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Márcia Conrado rechaça pecha de traidora e ataca Duque. “Tem projeto pessoal”

Por Nill Júnior

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT) rechaçou o adjetivo de “traidora” usado por adversários para classificá-la na política.

Revidou dizendo ter conseguido montar um palanque amplo para a reeleição porque “todos cansaram de ser traídos pelo outro grupo” (o do ex-prefeito e hoje deputado Luciano Duque). “Ninguém mais confiava nesse outro grupo, ninguém aguentava mais ser traído por esse outro grupo”, argumentou em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Márcia Conrado aglutinou adversários. Estão ao seu lado o presidente Lula, o PSB do prefeito João Campos, a governadora Raquel Lyra, a ex-deputada federal Marília Arraes, o presidente do Avante, Sebastião Oliveira. “Um dos maiores desafios da política é a capacidade de unir”, reconhece.

Segundo a primeira prefeita do município, a grande diferença entre os grupos é que “o outro tem um projeto pessoal e o nosso, um projeto de desenvolvimento, para discutir e trabalhar por Serra Talhada”, conforme reprodução da jornalista Betânia Santana,  na Coluna Folha Política. 

O deputado Luciano Duque disse que a prefeita sabe a transformação garantida por ele na vida dela e da família. Afirmou que “o tempo é o senhor da sabedoria” e sentenciou não julgar ninguém. “Deixo para o povo”, completou.

Sobre as críticas de Marcelo Gouveia, afirmou: ““Eu acho que comparar qualquer que seja a pessoa ao diabo, eu acho que não é isso que a gente quer no nosso palanque, eu acho que não é isso que o povo quer escutar, né? Então, e quem é esse diabo? É Sebastião, é Raquel, é Marília, é Lula, quem é? Segundo, já tiveram unidos quando essas pessoas tinham interesses próprios nessas outras pessoas que subiram no meu palanque. Então, agora, porque cansaram de ser traídos, cansaram de ser usados, são diabos? Então, eu não vou fazer uma política dessa forma.”

Outras Notícias

Velhos nomes, evangélicos e policiais dominarão nova Câmara, diz levantamento

Do Congresso em Foco A próxima composição da Câmara dos Deputados terá o menor índice de renovação real, entendendo-se como tal apenas os nomes que nunca ocuparam cargos públicos. A renovação real será absolutamente residual. O que haverá será uma circulação no poder. Isso é o que indica levantamento preliminar das empresas Queiroz Assessoria Parlamentar […]

Do Congresso em Foco

A próxima composição da Câmara dos Deputados terá o menor índice de renovação real, entendendo-se como tal apenas os nomes que nunca ocuparam cargos públicos. A renovação real será absolutamente residual. O que haverá será uma circulação no poder.

Isso é o que indica levantamento preliminar das empresas Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical e MonitorLeg, segundo o qual a maioria das vagas abertas em decorrência da desistência dos atuais deputados e da não reeleição serão ocupadas majoritariamente por ex-ocupantes de cargos públicos – nomeados ou eleitos – caracterizando uma circulação no poder e não renovação de fato.

De acordo com os dados preliminares, dos atuais 513 deputados, 407 tentarão a reeleição, além de outros 18 suplentes que assumiram o mandato nesta legislatura, todos com reais chances de eleição.

Para disputar as vagas que não forem preenchidas por esses candidatos que exerceram o mandato na atual legislatura, existe um exército de candidatos que já exerceram cargos públicos, e que são competitivos, porque têm nome conhecido e serviços prestados, conforme detalhado a seguir.

O maior número de postulantes a uma vaga na Câmara dos Deputados, com reais chances de eleição, vem das assembleias legislativas. Pelo menos 104 deputados estaduais concorrem ao cargo de deputado federal. O segundo maior contingente de candidatos competitivos são ex-deputados federais, 50 ao todo. O terceiro grupo mais competitivo são os ex-secretários estaduais, num total de 27.

