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Pesquisa da Fiocruz avalia síndrome da Covid longa

Por André Luis

Metade das pessoas diagnosticadas com Covid-19 apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano. Essa é uma das constatações de um estudo longitudinal, desenvolvido pela Fiocruz Minas, que avaliou os efeitos da doença ao longo do tempo. 

A pesquisa acompanhou, por 14 meses, 646 pacientes que tiveram a infecção e verificou que, desse total, 324, ou seja, 50,2%, tiveram sintomas pós-infecção, caracterizando o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como Covid longa. 

O estudo foi publicado na revista Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene. 

Ao todo, a pesquisa contabilizou 23 sintomas, após o término da infecção aguda. Fadiga, que se caracteriza por cansaço extremo e dificuldade em realizar atividades rotineiras, é a principal queixa entre os pacientes, relatada por 115 pessoas (35,6%). 

Também entre as sequelas mais mencionadas estão tosse persistente (110; 34,0%), dificuldade para respirar (86; 26,5%), perda do olfato ou paladar (65; 20,1%) e dores de cabeça frequentes (56; 17,3%). 

Além disso, também chamam a atenção os transtornos mentais, como insônia (26; 8%), ansiedade (23; 7,1%) e tontura (18; 5,6%). Entre os relatos estão ainda sequelas mais graves, como a trombose, diagnosticada em 20 pacientes, ou seja, 6,2% da população monitorada.

Segundo a pesquisadora Rafaella Fortini, que coordena o estudo, todos os sintomas relatados iniciaram após a infecção aguda e muitos deles persistiram durante os 14 meses, com algumas exceções, como trombose que, por ter sido devidamente tratada, por meio intervenções médicas adequadas, os pacientes se recuperaram em um período de cinco meses. 

“Temos casos de pessoas que continuam sendo monitoradas, pois os sintomas permaneceram para além dos 14 meses. Constatamos ainda que a presença de sete comorbidades, entre elas hipertensão arterial crônica, diabetes, cardiopatias, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e tabagismo ou alcoolismo levou à infecção aguda mais grave e aumentou a chance de ocorrência de sequelas”, explica a coordenadora.

Os resultados do estudo mostraram ainda que os sintomas pós-infecção se manifestam nas três formas da doença: grave, moderada e leve. Na forma grave, de um total de 260 pacientes, 86, ou seja, 33,1%, tiveram sintomas duradouros. 

Entre os 57 diagnosticados com a forma moderada da doença, 43, isto é, 75,4%, manifestaram sequelas e, dos 329 pacientes com a forma leve, 198 (59,3%) apresentaram sintomas meses após o término da infecção aguda. 

“Tais resultados mostram a importância de entendermos bem essas sequelas, uma vez que estão ocorrendo até mesmo em pessoas que, durante a fase aguda da infecção, estiveram assintomáticas”, ressalta a pesquisadora. 

Participantes

A pesquisa acompanhou pacientes atendidos no pronto-socorro do Hospital da Baleia e Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, ambos referência para Covid-19 em Belo Horizonte. Os pacientes procuraram atendimento entre abril de 2020 e março de 2021. Todos eles foram testados por RT-qPCR e tiveram diagnóstico positivo para a doença. 

O monitoramento dos sintomas e sequelas remanescentes foi feito por meio de entrevistas realizadas uma vez por mês, presencialmente ou por meio de uma plataforma virtual, no decorrer de 14 meses após diagnóstico confirmatório, no período compreendido entre março de 2020 a novembro de 2021. 

A idade dos participantes variou entre 18 e 91 anos; sendo que 53,9% eram do sexo feminino. Dos 646 pacientes acompanhados, apenas cinco haviam sido vacinados e, desses, três tiveram a Covid longa. 

De acordo com a pesquisadora Rafaella Fortini, as informações obtidas a partir do estudo permitem uma melhor compreensão acerca dos efeitos a longo prazo da Covid-19. 

“Trata-se de uma doença complexa, que pode atingir vários órgãos, e, dessa forma, ter informações é fundamental para que possa ser tratada adequadamente. Ainda há muito o que se conhecer: por que acontece? De que forma ela age no organismo? As respostas para esses questionamentos vão nos permitir entender a fisiopatologia da Covid longa, nos dando condições de resolver essas sequelas de maneira adequada”, destaca. 

Ainda segundo a pesquisadora, é importante que as pessoas busquem os serviços de saúde para o tratamento da Covid longa. “Há uma tendência de procurar tratamento apenas para as sequelas mais graves, como a trombose. Entretanto, é fundamental buscar ajuda médica para as outras questões, pois elas também podem interferir bastante na qualidade de vida das pessoas”, afirma.

Outras Notícias

São José do Egito realiza II Fórum de Tecnologia na Construção Civil com debates sobre inovação e produtividade

Profissionais, empresários e estudantes participaram, nessa quarta-feira (4), do II Fórum de Tecnologia na Construção Civil, realizado em São José do Egito, no Sertão do Pajeú. O encontro abordou o uso de novas tecnologias, a análise de dados e as possibilidades de modernização das atividades do setor. Coordenado pelo Sebrae, com apoio da Prefeitura de […]

Profissionais, empresários e estudantes participaram, nessa quarta-feira (4), do II Fórum de Tecnologia na Construção Civil, realizado em São José do Egito, no Sertão do Pajeú. O encontro abordou o uso de novas tecnologias, a análise de dados e as possibilidades de modernização das atividades do setor.

