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Morre ex-vereador Luiz Alves dos Santos. Velório a partir dessa noite na Câmara

Por Nill Júnior
Luiz Alves, quando homenageado pela Câmara, em junho de 2017

Atualizado às 16h30

Acaba de falecer o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Afogados da Ingazeira, Luiz Alves dos Santos, aos 82 anos. Ele estava internado na Casa de Saúde, depois de nova intercorrência, após alguns problemas de saúde respiratórios identificados. Há poucos dias, havia vindo de tratamento na capital pernambucana, quando apresentou alguma melhora. Mas hoje teve um infarto fulminante e não resistiu.

“Seu Luiz”, como também era chamado, integrou a formação da Câmara Constituinte da Lei Orgânica,em 1988, ao lado de José Patriota, Heleno Mariano, Damião Alves dos Santos, Erickson Torres, Zé Nazário, Nivaldo Inácio, Paulão e Reginaldo Lopes. Dos cargos eletivos do município, só não foi eleito prefeito, mas chegou a ocupar a função. Foi vice-prefeito de Silvério Queiroz entre 1973 e 1976. E de lá pra cá acumulou vários mandatos de vereador.

Luiz Alves, em foto de campanha no ano de 2004

O ciclo foi mantido anos depois. Ainda seria eleito vereador em 1996 e 2000. Seu último mandato teve a participação de colegas como Aline Mariano, Ana Maria, Augusto Martins, Braz Emidio,  Cícero Miguel, Erickson Torres, Hamilton Mariano, Zé Ioni, Luiz Odon, Raul Cajueiro e Renaldo Lima. Em 2004, ficou na suplência, após disputar pelo PTB.

Luiz Alves também foi professor da FASP, antiga FAFOPAI, na cadeira de Latim. No esporte, foi presidente da Liga Desportiva de Afogados da Ingazeira, ajudando a organizar clubes amadores da cidade. Também foi Secretário de Administração em Carnaíba.

Mas ficou notabilizado por ser mentor do Colégio Cenecista Pinto de Campos, que educou milhares de afogadenses por décadas. Muitos são os que lá tiveram ensino fundamental hoje com gratidão ao “Seu Luiz”. A quadra da escola por anos era o único espaço para crianças pobres praticarem esportes como futsal e voley.

Em junho do ano passado, foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, em solenidade que reverenciou os ex-presidentes com a Medalha Orisvaldo Inácio.

O Professor Luis Alves destacou na oportunidade: “É sempre importante reconhecer quem fez história, lembro que estudamos cada artigo da nossa lei orgânica, um por um, obrigado ao Presidente pela homenagem”.

Hoje ele completava 57 anos de casamento com Dona Lucinda, que por muitos anos foi dona de uma loja de calçados na cidade, também professora estadual aposentada. O clima entre os filhos e esposa é de comoção.

Luto, velório e sepultamento: O corpo será velado na Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira a partir das 18h30 e sepultado nesta terça-feira. O Prefeito José Patriota decretou luto oficial. A Câmara de Vereadores também externa luto oficial, através de seu Presidente, Igor Mariano.

Dona Lucinda, Luiz Alves e Augusto Martins

“Seu Luiz, como carinhosamente era conhecido, foi um homem de vida exemplar em todas as esferas. Foi recentemente homenageado pela Câmara de Vereadores pela grande contribuição que deu ao longo do tempo ao Legislativo municipal, sendo um dos poucos na história a conduzir a casa por duas oportunidades”, diz o Presidente da Câmara.

“Ficará pra sempre o seu legado, eternizado na memória do povo afogadense e de todos que fazem a Câmara de Vereadores. Sua história estará sempre representada na Galeria de Presidentes do Legislativo, a qual teve o prazer de inaugurar em junho de 2017 . Que Deus em sua infinita bondade possa confortar seus familiares e amigos”, acrescenta.

“O Governo municipal lamenta profundamente a morte do Professor e ex Secretário de Administração de Carnaíba, Luís Alves dos Santos. Ele parte deixando-nos muitas lições de amor, amizade, profissionalismo, ética e humanidade. Deixamos nossas sinceras condolências à família e amigos por esta inestimável perda”, diz o prefeito Anchieta Patriota.

