Moradores de Vilas Produtivas do Projeto São Francisco participam de capacitações
Por Nill Júnior
Discutir e transmitir informações sobre cidadania e como viver de modo sustentável, coletivo e com qualidade de vida, dentro da realidade local. Esses são os objetivos das capacitações promovidas pelo Ministério da Integração Nacional para as famílias que viviam na faixa da obra do Projeto de Integração do Rio São Francisco e que foram reassentadas em Vilas Produtivas Rurais (VPRs).
Nesta quarta-feira (27), mais 40 famílias participaram da oficina de “Planejamento com sustentabilidade”, na VPR Salão, localizada no município pernambucano de Sertânia. Na quinta-feira (28), os encontros ocorrerão nos conjuntos habitacionais de Lafayette, em São José de Piranhas (PB); e Baixio dos Grandes, em Cabrobó (PE), com expectativa de atender aproximadamente 144 famílias. Os cursos integram um conjunto de ações promovidas pelo Ministério para fortalecer as inter-relações sociais, econômicas e ambientais dos novos moradores das VPRs.
Estágio: a obra está com 88,4% de avanço e conta com mais de 9,3 mil trabalhadores nos dois eixos de transferência de água, Norte e Leste. Quando concluído, o empreendimento vai assegurar o abastecimento regular de 12 milhões de pessoas em 390 municípios em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Coincidentemente, no dia em que a Coluna do Domingão analisou as dinastias familiares que se instalam em Pernambuco, o Congresso em Foco trouxe excelente matéria com a manchete “Eleição para governo em Pernambuco é dominada por famílias tradicionais na política”. A coincidência foi informada pelo professor e especialista do debate sobre energias renováveis e no […]
Coincidentemente, no dia em que a Coluna do Domingão analisou as dinastias familiares que se instalam em Pernambuco, o Congresso em Foco trouxe excelente matéria com a manchete “Eleição para governo em Pernambuco é dominada por famílias tradicionais na política”.
A coincidência foi informada pelo professor e especialista do debate sobre energias renováveis e no combate à política de energia nuclear, leitor do blog.
Leia a matéria e a Coluna de hoje mais abaixo no blog:
O fenômeno do filhotismo na política não é novo. Em um país como o Brasil, ter um sobrenome abre portas, dá prestígio e outras benesses, republicanas ou não. Em Pernambuco, no entanto, as candidaturas com mais chances de vitória para o governo do estado – atestada até o momento por pesquisas – são todas ligadas a grupos políticos familiares. É como se Família Imperial Brasileira, hoje destronada, descesse do salto da realeza, se dividisse em ramos e disputasse o governo do estadual.
Conforme a última pesquisa do Ipespe, divulgada na última segunda-feira (4), aparecem como os candidatos mais competitivos a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), com 29% das intenções de voto, seguida de Raquel Lyra (PSDB), com 13%, e Anderson Ferreira (PL), com 12%. O deputado federal Danilo Cabral (PSB), candidato da situação, tem 10%, seguido de Miguel Coelho (União BR), com 9%.
Marília Arraes, que ocupa a liderança, é neta do ex-governador e ex-deputado federal Miguel Arraes, além de prima do também ex-governador e ex-deputado federal Eduardo Campos. O vice de Marília pertence a outro clã: o deputado federal Sebastião Oliveira (Avante) é sobrinho do ex-deputado federal Inocêncio Oliveira, parlamentar que se orgulhava de ocupar cargos da Mesa Diretora desde o ano de 1989.
A vice-líder na disputa também tem suas origens políticas familiares: Raquel Lyra, ex-prefeita de Caruaru, é filha do ex-governador João Lyra Neto e sobrinha do ex-deputado federal e ex-ministro Fernando Lyra. A vice de Raquel, a deputada estadual Priscila Krause (União BR) é filha do ex-governador e ex-ministro Gustavo Krause. O terceiro lugar na disputa, o ex-prefeito Anderson Ferreira, é filho do deputado estadual Manoel Ferreira, que coleciona mandatos na Assembleia Legislativa.
