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O patrimônio dos candidatos

Por Nill Júnior

Atualizado às 18h30

É muito comum após o registro de candidaturas, a busca pelo patrimônio declarado dos candidatos.

Alguns sites já divulgaram o patrimônio de nomes ao governo do Estado.

O candidato com maior renda registrada até o momento é Miguel Coelho, do União Brasil. O ex-prefeito de Petrolina declarou ter bens que, acumulados, somam R$ 1.966.870,43.

Outro candidato milionário é Anderson Ferreira, do PL. Ele declarou ter patrimônio de R$ 1.790.962,77. Deste total, R$ 1,3 milhão é referente a um apartamento.

Marília Arraes, do Solidariedade, também revelou ter patrimônio milionário. A candidata acumula R$ 1.173.614,64 em bens, entre apartamento, veículo, aplicações e investimentos.

Danilo Cabral, do PSB, registrou renda de R$ 980.681,55, entre imóveis, veículo, aplicações e depósito bancário em conta corrente.

Nos registros de Raquel Lyra, candidata do PSDB, o patrimônio declarado é de R$ 340.576,99, distribuídos entre um apartamento no valor de R$ 289 mil, um carro no valor de R$ 40 mil, aplicação em renda fixa e dinheiro em conta.

Wellington Carneiro (PTB) declarou possuir R$ 337.361,00 em bens, entre duas casas, um terreno, dois veículos e dinheiro em conta. Jadilson Bombeiro, do MDB, possui patrimônio de R$ 210 mil, sendo R$ 150 de um imóvel e R$ 60 de outros bens móveis. A candidata Claudia Ribeiro (PSTU) não declarou nenhum bem.

O Blog fez um levantamento dos candidatos a Deputado Federal e  Estadual votados na região. Chama a atenção o fato de que alguns não declararam patrimônio. Ainda há aqueles que levantam suspeitas sobre a autenticidade do patrimônio revelado.

Agora a tarde, o blog incluiu  José Patriota (PSB) e Evângela Vieira (SD) na relação, após acesso ao link de suas candidaturas: o DivulgaCand. Veja alguns já publicados:

 

DR Waldir Tenório (SD)

Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)R$502,34
Quotas ou quinhões de capitalR$3.135,00
Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)R$2.469,52
Depósito bancário em conta corrente no PaísR$3.184,13
Quotas ou quinhões de capitalR$2.000,00
CasaR$102.617,81
Quotas ou quinhões de capitalR$2.000,00
Quotas ou quinhões de capitalR$1.500,00

Total em Bens: R$ 117.408,80

 

Eduíno Filho (PSDB)

Quotas ou quinhões de capitalR$105.500,00
Dinheiro em espécie – moeda nacionalR$195.000,00
Quotas ou quinhões de capitalR$50.000,00
Quotas ou quinhões de capitalR$15.000,00
Terra nuaR$180.000,00

Total em Bens: R$545.500,00

 

Júnior Santiago – NOVO

Nenhum bem declarado

 

Carlos Veras (PT):

Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)R$8.475,21
Quotas ou quinhões de capitalR$6.473,00
ApartamentoR$209.151,51
TerrenoR$40.000,00
Depósito bancário em conta corrente no PaísR$21.377,74

Total em Bens:  R$285.477,46 

 

Marcos Oliveira (PSDB)

TipoValor do Bem
TerrenoR$15.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$6.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$15.000,00
TerrenoR$20.000,00
Quotas ou quinhões de capitalR$4.000,00
Depósito bancário em conta corrente no PaísR$1.241,28
Caderneta de poupançaR$1.781,13
CasaR$42.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$170.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$13.000,00
Caderneta de poupançaR$1.826,40

Total em Bens: R$ 289.848,81

 

Sandro da Tapioca – Federal (PATRIOTA)

Nenhum bem declarado

 

Waldemar Oliveira (AVANTE)

