‘Não precisa fazer o L’, ‘não precisa gostar de mim’: Lula e Flávio Bolsonaro tentam ampliar apoio além de suas bases na reta final da campanha

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram, nos últimos dias antes do primeiro turno, discursos direcionados a eleitores que não se identificam diretamente com suas bases políticas.
No programa eleitoral exibido no domingo (27), Lula procurou se dirigir a quem não tem identificação com o PT. A peça abordou temas como trabalho, educação e custo de vida e terminou com uma mensagem voltada para além do eleitorado petista.
“Você não precisa fazer o L, não precisa vestir vermelho”, afirmou o presidente, ao defender que o eleitor não precisa adotar símbolos associados ao partido para votar em sua candidatura.
Na propaganda, Lula apresentou propostas para um eventual novo mandato, entre elas o fim da escala 6×1 com dois dias de descanso semanal sem redução salarial — mudança que depende do Congresso —, a ampliação do Pé-de-Meia e das escolas em tempo integral.
Flávio Bolsonaro também vem usando uma abordagem que procura alcançar eleitores para além do bolsonarismo. Em agosto, durante encontro com empresários, o candidato afirmou que o apoio à sua candidatura não precisaria estar condicionado a uma identificação pessoal com ele.
“Não precisa gostar de mim para mudar esse país. Basta gostar de você”, declarou Flávio.
O candidato do PL tem concentrado parte de seu discurso em críticas ao governo Lula, especialmente nas áreas econômica e fiscal, além de apresentar propostas relacionadas à segurança pública e à redução do tamanho do Estado.
As movimentações ocorrem em um cenário em que os dois concentram a maior parte das intenções de voto, mas ainda disputam eleitores que apoiam outros candidatos, estão indecisos ou não mantêm identificação direta com petismo e bolsonarismo.
Na pesquisa Quaest divulgada nessa segunda-feira (28), Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 34%. Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 4% cada, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 1%. Os indecisos são 5%, enquanto 10% afirmaram que votariam branco, nulo ou não compareceriam.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio, a mesma pesquisa registrou 42% para cada candidato.
A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 24 e 27 de setembro. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026.
O primeiro turno das eleições acontece no próximo domingo, 4 de outubro.
Fonte: g1
Foto: Frame/Reprodução
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G1
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