Maioria dos vereadores de Porto Alegre se recusa a repudiar atos golpistas de 8 de janeiro
Por André Luis
Embora moção proposta por Aldacir Oliboni (foto) tenha sido aprovada por 13 votos, 22 vereadores votaram contra ou não votaram
No dia em que completou um mês dos atos antidemocráticos contra os Três Poderes em Brasília, a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, por 13 votos a 12, moção de repúdio aos atos golpistas e de apoio às investigações em curso e à responsabilização dos criminosos.
No entanto, somados os vereadores que votaram contra e aqueles que não votaram, eles são maioria absoluta: 22 contra 13.
De autoria do vereador Aldacir Oliboni (PT), a moção será encaminhada à Câmara dos Deputados, Senado Federal, Presidência da República e Supremo Tribunal Federal.
Um debate acalorado marcou a discussão da proposta. Em sua fala, o vereador Pedro Ruas (PSOL) observou que apesar de “ingênua” a moção serviria para evidenciar algo que, nas palavras dele, “precisa aparecer”. “Acho que não vamos aprová-la, mas essa realidade precisa aparecer numa votação nominal”, disse. “Há esse apoio [aos atos golpistas] de setores importantes representados na Casa. É péssimo, mas há”. “Ela nos revela, nos mostra, diz quem somos”, destacou Ruas.
Tiago Albrecht (Novo) não gostou das declarações de Ruas. “O senhor insinuou que nessa Casa tem gente que apoia e não deu os nomes, isso é covardia”. Para ele, o uso da palavra “terrorismo” para se referir aos atos é equivocada, uma “politização” de algo sério – e seria o principal motivador para votar contra a proposta.
Oliboni é também autor do Projeto de Lei que transforma 8 de janeiro em Dia em Defesa da Democracia em Porto Alegre. Segundo o vereador, “a fracassada intentona golpista não pode e não deve ser esquecida por ninguém que defenda a democracia e atos que atentem contra os poderes democráticos e o voto popular devem ser combatidos por toda a sociedade”. As informações são do Brasil de Fato
O prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques, assinou, na tarde desta sexta-feira (16), sua filiação ao partido Republicanos. O ato contou com a presença do presidente estadual do partido, o deputado federal Silvio Costa Filho, que vem trabalhando pelo fortalecimento do Republicanos em todo o estado de Pernambuco. O Republicanos é o partido que, proporcionalmente, mais […]
O prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques, assinou, na tarde desta sexta-feira (16), sua filiação ao partido Republicanos.
O ato contou com a presença do presidente estadual do partido, o deputado federal Silvio Costa Filho, que vem trabalhando pelo fortalecimento do Republicanos em todo o estado de Pernambuco.
O Republicanos é o partido que, proporcionalmente, mais cresceu em Pernambuco, sendo o quarto maior do estado. Nas últimas eleições municipais a sigla elegeu 14 prefeitos. Agora, com a filiação do prefeito de Petrolândia, a legenda já conta com quinze.
O novo membro do Republicanos falou sobre sua chegada ao partido. “Esse é um momento muito importante da nossa trajetória política. Para ingressar em um partido, temos que conhecer os homens e as mulheres que são responsáveis pelo mesmo. Sei da seriedade de Silvio com os municípios, por isso apostamos nossas fichas no Republicanos. Iniciamos um novo momento para a história política de Petrolândia. O Republicanos será o maior partido dessa cidade”, disse Fabiano.
“Fabiano é um prefeito sério, preparado e vem fazendo um belo trabalho por Petrolândia. Quero, ao seu lado, levar, cada vez mais, ações e investimentos que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas. O Republicanos vem crescendo em Pernambuco, não apenas em quantidade, mas, sobretudo, na qualidade de seus quadros”, ressaltou Silvio.
É tão bom assim ser presidente de Câmara? Esses dias, temos acompanhado a discussão pela eleição da Mesa Diretora de algumas Câmaras de Vereadores no Pajeú. Duas cidades especificamente chamaram a atenção: São José do Egito e Tabira, essas, notícia pelo debate não republicano para escolha da presidência. A segunda, a Cidade das Tradições, já […]
Esses dias, temos acompanhado a discussão pela eleição da Mesa Diretora de algumas Câmaras de Vereadores no Pajeú.
