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Saiba quem é Ivan Monteiro, o novo presidente da Petrobras

Por André Luis
O novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro. Foto: Alan Santos/PR/Folhapress

Diretor financeiro é consenso para substituição

Por Nicola Pamplona / Folha de São Paulo

A escolha de Ivan Monteiro para comandar a Petrobras indica que o governo tem percepção de que precisa manter na estatal um nome com apoio do mercado financeiro. Monteiro esteve à frente de ajuste das finanças da companhia após a crise gerada pelo esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

A Folha apurou que a indicação foi bem recebida na estatal, por ser sinal de continuidade das políticas em curso. Pelo mesmo motivo, foi criticada por sindicatos que pediam a cabeça de Pedro Parente.

Monteiro foi levado à Petrobras ainda na gestão Dilma Rousseff por Aldemir Bendine, ex-presidente da estatal e do Banco do Brasil condenado em janeiro pelo juiz Sergio Moro por corrupção.

Engenheiro eletrônico, ele fez carreira no Banco do Brasil, onde se tornou o braço direito de Bendine. Na Petrobras, chegou a ser apontado internamento como o principal gestor da companhia, enquanto seu chefe era criticado por passar poucos dias da semana na sede da empresa.

Quando Monteiro chegou na diretoria financeira da Petrobras, em fevereiro de 2015, a empresa ainda enfrentava dificuldades para fechar o balanço de 2014 por resistência dos auditores independentes em aprovar fórmula de cálculo das perdas com a corrupção.

Ele é apontado por analistas como o principal responsável por tirar a Petrobras da encruzilhada em que a empresa estava no início de 2015, correndo o risco de sofrer resgate antecipado de dívidas por falhar em cumprir prazos legais para a entrega de documentos financeiros.

Sob seu comando, a companhia iniciou um programa de gestão de dívidas, empurrando para meados dos anos 2020 parte do excessivo volume de vencimentos, cuja concentração no final desta década chegou a levantar boatos de necessidade de aporte de recursos para evitar a falência.

Além disso, promoveu grandes baixas contábeis em valores de ativos da estatal, considerando o cenário de preços de petróleo mais baixos e revertendo avaliações exageradas feitas quando os processos foram aprovados em gestões petistas.

Ainda com Bendine, deu início ao primeiro grande plano de venda de ativos da estatal, com a meta de vender US$ 15,1 bilhões entre 2016 e 2018 – o resultado final foi um pouco menor, US$ 13,6 bilhões.

Com a chegada de Parente, foi convidado a permanecer no cargo, assim como boa parte da diretoria montada por Bendine. Apesar da condenação do ex-chefe, não tem contra si nenhuma acusação de crimes nem na Petrobras nem no BB.

Para os sindicatos de petroleiros, porém, o nome representa continuidade com o que chamam de “desmonte da Petrobras”. “Eles não iriam indicar alguém que não tivesse o mesmo pensamento do que o Pedro Parente. Acho que a política [de venda de ativos] se mantém”, comentou José Maria Rangel, coordenador da Federação Única dos Petroleiros.

Outras Notícias

Bancos de Tabira terão 90 dias para instalar portas com detectores de metais

Com votos contrários apenas dos vereadores Alan Xavier, Claudicéia Rocha e Djalma das Almofadas, a Câmara de Tabira aprovou emenda na sessão ordinária da última 2ª feira com 8 votos favoráveis o direto a reeleição no poder legislativo. A Presidente da casa Eduardo Domingos de Lima, Nely Sampaio disse ontem a Anchieta Santos na Rádio […]

Com votos contrários apenas dos vereadores Alan Xavier, Claudicéia Rocha e Djalma das Almofadas, a Câmara de Tabira aprovou emenda na sessão ordinária da última 2ª feira com 8 votos favoráveis o direto a reeleição no poder legislativo.

A Presidente da casa Eduardo Domingos de Lima, Nely Sampaio disse ontem a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM que com o direito a reeleição ao invés de 10, agora são 11 vereadores com direito a disputar a Presidência da Câmara.

Sobre o novo Código Tributário, ontem mesmo vereadores estiveram reunidos com o tributarista Saulo de Tarso para tirar dúvidas. Segundo  Nely, em primeiro turno haverá votação na próxima segunda feira.

Outro projeto do Executivo em discussão, propondo que todas as instituições financeiras do município instalem portas com detectores de metal foi aprovado. O executivo sugeria prazo de 45 dias, mas a câmara aprovou emenda que estende o prazo para 90 dias.

