Boletim Geral da SDS no último sábado (30) e levou em conta um relatório da Corregedoria-Geral da secretaria, que abriu um procedimento interno para investigar os PMs envolvidos após o caso vir à tona. O processo levou oito meses para ser concluído.
O texto afirma que o capitão era quem comandava os policiais militares mobilizados para acompanhar a realização do protesto na PE-75 e negociar a desobstrução da via. O relatório indica que, em determinado momento, visando a “debelar um grupo de manifestantes de ânimos mais exaltados”, o oficial deu a ordem para que o soldado Ivaldo efetuasse o disparo. O praça portava uma espingarda com munição menos letal, segundo o processo.
Entretanto, mesmo com a alegação, na época, de que o disparo foi feito com uma bala de borracha, Edivaldo ficou gravemente ferido ao ser atingido na perna, conforme mostraram vídeos compartilhados nas redes sociais. As imagens também flagraram o capitão Ramon arrastando a vítima até uma viatura e dando-lhe um tapa. O relatório da Corregedoria-Geral concluiu que o militar é “culpado” e “incapaz de permanecer integrado às fileiras da corporação” por ter deixado de observar procedimentos institucionais para controle de distúrbios civis e desobstrução de vias, por ter procedido incorretamente no desempenho do cargo, tido conduta irregular e praticado ato que afetou a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe.
A conclusão será remetida ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para declaração da perda do posto e da patente do oficial. Ainda segundo a portaria da SDS, após a publicação do acórdão referente ao assunto, a decisão será encaminhada ao governador Paulo Câmara para que se efetive a demissão.
O Prêmio da Defesa Social, do Governo do Estado, será distribuído para 7.418 policiais militares, civis e bombeiros pernambucanos pela redução nos índices de Crimes Violentos Intencionais (CVLIs). A premiação será possível pelo resultado do Pacto pela Vida no primeiro semestre deste ano. A premiação será possível em decorrência da mudança na legislação. Com a […]
O Prêmio da Defesa Social, do Governo do Estado, será distribuído para 7.418 policiais militares, civis e bombeiros pernambucanos pela redução nos índices de Crimes Violentos Intencionais (CVLIs). A premiação será possível pelo resultado do Pacto pela Vida no primeiro semestre deste ano.
A premiação será possível em decorrência da mudança na legislação. Com a publicação da Lei 15.456, de 12 de fevereiro de 2015, os policiais lotados em Área Integrada de Segurança (AIS) recebem 80% da bonificação em função do resultado na região em que atuam. Os 20% restantes dependem do resultado do Estado como um todo.
Com o resultado do primeiro semestre de 2015, três categorias serão pagas, beneficiando policiais militares e civis lotados em 13 das 26 áreas integradas.
As AISs 6 (Jaboatão dos Guararapes e Moreno) e 17 (Brejo da Madre de Deus, Frei Miguelinho, Jataúba, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, Taquaritinga do Norte, Toritama e Vertentes), por exemplo, receberão o PDS1 por terem registrado a maior queda em números absolutos dentre as 26 existentes.
Ainda serão agraciados os policiais das áreas que alcançaram a meta de redução de 12% na taxa de CVLI (PDS 2) e os servidores das regiões que registraram redução (PDS 4). Todos os comparativos são realizados com o primeiro semestre de 2014.
“O objetivo do Governo do Estado é motivar e valorizar o policial, mas sem perder a visão do todo”, explicou o secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Danilo Cabral, coordenador do Comitê Gestor do Pacto pela Vida.
Para os delegados da Polícia Civil, Médicos Legistas, Peritos Criminais da Polícia Científica, Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o Prêmio pode chegar até R$ 2,4 mil. Já os demais integrantes das Polícias Civil e Científica e os Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a premiação vai até R$ 1,6 mil, com o resultado alcançado no primeiro semestre de 2015.