“É com uma profunda tristeza no coração que recebi a notícia do falecimento do nosso amigo Luiz Alves, professor, ex-vice prefeito, ex-vereador, ex-presidente da Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira e integrante da Câmara Constituinte da Lei Orgânica deste município”, disse José Patriota.

“Tive o prazer de, com ele e demais vereadores, escrever a constituição de Afogados, promulgada em 1990. Com sua Escola Cenecista, Luiz Alves foi o responsável pela formação de gerações e gerações de Afogadenses. Homem correto, íntegro, reserva ética nesses tempos sombrios de homens públicos que mais buscam se servir do que servir ao povo, Seu Luiz nos fará muita falta”, segue.

E conclui: “Aproveito o momento para externar todo o meu pesar à família enlutada, desejando todo o conforto da palavra de Deus nesse momento de irreparável e dolorosa perda. Informo ainda que decretei luto oficial de três dias em Afogados da Ingazeira”.

Outras Notícias

G1 destaca odisseia de ciclista sertanejo

Inspiração veio do fotógrafo araraquarense Beto Ambrósio para fazer a viagem que teve uma parada especial na Basílica de Aparecida. Ele retorna para Afogados da Ingazeira (PE) nesta quinta. Do G1 O fotógrafo pernambucano Cláudio Kennedy da Silva Queiroz, de 42 anos, pedalou 2,9 mil quilômetros para visitar parentes em Araraquara (SP). O ciclista saiu […]

O fotógrafo Cláudio Kennedy Queiroz viajou 2,9 mil km de bike para visitar parentes em Araraquara (SP). (Foto: Arquivo pessoal)

Inspiração veio do fotógrafo araraquarense Beto Ambrósio para fazer a viagem que teve uma parada especial na Basílica de Aparecida. Ele retorna para Afogados da Ingazeira (PE) nesta quinta.

Do G1

O fotógrafo pernambucano Cláudio Kennedy da Silva Queiroz, de 42 anos, pedalou 2,9 mil quilômetros para visitar parentes em Araraquara (SP). O ciclista saiu de Afogados da Ingazeira (PE), no sertão pernambucano, em 15 de abril e foi recebido na noite de 8 de maio por vários primos na entrada de Araraquara, após 24 dias de viagem. Após passar uma semana com a família, ele retorna a Pernambuco de avião na tarde desta quinta-feira (17).

Na viagem a São Paulo, Kennedy fez questão de aumentar o percurso em mais de 400 quilômetros para poder passar em Aparecida do Norte (SP) para visitar a Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

A bicicleta do fotógrafo pernambucano Kennedy em frente à Basílica de Aparecida: ‘parte mais emocionante’. (Foto: Arquivo pessoal)

“Eu quis agradecer porque consegui na minha vida esse ano duas vitórias com os meus filhos. Um passou no vestibular para direito e o outro tornou-se militar, era um sonho para mim, eu lutei por isso, eu pedi muito a Deus”, contou.

Ele conta que chegar a Aparecida foi a parte mais emocionante da viagem. “Eu chorei muito. Lembrei da minha mãe, que já é falecida, mas que era muito devota, lembrei muito dos meus filhos, da família, da minha namorada, de todo mundo”, diz.

Família unida

A família Queiroz é muito grande e, na década de 1970, foi separada em um lado paulista e um lado pernambucano. O tio de Kennedy se mudou para Araraquara e chamou os irmãos. Um dos que aceitaram foi o pai de Kennedy, que chegou a ficar por um ano, mas não se adaptou e voltou para Pernambuco.

A família voltou a se reunir em 2008 quando uma das primas de Araraquara se aposentou e viajou até Afogados para rever os parentes. Desde então, Fátima Queiroz tem ido anualmente para Pernambuco.