A árvore genealógica também beneficia o deputado federal Danilo Cabral (PSB). Mesmo sem sobrenomes de peso, ele é o candidato oficial do grupo liderado pela família Campos nestas eleições. Em Pernambuco, após a morte do ex-governador Eduardo Campos, o PSB é liderado pela viúva Renata Campos, que, em 2020, conseguiu eleger o jovem prefeito João Campos para Prefeitura do Recife, desbancando nomes internos do partido como o deputado federal Felipe Carreras (PSB).
O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que figura na quinta colocação da pesquisa, também vem com um DNA de peso: além do parentesco com o ex-governador Nilo Coelho, é filho do ex-ministro e ex-líder do governo, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). Alguns parentes de Miguel, como o ex-deputado Guilherme Coelho, tiveram mandatos destacados na Câmara.
O cientista político Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, diz que o fenômeno de familiares na política não é novo – ele cita, por exemplo, os casos do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (neto do ex-senador Antônio Carlos Magalhães), no Nordeste, e o ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (neto do ex-governador Mário Covas), no Sudeste. “Esse fenômeno acontece por algumas razões. O primeiro ponto é que ter um sobrenome relevante numa política local, principalmente, numa eleição majoritária, que é super fragmentada, com milhares de candidatos”, diz.
“Os eleitores tendem a definir essas vagas perto da eleição. Ter um nome reconhecido já é um ponto de partida bem interessante. Segundo, você não herda só o nome. Às vezes, o reduto eleitoral. Você consegue se capitalizar em cima de coisas feitas pelo seu pai, por alguém de sua família”, completa Lucas.
“Terceiro ponto é que você já entra na política com uma rede de contatos muito avançada. Isso pode ajudar a você se inserir na estrutura do partido com mais facilidade e frequentemente isso resulta numa maior capacidade de acesso aos recursos do partido e outros tipos de apoio, como apoios político”, reitera o cientista político.
Capitania hereditária singular
O professor do curso de História da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Severino Vicente relata as origens históricas desse fenômeno. Segundo ele, Pernambuco carrega a questão familiar de forma bastante peculiar. O estado teria sido a única capitania hereditária do Brasil Colônia (1500-1808) fundada por uma família. “Pernambuco tem fama de fazer revoluções, mas como uma vez me disse Marco Maciel [ex-vice-presidente da República e pernambucano], elas foram irridentas, não conseguiram seus objetivos”, diz o estudioso.
“A questão que se coloca é porque não vencemos? Talvez porque sejamos complacentes e, afinal, somos todos uma família. Pernambuco é a única capitania que foi fundada por uma família, a família de Duarte Coelho, que veio com mulher, cunhado e agregados. Os filhos de Duarte Coelho não tiveram a fibra de seus pais e nem do seu tio, o Jerônimo de Albuquerque”, relata.
“[Jerônimo de Albuquerque] Este ficou conhecido como o ‘Adão Pernambucano’, pois espalhou filhos por toda a capitania, usando a instituição do cunhadismo. Foi além da capitania e deixou os Albuquerque Maranhão no Maranhão, mas estes vieram para as terras de seu antepassado. Não sei, mas dá para pensar que o cunhadismo pode ter originado o coronelismo, pai do filhotismo. Veja, o coronel Né foi pai de Etelvino Lins [ex-governador de Pernambuco]. Filho de Quelé do São Francisco, Nilo Coelho é tio de Fernando Coelho [senador] e avô de Miguel Coelho [pré-candidato ao governo]”.
O professor Severino Vicente faz uma analogia ao clássico livro do sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, Casa Grande & Senzala, ao explicar esse fenômeno eleitoral no estado. “Entendo isso como um processo de casa grande sendo ocupada pelos clientes. A metodologia do poder é semelhante”.
“Miguel Arraes teve ao seu lado a formação do PSD de Agamenon Magalhães e Barbosa Lima Sobrinho [ex-governadores de Pernambuco], e o contato com um dos clãs do açúcar [foi cunhado de Cid Sampaio] e sempre conversou com os coronéis, desde Veremundo Soares [cidade de Salgueiro], ao médico Inocêncio Oliveira [Serra Talhada] até o Chico Heráclito de Limoeiro e Severino Farias de Surubim. Sim, é uma questão de família, mas são as famílias que escolhem em quem o povo vai votar”, analisa.