Duas cidades especificamente chamaram a atenção: São José do Egito e Tabira, essas, notícia pelo debate não republicano para escolha da presidência. A segunda, a Cidade das Tradições, já liderou o ranking da eleição mais baixo nível da região.
As conversas impublicáveis sobre o que rolou de propostas para que vereadores de uma lado aderissem ao outro ficam na casa dos milhares de reais. Da reeleição de Nely Sampaio, com a histórica virada para seu apoio de Dicinha do Calçamento e Didi de Heleno, até a eleição de Djalma das Almofadas com “a virada II, a Missão”, de Dicinha, os valores especulados na compra de apoios estão na casa dos três dígitos. De R$ 120 mil na época de Nely – ela nega – até R$ 400 a R$ 500 mil oferecidos nos dias ds hoje circulam no baixo clero da fofoca.
Em São José do Egito, a negociação chegou a outro nível. Na terra que se orgulha de seus poetas e cantadores, a decência política vai se deteriorando a cada debate. Foi na cidade que a população começou a cunhar a expressão “sequestrado” para adaptá -la à política. Na Capital da Poesia, “sequestrados” é como são chamados os vereadores governistas que se alinharam à reeleição de João de Maria.
Isso porque para evitar cooptação de pessoas próximas ao prefeito Evandro Valadares – João de Maria faz oposição à sua gestão por exemplo engavetando um projeto de reforma da previdência – os vereadores são obrigados a uma “reclusão voluntária”. São levados para um imóvel no litoral e ficam quase incomunicáveis. Até o telefone que toca é vistoriado.
Daí a comparação com sequestrados, como se estivessem em um cativeiro, incomunicáveis com a sociedade. “São obrigados a só aparecer na cidade no dia da votação”, revelou o vereador Vicente de Vevéi, que não comunga da prática e a taxa de um tapa na cara da população da cidade.
Imagine o que, além do cativeiro mobiliado com café, almoço e janta deve ter sido oferecido para que se submetessem a essa condição, impedidos até da despedida ao colega Flávio Jucá, morto de infarto há uma semana.
Em algumas cidades, a peleja já foi decidida com a antecipação da eleição, outro mecanismo criado para ampliar espaços de poder de quem preside.
Registre-se, há algumas exceções, onde o debate é mais republicano. Discutem-se espaços políticos, acomodam-se aliados, ajusta-se para favorecer o entendimento. Em Serra Talhada, foi assim na escolha de Manoel Enfermeiro em detrimento de Gin Oliveira. Ele vai presidir o próximo biênio. Para evitar racha na base ou relação estremecida, a prefeita Márcia Conrado ajudou a bater o martelo.
Todo esse debate não vem por acaso. O valor do repasse do duodécimo é baseado na arrecadação de algumas receitas do exercício anterior à competência atual. Pode chover granizo, ameaçar atrasar servidor, repasses obrigatórios para saúde e educação, não importa. A cada mês o dinheiro tem que cair na conta. A depender do município, retirados salários dos parlamentares, servidores, assessores e penduricalhos, ainda há uma boa margem para manobra. Isso dá ao presidente da Câmara poderes que o colocam em uma posição de destaque, pro bem e pro mal.
Por isso o desejo e ambição que a função exerce gera esse tipo de expediente. Menos mal que as crianças não estão assistindo a tudo isso. Caso contrário, dava pra imaginar o pedido de natal de muitas delas. “Mamãe, quando eu crescer, quero ser presidente de Câmara e morar num gabinete. É muito divertido!”
Patrícia não foi Bacana
Dos vereadores “sequestrados” para votar em João de Maria, a maior indignação do grupo de Evandro Valadares é com Patrícia de Bacana, que estava na Secretaria de Serviços Públicos e, traindo a promessa ao prefeito, pulou da pasta e do barco. Alegam que ela teria dívidas de campanha e que a proposta de João foi irrecusável, mesmo que ninguém prove nada.
