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Maciel Melo justifica voto declarado em Lula: “artista tem direito de se manifestar”

Por Michael Andrade

Cantor e compositor pernambucano reagiu às críticas recebidas depois de tornar pública sua escolha eleitoral e defendeu que artistas possam se posicionar politicamente sem que divergências se transformem em ataques pessoais.

Maciel Melo se manifestou nas redes sociais após receber críticas por declarar voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nesta semana, o artista afirmou que sua posição política parte, antes de tudo, de sua condição de cidadão e defendeu o direito de artistas se manifestarem sobre os rumos do país.

“Antes do artista existe o homem, o cidadão, e todo cidadão tem o direito de ir, de vir, de escolher o seu candidato, de escolher quem vai governar o país em que a gente vive”, afirmou.

Maciel disse ter ficado surpreso com a reação provocada pela postagem anterior. Segundo ele, além de comentários críticos, houve seguidores que deixaram de acompanhar suas redes depois da declaração de voto.

“Eu fiquei estarrecido com os comentários. Muita gente me detonando, esculhambando comigo, outros deixando de me seguir”, relatou.

O compositor argumentou que a atividade artística não deve ficar restrita ao entretenimento e pode também dialogar com temas ligados à cidadania, liberdade de expressão e questões sociais.

“Eu acho que todo artista, seja ele na música, na dança, nas artes plásticas, na poesia, na literatura, não deve fazer da sua arte uma ferramenta que trabalhe apenas em prol da admiração, do divertimento, mas também que trabalhe em prol da cidadania de seu povo”, disse.

Apesar das críticas, Maciel afirmou que manterá sua posição e defendeu que diferenças políticas não sejam motivo para rompimento de relações pessoais.

“É nas divergências que a gente cresce, que a gente aprende”, afirmou. Em outro trecho, acrescentou: “Quem quiser me seguir, me segue. Ninguém é obrigado a me seguir”.

Relação com Lula vem de outros anos

A manifestação ocorre dentro de uma relação de admiração política e artística que não começou nesta eleição. Maciel Melo já havia demonstrado apoio a Lula em outras ocasiões e, em 2022, compôs uma música para a campanha presidencial do petista.

A aproximação entre os dois também ganhou um capítulo durante o período em que Lula esteve preso em Curitiba, em 2018. Naquele ano, o então ex-presidente leu “A Poeira e a Estrada”, livro autobiográfico de Maciel, e posteriormente enviou uma mensagem ao compositor elogiando sua trajetória como escritor e músico.

Segundo registros publicados à época, Lula contou ainda que já conhecia a obra musical do pernambucano e mencionou ter recebido anteriormente um disco do artista. Na carta enviada a Maciel, escreveu que havia ficado “orgulhoso” ao ver outro nordestino alcançando reconhecimento na literatura e na música.

Maciel também participou, ao longo dos anos, de eventos políticos e culturais relacionados a Lula e ao grupo político de Eduardo Campos em Pernambuco. Há registro, por exemplo, de sua participação em programação organizada durante o período em que Campos governava o estado e de sua presença em atos políticos e culturais ligados ao ex-presidente.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo em que Maciel Melo comenta a repercussão de sua declaração de voto.

Vídeo: Reprodução/Instagram

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Outras Notícias

Para Lewandowski, atos imputados a Dilma podem ser contestados no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, afirmou na madrugada desta sexta-feira (15) que atos imputados à presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment em curso no Congresso poderão ser contestados na Corte. Com isso, os ministros poderão analisar, por exemplo, se as chamadas “pedaladas fiscais” são crime. Lewandowski se manifestou ao final […]

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Do G1

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, afirmou na madrugada desta sexta-feira (15) que atos imputados à presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment em curso no Congresso poderão ser contestados na Corte. Com isso, os ministros poderão analisar, por exemplo, se as chamadas “pedaladas fiscais” são crime.

Lewandowski se manifestou ao final de um julgamento de mais de sete horas sobre como será a votação do impeachment no plenário da Câmara. O Supremo decidiu manter a ordem e a forma como a Câmara definiu que será a votação. Além disso, a Corte rejeitou pedido da Advocacia-Geral da União para suspender a sessão da Câmara que decidirá sobre o impeachment no domingo.

“Que fique essa fundamentação na ata, que acabo de explicitar, para que essa questão da tipificação possa eventualmente ser reexaminada no momento oportuno. […] Não fechamos a porta para uma eventual contestação no que diz respeito à tipificação dos atos imputados à senhora presidente no momento adequado”, afirmou Lewandowski.