Para ele, ainda falta uma reflexão e crítica da população, que tende a eleger projetos familiares. “O brasileiro ainda não entendeu o que é democracia. E em Pernambuco quem diz defender a democracia são os herdeiros da casa grande. Os baianos são parecidos conosco, mas são bem diferentes na defesa dos interesses da Bahia. Lembre-se, enquanto nossa ‘elite’ se dividia por causa de Suape, os baianos construíram Camaçari, os cearenses ampliaram seu porto, os paraibanos cresceram seu porto e o Recife perdeu o brilho do porto. Assim, Recife caiu em pedaços, como as roupas de quem mora na favela ou no mangue”.
G1 A Avenida Boa Viagem foi cenário, na manhã deste domingo (20), de um ato em defesa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e das 10 medidas contra a corrupção, uma série de propostas apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) para reforçar o combate à corrupção no país. O protesto, promovido pelo movimento Vem […]
A Avenida Boa Viagem foi cenário, na manhã deste domingo (20), de um ato em defesa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e das 10 medidas contra a corrupção, uma série de propostas apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) para reforçar o combate à corrupção no país.
O protesto, promovido pelo movimento Vem Pra Rua Recife, ocorreu no 2º Jardim de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público, mas os organizadores da manifestação informaram que 700 pessoas participaram.
Iniciada por volta das 10h, o protesto contou com um trio elétrico, que ficou parado no meio da pista central da avenida, e um boneco inflável gigante do ex-presidente Lula (PT) vestido de presidiário. Com roupas nas cores verde e amarela, os participantes ergueram faixas com mensagens como ‘Fim do foro privilegiado’ e ‘Melar a Lava Jato não!’.
O ato foi encerrado às 12h15, após os manifestantes cantarem o Hino de Pernambuco.
Marconi Ferraz, um dos coordenadores do movimento, explicou que a mobilização foi marcada de última hora pelas redes sociais como uma reação à forma como a série de propostas do MPF contra a corrupção vem tramitando no Congresso Nacional.
“As medidas eram 10, depois se tornaram 18 e caiu agora para 17. A proposta tem três pilares. Ela coíbe, pune e restitui. Isso é muito importante. Elas nasceram do anseio popular e vieram preencher uma brecha na lei por onde escapavam todos os corruptos políticos”, avalia a manifestante.
Morreu ontem o médico Carlos Alberto Ferreira dos Santos, o China. Era irmão do prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, do PSB. Tinha 68 anos. Carlos foi hospitalizado no Hospital da Unimed, em Recife, para uma cirurgia em virtude de um quadro de compressão medular. Em meio ao tratamento, teve um quadro de infecção, que começou […]
Morreu ontem o médico Carlos Alberto Ferreira dos Santos, o China. Era irmão do prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, do PSB. Tinha 68 anos.
Carlos foi hospitalizado no Hospital da Unimed, em Recife, para uma cirurgia em virtude de um quadro de compressão medular. Em meio ao tratamento, teve um quadro de infecção, que começou a ser tratado. Ele chegou a apresentar uma melhora, mas nas últimas horas voltou a ter uma piora, acentuada com variação da pressão arterial. Acabou falecendo.
“É com muita tristeza e pesar que comunicamos o falecimento do meu querido irmão Carlos Alberto Ferreira dos Santos. Ele cumpriu com maestria sua missão aqui como um brilhante médico. Somos muito gratos a todos pelas orações e mensagens! Nossa família agradece. Que Deus nos conforte!” – disse o prefeito em sua rede social.
O velório acontecerá neste domingo, no Cemitério Morada da Paz, onde será cremado às três da tarde.
Na manhã desta quarta-feira (30), o prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, participou do lançamento do Boletim Epidemiológico sobre a Doença de Chagas 2025, realizado no Centro de Múltiplo Uso de Iguaracy (CEMUPI). A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades municipais, profissionais da saúde e da educação, lideranças comunitárias, pessoas acometidas pela doença e […]
Na manhã desta quarta-feira (30), o prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, participou do lançamento do Boletim Epidemiológico sobre a Doença de Chagas 2025, realizado no Centro de Múltiplo Uso de Iguaracy (CEMUPI). A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades municipais, profissionais da saúde e da educação, lideranças comunitárias, pessoas acometidas pela doença e os coordenadores do projeto IntegraChagas Brasil.
