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PF encontra na sede do PL documento com argumentos para decretação do estado de sítio

Por André Luis

O documento foi encontrado durante a busca e apreensão deflagrada na manhã desta quinta-feira (8) e não estava assinado.

Por Natuza Nery e Daniela Lima/GloboNews

A Polícia Federal encontrou nesta quinta-feira (8), dentro da sede do PL, em Brasília, documento que defende e anuncia a decretação de um estado de sítio e da garantia da lei e da ordem no país.

Segundo apuração do colunista Valdo Cruz, o documento foi encontrado na sala de Jair Bolsonaro na sede do partido.

O papel foi encontrado durante operação para apurar o envolvimento de Bolsonaro, militares e ex-ministros num suposto plano para dar um golpe de Estado no fim de 2022 e evitar a eleição de Lula como presidente. O documento não está assinado.

Segundo fontes ouvidas pelo blog, trata-se de uma espécie de discurso, por escrito, que sustenta que a ruptura do Estado Democrático de Direito estaria “dentro das quatro linhas da Constituição”, expressão muito usada por Bolsonaro em atos e discursos públicos quando presidente.

O blog teve acesso ao documento. Ele cita até Aristoteles e diz que a resistência a “leis injustas” é um “princípio do Iluminismo”. O texto é apócrifo —ou seja, sem autenticidade comprovada.

“Afinal, diante de todo o exposto, e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro o estado de Sítio e, como ato contínuo, decreto operação de garantia da lei e da ordem”, diz o parágrafo final.

A PF realizou nesta quinta a mais ampla operação para desvelar a participação de ex-integrantes do governo, civis e militares, e também de aliados políticos de Bolsonaro na tentativa de golpe que culminou com a invasão dos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

Os generais Braga Netto e Augusto Heleno estão entre os mais de 30 alvos da operação e aparecem nos registros da ação como defensores da ruptura.

Em um dos diálogos captados pela PF, Braga Netto chega a chamar o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, de “cagão” por não ter aderido ao plano golpista e ordena que militantes radicais cerquem a casa do militar, à época à frente da instituição militar.

Já Heleno foi gravado pelo próprio grupo de Bolsonaro em uma reunião, em julho de 2022, dizendo que uma “virada de mesa, um soco na mesa” teria que ser feito antes da disputa eleitoral. “Depois não vai ter VAR”, ele avaliou.

Como informou o blog de Daniela Lima, a PF também afirma que havia uma minuta golpista que pedia a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do STF, e do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco.

O documento, dizem os investigadores no processo que dá base ao caso, foi discutido com Bolsonaro, que determinou a retirada dos nomes de Mendes e Pacheco, mas manteve a ordem de prisão de Moraes e a determinação de novas eleições. Na ocasião, ele já havia sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

A operação deflagrada nesta quinta foi embasada por uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro teve o passaporte apreendido pela PF e foi proibido de falar com investigados.

Segundo a PF, os investigados se uniram para disseminar notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro, com objetivo de criar condições para uma intervenção militar que mantivesse Bolsonaro no poder.

Bolsonaro foi declarado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que condenou o ex-presidente por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao questionar o sistema eleitoral. Bolsonaro também é alvo de outras investigações no STF.

Outras Notícias

Projeto de lei para renegociar débitos com Fisco Estadual‏ é encaminhado à Alepe

O Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa projeto de Lei complementar que institui o Programa de Recuperação de Créditos Tributários. Com a medida, os contribuintes poderão, por exemplo, quitar seus débitos com o Executivo estadual através de mutirões de conciliação realizados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, parceiro do Governo. O projeto dará efetividade à cobrança dos créditos tributários […]

O Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa projeto de Lei complementar que institui o Programa de Recuperação de Créditos Tributários. Com a medida, os contribuintes poderão, por exemplo, quitar seus débitos com o Executivo estadual através de mutirões de conciliação realizados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, parceiro do Governo.

O projeto dará efetividade à cobrança dos créditos tributários do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICM), relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ICD).