Coordenado pelo Sebrae, com apoio da Prefeitura de São José do Egito, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e participação da Câmara Setorial da Construção Civil, o evento aconteceu na Sala do Empreendedor.

A programação contou com duas palestras voltadas às mudanças no mercado da construção civil. O engenheiro civil e empresário Aquin Martins apresentou sistemas construtivos que vêm sendo utilizados como alternativas aos métodos tradicionais, abordando novas técnicas e soluções para a execução de obras.

Já Pedro Paz, especialista em Ciência e Análise de Dados, discutiu a utilização de informações e ferramentas tecnológicas na construção civil. A apresentação tratou das possibilidades de aplicação dos dados no planejamento, na tomada de decisões e na melhoria da produtividade.

Segundo a organização, o fórum teve como objetivo aproximar profissionais e empresas locais das inovações do setor, além de incentivar a qualificação e a identificação de novas oportunidades de negócios.

O encontro também contou com a participação do prefeito Fredson Brito, do secretário municipal de Obras, Jackson Brito, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Pedro Lira. O Sebrae foi representado pela analista Amanda Barbosa.

Esta foi a segunda edição do fórum, que reúne representantes da construção civil para discutir temas relacionados à atividade econômica e às transformações tecnológicas do segmento.

Foto: Divulgação

Leonardo Carvalho e Tamires Brandão são cotados para o comando da Secretaria de Saúde de Serra Talhada

A saída de Lisbeth Rosa do comando da Secretaria de Saúde de Serra Talhada abriu uma disputa nos bastidores da gestão da prefeita Márcia Conrado (PT). Dois nomes aparecem com mais força nas articulações para assumir a pasta: Leonardo Carvalho e Tamires Brandão. Lisbeth anunciou sua renúncia nessa quarta-feira (4), após quase seis anos à […]

A saída de Lisbeth Rosa do comando da Secretaria de Saúde de Serra Talhada abriu uma disputa nos bastidores da gestão da prefeita Márcia Conrado (PT). Dois nomes aparecem com mais força nas articulações para assumir a pasta: Leonardo Carvalho e Tamires Brandão.

Lisbeth anunciou sua renúncia nessa quarta-feira (4), após quase seis anos à frente da secretaria. Em carta pública, afirmou que a decisão foi motivada pela necessidade de dedicar mais atenção à própria saúde.

Com a mudança, Leonardo Carvalho surge como uma das principais possibilidades para o cargo. Ele acumula experiência na administração municipal e já esteve à frente da direção do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada.

O outro nome é o de Tamires Brandão, atual secretária executiva de Saúde e esposa do vereador Tércio Siqueira. Integrante da estrutura administrativa da pasta desde 2022, ela representa a possibilidade de continuidade da atual equipe de gestão.

Os dois nomes já vinham sendo mencionados nas articulações políticas antes mesmo da confirmação da saída de Lisbeth. Com a renúncia, a discussão sobre quem assumirá a secretaria ganhou espaço dentro do grupo governista.

Embora outros possíveis substitutos também tenham sido mencionados, Leonardo e Tamires são, até o momento, os nomes que concentram as especulações mais consistentes sobre a sucessão.

A escolha caberá à prefeita Márcia Conrado, que ainda não anunciou oficialmente quem ficará responsável pelo comando da Saúde municipal.

A definição ocorre em um momento de cobranças sobre a gestão da pasta, especialmente em relação ao funcionamento dos serviços públicos e aos questionamentos apresentados por vereadores sobre contratos e despesas da secretaria.

Fotos: Reprodução/Redes sociais

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Encontro da ASSERPE prova que o rádio tem que ir onde o povo está

No comentário desta quinta-feira(5), repercuto diretamente de Serra Talhada a minha participação na reunião setorial da Asserpe (Associação das Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco), evento que reúne nomes da radiodifusão do Sertão e conta com a representação da Rádio Itapuama, por meio do diretor-geral João Ferreira e de João Ferreira Filho. Durante o […]

No comentário desta quinta-feira(5), repercuto diretamente de Serra Talhada a minha participação na reunião setorial da Asserpe (Associação das Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco), evento que reúne nomes da radiodifusão do Sertão e conta com a representação da Rádio Itapuama, por meio do diretor-geral João Ferreira e de João Ferreira Filho.

Durante o encontro, nosso debate central gira em torno do “rádio do futuro” (Rádio 3.0), sua evolução e seu protagonismo como veículo indispensável e instrumento de salvaguarda da sociedade. Destaco que o rádio continua sendo uma grande ponte para as demandas populares, como saneamento, calçamento e a questão hídrica no Sertão, cobrando respostas das autoridades e mantendo a responsabilidade editorial para que as denúncias da população não fiquem sem resposta.