Inspiração araraquarense

Cláudio Kennedy Queiróz pedalou cerca de 120 km por dia de Pernambuco a Araraquara (SP). (Foto: Reprodução EPTV)

A ideia da viagem ocorreu durante uma dessas visitas da prima Fátima a Afogados. Na época, ela comentou sobre o fotógrafo araraquarense Beto Ambrósio que pedalou 25 mil quilômetros por 17 países da América Latina.

Para fazer a viagem ele fez um detalhado planejamento. Ciclista há três anos, intensificou os treinos, fez um check up da saúde, pegou orientações com uma nutricionista, estudou o percurso e leu todos os livros de Beto Ambrósio e até chegou a trocar e-mails com o fotógrafo-ciclista.

A bike também foi preparada para a viagem. Foi toda envelopada e ganhou um alforje no qual Queiroz carregou produtos de higiene, suplementos, roupas, pneu, câmera de ar, uma barraca e até um fogareiro com uma panelinha que nunca foram usados.

Aprendizado no caminho

Kennedy pedalou uma média de 120 km por dia. Geralmente, começava às 5h e parava às 14h, lutando consigo mesmo para vencer os percursos, alguns difíceis como as montanhas de Minas Gerais.

Como combustível Kennedy usava a falta de confiança de algumas pessoas na sua conquista. “O que mais me fortalecia eram as críticas negativas. Quando a pessoa diz que eu não sou capaz eu provo que sou capaz”.

Ao longo da viagem ele passou por seis estados e conheceu muita gente que o ajudou, mas também teve decepções. “Eu fui muito recriminado. Você está em uma bike e quando chega para se alimentar em algum lugar ou para dormir, eles olham para você como um peregrino, um esmoler”, contou.

O momento mais dolorido aconteceu ao ser rejeitado por um conterrâneo que tinha uma pousada na Bahia. “Isso nunca vai sair de mim. O apelido dele era ‘Pernambuco’ e eu fui humilhado por ele. Eu queria um quarto para dormir e ele negou porque eu disse que iria colocar a bicicleta dentro do quarto. Ele pegou o dinheiro balançando na minha frente e falou ‘vai embora daqui’.

“Isso me marcou muito. Eu disse para ele que ele não era de Pernambuco porque o povo do meu estado é muito acolhedor. E que ele não tinha direito de usar o nome de Pernambuco”, disse.

Esses acontecimentos e a constante superação durante a trajetória fizeram com que o fotógrafo aprendesse muito sobre si mesmo e também sobre as pessoas.

“Na estrada eu chorava, eu brigava com Deus, eu falava com Deus, eu cantava. Fiz muitos amigos. Encontrei refugiados da Venezuela, pessoas de outros estados, pessoas que estavam fazendo o mesmo que eu”, conta.

Tanto Kennedy quanto a sua bicicleta chegaram intactos a Araraquara, mas ele reconhece que a viagem foi perigosa. Os parentes tanto de Araraquara quanto de Pernambuco acompanharam a trajetória com preocupação por meio dos vídeos que ele gravava no final de todos os dias.

Kennedy volta para Pernambuco a tempo de comparecer na formatura do filho como militar em Recife e já decidiu a próxima viagem. No ano que vem ele quer fazer esse mesmo percurso, só que de carro e com uma decisão: “Quando eu ver essas pessoas nas estradas eu vou parar para ajudar”, afirma.

Burocracia da Codecipe deixa comunidades sem água no Pajeú. Cobrança também atinge IPA e prefeituras

A burocracia e demora da Codecipe  (Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco) está deixando algumas comunidades rurais sem acesso a água na região do Pajeú. Segundo relato de Dora Santos, que preside o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e coordena o Comdrur – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano de Afogados da Ingazeira, no Pajeú, […]

pipa

A burocracia e demora da Codecipe  (Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco) está deixando algumas comunidades rurais sem acesso a água na região do Pajeú.

Segundo relato de Dora Santos, que preside o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e coordena o Comdrur – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano de Afogados da Ingazeira, no Pajeú, a realidade se deve à burocracia. “O que eles dizem à gente é que foi feita a licitação e que os carros serão liberados”, diz.