A execução do programa vai contribuir para redução do quantitativo de processos, além da recuperação dos prejuízos causados ao Tesouro Estadual, incrementando, assim, a arrecadação.

Elaborado pela Secretaria da Fazenda em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado, o projeto de Lei prevê a redução parcial de multas e juros em percentuais que variam entre 50% e 90%, com pagamento integral à vista ou parcelado. O parcelamento de débitos do ICM e do ICMS poderá ser dividido em até 12 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 100 por parcela. Já os débitos do IPVA e do ICD, em até 18 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 100 por parcela. O projeto de Lei complementar também prevê parcelamento do saldo remanescente de débito já parcelado ou que tenha sido objeto de reparcelamento

Doria lidera gastos no 1º turno. Geraldo Júlio no “Top 10”

Rosane D’Agostino – G1 João Doria, eleito prefeito da capital paulista no primeiro turno, foi o candidato que mais gastou na primeira fase das eleições municipais 2016 entre os postulantes às prefeituras, segundo levantamento do G1 junto aos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O G1 fez uma lista dos campeões de gastos por estado. […]

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Rosane D’Agostino – G1

João Doria, eleito prefeito da capital paulista no primeiro turno, foi o candidato que mais gastou na primeira fase das eleições municipais 2016 entre os postulantes às prefeituras, segundo levantamento do G1 junto aos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O G1 fez uma lista dos campeões de gastos por estado. Quem aparece em segundo é Roberto Claudio (PDT), que concorre ao segundo turno em Fortaleza. Em terceiro fica Pedro Paulo (PMDB), que não conseguiu avançar no Rio de Janeiro, onde a disputa será entre Marcelo Crivella (PRB) e Freixo (PSOL).

As informações constam da prestação de contas de campanha de cada candidato após o primeiro turno, englobando as doações recebidas e os gastos efetuados até dia 6 de outubro. Os dados ainda podem mudar, já que a data final para apresentar receitas e gastos é dia 11 de novembro.

Entre os 26 estados, apenas três têm campeões que não são das capitais: Espírito Santo (Linhares), Pará (São Félix do Xingu) e Santa Catarina (Balneário Camboriú).

Veja a lista completa a seguir:

São Paulo – João Doria (PSDB) – R$ 14 milhões (Eleito 1º turno)

Fortaleza – Roberto Cláudio (PDT) – R$ 7,20 milhões (Disputa 2º turno)

Rio de Janeiro – Pedro Paulo (PMDB) – R$ 7 milhões (Não foi ao 2º turno)

Belo Horizonte – Rodrigo Pacheco (PMDB) – R$ 6,94 milhões (Não foi ao 2º turno)

Salvador – ACM Neto (DEM) – R$ 5,201 milhões (Eleito 1º turno)

Manaus – Artur Neto (PSDB) – R$ 4,58 milhões (Disputa 2º turno)

Cuiabá – Emanuel Pinheiro (PMDB) – R$ 3,702 milhões (Disputa 2º turno)

Campo Grande – Rose Modesto (PSDB) -R$ 3,23 milhões (Disputa 2º turno)

Palmas – Carlos Amastha (PSB) – R$ 3,08 milhões (Reeleito)

230px-geraldo_julio_2012Recife – Geraldo Julio (PSB) – R$ 3,02 milhões (Disputa 2º turno)

Curitiba – Gustavo Fruet – R$ 2,88 milhões (Não foi ao 2º turno)

Maceió – Cícero Almeida (PMDB) – R$ 2,46 milhões (Disputa 2º turno)

Aracaju – João Alves (DEM) – R$ 2,305 milhões (Não foi reeleito)

Porto Alegre – Nelson Marchezan Junior (PSDB) – R$ 1,97 milhão (Disputa 2º turno)

Goiânia – Vanderlan (PSB) – R$ 1,66 milhão (Disputa 2º turno)

Porto Velho – Dr. Hildon (PSDB) – R$ 1,61 milhão (Disputa 2º turno)