GalpãoR$450.000,00
Outras aplicações e InvestimentosR$29.992,00
Outras aplicações e InvestimentosR$233.200,00
OUTROS BENS E DIREITOSR$21.528,11
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$300.957,50
Outras participações societáriasR$50.000,00
Outras aplicações e InvestimentosR$36.634,28
EmbarcaçãoR$173.090,91
Outras aplicações e InvestimentosR$146.638,94
Outras aplicações e InvestimentosR$956,10
Outras aplicações e InvestimentosR$398.350,00
ApartamentoR$1.350.000,00
Sala ou conjuntoR$220.013,10
Outras aplicações e InvestimentosR$497,33
VGBL – Vida Gerador de Benefício LivreR$153.151,38
ApartamentoR$3.500.000,00
ApartamentoR$96.000,00
CasaR$370.000,00
Depósito bancário em conta corrente no PaísR$210.000,00
Sala ou conjuntoR$216.432,85
GalpãoR$200.000,00
Jóia, quadro, objeto de arte, de coleção, antiguidade, etc.R$350.000,00
Outras aplicações e InvestimentosR$5.383,51
Dinheiro em espécie – moeda estrangeiraR$71.500,00
OUTROS BENS E DIREITOSR$120.000,00
CasaR$1.052.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$88.047,00
Outras participações societáriasR$50.000,00
ApartamentoR$350.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$40.000,00
VGBL – Vida Gerador de Benefício LivreR$12.900,22

Total em Bens: R$ 10.297.273,23

 

Zeca Cavalcanti (União Brasil)

TipoValor do Bem
CasaR$5.204,79
ApartamentoR$296.759,17
ApartamentoR$285.602,68
ApartamentoR$6.939,72
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$214.000,00
OUTROS BENS E DIREITOSR$528,00
Depósito bancário em conta corrente no PaísR$9.628,82
Depósito bancário em conta corrente no PaísR$175,18
Depósito bancário em conta corrente no PaísR$3.728,16
ConstruçãoR$150.000,00
Ações (inclusive as provenientes de linha telefônica)R$294,94
ApartamentoR$377.481,80

Total em Bens: R$ 1.350.343,26

 

Zé Negão – PODEMOS 

Nenhum bem declarado

 

Antonio Coelho (União Brasil)

Depósito bancário em conta corrente no PaísR$832,85
OUTROS BENS E DIREITOSR$470.341,37
OUTROS BENS E DIREITOSR$5.000,00
Ações (inclusive as provenientes de linha telefônica)R$630.708,99
Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)R$4.202,15

Total em Bens: R$ 1.111.085,36

 

Doriel Barros (PT)

TerrenoR$150.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$24.352,00
ApartamentoR$848.323,76
TerrenoR$60.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$28.244,00

Total em bens: R$ 1.110.919,76

 

Evângela Vieira – Solidariedade

Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$15.000,00
Quotas ou quinhões de capitalR$2.000,00
Dinheiro em espécie – moeda nacionalR$28.790,00
CasaR$103.155,82
TerrenoR$150.000,00
ApartamentoR$172.053,00
Quotas ou quinhões de capitalR$135.000,00
CasaR$30.000,00
Total em Bens: R$635.998,82

José Patriota (PSB):

OUTROS BENS E DIREITOSR$153.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$195.670,24
Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)R$169.976,21
OUTROS BENS E DIREITOSR$120.000,00
Caderneta de poupançaR$814,00
Total em Bens: R$639.460,45

Luciano Duque (Solidariedade)

TipoValor do Bem
CasaR$25.000,00
OUTROS BENS E DIREITOSR$30.000,00
TerrenoR$15.000,00
OUTROS BENS E DIREITOSR$156.615,70
TerrenoR$100.000,00
CasaR$35.000,00
OUTROS BENS E DIREITOSR$193.921,50
OUTROS BENS E DIREITOSR$54.000,00
Dinheiro em espécie – moeda nacionalR$80.000,00
CasaR$563.160,08
CasaR$30.000,00
Outras aplicações e InvestimentosR$15.862,02

Total de bens: R$ 1.298.559,30

 

Luciano Pacheco (PATRIOTA)

Nenhum bem cadastrado

Outras Notícias

Campanhas já gastaram R$ 288,7 milhões com a Meta em 2026, mais que o dobro de 2022

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022. O levantamento foi feito a partir […]

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022.