Ainda entre os candidatos competitivos, podemos mencionar seis senadores, entre os quais Aécio Neves (PSDB-MG) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), que concorrem à Câmara com grandes chances de eleição, cinco ex-governadores, como Camilo Capiberibe (PSB-AP) e Ana Júlia Carepa (PT-PA), igualmente com muita chance de eleição, e três ex-ministros de Estado, entre os quais o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (PPS-RJ) e o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), que podem conseguir se eleger deputado federal. Além disso, também concorrem 18 suplentes muito bem votados na eleição de 2014, mas que não tiveram a oportunidade de exercer o mandato, como Luiz Carlos Motta (SP), atual PR, e que concorreu pelo PTB de São Paulo.

Por esses dados preliminares, pode-se concluir que a maioria absoluta das vagas da Câmara dos Deputados serão ocupadas pelos atuais parlamentares, que forem reeleitos, e por ex-ocupantes de cargos públicos, conforme demonstrado acima.

Nesse cenário, sobrarão muitas poucas vagas para os efetivamente novos, entendidos como tais aqueles candidatos que nunca exerceram cargos públicos na vida. E sobre esses cabe uma reflexão particular, considerando a expectativa da população – que vai ser frustrada – por uma renovação grande e qualitativa.

Pelos dados preliminares do referido levantamento, essas poucas vagas a serem preenchidas pelos candidatos que nunca exerceram cargos públicos, serão ocupadas por candidatos oriundos das igrejas evangélicas, como o Marcelo Crivella Filho e o pastor Paulo Bengtson (PTB-PA), por policiais ativos e reformados – das polícias Civil, Militar, Federal e das Forças Armadas, especialmente do Exército – como o capitão Alberto Neto (PRB-AM) e coronel Wellington (DEM-DF), e por parentes de políticos tradicionais, como Daniele Dytz Cunha (MDB-RJ), filha de Eduardo Cunha, Fernando James (PTC-AL), filho de Collor, e Otto Alencar Filho (PSD-BA), contribuindo para ampliar as bancadas evangélica, da bala e de parentes.

A participação de endinheirados na eleição proporcional, por força da drástica redução do tempo de campanha e da limitação dos gastos, não terá tanta importância como nos pleitos passados, perdendo espaço para as oligarquias e para beneficiários do momento conservador e moralista-justiceiro que vivemos no Brasil, especialmente os evangélicos, policiais linha dura e parentes.

É curioso que o aumento da consciência política da população, a partir da maior difusão de informações sobre os políticos em geral, especialmente pelas redes sociais, traga como resultado o fortalecimento do status quo (cenário atual). Isso é produto da capacidade de sobrevivência dos detentores de mandato, que modificaram a legislação eleitoral em proveito próprio, de um lado reduzindo o tempo de campanha e, de outro, negociando acesso privilegiado ao fundo eleitoral.

Para que houvesse renovação real, seria necessário, além de maior tempo de campanha, equidade no uso dos recursos do fundo eleitoral e do horário eleitoral gratuito, que serão canalizados preferencialmente para os candidatos à reeleição. Além disso, seria preciso que a população que deseja a renovação não se abstivesse de votar e também não votasse branco ou nulo, porque essa postura só reforça o status quo.

Portanto, a composição da nova Câmara terá a presença majoritária de rostos e nomes conhecidos, além de mais parentes de políticos tradicionais, policiais linha dura e líderes das igrejas evangélicas, reforçando a visão liberal-fiscal atual e ampliando a agenda conservadora em relação aos costumes, comportamentos e moral. Essa tendência só será revertida se as pessoas que desejam renovação derem sua contribuindo indo votar e votando em gente nova.

TCE recomenda rejeição das contas de 2014 da Prefeitura de Ipubi

A Segunda Câmara do TCE emitiu parecer prévio nesta terça-feira (31) recomendando à Câmara Municipal de Ipubi a rejeição das contas do ex-prefeito João Marcos Siqueira Torres relativas ao ano de 2014. A relatora do processo (TC n.15100017-7) foi a conselheira substituta Alda Magalhães, que fez também quatro determinações ao atual prefeito, sob pena de […]

A Segunda Câmara do TCE emitiu parecer prévio nesta terça-feira (31) recomendando à Câmara Municipal de Ipubi a rejeição das contas do ex-prefeito João Marcos Siqueira Torres relativas ao ano de 2014. A relatora do processo (TC n.15100017-7) foi a conselheira substituta Alda Magalhães, que fez também quatro determinações ao atual prefeito, sob pena de aplicação de multa.