São Félix do Xingu (PA) – João Cleber (PPS) – R$ 1,458 milhão (Eleito)

João Pessoa – Cida Ramos (PSB)    – R$ 1,436 milhão (Não foi eleita)

Boa Vista – Teresa Surita (PMDB) – R$ 1,259 milhões (Reeleita)

Balneário Camboriú (SC) – Fabrício Oliveira (PSB) – R$ 1,15 milhão (Eleito)

São Luís – Edivaldo Holanda Júnior (PDT) – R$ 1,06 milhão (Disputa 2º turno)

Amapá – Clécio (Rede) – R$ 946,4 mil (Disputa 2º turno)

Linhares (ES) – Guerino Zanon (PMDB) – R$ 773,6 mil (Eleito)

Natal – Carlos Eduardo (PDT) – R$ 756,4 mil (Eleito 1º turno)

Teresina – Firmino Filho (PSDB) – R$ 701,5 mil (Eleito 1º turno)

Rio Branco – Eliane Sinhasique (PMDB) – R$ 218,2 mil (Não foi eleita)

TCE aprova com ressalvas lei que fixou salários de prefeito, vice e secretários de Arcoverde

Do PanoramaPE O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) julgou regular com ressalvas a auditoria que analisou a fixação dos salários do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais de Arcoverde. A decisão foi tomada por unanimidade durante sessão da Segunda Câmara realizada no dia 16 de abril de 2026. A auditoria especial avaliou a […]

Do PanoramaPE

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) julgou regular com ressalvas a auditoria que analisou a fixação dos salários do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais de Arcoverde. A decisão foi tomada por unanimidade durante sessão da Segunda Câmara realizada no dia 16 de abril de 2026.

A auditoria especial avaliou a Lei Municipal nº 2.741/2024, que definiu os subsídios em R$ 30 mil para o prefeito, R$ 18 mil para o vice-prefeito e R$ 12 mil para os secretários. A validade é para a legislatura seguinte. O relator do processo, o conselheiro Valdecir Pascoal, concluiu que não houve irregularidade quanto ao momento da aprovação da lei.

Segundo o tribunal, a Câmara Municipal aprovou a norma ainda durante a legislatura anterior. Assim, respeitando o princípio constitucional da anterioridade, que exige a definição dos subsídios antes do início do mandato seguinte. Dessa forma, o TCE-PE afastou qualquer violação à Lei de Responsabilidade Fiscal nesse aspecto.

Por outro lado, os auditores identificaram uma falha formal no processo legislativo. A ausência de estimativa prévia de impacto orçamentário-financeiro e da declaração do ordenador de despesas, exigidas pela legislação. Apesar disso, o tribunal considerou que a irregularidade não comprometeu as contas públicas. Visto que a gestão apresentou posteriormente um demonstrativo que permitiu avaliar os impactos financeiros da medida.

O TCE-PE também destacou que não há indícios de desequilíbrio fiscal no município nem de extrapolação dos limites legais de despesas com pessoal. Dessa maneira, o que contribuiu para a decisão de julgar o caso como regular com ressalvas.

Com o julgamento, o tribunal responsabilizou o então presidente da Câmara de Arcoverde, Wevertton Barros Siqueira, e determinou que o Legislativo municipal adote medidas para evitar novas falhas. Entre as recomendações, estão a obrigatoriedade de apresentar previamente estudos de impacto financeiro. Além de declarações formais de adequação orçamentária em projetos de lei que gerem aumento de despesas.

Carlos Evandro nega apoio pronto e acabado a Fonseca e defende pesquisa definir chapa

O ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro (PSB) passou uma borracha nas especulações que apontam Socorro Brito, sua esposa, na vice de Fonseca, na aliança com o PR. Ao falar com o blogueiro Júnior Campos sobre a reunião  da cúpula do partido, com Geni Pereira (PROS), o deputado estadual Rogério Leão (PR) e o membro de honra […]

Foto: Jr Campos
Foto: Jr Campos

O ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro (PSB) passou uma borracha nas especulações que apontam Socorro Brito, sua esposa, na vice de Fonseca, na aliança com o PR. Ao falar com o blogueiro Júnior Campos sobre a reunião  da cúpula do partido, com Geni Pereira (PROS), o deputado estadual Rogério Leão (PR) e o membro de honra do partido Inocêncio Oliveira (PR), nesta sexta-feira (27), no Recife,  Carlos justificou a ausência.  “Eu estou de plantão. Estou indo pra lá segunda-feira. Estive com eles ontem,  em Gravatá”, explicou.