João e a caminhonete
Na boca miúda e nas conversas da Rua da Baixa, dizem que João se desfez até de uma caminhonete para aliciar os votos que lhe faltavam para a reeleição. Todos falam, mas só João pode confirmar. Pior são os valores. É um tal de “foi R$ 400 mil pra uma”, R$ 200 mil pro outro”…
Isso tudo?
Em Tabira, no fofocômetro, falam em uma gorda oferta para Didi de Heleno votar na chapa oposicionista, que ainda tenta manter Djalma das Almofadas no poder. Dicinha do Calçamento já está no bloco oposicionista e dessa vez, pela fama de vira-vira e pula-pula, não foi procurado por ninguém.
Última chance
Representantes de bairros de Afogados da Ingazeira avaliaram 2022 como um ano perdido em relação à gestão Sandrinho. Foi no Debate das Dez. Dizem que faltou discussão, interlocução e ações que melhorem a qualidade de vida nos bairros. Salvaram-se algumas ações pontuais e a confiança de que o cenário vai ser diferente em 2023, ano chave para o gestor, na boca de uma reeleição que já invocou ter direito.
Sem definição
Raquel Lyra não deu nenhum sinal na reunião de prefeitos sobre equipe de governo ou plano de ações para os primeiros meses a partir de janeiro. Muitos gestores saíram na foto com ela sem nenhuma definição específica. Única certeza é da construção de “racreches”, um mantra de sua campanha.
Era uma casa muito engraçada
O Ministério Público e seu coordenador Lúcio Luiz de Almeida Neto já deveriam ter tomado uma providência em relação ao imóvel abandonado que pertence à instituição e fica na Roberto Nogueira Lima. Ou reforma e disponibiliza para um dos promotores ou, caso seja “miséria” ocupá-lo, que o cedam para o poder público economizar com aluguel. Cedê-lo a um sem teto talvez seja demais pra eles.
Frase da semana:
“Quem decide o meu futuro, para onde eu vou, para onde vai as Forças Armadas, a Câmara e o Senado são vocês”.
Do presidente Jair Bolsonaro em fala golpista a golpistas no Palácio da Alvorada.
G1 O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (10), em discurso na cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o poder popular “não precisa mais de intermediação”. A campanha eleitoral de Bolsonaro se apoiou principalmente nas redes sociais. Ele teve de interromper a campanha de rua devido ao atentado que sofreu e, no […]
O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (10), em discurso na cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o poder popular “não precisa mais de intermediação”.
A campanha eleitoral de Bolsonaro se apoiou principalmente nas redes sociais. Ele teve de interromper a campanha de rua devido ao atentado que sofreu e, no horário eleitoral da TV, tinha somente 8 segundos a cada bloco de 12 minutos. Pelas redes sociais, ele fez discursos, pronunciamentos e manifestações tanto em mensagens como por meio de vídeos e transmissões ao vivo.
Ao chegar para a cerimônia, o presidente eleito, que é capitão da reserva do Exército, cumprimentou os presentes com uma continência e foi ovacionado por parte da plateia.
Durante o discurso, disse que governará para todos, sem distinção, e não somente para os que votaram nele. Agradeceu pelos mais de 57 milhões de votos recebidos no segundo turno das eleições e pediu a “confiança” dos que optaram por outros candidatos.
“Agradeço aos mais de 57 milhões de brasileiros que me honraram com o seu voto. Aos que não me apoiaram, peço a confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o nosso país”, disse.
Na opinião do presidente eleito, as diferenças são “inerentes” em sociedades múltiplas e complexas como a brasileira, mas há “ideais” que aproximam os brasileiros.
Em outro trecho do discurso, Bolsonaro elogiou a atuação do TSE na eleição e disse que a vitória dele nas urnas é o “reconhecimento” de que o povo escolheu os governantes “em eleições livres e justas”.