Segundo o voto da relatora, aprovado por unanimidade no colegiado, a prefeitura deixou de recolher ao Regime Próprio de Previdência R$ 2.676.217,45 referente à parte patronal (63,09% do valor devido) e gastou mais de 54% de sua receita corrente líquida com a folha de pessoal, afrontando a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Pontuo constituir a retenção de contribuições previdenciárias uma grave irregularidade, não podendo ser relevada, mormente tratar-se de valores de monta relevante”, afirma o voto da conselheira, citando também a Súmula 12 do TCE segundo a qual “a retenção da remuneração de servidor como contribuição e o não repasse ao respectivo regime poderá configurar crime de apropriação indébita previdenciária e deve ser comunicada ao Ministério Público, considerando as contas anuais”.

DETERMINAÇÕES – Ao novo gestor do município, foi determinado que adote providências para manter o equilíbrio atuarial e financeiro do Fundo Próprio de Previdência, que zele pela confiabilidade das informações contábeis do município, que atenda às Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público e que utilize os instrumentos de planejamento adequados a fim de que a previsão orçamentária do município não fique muito acima da execução.

Após prisão, marchinha do Japonês da Federal ganha nova versão

Nova marchinha do Japonês da Federal por thevideos11 Sucesso musical do Carnaval, a marchinha Japonês da Federal acaba de ganhar uma nova versão. A música, que ajudou a popularizar a figura do agente Newton Ishii que ficou conhecido por participar das conduções da Operação Lava Jato, agora tem versos que falam da prisão do policial […]


Nova marchinha do Japonês da Federal por thevideos11

Sucesso musical do Carnaval, a marchinha Japonês da Federal acaba de ganhar uma nova versão. A música, que ajudou a popularizar a figura do agente Newton Ishii que ficou conhecido por participar das conduções da Operação Lava Jato, agora tem versos que falam da prisão do policial preso na terça (7), em Curitiba, por facilitação de contrabando.

A letra original, que falava de um cidadão comum que era acordado surpreendido pelo policial japonês, foi substituída por versos sobre a prisão de Newton Ishii.  “Ai, meu Deus, me dei mal. Bateu à minha porta o Japonês da Federal” virou o “Ai, meu Deus, se deu mal. Foi preso em Curitiba o Japonês da Federal.”

A nova música ainda lembra que em tempos de sucesso, o agente “acordava o povo no susto. Raiava o dia já era xadrez” em substituição às frases “Dormia o sono dos justos/Raiava o dia era quase seis. Mas agora o japonês foi enquadrado e agora ele está em cana lá no Paraná.

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A versão foi feita na manhã desta quarta (8) pelos compositores Thiago de Souza, Dani Battistonni, Jabolinha, Gustavo Moscardini e Tigrão. Juntos eles formam o grupo Marcheiros, que se especializaram em fazer sátiras em cima do noticiário político. “Esse desdobramento é a cara do Brasil. Criamos heróis imaginários que são destruídos pela realidade”, diz Thiago de Souza, autor da letra.

A marchinha Japonês da Federal foi um fenômeno do Carnaval. Viralizou na internet, foi executada nos blocos do Rio e São Paulo, ganhou enquete no UOL, concurso na rádio CBN, virou camiseta e até máscara. “Ele era aquela figura estereotipada que estava prendendo pessoas importantes. E ganhou uma áurea de super-herói, mas é mais um Macunaíma”, diz Thiago, referindo-se ao anti-herói de Mário de Andrade.