Fotos: Celso Brandão – Rádio Pajeú Professor e cantor seguia com família para Serra Talhada quando se envolveu em acidente com caminhão pipa. Uso do cinto foi determinante para que todos saíssem praticamente ilesos. Carro ficou destruído Um grave acidente na PE 320 esta manhã envolveu o cantor e professor Fábio Luiz, a esposa, Deysi […]
Professor e cantor seguia com família para Serra Talhada quando se envolveu em acidente com caminhão pipa. Uso do cinto foi determinante para que todos saíssem praticamente ilesos. Carro ficou destruído
Um grave acidente na PE 320 esta manhã envolveu o cantor e professor Fábio Luiz, a esposa, Deysi e seu filho. O veículo em que eles seguiam, uma S-10 placas AHS 2711, atingiu a lateral de um caminhão após tentativa de ultrapassagem no local conhecido como “Ladeira do Padre”.
É chamada assim porque há anos no mesmo local, morreu o padre Adelmo, que foi Pároco do Senhor Bom Jesus dos Remédios, Afogados da Ingazeira. Lá, muitos outros acidentes, inclusive com mortes, já foram registrados.
O veículo em que Fábio seguia com esposa e filho viajava no sentido Afogados-Serra Talhada e, ao realizar uma ultrapassagem em faixa contínua, foi surpreendido por um veículo que vinha em sentido contrário e bateu no caminhão pipa que era ultrapassado, capotando várias vezes. O carro em que Fábio seguia com a família ficou muito danificado.
“Foi um erro meu tentar ultrapassar um caminhão pipa em faixa continua. Vinha um carro em sentido contrário. O pipa seguiu. O rapaz parou e ficou preocupado porque o carro capotou. Mas ele não teve culpa. Nunca faço isso e fiz dessa vez”, disse ao repórter Celso Brandão, da Rádio Pajeú. “Se eu já tinha fé, agora é que esse acidente confirmou a força de Deus”, disse diante do carro danificado.
Quase que por milagre, apenas Fábio teve ferimentos leves. Esposa e filho não sofreram nada grave. Todos foram socorridos e estão sendo levados para o Hospital regional Emília Câmara em observação. Todos usavam cinto de segurança e a criança, presa à cadeirinha.
Fábio Luiz é professor da rede estadual de ensino e cantor. Também apresentou programas de rádio na Pajeú, de Afogados da Ingazeira. É natural da Carnaúba dos Vaqueiros, Afogados da Ingazeira, mas há anos mora na sede do município.
A prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, decretou ponto facultativo, na sexta-feira, dia 29 de junho, para as repartições públicas municipais em homenagem ao dia de São Pedro. O Decreto nº 38/ 2018 ressalta a exceção dos serviços cujos funcionamentos sejam indispensáveis, a critério do chefe da repartição. A cidade vive a reta final da programação […]
A prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, decretou ponto facultativo, na sexta-feira, dia 29 de junho, para as repartições públicas municipais em homenagem ao dia de São Pedro.
O Decreto nº 38/ 2018 ressalta a exceção dos serviços cujos funcionamentos sejam indispensáveis, a critério do chefe da repartição.
A cidade vive a reta final da programação do São joão 2018. Hoje, dia 28 sobem ao palco Valdinho Pires, Manu e Marília Mendonça. Amanhã, dia 29, Yerro e Vitório, Wagner Carvalho, Silvânia e Paulinha e Farra dos 600. Pra fechar, dia 30, Mazinho de Arcoverde, Carlos e Fábio e Márcia Fellipe.
Encerrando a agenda de compromissos no Sertão do Estado, a governadora Raquel Lyra entregou, nesta sexta-feira (17), dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Hospital Regional Emília Câmara (HREC), em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. Com investimentos no valor de R$ 2 milhões, a iniciativa amplia a oferta de forma […]
Encerrando a agenda de compromissos no Sertão do Estado, a governadora Raquel Lyra entregou, nesta sexta-feira (17), dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Hospital Regional Emília Câmara (HREC), em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. Com investimentos no valor de R$ 2 milhões, a iniciativa amplia a oferta de forma regionalizada, valorizando a interiorização e descentralização do atendimento de alta complexidade. No último mês de abril, a gestão estadual também abriu 10 leitos no HREC, sendo eles de UTI Pediátrica, somando 62 unidades somente este ano.
“É motivo de muita alegria poder entregar uma unidade que vai garantir atendimento de qualidade para a população que vive aqui no Pajeú. Estamos investimento cada vez mais na saúde do nosso Estado para que os profissionais que se dedicam para cuidar do povo de Pernambuco tenham um lugar melhor para desenvolver suas atividades, acalentando quem está precisando de ajuda e, acima de tudo, salvando vidas”, destacou Raquel Lyra enfatizando que, por ano, o Governo de Pernambuco aportará R$ 6 milhões para custeio da unidade.