Mas o processo se arrasta há vários dias. Resultado : com exceção das comunidades abastecidas por sistemas adutores como o Zé Dantas e a Adutora do Pajeú, o quadro é de calamidade.

O caso que mais chamou a atenção nos últimos dias foi o da comunidade de Serrinha, em Afogados da Ingazeira. Diariamente, moradores da comunidade e líderes comunitários relatam que falta água até para as necessidades básicas. As altas temperaturas no Sertão agravam o quadro para homens e animais.

As prefeituras e o IPA também  tem sido cobradas. O IPA, por não atender um número maior de comunidades. No caso das prefeituras, a queixa é de que com a demora da Codecipe, deveriam  emergencialmente atender os moradores dos sítios. Mas elas alegam que não tem condições para atender tantas comunidades.

Falando à Rádio Pajeú, o Prefeito José Patriota, que também preside a Amupe, afirma que o município já instalou vários sistemas integrados de distribuição nas comunidades rurais, após perfuração de poços que deram boa vazão. “É preciso ouvir a outra versão para não tirar conclusões precipitadas. A Prefeitura tem estudado o caso e deve apresentar uma solução”, garantiu sobre o caso de Serrinha.  O próprio Secretário Luciano Gomes (Agricultura) afirmou não haver como atender tantas comunidades.

Neste episódio, que rendeu muitas cobranças dos moradores, uma luz surgiu no fim do túnel. Um poço com vazão que pode chegar a oito mil litros. A Prefeitura prometeu que vai instalar chafarizes para acesso da comunidade e garante que está cobrando do Prorural após as eleições (a legislação eleitoral proíbe novos convênios neste período) um sistema integrado de distribuição para atender os moradores. Mas até o sistema ser implantado, carros pipa são a alterativa emergencial.

Outro drama é que com a retirada necessárias de carros pipa muitas barragens como Rosário, estão tendo queda drástica de volume. Fruto de mais um ao de chuvas irregulares e Adutoras que priorizam áreas urbanas, estimulando cada vez mais o êxodo rural.

Pollyana segue com acesso livre no Palácio

Na última quarta, a prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu, teve novo encontro com a governadora Raquel Lyra. “Estive no Palácio do Campo das Princesas ao lado da nossa governadora, Raquel Lyra, para reforçar as necessidades e reivindicações do nosso povo. Com parcerias como essa, estamos construindo um futuro de mais desenvolvimento e qualidade de vida […]

Na última quarta, a prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu, teve novo encontro com a governadora Raquel Lyra.

“Estive no Palácio do Campo das Princesas ao lado da nossa governadora, Raquel Lyra, para reforçar as necessidades e reivindicações do nosso povo. Com parcerias como essa, estamos construindo um futuro de mais desenvolvimento e qualidade de vida para Sertânia, tanto na cidade quanto na zona rural. Os desafios são muitos, mas com trabalho sério e união, vamos transformar nossa realidade”, disse.

Pollyana foi uma das candidatas mais valorizadas no interior pela governadora, que esteve em três oportunidades participando de atos de campanha da então candidata. Algo parecido na região só ocorreu em salgueiro, ao lado do prefeito Fabinho Lisandro.

A se considerar o encontro, a tucana continua com portas abertas no Palácio, uma das promessas de campanha, de um corredorde diálogo permanente com a aliada Raquel Lyra.

São João de Caruaru: a peleja da tradição contra a modernidade

Por Leonardo Salazar* Alinhadas com o plano de governo da prefeita Raquel Lyra, o São João de Caruaru passou por relevantes melhorias a partir de 2017, tanto no conceito quanto no formato da festa junina: Descentralização da festa para todos os distritos da zona rural do município; Lançamento antecipado do evento ocupando espaços públicos e gratuitos; Publicação […]

Por Leonardo Salazar*

Alinhadas com o plano de governo da prefeita Raquel Lyra, o São João de Caruaru passou por relevantes melhorias a partir de 2017, tanto no conceito quanto no formato da festa junina:

Descentralização da festa para todos os distritos da zona rural do município; Lançamento antecipado do evento ocupando espaços públicos e gratuitos; Publicação de um edital para a seleção de propostas artísticas com definição de um valor máximo de cachê (teto); Preferência pelo artista caruaruense na grade de programação (70%); Ampliação das linguagens artísticas exibidas (artes cênicas, artes plásticas, cinema etc); Planejamento administrativo contemplando 15 processos licitatórios para o evento.