Os Marcheiros já fizeram músicas sobre a presidente afastada Dilma Rousseff, o presidente interino Michel Temer, o ex-presidente Lula, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, e os senadores Romero Jucá e Aécio Neves. “Não temos lado. Fazemos crônicas musicadas sobre o tudo o que acontece. O humor na música é a nossa forma de indignação”, diz Thiago.

Para o compositor, o Japonês da Federal não será o único a ir em cana. “Muitos outros ex-heróis também terão o mesmo fim”, diz ele, pronto para escrever as próximas músicas.

Tabira: 10 mil pessoas esperadas hoje no Festival de Inverno da Borborema

“O número de barracas e traillers triplicou. O espaço para estacionamento foi ampliado e com maior número de atrações, o Festival de Inverno da Borborema, em Tabira,  tem tudo para ser melhor do que em 2013”. A afirmação foi do Secretario Edgley Freitas falando ontem a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM. O Secretário de Cultura da […]

10501914_682207305192958_836021387031217862_n“O número de barracas e traillers triplicou. O espaço para estacionamento foi ampliado e com maior número de atrações, o Festival de Inverno da Borborema, em Tabira,  tem tudo para ser melhor do que em 2013”.

A afirmação foi do Secretario Edgley Freitas falando ontem a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM. O Secretário de Cultura da Cidade das Tradições disse que a ornamentação está belíssima e dois grandes shows estão sendo esperados para hoje com a dupla Fábio e Nando e o forrozeiro Santana.

Sobre a confusão de datas induzida pelo cartaz de divulgação, Edgley admitiu o erro e disse até que publicou outro cartaz corrigindo. “Mas o primeiro com o erro já havia tomado de conta dos blogs e redes sociais”, disse. Antes das maiores atrações a Quadrilha Junina Explosão Jovem e a Sanfônica Zé Dantas de Carnaíba estarão se apresentando.

Grupos de mulheres do Pajeú ganham prêmio da Brazil Foundation

Os grupos de mulheres Guerreiras Pernambucanas e Artesanatos Pajeú, integrantes da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, foram contemplados com o Prêmio de Inovação Comunitária, concedido pela Brazil Foundation, fundação que capta recursos por meio de doações para investir no Brasil há 15 anos. Lançado em 2015 com o objetivo de apoiar iniciativas informais, o […]

GRUPO ARTESANATOS PAJEÚ (2)

Os grupos de mulheres Guerreiras Pernambucanas e Artesanatos Pajeú, integrantes da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, foram contemplados com o Prêmio de Inovação Comunitária, concedido pela Brazil Foundation, fundação que capta recursos por meio de doações para investir no Brasil há 15 anos.

Lançado em 2015 com o objetivo de apoiar iniciativas informais, o Prêmio de Inovação Comunitária recebeu 144 inscrições, sendo selecionadas 74 iniciativas para financiamentos de até R$ 5 mil. Ao todo, Pernambuco obteve seis experiências vencedoras, com destaque para as iniciativas pajeuzeiras “Projeto Mulheres Caatingueiras”, do grupo Guerreiras Pernambucanas, e “Moda Matuta”, do grupo Artesanatos Pajeú.

O grupo Guerreiras Pernambucanas, da comunidade Caroá, em Iguaracy, é composto por vinte mulheres agricultoras de base familiar que retiram da Caatinga a matéria prima para a produção de sabonetes fitoterápicos. “O recurso será usado para melhorar a infraestrutura do grupo, aquisição de matéria prima e capacitação das mulheres sobre produção e gestão, além do reconhecimento externo de nossa gestão coletiva”, afirma Lidiane Nobre dos Santos, de 24 anos, coordenadora do grupo.

O grupo Artesanatos Pajeú, com sede no Bairro São Sebastião, em Afogados da Ingazeira, é composto por seis artesãs que se dedicam à produção de roupas femininas a base de retalhos. O recurso será investido na ampliação dos equipamentos de produção, divulgação e comercialização dos produtos. “Vamos investir em etiquetas, maquinários e produção de um desfile de moda”, comemora Elaine Rodrigues de Souza, de 47 anos, coordenadora do grupo.