Além do Dr. Pedro Alves, participaram do evento a Secretária Municipal de Saúde, Joaudeni Cavalcante; a Secretária Adjunta de Saúde, Maria Alves; a Secretária de Finanças, Helena Alves; o Secretário de Cultura e Turismo, Marcone Melo; o Secretário de Agricultura e Abastecimento, Rogério Lins; o Secretário de Viação, Obras e Serviços Públicos, Fábio Torres; a Secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Juliany Rabelo; a Procuradora do Município, Dra. Sinara Maranhão; o Procurador Adjunto, Dr. Luiz Henrique; os chefes de gabinete, Marília Alves e Dr. Bruno George; bem como vários coordenadores e integrantes da equipe de governo municipal, representantes de associações e a sociedade civil.
Também marcaram presença os vereadores: Everaldo Pereira (Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Iguaracy), Francisco Torres e Bruna Torres, além do ex-prefeito e assessor especial de articulação do Governo do Estado de Pernambuco, Zeinha Torres. Ainda esteve presente o ex-prefeito de Iguaracy, Francisco Dessoles.
No âmbito do evento, Mary Delania (X GERES) foi representada por Luiz Henrique, da Gerência Regional de Saúde de Pernambuco. Participou do encontro, assim como Alberto Novaes Ramos Júnior, coordenador do projeto IntegraChagas Brasil e professor da Universidade Federal do Ceará. Além dele, esteve presente a professora Eliana Amorim de Souza, coordenadora operacional do projeto IntegraChagas Brasil e professora da Universidade Federal da Bahia. Ainda, representando o programa IntegraChagas na Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, participou Vânia Benigno.
Durante o evento, Dr. Pedro Alves destacou a importância do levantamento para o município e reforçou o compromisso da gestão com a saúde da população. “Este boletim mostra a real situação da doença de Chagas em Iguaracy e reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção, testagem e tratamento. Nosso objetivo é garantir que cada pessoa que convive com essa doença receba o apoio necessário para uma vida mais saudável,” afirmou o prefeito.
Em sua fala, Dr. Pedro Alves reforçou a importância do trabalho de conscientização e da vigilância constante. “Precisamos ampliar nossas ações, fortalecer a atenção primária e garantir que todos tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento, pois a prevenção é a melhor estratégia contra essa doença que ainda representa um grande desafio para nossa saúde pública,” destacou o prefeito.
O lançamento do Boletim Epidemiológico 2025 reforça a necessidade de ações contínuas e integradas para o combate à doença em Pernambuco e no Brasil.
Representantes das candidaturas que segundo pesquisa Ibope polarizam a disputa , Jair Almeida (PT) e Raimundo Lima (PSB) fizeram acusações mútuas de uso da máquina de um lado e terrorismo eleitoral do outro em favor de Armando Monteiro e Paulo Câmara. Jair Almeida acusou os governos estadual e municipal de estar usando a máquina para intimidar […]
Jair fala observado por Raimundo. Troca de acusações. Foto: André Luiz (Portal Pajeú Radioweb)
Representantes das candidaturas que segundo pesquisa Ibope polarizam a disputa , Jair Almeida (PT) e Raimundo Lima (PSB) fizeram acusações mútuas de uso da máquina de um lado e terrorismo eleitoral do outro em favor de Armando Monteiro e Paulo Câmara.
Jair Almeida acusou os governos estadual e municipal de estar usando a máquina para intimidar servidores. Segundo ele, há ameaças e perseguições. Ele usou exemplo de suposta pressão feita a uma contratada da educação, que terá seu contrato cancelado se for na contramão da orientação política do gestor José Patriota.
Já Raimundo Lima acusou vereadores ligados a Armando de praticar perseguição política e terrorismo eleitoral no município. “Eles estão passando nos órgãos públicos e dizendo que se não votarem em Armando e seus candidatos, os servidores serão transferidos ou exonerados. Você acha que isso é correto Jair?” – perguntou o socialista.
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