Durante a campanha, porém, o presidente eleito questionou mais de uma vez a credibilidade das urnas eletrônicas e chegou a dizer que só reconheceria o resultado da eleição se ele fosse o vencedor da corrida presidencial
Em uma transmissão pelas redes sociais durante o processo eleitoral, ele falou até mesmo em “fraude” nas eleições.
Bolsonaro ressaltou que o Brasil é “uma das maiores democracias do mundo”. Segundo ele, os brasileiros votaram de forma “pacífica e ordeira”, expressando o desejo por mudanças.
O presidente eleito disse que país deve se orgulhar pela eleição e que seu compromisso com a “soberania do voto popular é inquebrantável”.
“Nós brasileiros devemos nos orgulhar dessa conquista. Em um momento de profundas incertezas em várias partes do globo somos um exemplo de que a transformação pelo voto popular é possível”, afirmou.
Clique aqui e veja na íntegra o discurso de posse.
Candidato a deputado federal passou por Recife, Cabrobó, Sanharó e Pesqueira entre o sábado (19) e este domingo (20). O candidato a deputado federal Miguel Duque (Podemos) cumpriu uma sequência de compromissos de campanha em diferentes regiões de Pernambuco entre o sábado (19) e este domingo (20). A programação começou no bairro da Várzea, no […]
Candidato a deputado federal passou por Recife, Cabrobó, Sanharó e Pesqueira entre o sábado (19) e este domingo (20).
O candidato a deputado federal Miguel Duque (Podemos) cumpriu uma sequência de compromissos de campanha em diferentes regiões de Pernambuco entre o sábado (19) e este domingo (20).
A programação começou no bairro da Várzea, no Recife, onde Miguel participou de um adesivaço ao lado das lideranças Paulo Jorge e Bira. Ainda na capital, esteve em um encontro com apoiadores acompanhado de Morgana do Mel (Podemos), candidata a deputada estadual.
Depois, o candidato seguiu para Cabrobó, no Sertão do São Francisco, onde participou do aniversário do ex-prefeito Edgar Caldas. O grupo político ligado ao ex-prefeito Eudes Caldas havia anunciado apoio à candidatura de Miguel neste mês.
Neste domingo, a agenda começou em Sanharó, no Agreste. No município, Miguel recebeu o apoio do ex-vereador Dido de Mulungu e participou de encontro com lideranças locais.
Também acompanharam a atividade o produtor rural Zé de Almeida, pai da deputada estadual Débora Almeida (PSD), e o ex-prefeito de Sanharó Heraldo Oliveira.
À tarde, Miguel seguiu para Pesqueira, onde participou de reuniões nos assentamentos Floresta e Recanto Feliz e realizou atividade porta a porta no distrito de Salobro.
Nas agendas em Pesqueira, o candidato esteve acompanhado do vereador Evando Júnior (PSD), que já havia declarado apoio à candidatura de Miguel.
Os compromissos do fim de semana ocorreram após agendas realizadas na quinta-feira (17), em San Martin, no Recife, e na sexta-feira (18), em Jaboatão dos Guararapes.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro.
Foto: Divulgação
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Evitando criticar quem pensa diferente até no seu bloco, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, defendeu o apoio aos candidatos alinhados com seu projeto. Sandrinho destacou que buscou coerência política em suas escolhas, mas também compromissos firmados com a cidade. “Quando João Campos pediu meu apoio a Maria Arraes, perguntei logo dos compromissos […]
Evitando criticar quem pensa diferente até no seu bloco, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, defendeu o apoio aos candidatos alinhados com seu projeto.
Sandrinho destacou que buscou coerência política em suas escolhas, mas também compromissos firmados com a cidade. “Quando João Campos pediu meu apoio a Maria Arraes, perguntei logo dos compromissos com Afogados da Ingazeira”, destacou.
Ele disse que Pedro Campos já destinou mais de R$ 20 milhões em emendas. “Maria ainda conseguiu (no fim do mandato) encaminhar R$ 1 milhão para Afogados da Ingazeira”, destacou.
Sandrinho disse que fará essa defesa “sem atacar ninguém”. Também que João Campos virá a Afogados da Ingazeira até o dia 15 de setembro.
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