O levantamento foi feito a partir das prestações de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considera pagamentos realizados diretamente à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.

O crescimento dos gastos acompanha a expansão do impulsionamento de conteúdo nas campanhas. Em 2018, a Meta recebeu R$ 22,7 milhões diretamente dos candidatos. Na eleição nacional seguinte, em 2022, o montante chegou a R$ 129 milhões e, neste ano, já alcança R$ 288,7 milhões.

A participação da empresa no total das despesas eleitorais também aumentou. Os pagamentos diretos à Meta representavam 0,7% dos recursos gastos pelas campanhas em 2018. Em 2026, já correspondem a 6% do total declarado até agora.

Entre os partidos, o PL lidera as despesas diretas com a plataforma, com R$ 63,7 milhões. O PT aparece em seguida, com R$ 37,9 milhões, seguido pelo PSD, com R$ 30,3 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 23,3 milhões.

Na comparação entre candidaturas individuais, Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 7,45 milhões em contratações diretas com a Meta. Lula (PT) informou R$ 2,59 milhões. O valor declarado pela campanha de Flávio é quase três vezes o informado pela campanha do petista.

O levantamento aponta ainda que 24 candidaturas já declararam despesas superiores a R$ 1 milhão diretamente com a empresa. Juntas, elas somam R$ 41 milhões. Em 2022, apenas quatro candidatos haviam ultrapassado essa marca.

Os números de 2026 ainda podem aumentar. O prazo para a prestação final de contas termina em 3 de novembro para as candidaturas que participaram apenas do primeiro turno e em 14 de novembro para aquelas que avançaram ao segundo.

O levantamento considera apenas pagamentos cujo fornecedor direto é a Meta. Por isso, ficam de fora despesas realizadas por diretórios partidários, pagamentos por intermédio de agências de publicidade e outros gastos que apareçam vinculados ao CNPJ de terceiros.

Fonte: g1
Foto: Reprodução

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Flávio apaga posts antigos em que criticava Bolsa Família e chamava benefício de “bolsa-farelo”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito. A exclusão foi identificada […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito.

A exclusão foi identificada a partir de um arquivo com publicações de Flávio coletadas em junho deste ano. Os links das mensagens citadas anteriormente em reportagem sobre o posicionamento do candidato em relação ao Bolsa Família não estão mais disponíveis.

Entre as postagens estava uma de 2013 na qual Flávio afirmava que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, associando o programa à dependência dos beneficiários.

Também foram apagadas publicações de 2014 em que o então deputado estadual questionava a situação de pessoas que recebiam Bolsa Família ou seguro-desemprego e outras, de 2011, nas quais criticava políticas de transferência de renda.

Naquele ano, Flávio também utilizou a expressão “bolsa-farelo” para se referir ao Renda Melhor, programa criado pelo governo do Rio de Janeiro para complementar a renda de famílias que já recebiam o Bolsa Família. O benefício estadual chegava a R$ 300.

Quando era deputado estadual, Flávio votou contra a criação do Renda Melhor e defendeu que o pagamento tivesse prazo máximo de dois anos.

A exclusão das mensagens ocorre enquanto o Bolsa Família ocupa espaço na campanha do segundo turno. Nesta semana, a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, apresentou a proposta de uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego formal ou passem a empreender.

Após interpretações de que a proposta significaria limitar a permanência geral no programa a dois anos, a campanha afirmou que o prazo se refere apenas à regra de transição para quem tiver aumento de renda.

Flávio também publicou um vídeo nessa segunda-feira (19) afirmando que os beneficiários podem ficar tranquilos porque o “benefício está garantido”.

Questionada sobre o motivo da exclusão das publicações antigas, a campanha de Flávio não havia respondido até a publicação da reportagem que revelou as remoções.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Pesquisas aferem situação de Flávio e Lula a 5 dias do pleito

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito. A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula […]

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito.

