Lucas Ramos intensifica agenda na zona rural do Sertão pernambucano
Por Nill Júnior
A agenda deste domingo (3) do candidato a deputado estadual Lucas Ramos (PSB) no Sertão pernambucano foi extensa. O socialista cumpriu compromissos na zona rural de Petrolina, de Cabrobó, e ainda em Lagoa Grande.
Pela manhã, Lucas Ramos esteve na IV ExpoCaroá, na Vila do Caroá, zona rural de Petrolina. O candidato circulou pela exposição de caprinos e ovinos acompanhado pelo ex-deputado estadual Geraldo Coelho, um dos seus principais cabos eleitorais da região.
De lá, Lucas Ramos seguiu para a fazenda Mandacaru, zona rural de Cabrobó. Foi recebido com entusiasmo pelos proprietários do local, Chico Leite e sua esposa, Neuza Leite, e por vários moradores da região. Também estavam presentes lideranças políticas: o prefeito Auricélio Torres, o vice prefeito Romero Gomes, os vereadores Avanildo Lili e Marcos de Neuma, e ainda Irenice Nunes, secretária da Mulher de Cabrobó.
O candidato ainda esteve no 2 Festcar, no Parque da Uva e do Vinho, em Lagoa Grande. De acordo com os organizadores, cerca de 2.500 pessoas prestigiaram o evento. O socialista circulou pelo local acompanhado pelos vereadores Ítalo de Vilma e Mantena, além do ex-prefeito Robson Amorim.
A vereadora petista Marília Arraes, que tem o nome cotado para encabeçar uma chapa do partido ao Governo do Estado, foi convidada do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Ela fez inicialmente uma crítica à questão da segurança. “Pernambuco está desmoralizado pois o governo não consegue resolver essa situação. Os números remontam ao governo Jarbas. […]
A vereadora petista Marília Arraes, que tem o nome cotado para encabeçar uma chapa do partido ao Governo do Estado, foi convidada do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Ela fez inicialmente uma crítica à questão da segurança. “Pernambuco está desmoralizado pois o governo não consegue resolver essa situação. Os números remontam ao governo Jarbas. O Estado está com medo”.
Sobre a visita à região do Pajeú, Marília disse ter ficado impressionada com a quantidade de obras paradas, dando como exemplo a sede dos bombeiros de Serra Talhada. “É um cemitério de obras abandonadas. A obra inacabada dos Bombeiros é um exemplo. Agora, uma empresa vai ter que avaliar o estado da obra. Vai se gastar duas a quatro vezes o que se gastaria”.
A vereadora voltou a dizer que não discute nomes mais projeto de partido. Perguntada se a vinda à região não ia de encontro ao discurso, afirmou que a lembrança ao seu nome é natural pelo fato de que faltam lideranças no Estado. “Nem o governador se coloca como candidato, já que tem quase 80% de rejeição”.
Perguntada se a Operação Lava Jato pode atingir o comando socialista em Pernambuco, Marília afirmou que há manobras políticas para contê-la, mas que chegará ao Brasil inteiro. “Já teria chegado a PE a muito tempo. Não apenas a Lavca Jato, mas a Turbulência, Fair Play, que apura a obra da Arena PE. Mas precisamos esperar. Não podemos acusar de forma leviana como fazem com Lula, apesar de o governador do PSB e Geraldo Júlio terem sido citados. Não podemos esconder isso.
Ela também voltou a defender o PT, mas se colocou dentro dos que fazem um mea culpa pela participação de setores de partido no envolvimento de episódios de corrupção, falta de critérios para ingresso à legenda no auge das popularidade e não implementação de uma reforma política. “Estamos no presidencialismo de coalisão. A gestão precisa do legislativo. Isso levanta a necessidade de valorização do voto parlamentar”.
Marília tem agenda em cidades como Quixaba, Carnaíba, Tuparetama, Tabira, São José do Egito e Afogados da Ingazeira. Perguntada se o rótulo de “mulher bonita”, “que tem imagem” não a incomodava quando colocada acima ou ao lado do critério político, ela afirmou haver um quê de machismo. “Não podemos rejeitar elogios, mas Eduardo era um homem bonito e esa questão não era tão colocada”.
O Esporte Clube de Arcoverde recebeu a convenção do ex-deputado federal e ex-prefeito Zeca Cavalcanti, ue busca voltar à prefeitura. Além dele, o candidato a vice, Siqueirinha, e os candidatos a vereador do grupo. Estima-se que mais de 4 mil pessoas passaram pelo evento, nas áreas interna e externa do clube, segundo a organização. O […]
O Esporte Clube de Arcoverde recebeu a convenção do ex-deputado federal e ex-prefeito Zeca Cavalcanti, ue busca voltar à prefeitura.
Além dele, o candidato a vice, Siqueirinha, e os candidatos a vereador do grupo. Estima-se que mais de 4 mil pessoas passaram pelo evento, nas áreas interna e externa do clube, segundo a organização.