O hospital atende a demanda de média e alta complexidade de 12 municípios da região que compõem a X Gerência Regional de Saúde (Geres). “É uma área extremamente importante para atender a toda essa população da região, que chega a aproximadamente 200 mil pessoas. Agora, com esses novos leitos, estaremos atendendo a necessidade da população, o mais próximo possível de casa”, ressaltou a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
De acordo com o diretor-geral do hospital, Sebastião Duque, a abertura dos leitos de UTI vai contribuir diretamente na assistência, evitando deslocamentos de pacientes para cidades mais distantes. “Esses leitos são de extrema importância para a população, principalmente a mais carente, que, por muitas vezes, se deslocava em busca de um leito na cidade do Recife ou Caruaru. E, agora, todo esse aparato de UTI, o sertanejo terá acesso em nosso hospital”, comemorou.
Presente na solenidade, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, agradeceu a parceria com o Governo do Estado. “Agradecemos a governadora Raquel Lyra e a toda equipe do Governo por essa visão tão importante e estratégica não só para o povo de Afogados da Ingazeira, mas para todo o Sertão do Pajeú”, comemorou.
“Mais uma vez, o Governo de Pernambuco acerta em interiorizar a saúde pública do nosso Estado. O Emília Câmara vem cumprindo um trabalho muito importante aqui na região”, pontuou o deputado estadual, Luciano Duque.
Estiveram acompanhando a agenda os prefeitos Márcia Conrado (Serra Talhada), Nicinha Melo (Tabira), Luciano Torres (Ingazeira), Djalma Alves (Solidão), Zeinha Torres (Iguaracy), Gilson Bento (Brejinho); e o vice-prefeito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares; além do secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça; e o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Adepe), André Teixeira.
Por André Luiz – Causos e Causas O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) decidiu negar o pedido de medida cautelar que visava suspender a execução de diversos contratos na Prefeitura Municipal de Tabira, no Sertão pernambucano. O prefeito é Flávio Marques. A decisão interlocutória, proferida pelo Conselheiro Marcos Loreto em 7 de […]
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) decidiu negar o pedido de medida cautelar que visava suspender a execução de diversos contratos na Prefeitura Municipal de Tabira, no Sertão pernambucano. O prefeito é Flávio Marques.
A decisão interlocutória, proferida pelo Conselheiro Marcos Loreto em 7 de maio de 2025, atende parcialmente a uma denúncia apresentada por vereadores do município, que apontavam possíveis irregularidades em procedimentos de dispensa e inexigibilidade de licitação realizados em 2025.
Apesar de negar a suspensão imediata dos contratos, o relator considerou que há “fortes indícios de irregularidades” que justificam uma análise mais detalhada. Por isso, determinou a formalização de um Procedimento Interno de Fiscalização (PI) pela Diretoria de Controle Externo (DEX) do TCE-PE para aprofundar a investigação sobre o mérito das denúncias, garantindo a ampla defesa e o contraditório aos gestores públicos e às empresas e profissionais contratados.
As denúncias, apresentadas pelos vereadores Dionatan Maciel da Silva, Marcos Ferreira da Silva, Maria Helena Nogueira de Brito e Maria Nelly de Lima Sampaio Brito, abrangem uma série de pontos:
Atuação de indivíduo sem vínculo formal na Administração: Foi apontada a atuação de um indivíduo que, sem vínculo prévio como contratado ou ocupante de cargo comissionado com atribuição específica, teria assinado pareceres jurídicos validando procedimentos de dispensa e inexigibilidade.
Alegou-se que essa pessoa, que exerceu cargo de Prefeito em outro município nos últimos quatro anos e atualmente ocupa cargo em outra prefeitura, poderia estar em situação de acúmulo ilegal de cargo ou função pública. A Prefeitura informou que o indivíduo foi nomeado membro suplente da Comissão de Licitação, mas exonerado posteriormente, afirmando que seus serviços não foram utilizados. Contudo, a análise técnica e o relator constataram indícios de que ele assinou pareceres jurídicos sem ter a competência exigida, o que é considerado um ato irregular.