A declaração do ministro deixa margem para o governo questionar no Supremo se acusações contra Dilma no processo – a prática das chamadas “pedaladas fiscais” (uso de bancos públicos para bancar programas sociais) e a assinatura de decretos de Dilma que abriram créditos incompatíveis com a meta fiscal – poderão ou não ser caracterizadas como crimes de reponsabilidade. Somente esse tipo de crime justifica o impedimento de um presidente da República.

Após o julgamento nesta sexta-feira, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma, disse ter considerado o resultado “extremamente positivo”. Apesar de o STF ter rejeitado a suspensão da votação na Câmara, os ministros fixaram que a análise pelo plenário da Câmara deverá levar em conta somente as acusações acolhidas por Eduardo Cunha – os decretos de créditos suplementares e as “pedaladas fiscais”.

Ficarão de fora, portanto, fatos relativos às investigações da Operação Lava Jato e a delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). “De certa forma, é uma vitória, que é a delimitação clara do objeto do impeachment. Quando você tem que se defender de coisa que não sabe o que é, fica muito difícil”, afirmou Cardozo.

Após o julgamento, questionado sobre a afirmação de Lewandowski, o ministro Celso de Mello, decano da Corte, explicou que cabe ao Senado analisar se os atos imputados a Dilma caracterizam crime. “Se eventualmente a presidente entender que estará sendo lesada em seus direitos, ela poderá novamente voltar ao STF”, ressalvou o ministro.

Senador Luiz Henrique da Silveira morre aos 75 anos em Joinville, SC

O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) morreu na tarde deste domingo (10) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ele tinha 75 anos e chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu, segundo a assessoria de imprensa do Hospital da Unimed. Além de senador desde 2011, o político catarinense foi prefeito de Joinville […]

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O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) morreu na tarde deste domingo (10) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ele tinha 75 anos e chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu, segundo a assessoria de imprensa do Hospital da Unimed.

Além de senador desde 2011, o político catarinense foi prefeito de Joinville por três mandatos, deputado federal, deputado estadual e governador de Santa Catarina por dois mandatos, entre 2003 e 2010.

A assessoria de imprensa do senador e a assessoria do Hospital da Unimed informaram que, na manhã deste domingo, ele estava em sua casa, em Itapema, no Litoral Norte. Depois, foi para Joinville, onde chegou por volta das 12h. Enquanto almoçava, o senador sofreu parada cardiorrespiratória.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Os socorristas tentaram reanimá-lo até a chegada no hospital. Na unidade de saúde, a equipe médica fez tentativas de reanimação, com  massagem cardíca e remédios por cerca de uma hora e meia, mas a morte foi confirmada às 15h15.

Segundo a assessoria de imprensa do político, o velório será realizado no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, a partir do final da noite deste domingo. O enterro será na mesma cidade, durante o final da tarde de segunda-feira (11). (G1)

Executiva Nacional do PSDB rejeita expulsão de Aécio Neves

Blog de Jamildo Na noite dessa quarta-feira (22), a Executiva Nacional do PSDB rejeitou duas representações que pediam a expulsão do deputado federal Aécio Neves (MG), ex-presidente nacional do partido. As representações foram apresentadas pelos Diretórios municipal e estadual de São Paulo. Foram 33 votos contra a expulsão, 4 a favor e uma abstenção. A […]

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Blog de Jamildo

Na noite dessa quarta-feira (22), a Executiva Nacional do PSDB rejeitou duas representações que pediam a expulsão do deputado federal Aécio Neves (MG), ex-presidente nacional do partido. As representações foram apresentadas pelos Diretórios municipal e estadual de São Paulo.

Foram 33 votos contra a expulsão, 4 a favor e uma abstenção. A decisão representa a primeira derrota do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), dentro da sigla. Doria liderava junto com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), um movimento pela saída de Aécio da legenda. O cálculo era eleitoral com a tentativa de reeleição do prefeito paulistano e os planos do governador de disputar a Presidência da República em 2022.

Covas chegou a dizer, em entrevista à Folha de S. Paulo, que se o deputado não fosse expulso, ele deixaria o partido. Ao Blog de Josias de Souza, do UOL, Doria afirmou que Aécio deveria se defender fora do partido dos nove processos que responde na Operação Lava Jato e se tornou réu por corrupção passiva e obstrução de justiça em abril deste ano.

Relator dos pedidos de expulsão, o deputado Celso Sabino (PSDB-PA) recomendou a rejeição das representações, argumentando que não há previsão da medida no novo Código de Ética da sigla porque ainda não houve condenação do tucano na Justiça.

Após a decisão, o governador paulista afirmou, em nota, que o PSDB escolheu o lado errado e que “o derrotado neste caso não foi quem defendeu o afastamento de Aécio. Quem perdeu foi o Brasil.”​ “Cada membro da executiva deve responder por sua posição. A minha é clara: Aécio neves deve se afastar do PSDB e fazer sua defesa fora do partido”, afirmou.