Ainda Integração das ações de todas as secretarias através do Comitê Gestor do São João; Economicidade para o tesouro municipal através do controle orçamentário do evento; Captação de recursos executada pela própria prefeitura através de chamamento público; Negociação de contrato de patrocínio bianual (2019/2020 – Heineken e Cielo) e busca por fontes alternativas de financiamento (Lei Rouanet – Facebook).

O Maior e Melhor São João do Mundo demanda um planejamento complexo e permanente, pois se trata de uma das maiores festas populares do país, e que impacta economicamente a cidade. Em 2018, o São João injetou R$ 165,5 milhões na economia caruaruense.

Uma mistura de Tradição e Modernidade. Para melhor entender sua especificidade sociocultural, tenho dito que existem duas festas de São João: o São João Cultural (onde predominam os elementos da Tradição) e o São João Entretenimento (onde predominam os elementos da Modernidade).

Observando o mapa da festa, identificamos o Pátio de Eventos como sendo o local onde predominam as forças da Modernidade, na qual denominamos de São João Entretenimento. Saindo do Pátio de Eventos em direção à Estação Ferroviária, e se afastando na direção dos bairros e da zona rural, encontraremos os locais onde predominam as forças da Tradição, que denominamos de São João Cultural.

Essa diferenciação não é apenas conceitual, mas também estrutural. O Pátio de Eventos tem lotação para cerca de 80 mil pessoas, o que demanda uma infraestrutura de grande porte. As maiores marcas patrocinadoras do evento disputam cada metro quadrado para expor suas marcas e realizarem ações promocionais neste espaço. O comportamento do público jovem que comparece em massa ao Pátio de Eventos revela as características de Modernidade em cada elemento: na roupa, nos acessórios, nos equipamentos eletrônicos, e, como não podia deixar de ser, na música de seus artistas favoritos – da música sertaneja à música eletrônica, refletindo a realidade do mercado musical brasileiro.

Na contramão das características acima mencionadas, encontramos um público heterogêneo e bastante segmentado que busca no São João experiências que remontam à Tradição da festa junina: o ambiente rural, a gastronomia das comidas de milho, as coreografias das quadrilhas matutas, o forró gonzagueano dos trios pé-de-serra, o encanto das bandas de pífano e a energia dos bacamarteiros. Outra segmentação importante diz respeito aos gêneros musicais, onde existe em Caruaru inclusive a demanda de um palco descentralizado dedicado ao rock e ao pop. Esses públicos segmentados demandam uma infraestrutura de menor porte, territorialmente espalhada, contemplando a Estação Ferroviária, o Monte Bom Jesus, o Alto do Moura e a zona rural.

Desta maneira, entendemos como extremamente importante e necessária a diferenciação entre o São João Cultural e o São João Entretenimento. Embora sejam duas faces de uma mesma moeda, cada festa demanda um pacote específico de infraestrutura e de programação artística. Por fim, esta diferenciação é importante também para o processo de captação de recursos, pois enquanto o perfil da festa São João Entretenimento pode ser viabilizado através das verbas de marketing direto de grandes empresas, o perfil da festa São João Cultural pode ser financiado através das leis de incentivo à cultura ou de convênios com outros entes federativos.

Diante de um mercado musical cada vez mais homogêneo e globalizado, cabe à Fundação de Cultura e Turismo adotar medidas para salvaguardar o gênero musical Forró como patrimônio cultural do Brasil, bem como fomentar as tradições juninas que atraíram em 2018 para Caruaru cerca de 2,2 milhões de turistas no período do São João.