Contratação direta com possível fracionamento de despesa: Foram questionadas contratações diretas por dispensa de licitação com alegado fracionamento indevido de despesa, citando como exemplos a aquisição de pneus e serviços de locação de software. A Prefeitura justificou as contratações de software, realizadas com uma mesma empresa, argumentando que foram feitas separadamente devido aos diferentes CNPJs e fundos municipais (Saúde, Educação, Assistência Social e Administração Direta), negando o fracionamento. A análise técnica, no entanto, apontou que não foi observada a devida autuação do procedimento de dispensa para estas contratações de software e identificou um possível indício de sobrepreço/superfaturamento na comparação dos valores pagos com uma cotação de mercado.
Dispensas sem sistema eletrônico de cotação e contratação de empresa: A denúncia apontou a realização de diversas dispensas de licitação sem a adoção de sistema eletrônico de cotações, limitando a disputa a empresas previamente selecionadas. Foi citada, a título de exemplo, a contratação emergencial de uma construtora cujo titular, ex-proprietário de outra empresa, seria “objeto de investigação criminal por atos de corrupção e desvio do erário público”.
A Prefeitura esclareceu que a contratação da construtora se deu por dispensa para serviços urgentes e emergenciais de reforma de escolas municipais. A análise técnica considerou que o processo de dispensa para esta contratação estava corretamente autuado e o valor dentro do limite legal. A questão sobre a investigação criminal envolvendo o titular da empresa foi considerada fora da competência da análise técnica.
Contratação de assessoria jurídica por inexigibilidade: Questionou-se a realização de três contratações de assessoria jurídica por inexigibilidade de licitação, sob o argumento de que os serviços seriam comuns e rotineiros, a despeito da existência de assessores jurídicos comissionados/contratados, além da ausência de comprovação de notória especialização e objeto singular.
A Prefeitura encaminhou os processos de inexigibilidade e comprovação de atos praticados pelos profissionais, exceto por um deles, para quem não constavam pagamentos. A análise técnica entendeu que o objeto destas contratações não se caracteriza por “inviabilidade de competição” que autoriza a inexigibilidade. Destacou a irregularidade dos pareceres jurídicos assinados pelo indivíduo sem vínculo formal, o que poderia levar à nulidade de uma das contratações. Também mencionou que uma das profissionais contratadas para assessoria jurídica seria servidora efetiva em outro município, levantando a questão da acumulação de funções.
O relator reforçou os indícios de irregularidades nos pareceres e na comprovação da efetiva prestação de serviços para um dos contratados, além da falta de justificativa para o valor e a relação particular entre um dos advogados contratados e o Prefeito.
Contratação de atrações artísticas para o Carnaval por inexigibilidade: A denúncia apontou a contratação indevida de atrações artísticas para o Carnaval 2025 por inexigibilidade, sem comprovação de “empresário exclusivo” e com cachês acima da média de mercado. Mencionou ainda a inclusão de serviços comuns como “montagem, palco estrutura, sonorização, iluminação” no mesmo processo de inexigibilidade.
A Prefeitura esclareceu que a inexigibilidade se referia apenas à contratação de artistas e bandas de renome, não incluindo serviços de estrutura, e que as empresas citadas agiram como representantes dos artistas. A análise técnica observou que o procedimento de inexigibilidade para contratação de bandas não seguiu precedentes do TCE-PE sobre a matéria. O relator apontou a ausência de informações sobre a razoabilidade dos valores pagos às atrações.
A equipe técnica do TCE-PE, em análise prévia, havia recomendado a negativa da medida cautelar, sugerindo a expedição de alerta de responsabilização para parte dos achados. O relator concordou em negar a cautelar, argumentando que, no momento, não há elementos de prova suficientes para caracterizar de forma inequívoca as irregularidades e eventual prejuízo efetivo ao erário que justifiquem a suspensão dos contratos.
Ele ressaltou a possibilidade de “periculum in mora reverso”, ou seja, o risco de dano à continuidade do serviço público caso os contratos, considerados relevantes e em fase inicial de execução, fossem suspensos sem fundamento sólido.
Contudo, os indícios levantados foram considerados suficientes para a abertura de uma investigação mais aprofundada, que buscará esclarecer completamente os fatos e apurar as responsabilidades, se houver.
Você precisa fazer login para comentar.