Madalena: “represento a única oposição de Arcoverde”

A união entre o prefeito Wellington Maciel (MDB) e o ex-deputado federal e pré-candidato a prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), colocou a ex-prefeita e pré-candidata a um terceiro mandato na Prefeitura do Município, Madalena Britto (PSB), como a única oposição a atual situação da cidade. É o que diz a ex-gestora em nota. Ontem, […]

A união entre o prefeito Wellington Maciel (MDB) e o ex-deputado federal e pré-candidato a prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), colocou a ex-prefeita e pré-candidata a um terceiro mandato na Prefeitura do Município, Madalena Britto (PSB), como a única oposição a atual situação da cidade. É o que diz a ex-gestora em nota.

Ontem, mesmo sob debaixo de chuva, ela percorreu dois importantes bairros da cidade, São Geraldo e Tamboril, para ouvir e conversar com o povo.

“Hoje, Arcoverde sabe que a verdadeira mudança passa pelos nomes de Madalena e Gilsinho, que representam o contrário da situação atual de descaso com nossa cidade, de falta de remédios, de empregos, desenvolvimento, de obras estruturadoras e do cuidado com as pessoas. Agora estão todos juntos, para tentar manter o status quo e dar continuidade a uma gestão que comprovou que não deu certo. Enquanto os compromissos deles são para dividir Arcoverde entre eles, nosso compromisso é com o povo”, afirmou Madalena.

No São Geraldo, ela teve um encontro do Fala Arcoverde ao lado do pré-candidato a vereador Prof. Edgar (PSB) que destacou as diferenças entre os futuros palanques que estarão na campanha eleitoral que começa no próximo dia 16 de agosto. “Temos aqui uma mulher de coração, que transformou Arcoverde mesmo em meio a grandes crises, inclusive uma pandemia que tirou vidas de gente querida. Do lado de lá, se juntou o pior prefeito com o pior deputado de nossa história”, disse.

Já no Tamboril, o evento foi comandado pelo vereador e pré-candidato João Taxista (PSB), que ressaltou também as obras importantes próximas a sede do Raio de Luz, como os asfaltos, a UBS da Cagep, o pátio da Feira do São Cristóvão e a presença de Madalena na vida das pessoas. “Madalena não tem hora para atender. Aqui tem amor, coração, atenção e lá está a arrogância e o desprezo pelo povo. Madalena representa a verdadeira oposição a tudo isso que tá aí em Arcoverde. Temos que olhar para o futuro e fazer a mudança que nosso povo quer. A mudança está com Madalena e Gilsinho”, finalizou João Taxista.

Tabira: Nely diz que PSB já estava de cartas marcadas

Vereadora não descarta aliança com Dinca para as próximas eleições. Justificando a sua permanência no PSC, partido pelo qual foi eleita em 2016, a presidente da Câmara e pré-candidata a Prefeitura de Tabira, Nely Sampaio disse ontem a Cidade FM que fazendo valer o seu perfil de independência preferiu seguir onde estava. “Agradeço aos dirigentes […]

Vereadora não descarta aliança com Dinca para as próximas eleições.

Justificando a sua permanência no PSC, partido pelo qual foi eleita em 2016, a presidente da Câmara e pré-candidata a Prefeitura de Tabira, Nely Sampaio disse ontem a Cidade FM que fazendo valer o seu perfil de independência preferiu seguir onde estava.

“Agradeço aos dirigentes do PSB local como Pipi da Verdura e Zé de Bira e ao Deputado Waldemar Borges, mas não podia ingressar na sigla onde as cartas já estavam marcadas”.

Concordou com o vereador Marcilio Pires que afirmou recentemente em recado ao Deputado Federal Carlos Veras, de quem também tem suas magoas, que Tabira não tem dono e não aceita imposição.

Admitiu que boa parte dos seus amigos e aliados já estão no bloco da oposição e não descartou se unir ao ex-prefeito Dinca Brandino ou até mesmo a candidatura própria.

Disse que vem conversando com o vice-prefeito José Amaral que também rompeu com os governistas. Lembrou o áudio do Deputado Carlos Veras, onde ele admite sua boa condição nas pesquisas.

Declarou que o voto em Bolsonaro (que teria se arrependido), não vai lhe atrapalhar na eleição municipal.

Nely concluiu que assim como não impôs do lado do Prefeito Sebastião Dias, se aliando a Dinca também não pretende impor o seu nome como cabeça de chapa: “Impor, de jeito nenhum. Meu desejo é ser protagonista no processo de escolha”, concluiu. A informação é de Anchieta Santos para o blog.

Datafolha: qual a força de Lula, Raquel Lyra e Bolsonaro nas eleições do Recife?

Do Blog da Folha A pesquisa Datafolha também fez uma avaliação da força de alguns dos potenciais cabos eleitorais de pré-candidatos no Recife.  Presidente Lula Segundo a pesquisa, um nome apoiado pelo presidente Lula (PT) teria o voto de 28% dos recifenses “com certeza”. Outros 30% consideraram que “talvez” votariam, enquanto 38% disseram que “não […]

Do Blog da Folha

A pesquisa Datafolha também fez uma avaliação da força de alguns dos potenciais cabos eleitorais de pré-candidatos no Recife. 