A jornalistas, Aécio afirmou que agora é “hora de todos nós lambermos as feridas e olharmos para frente”, com “menos rancor no coração e mais amor a se distribuir a todos”, relata a Folha.

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, deixou claro que o assunto está encerrado, descartando a possibilidade de análise de novos pedidos de expulsão contra Aécio. “O assunto Aécio Neves em relação aos fatos apresentados está encerrado”, disse.

Prefeitura de Afogados inicia pagamento de servidores nesta quinta-feira

Tem início nesta quinta-feira (26), o pagamento do funcionalismo público municipal referente ao mês de janeiro.  Com o pagamento, serão injetados 5,2 milhões de reais na economia local, referentes ao pagamento de 1.552 servidores, incluindo aposentados e pensionistas.  Confira o calendário de pagamento na íntegra:  Quinta-feira, 26 de janeiro – Secretarias de Administração, Assistência Social, […]

Tem início nesta quinta-feira (26), o pagamento do funcionalismo público municipal referente ao mês de janeiro. 

Com o pagamento, serão injetados 5,2 milhões de reais na economia local, referentes ao pagamento de 1.552 servidores, incluindo aposentados e pensionistas. 

Confira o calendário de pagamento na íntegra: 

Quinta-feira, 26 de janeiro – Secretarias de Administração, Assistência Social, Agricultura, Assuntos Jurídicos, Controle interno, Cultura e esportes, Finanças, Governo, Infraestrutura, Transportes, Gabinete, Ouvidoria, Assessoria especial e Coordenadoria da mulher. 

Aposentados e pensionistas com vencimentos  de 01 salário mínimo, com iniciais de A a L.  

Sexta-feira, 27 de janeiro –  Secretaria de Educação e aposentados e pensionistas  com vencimentos de 01 salário mínimo, com iniciais de M a Z.  

Segunda-feira, 30 de janeiro – Secretaria de Saúde e aposentados e pensionistas que recebem até R$ 3.000,00

Terça-feira, 31 de janeiro – Aposentados e Pensionistas que recebem acima de R$ 3.000,00

Dois integrantes do MST na PB são mortos a tiros por encapuzados em assentamento, diz PM

Crimes foram registrados no assentamento Dom José Maria Pires, em fazenda na cidade de Alhandra na noite de sábado (8). Do G1 PB Dois homens integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na Paraíba (MST-PB) foram assassinados a tiros na noite de sábado (8) no acampamento Dom José Maria Pires, na cidade de Alhandra, […]

Foto: Ilustrativa

Crimes foram registrados no assentamento Dom José Maria Pires, em fazenda na cidade de Alhandra na noite de sábado (8).

Do G1 PB

Dois homens integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na Paraíba (MST-PB) foram assassinados a tiros na noite de sábado (8) no acampamento Dom José Maria Pires, na cidade de Alhandra, na Região Metropolitana de João Pessoa. José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando, e Rodrigo Celestino foram mortos por homens encapuzados e armados, de acordo com informações repassadas pelo MST.

A Polícia Militar confirmou o duplo homicídio. De acordo com o major M. Lima, comandante da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar, que responde pela área onde ocorreu o crime, equipes da PM estão realizando buscas neste domingo (9) para localizar suspeitos de envolvimento com os homicídios.

Conforme nota oficial divulgada pelo MST-PB, o crime ocorreu por volta da 19h30 no assentamento que fica na fazenda Garapu, ocupada pelas famílias desde julho de 2017. José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino estavam jantando no momento em que os homens encapuzados entraram no local atiraram várias vezes.

O major M. Lima explicou que segundo as testemunhas do crime, os homens tinham camisas amarradas na cabeça e estavam pelo menos com duas armas de calibres diferentes.

“As armas usadas não eram automáticas ou semiautomáticas, provavelmente, de acordo com as cápsulas encontradas no local, usaram uma espingarda, calibres 12 ou 26, e um revólver calibre 38. Foram vários disparos”, relatou o comandante da Polícia Militar de Alhandra.

Ainda de acordo com o major, as Polícias Civil e Militar trabalham em conjunto para localizar os suspeitos com base em informações repassadas por moradores da região. “Estamos trabalhando com algumas informações, as polícias já têm linhas de investigação, seguimos fazendo buscas neste domingo”, comentou.

A Polícia Militar informou que não foi possível determinar a quantidade de tiros que feriram e levaram à morte os dois integrantes do MST. Os corpos foram examinados no local e encaminhados para o Instituto de Polícia Científica (IPC) em João Pessoa, onde vão passar por outros exames.