A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula com 45%. O levantamento ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais por telefone entre 15 e 19 de outubro.

Destaco que, na reta final da campanha, os dados indicam estabilidade nos percentuais médios, com Flávio liderando por margens pequenas (entre 1,5 e 3 pontos) e uma trajetória recente de crescimento de Lula. Aponto ainda que o debate na TV Globo, na próxima sexta-feira (23), será determinante para a decisão dos eleitores indecisos.

🔊 Ative o áudio do post e confira o comentário completo.

 

Campanha de Lula volta ao TSE e acusa Meta de descumprir ordem sobre igualdade entre candidatos

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno. Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a […]

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno.

Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a campanha levará ao tribunal novos elementos para sustentar que a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze não estaria sendo cumprida.

“Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia”, afirmou Valadares.

Entre os pontos apresentados pelo PT está o funcionamento da inteligência artificial da Meta. A campanha alega que a ferramenta estaria favorecendo a geração de imagens com o número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro (PL), inclusive em situações nas quais o nome do candidato não é mencionado.

A alegação é da campanha de Lula e ainda está submetida à análise da Justiça Eleitoral.

Valadares afirmou ainda que representantes da campanha participaram, nessa segunda-feira (19), de uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar do assunto.

A nova manifestação ocorre após Bellizze conceder prazo de 24 horas para que a Meta comprove o cumprimento das medidas determinadas pelo TSE para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno. Caso o tribunal considere que a ordem não foi integralmente cumprida, a multa diária prevista pode ser elevada para R$ 1 milhão.

Na sexta-feira (16), a Meta reconheceu que problemas técnicos no impulsionamento de anúncios afetaram a campanha de Lula, mas negou qualquer interferência política na eleição. A empresa afirmou que os incidentes atingiram campanhas de diferentes posições políticas e disse que Flávio Bolsonaro também relatou falhas.

“A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”, afirmou a empresa.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Evaristo Sá/AFP

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Dois meses após a posse, governo de direita da Colômbia amplia em 16% o Orçamento de 2027

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas. A aprovação […]

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas.

A aprovação ocorreu após uma longa discussão no Senado e na Câmara dos Representantes. Na Câmara, o texto recebeu 112 votos favoráveis e apenas um contrário.

O orçamento representa crescimento de cerca de 16% quando comparado ao valor originalmente aprovado para 2026. Considerando a dotação atualmente vigente deste ano, de 555,8 trilhões de pesos, a alta é de aproximadamente 14,2%.

A proposta prevê déficit fiscal de 9,4% do Produto Interno Bruto em 2027. O patamar ocorre em um cenário de aumento da dívida pública e de dificuldades para a Colômbia recuperar o grau de investimento perdido em 2021.

Entre as principais destinações previstas estão recursos para pagamento da dívida, educação, saúde e defesa. Durante a tramitação no Congresso, parlamentares também realizaram mudanças nas verbas destinadas a diferentes áreas do governo.

A aprovação amplia gastos no mesmo momento em que o governo colombiano afirma pretender reorganizar as contas públicas. De La Espriella havia prometido reduzir despesas e agora prepara a chamada “Lei de Resgate”, que deverá concentrar as medidas de ajuste fiscal.

A intenção do governo é reduzir o déficit projetado para 2027 de 9,4% para 7,2% do PIB. A proposta deverá envolver cortes de despesas e revisão de benefícios tributários, mas o texto definitivo ainda precisa ser apresentado e analisado pelo Congresso.

O ministro da Fazenda, Miguel Gómez, afirmou após a votação que o governo recebeu um “voto de confiança” do Legislativo e defendeu mudanças na trajetória das finanças públicas colombianas.

A discussão fiscal ocorre também enquanto o país busca conter o crescimento da dívida e recuperar a confiança dos mercados. A expectativa do governo é realizar o ajuste após a aprovação do orçamento, transferindo para uma nova legislação as medidas destinadas a reduzir o desequilíbrio das contas públicas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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