Quando questionamos sobre o nome de Socorro na vice de Fonseca, o ex-prefeito declarou sem deixar dúvidas. “A gente está ouvindo ainda. Ainda vai ter uma pesquisa, onde vai ser definido. O critério tem que ser pesquisa, quem tiver melhor vai na cabeça, e o outro na vice, eu não tenho constrangimento de ser vice, de nenhum. De ser não, que vice eu já fui, eu não estou brigando pra ser não”, pontuou Carlos.

Ele ainda revelou que o grupo vai conversar também com o governador Paulo Câmara. “Não fechei nada ainda não.  O critério é pesquisa. Vai ser feita uma pesquisa. Quem estiver melhor… É o que o governador quer. Vamos estar com ele segunda”, adiantou.

Multa do TCE a Manoel Enfermeiro é de mais de R$ 300 mil

Tribunal diz que presidente realizou eventos em plena pandemia, quando determinação era de isolamento social. Inclusive suspeita se ocorreram mesmo ou não A Auditoria Especial instaurada na Câmara Municipal de Serra Talhada pelo TCE analisou contratações de empresas de capacitação, inscrições de agentes públicos e gastos com diárias em eventos no exercício financeiro de 2020. […]

Tribunal diz que presidente realizou eventos em plena pandemia, quando determinação era de isolamento social. Inclusive suspeita se ocorreram mesmo ou não

A Auditoria Especial instaurada na Câmara Municipal de Serra Talhada pelo TCE analisou contratações de empresas de capacitação, inscrições de agentes públicos e gastos com diárias em eventos no exercício financeiro de 2020. As informações foram divulgadas em primeira mão pelo Afogados On Line.

A referida Auditoria apurou irregularidades na execução de despesas envolvendo a contratação de empresa de capacitação, inscrição de agentes públicos e gastos com diárias em eventos nas Cidades de João Pessoa e Maceió. Como interessados a empresa IMB Cursos, Carlos Alberto Barbosa Pereira, Manoel Casciano da Silva, o Manoel Enfermeiro,  Treinar Tecnologia e Capacitação e Carlos Alberto Barbosa Pereira.

O Relatório Técnico de Auditoria apontou as seguintes irregularidades: pagamento de despesas com inscrições para eventos sem a efetiva comprovação dos gastos, no valor de R$ 70.700,00; pagamento de despesas com diárias para eventos em época de pandemia e sem efetiva comprovação dos gastos, no valor de R$ 246.050,00;  fracionamento de despesas e fuga ao processo licitatório e desproporcionalidade entre o quadro de servidores comissionados e efetivos.

O Ministério Público de Contas se manifestou no sentido em impugnar os gastos realizados. Isso porque as atividades aconteceram em plena pandemia, quando havia obrigatoriedade de isolamento social provocado pela Covid-19 no exercício de 2020. Ou seja, as atividades não poderiam acontecer. Há análise se de fato ocorreram ou se foram eventos criados para alocar os recursos.

Com isso, a Segunda Câmara, à unanimidade, julgou irregular o objeto do processo de auditoria especial de conformidade, responsabilizando, quanto às suas contas de Manoel Enfermeiro. Ainda aplicou multa e imputou débito no montante de R$ 316.750,00, sendo R$ 32.200,00 em cunho solidário com o Instituto Municipalista do Brasil IMB Cursos Eirelli e R$ 38.500,00, com a Treinar Empresa de Treinamento e Tecnologia Ltda, na qualidade de beneficiárias das despesas indevidas.