O presidente estadual do Podemos (partido de Zeca), Marcelo Gouveia; os ex-deputados federais Silvio Costa (Republicanos, partido do vice, Siqueirinha) e Ricardo Teobaldo (Podemos), prestigiaram o evento, que teve também o Secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça e seu Secretário Executivo, Yuri Coriolano; como representantes da Governadora Raquel Lyra.
Em seu discurso, Zeca lembrou o ciclo de seus dois primeiros mandatos (2005-2008/2009-2012). “Saí do Governo com 88% de aprovação; agora quero voltar para fazer uma gestão que deixe 100% do povo de Arcoverde feliz; porque o importante para mim é trabalhar pela felicidade do povo, com mais obras e serviços que melhorem, efetivamente, a vida da população”, disse Zeca.
O XII Encontro Nordestino de Xaxado, que começa nesta quarta-feira, dia 14, em Serra Talhada, vai fazer de Serra Talhada, famosa por grupos como o Cabras de Lampião, a Capital Brasileira do gênero, originário do próprio Sertão do Estado, segundo os pesquisadores Benjamin e Luís da Câmara Cascudo. Há ainda uma versão minoritária de que teria […]
O XII Encontro Nordestino de Xaxado, que começa nesta quarta-feira, dia 14, em Serra Talhada, vai fazer de Serra Talhada, famosa por grupos como o Cabras de Lampião, a Capital Brasileira do gênero, originário do próprio Sertão do Estado, segundo os pesquisadores Benjamin e Luís da Câmara Cascudo. Há ainda uma versão minoritária de que teria tido origem em Portugal e alguns outros ainda dizem que sua origem é indígena.
O Xaxado foi difundido como uma dança de guerra e entretenimento pelos cangaceiros, notoriamente do bando de Lampião, no inicio dos anos 1920, em Vila Bela, atual Serra Talhada. Na época, tornou-se popular em todos os bandos de cangaceiros espalhados pelos sertões nordestinos. Era uma dança exclusivamente masculina, por isso nunca foi considerada uma dança de salão, mesmo porque naquela época ainda não havia mulheres no cangaço.
O encontro será espalhado por vários bairros da Capital do Xaxado e tem uma programação riquíssima. Para se ter uma ideia da envergadura do evento, nomes como Quintetto Violado, Cezzinha, As Severinas, Trio Nordestino, Assisão, Josildo Sá, dentre outros nomes. Cezzinha inclusive fez um convite nas redes sociais. “Estarei com vocês dia 14 , pertinho de vocês puxando o fole e fazendo aquele forró bem gostoso”, disse. A realização é da Empetur, Prefeitura de Serra Talhada e Ministério da Cultura.
Haverá participação de vários grupos de Xaxado do Nordeste, de cidades como João Pessoa, Parnamirim (RN), Piranhas (AL), Fortaleza (CE), Poço Redondo (SE) e outras cidades. De Serra Talhada, palco do Xaxado pernambucano e nascedouro do ritmo, participam os grupos Sertão Frevo, Gilvan Santos, Xabelê, De Vila Bela, As Belas da Vila, Herdeiros do Xaxado e Cabras de lampião, este último o grupo que tem mais projeção fora da cidade.
Ainda haverá atividades como feira de artesanato e passeio ecológico. Em outra frente, esta semana, dia 15, acontece também uma palestra na CDL com historiador Frederico Pernambucano de Mello, sobre o combate da Serra Grande, que aconteceu em 26 de novembro de 1926, envolvendo um contingente da então Força Pública de Pernambuco e o bando do cangaceiro Lampião, combate considerado o maior em todos os tempos do ciclo histórico do cangaço e que acaba de completar 90 anos.
Durante a programação que deverá acontecer nos bairros Centro, São Cristóvão, Caxixola e Vila Bela haverá feira de artesanatos e passeio turístico ecológico Nas Pegadas de Lampião. Os interessados em conhecer o sítio Passagem das Pedras, onde nasceu Lampião, deve procurar a recepção do Museu do Cangaço e agendar a visita. Clique abaixo e veja programação completa:
Um dia após o mal-estar causado pela tentativa de aprovar um projeto de lei que poderia anistiar a prática de caixa 2, o mistério sobre o teor da matéria continuou hoje (20) na Câmara dos Deputados. A proposta foi incluída na pauta no decorrer da sessão, convocada para apreciar medidas provisórias e para auxiliar no quórum […]
Um dia após o mal-estar causado pela tentativa de aprovar um projeto de lei que poderia anistiar a prática de caixa 2, o mistério sobre o teor da matéria continuou hoje (20) na Câmara dos Deputados. A proposta foi incluída na pauta no decorrer da sessão, convocada para apreciar medidas provisórias e para auxiliar no quórum da sessão do Congresso Nacional que iria finalizar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017.
A intenção era votar uma emenda aglutinativa ao Projeto de Lei 1210/2007, que originalmente trata sobre as pesquisas eleitorais, a propaganda eleitoral, o financiamento de campanha e criminaliza o uso de recursos de campanha eleitoral não contabilizados legalmente, o chamado caixa 2.