Destacamos as seguintes ações: Abertura do São João com show da Orquestra de Pífanos de Caruaru, regida pelo maestro Mozart Vieira;  Valorização do gênero musical “Forró” na grade de programação (85% ao todo);  Ornamentação característica dos polos juninos com balões e bandeirolas coloridas; Polos dedicados ao forró pé de serra, ao repente, às quadrilhas juninas, aos bacamarteiros, às bandas de pífanos e ao artesanato em barro; Incentivo às festas das comidas gigantes (Maior Cuscuz do Mundo etc).

Por fim, comemoração do Dia do Forró (13/12) com realização da Semana Viva Gonzaga; Funcionamento anual do Museu do Forró Luiz Gonzaga (pátio de eventos) e Lançamento do edital para gravação do CD “A música do país de Caruaru” com repertório inédito de gêneros juninos compostos por autores caruaruenses (natos ou radicados).

Ampliando o debate para além das ações do poder público, não somente no sentido de valorizar o título de Caruaru como “A Capital do Forró” como também para aquecer o mercado do Forró, cabe também aos veículos de rádio e televisão – enquanto concessões públicas – a responsabilidade de abrir espaço em sua programação para veicular o repertório do Forró e divulgar a imagem de seus artistas o ano inteiro, e não somente em junho.

Aos artistas e produtores culturais cabe a responsabilidade de dinamizar o mercado musical do Forró. O artista precisa aprender a administrar a própria carreira e a inovar nos modelos de negócios; precisa mudar a maneira de se relacionar com seu público, abrindo seu próprio canal no YouTube e criando novos conteúdos para postar semanalmente nas redes sociais, pois o consumidor de música do século XXI é uma pessoa jovem, conectada e digital. E mais: cerca de 65% dos brasileiros acessam o YouTube para “ouvir música”.

Por fim, cabe ainda ao cidadão fazer a sua parte para fortalecer o mercado local do Forró: prestigiar os shows dos artistas, consumir seus discos (físicos ou digitais) e oferecer a seus filhos, sobrinhos e netos o acesso às obras icônicas deste gênero musical, educando a geração futura para curtir o Forró e valorizá-lo como elemento característico da identidade cultural caruaruense.

*Leonardo Salazar é vice-presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru

Clientes do Banco do Nordeste podem renegociar ou liquidar dívidas rurais com benefícios legais até o final do ano

Produtores rurais têm até o final do ano para liquidar ou renegociar suas dívidas junto ao Banco do Nordeste, com base nos instrumentos legais atualmente em vigor (lei 12.844, e Resoluções 4.314 e 4.315 do Conselho Monetário Nacional). Os benefícios incluem descontos de até 85% no valor principal da dívida, em caso de liquidação pelo […]

1319571793949-bnbProdutores rurais têm até o final do ano para liquidar ou renegociar suas dívidas junto ao Banco do Nordeste, com base nos instrumentos legais atualmente em vigor (lei 12.844, e Resoluções 4.314 e 4.315 do Conselho Monetário Nacional).

Os benefícios incluem descontos de até 85% no valor principal da dívida, em caso de liquidação pelo art. 8o da Lei 12.844. Em caso de renegociação, sem desconto, pode ser concedido prazo de pagamento de até dez anos, com base nas resoluções 4314 e 4315 do Conselho Monetário Nacional.

Para pleitear a liquidação ou renegociação, o cliente deve procurar sua agência de relacionamento do Banco do Nordeste, verificar o enquadramento da operação e formalizar a adesão. Os benefícios legais são analisados caso a caso dependendo do enquadramento da operação.

Desde o início da vigência de cada dispositivo legal, o Banco do Nordeste, com base nos instrumentos legais de renegociação de dívidas, já renegociou e liquidou aproximadamente 120 mil operações, beneficiando mais de 90 mil produtores. No Ceará, mais de 12 mil produtores renegociaram suas dívidas.

O Banco do Nordeste, por determinação da Lei 12.884, também suspendeu, até 31 de dezembro deste ano, ações de cobrança judicial das operações em situação de atraso que podem ser enquadradas na referida Lei.

O Banco do Nordeste, através de sua rede de agências, está à disposição dos produtores rurais para buscar o melhor enquadramento para as operações de crédito beneficiadas pelos instrumentos legais.