Presidente Lula

Segundo a pesquisa, um nome apoiado pelo presidente Lula (PT) teria o voto de 28% dos recifenses “com certeza”. Outros 30% consideraram que “talvez” votariam, enquanto 38% disseram que “não votaria de jeito nenhum” no postulante.

No Recife, Lula já declarou que vai apoiar a candidatura do prefeito João Campos (PSB) à reeleição.

Governadora Raquel Lyra

Quando questionados se votariam no candidato apoiado pela governadora Raquel Lyra (PSDB), 9% disseram que votariam com certeza, enquanto 59% afirmaram que não votaria de jeito nenhum. Já 27% disseram que talvez votariam.

No Recife, o ex-secretário do Turismo de Pernambuco, Daniel Coelho (PSD), é o nome mais próximo da gestora na disputa. Da base da governadora, o PP deve lançar a postulação da vereadora Michelle Collins (PP). 

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Já em relação ao candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 16% garantiram que votaria com certeza no aliado do ex-gestor. Já 13% disseram que talvez votariam e 67% ponderaram que não votaria de jeito nenhum.

No Recife, o ex-ministro Gilson Machado (PL) é o nome do ex-presidente na disputa.

Pesquisa Datafolha

O Instituto Datafolha ouviu 616 eleitores recifenses, entre os dias 2 e 4 de julho. 

A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou menos. Já o nível de confiança da amostragem é de 95%. 

O levantamento foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo e registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-09910/2024.

Dilma aos governadores: “Iniciamos nossas campanhas numa conjuntura mais favorável do que quando tomamos posse”

Do G1 A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30), na abertura de reunião com governadores de todos estados, que a redução da inflação é a condição para um novo ciclo de expansão da economia. Ela defendeu as medidas adotadas pelo governo para controle de gastos e alertou que projetos em tramitação no Congresso vão […]

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Do G1

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30), na abertura de reunião com governadores de todos estados, que a redução da inflação é a condição para um novo ciclo de expansão da economia. Ela defendeu as medidas adotadas pelo governo para controle de gastos e alertou que projetos em tramitação no Congresso vão gerar mais despesas, se aprovados, e podem afetar os estados.

Como instrumento para conter a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou nesta terça-feira (30) a taxa de juros básicos da economia de 13,75% para 14,25% ao ano. Foi a sétima elevação consecutiva da taxa, que atingiu o maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 14,75% ao ano.

“O primeiro passo desse ciclo [de expansão] é garantir o controle da inflação. A inflação corrói a renda dos trabalhadores e o lucro das empresas. E promover o reequilíbrio fiscal (…) Essa redução da inflação vai criar as bases para um novo ciclo de expansão sustentável para o crédito”, afirmou a presidente, sentada à ponta de uma mesa retangular, no Palácio da Alvorada, com governadores e ministros dos dois lados.

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Dilma pediu ajuda dos governadores contra propostas em tramitação no Congresso que, segundo ela, afetarão o governo federal e também os estados, as chamadas “pautas-bomba”.

“Sabemos que a estabilidade econômica é muito importante. E é uma responsabilidade de todos. A União tem que arcar com esse processo e assumir suas necessidades e condições. E, ao mesmo tempo, consideramos que, como algumas medidas afetam os estados e o país, os governadores precisam participar. Tenho alguns projetos legislativos de grave impacto. Em algumas situações, assumi o grave impacto no dinheiro público vetando. Todas essas medidas terão impacto para os estados, sem sombra de dúvida”, declarou.

Durante a reunião, Dilma enumerou diversos fatores externos como agravantes para a crise econômica do país. Segundo a presidente, houve um “colapso” no preço das comodities, uma “grande desvalorização” na moeda brasileira. Ela lembrou ainda que a crise internacional “continua não esmorecendo.”

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“Iniciamos nossas campanhas numa conjuntura mais favorável do que quando tomamos posse. Nós sabemos que a partir da segunda metade de 2014, houve um fato importante no cenário internacional que foi o colapso no preço das commodities. Esse colapso foi acompanhado da desvalorização da nossa moeda”, afirmou Dilma aos governadores.

“Além disso a crise internacional continua não esmorecendo. Agora, é a vez da China. A consequência de tudo isso foi uma forte queda nas arrecadações. Nós experimentamos uma significativa redução das receitas e acredito que alguns estados também tem tido um desempenho similar nas suas receitas. Fomos obrigados a promover reequilíbrio no nosso orçamento”, continuou a presidente.

Apesar de apontar o cenário desfavorável, Dilma disse que a crise internacional “não é desculpa para ninguém.”

“É fato que nós não podemos nos dar o luxo de não ver a realidade com olhos muito claros. Como governantes, não podemos nos dar ao luxo de ignorar a realidade”, complementou.