No painel, também discutimos a presença do rádio nas multiplataformas e redes sociais, além de questionarmos a guerra de narrativas do mercado publicitário que tenta diminuir a importância do meio. Dados do Kantar IBOPE reforçam que o rádio continua presente na vida de 8 em cada 10 pessoas no Brasil, preservando sua força e capilaridade, seja no aparelho tradicional, nos aplicativos ou no streaming.

Também compartilho minha experiência de mais de 30 anos no rádio e o alcance dos meus canais digitais, que figuram entre os mais acessados de Pernambuco e já atingiram a marca de mais de 40 milhões de visualizações no Instagram. Faço questão de ressaltar que a força do rádio é a base que dá suporte a toda essa relevância que também conquistamos no ambiente digital.

Por fim, parabenizo a Rádio Itapuama pela participação na reunião setorial e destaco a capacidade de modernização e adaptação do rádio, um veículo que atravessa gerações, acompanha as transformações tecnológicas e se mantém forte e presente na vida da sociedade há mais de 100 anos.

Confira o comentário completo clicando no link abaixo.

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Por que São José do Egito tem uma das gasolinas mais caras do Sertão? MPPE quer explicações e fará audiência pública

Por que a gasolina chega a custar R$ 6,59 em São José do Egito, enquanto em Tabira o litro é encontrado por R$ 6,29? A diferença de R$ 0,30 entre os valores observados nas duas cidades do Sertão do Pajeú ilustra uma discussão que será levada ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Na próxima segunda-feira […]

Por que a gasolina chega a custar R$ 6,59 em São José do Egito, enquanto em Tabira o litro é encontrado por R$ 6,29? A diferença de R$ 0,30 entre os valores observados nas duas cidades do Sertão do Pajeú ilustra uma discussão que será levada ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Na próxima segunda-feira (9), o órgão realizará uma audiência pública para discutir os preços dos combustíveis comercializados no município.

A iniciativa é da 1ª Promotoria de Justiça de São José do Egito. O encontro acontecerá das 9h às 12h, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores, e será aberto à população, comerciantes, empresários e representantes de instituições públicas.

Embora a comparação entre São José do Egito e Tabira seja pontual e não represente um levantamento dos preços médios das duas cidades, a diferença chama atenção para a necessidade de compreender os fatores que influenciam os valores cobrados ao consumidor.

O Ministério Público pretende discutir a formação dos preços dos combustíveis fósseis e biocombustíveis, os direitos dos consumidores e os mecanismos de fiscalização do setor. Entre os pontos previstos estão a identificação de eventuais práticas abusivas e possíveis infrações contra a economia popular.

A audiência também deverá abordar a atuação dos órgãos fiscalizadores e as responsabilidades de fornecedores e autoridades públicas, considerando os princípios da livre iniciativa e da concorrência.

A realização do encontro não significa que tenha sido comprovada alguma irregularidade nos preços praticados pelos postos. O objetivo é reunir informações, ouvir os diferentes envolvidos e discutir medidas de acompanhamento e fiscalização.

Consumidores interessados em apresentar reclamações, questionamentos ou informações poderão participar dos debates. Para fazer uso da palavra, será necessário realizar um cadastro presencial junto à mesa responsável pela condução da audiência.

A reunião será realizada na Câmara Municipal de São José do Egito, localizada na Rua Presidente João Pessoa, nº 2, no Centro.

Foto: Reprodução

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Obras de restauração da PE-283 avançam no trecho entre Afogados da Ingazeira e Ingazeira

As obras de restauração da PE-283, rodovia que liga o entroncamento com a PE-292, em Afogados da Ingazeira, ao município de Ingazeira, no Sertão do Pajeú, apresentam avanços na recuperação do pavimento. Os serviços são executados pelo Governo de Pernambuco, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE), dentro do programa Reabilita. A intervenção […]

As obras de restauração da PE-283, rodovia que liga o entroncamento com a PE-292, em Afogados da Ingazeira, ao município de Ingazeira, no Sertão do Pajeú, apresentam avanços na recuperação do pavimento. Os serviços são executados pelo Governo de Pernambuco, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE), dentro do programa Reabilita.

A intervenção contempla a reconstrução da base da pista, a aplicação de uma nova camada asfáltica, melhorias na sinalização e o alargamento dos acostamentos. Os trabalhos estão sendo realizados pela empresa Stallen.

A rodovia apresentava problemas recorrentes de conservação, com buracos e trechos que exigiam serviços frequentes de manutenção. Em agosto deste ano, o DER chegou a retomar uma operação tapa-buracos após reivindicações de autoridades municipais de Ingazeira.

 

 

Diferentemente das intervenções pontuais realizadas anteriormente, a atual obra prevê a recuperação da estrutura do pavimento, com o objetivo de melhorar as condições de tráfego e a segurança de motoristas e passageiros.

A PE-283 é uma das ligações rodoviárias utilizadas pela população de Ingazeira para acessar Afogados da Ingazeira e outros municípios da região.

Fonte e imagens: Blog do Finfa