A inclusão da proposta na pauta causou revolta. Alguns deputados viram na medida uma manobra para aprovar a anistia ao caixa 2. O entendimento é que se houver a criminalização do caixa 2 a partir de agora, a lei não pode retroagir em desfavor dos já acusados pela prática. Desta forma, todas as ações de caixa 2 praticadas antes da lei entrar em vigor estariam automaticamente anistiadas.
“Não quero impedir outros assuntos de serem analisados na sessão, mas quero atrapalhar essa história de anistia de caixa 2, que é crime”, criticou o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) durante a sessão de ontem (19). “Não é tolerável propor uma medida como essa sem nenhuma discussão. Isso é desrespeitar os deputados.”
Na tarde desta terça-feira, questionado sobre o ocorrido, o primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP), que presidia os trabalhos, disse que não partiu dele a decisão de pautar a matéria. “Fui solicitado pelo presidente [Rodrigo Maia] para que estivesse aqui na segunda-feira para tocar os trabalhos”, disse. “Quem pauta projetos na Casa é o presidente da Casa com o colégio de líderes”, afirmou.
A proposta teria sido costurada por lideranças partidárias com a participação do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desde a semana passada. Mas, até a noite dessa segunda-feira, sequer havia sido incluída na pauta, sem que os deputados soubessem o teor e quem relataria o texto, e fazendo com que a tentativa de votação fosse classificada como “golpe”.
Mansur disse que recebeu o texto do secretário da Mesa, Wagner Padilha, durante a sessão. “Esse projeto, especificamente, não estava na pauta que foi distribuída no final de semana”. Segundo Mansur, diante dos protestos, ele chegou a suspender a sessão e tentou costurar um acordo com a participação dos líderes partidários.
“Os líderes quase que todos, com exceção da Rede e do Psol, quase a totalidade dos líderes, estavam presentes na reunião na sala do deputado Waldir Maranhão [PP-MA, primeiro vice-presidente da Câmara, mas que está exercendo a presidência]. Eu cheguei lá e disse que eu precisava saber quem relataria o projeto e que precisava do substitutivo para colocar na pauta e reiniciar a sessão”, contou.
Mansur disse que desconhecia o conteúdo do substitutivo. Questionado sobre quem estaria à frente da iniciativa, o deputado respondeu que a pergunta deveria ser feita ao presidente da Câmara e aos líderes partidários. “Durante a reunião na sala da presidência, a quase totalidade dos líderes concordou com a matéria. Estava se discutindo o substitutivo, mas eu não entrei no mérito do substitutivo porque eu estava conduzindo os trabalhos”, afirmou.
Paternidade da proposta
O líder do PPS, Rubens Bueno (PR) disse que não participou da reunião de líderes. Bueno chamou o episódio de “lambança” e criticou o fato de até o momento ninguém ter assumido a “paternidade” da proposta. “Ninguém apareceu para dizer que participou de articulação, de reunião, que ajudou a fazer o texto que nem apareceu. Só apareceu o relator [Aelton Freitas (PR-MG)] que estaria aguardando o texto que não chegou ao plenário para ser votado”, ironizou.
g1-PB Um advogado morreu em uma sessão especial da Câmara Municipal de João Pessoa, que era transmitida ao vivo, nesta quarta-feira (20). O plenário discutia a mobilidade urbana da capital paraibana. José Silveira, de 62 anos, se sentiu mal após discursar em defesa dos direitos dos motoristas de transporte público. Cinco minutos após falar, o […]
Um advogado morreu em uma sessão especial da Câmara Municipal de João Pessoa, que era transmitida ao vivo, nesta quarta-feira (20). O plenário discutia a mobilidade urbana da capital paraibana.
José Silveira, de 62 anos, se sentiu mal após discursar em defesa dos direitos dos motoristas de transporte público.
Cinco minutos após falar, o advogado trabalhista disse que estava com a respiração ofegante. Os vereadores acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que logo chegou ao local.
Os profissionais de saúde tentaram reanimar o advogado por aproximadamente duas horas, mas ele não resistiu e morreu, vítima de um infarto fulminante.
No vídeo da TV Câmara JP é possível perceber que as pessoas sentadas à mesa tentaram socorrê-lo. Durante o incidente, falava o vereador Marcos Henriques (PT).
O advogado trabalhista José Silveira deixa a esposa e quatro filhos.
A Câmara Legislativa emitiu uma nota de pesar. Confira na íntegra:
É com grande pesar que comunicamos a morte do advogado José Silveira, de 62 anos. Ele faleceu nesta quarta-feira (20), quando participava de uma Sessão Especial, na Câmara Municipal de João Pessoa, para discutir a Mobilidade Urbana na Capital. Ele passou mal minutos após discursar no Plenário da Casa. Silveira deixa mulher e quatro filhos.
Advogado destacado, José Silveira dedicou décadas da vida dele à militância no Direito trabalhista, notadamente, no atendimento às causas dos profissionais que atuam no transporte coletivo urbano. Neste período, colecionou vitórias em nome da categoria e era querido por todos.
Neste momento de dor profunda, manifestamos nossos sentimentos à família e aos amigos cativados por José Silveira – um exemplo de marido, pai e profissional do Direito.
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