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Líder do MBL responde a mais de 60 processos e sofre cobrança de R$ 4,9 mi

Por Nill Júnior
mbl
Uol

Renan Antônio Ferreira dos Santos, um dos três coordenadores nacionais do MBL (Movimento Brasil Livre), entidade civil criada em 2014 para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), está envolvido em problemas na Justiça. Ele é réu em, pelo menos, 16 ações cíveis e mais 45 processos trabalhistas, incluindo os que estão em seu nome e o das empresas de que é sócio. Ele nega irregularidades.

As acusações incluem fechamento fraudulento de empresas, dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em pagamento de dívidas trabalhistas e ações de danos morais, num total de R$ 4,9 milhões. Além disso, o movimento está sofrendo uma ação de despejo de sua sede nacional, localizada em um prédio na região central de São Paulo, por se recusar a deixar o imóvel mais de um ano após o pedido de devolução por parte de seu proprietário.

O imóvel e o aluguel estão em nome de Stephanie Santos, irmã de Renan Santos. No mesmo local, funciona a produtora de vídeos NCE Filmes, comandada por Stephanie e seu outro irmão, Alexandre Santos, que é responsável pela produção de todo material gráfico e de vídeo do MBL. Também está no nome da irmã a conta bancária em que o movimento recebe dinheiro de doadores interessados em auxiliar a entidade.

Composto em sua maioria por jovens de formação liberal, o Movimento Brasil Livre tem em Renan seu coordenador mais velho: 32 anos. Desde 1998, ele enfrenta problemas na Justiça.

Renan e seus irmãos são réus em, pelo menos, 16 processos na área cível. São processos de cobrança de dívidas já consideradas líquidas e certas pelo Poder Judiciário. Juntas, somam mais de R$ 3,4 milhões. São fornecedores que deixaram de ser pagos, bancos que não receberam de volta empréstimos concedidos, empresas que foram fechadas de forma, segundo a Justiça, fraudulenta, e buscas frustradas de oficiais de Justiça por bens devidos.

Na maioria dos processos, o tempo para a empresa se defender já passou, e a cobrança que está sendo realizada na Justiça não tem resultado porque os tribunais não encontram valores nem nas contas das empresas, nem nas de seus proprietários.

Em entrevista ao UOL, Renan admite que deve, e afirma que se trata de pendências advindas de sua atuação como empresário, geradas “pela dificuldade que existe na atividade empresarial no Brasil”.

Além dessas ações cíveis, a Martin Artefatos de Metal, empresa de que Renan é sócio, possui 45 processos trabalhistas nos tribunais de São Paulo e Campinas. Eles acumulam condenações que ultrapassam R$ 1,5 milhão.

Em mais da metade, as condenações se deram em processos que correram à revelia. Ou seja, nem Renan nem nenhum outro sócio se manifestaram no processo. Depois de condenados, com o início do processo de execução, a Justiça chegou a decretar o bloqueio das contas bancárias da empresa, mas nelas não encontrou dinheiro. Foi decretada, então, a penhora de bens da empresa, que irão a leilão para levantar os valores devidos.

Sobre a Martin, Renan nega que exista irregularidades e disse que a família “já comprou [a empresa] com dívida”. “Comprei para tentar recuperar. A gente já fez inúmeros acordos e está tentando tocar. O que há são dívidas, assim como inúmeros empresários têm dívidas. Eu sou mais um dos milhões de pessoas que tentaram empreender no Brasil e não conseguem.”

Em relação à sede do MBL, o imóvel é alvo, desde janeiro, de uma ação de despejo na 31ª Vara Cível de São Paulo. A proprietária, Lrbo Adm de Imóveis Ltda, pediu a desocupação do imóvel em outubro do ano passado, mas não teve resposta e entrou com a ação.

Renan admite a existência da ação de despejo, embora tente desvincular o MBL da sede na avenida Brigadeiro Luiz Antônio. “O MBL não tem sede. A gente usa lá, mas lá é uma produtora [a NCE Filmes].”

Ele diz que a entidade sofre cerceamento. “A gente nunca conseguiu abrir um escritório do MBL, existe uma perseguição contra nós. A gente paga o aluguel lá absolutamente em dia, mas é apenas convidado de honra lá. Agora, teremos que achar uma nova sede”. Em publicações oficiais do MBL, porém, o endereço consta como “sede nacional” do movimento.

Outras Notícias

Prefeitos que foram a Israel ouviram em palestra defesa de genocídio em Gaza e guerra contra Irã

Prefeitos brasileiros em Usrael receberam curso para atuarem como “embaixadores da verdade” contra a mídia nacional sobre o genocídio em Gaza. O Potiguar teve acesso com exclusividade a uma das razões pelas quais prefeitos brasileiros, todos de direita ou extrema direita, foram a Israel em pleno conflito na região. No último dia 16 eles foram […]

Prefeitos brasileiros em Usrael receberam curso para atuarem como “embaixadores da verdade” contra a mídia nacional sobre o genocídio em Gaza.

O Potiguar teve acesso com exclusividade a uma das razões pelas quais prefeitos brasileiros, todos de direita ou extrema direita, foram a Israel em pleno conflito na região. No último dia 16 eles foram resgatados pelo Itamaraty a partir da saída de urgência pela Jordânia. A diplomacia brasileira já tinha desaconselhado qualquer viagem à região. A intenção alegada foi a de conhecer tecnologias de segurança e administração de cidades.

No entanto, em vídeo obtido pelo Potiguar, os prefeitos ou seus representantes aparecem recebendo orientações para agirem como “embaixadores da verdade” pró Israel sobre o genocídio em Gaza.

Um porta voz brasileiro de nome Rafael, membro do exército israelense, ministra a palestra e diz como eles devem se comportar em seu retorno ao Brasil. Segundo o profissional, a ideia também é repor a verdade sobre o conflito no qual Israel está enredado.

Em suas afirmações, ele ataca a Globo, SBT e outras emissoras e fala a respeito da importância dos prefeitos agirem em prol da verdade, já que o nosso país ocupou até pouco tempo a presidência do conselho de segurança da organização das nações unidas.

Por fim, ele deixa claro que as lideranças políticas na plateia seriam multiplicadoras da verdade contra as mentiras do Hamas.

A palestra não estava prevista na programação e, de acordo com um membro da delegação que conversou com o blog, ela só foi articulada após a deflagração do conflito entre Israel-Irã.

Em um dos trechos,  ele defende a ação de Israel contra a Palestina e diz que o governo de Benjamin Netanyahu “mata poucos civis proporcionalmente”.

Dentre eles, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, a vice-prefeita de Florianópolis, Maryanne Terezinha Mattos, Vanderlei Pelizer Pereira, Vice-Prefeito de Uberlândia, Álvaro Damião – prefeito de Belo Horizonte e o governador de Rondônia,  Marcos Rocha.

Tabira: Alan Dias diz que se convocado para disputar prefeitura “está pronto”

“Acusações infundadas”. Foi assim que o Secretário de Saúde Alan Dias definiu as denúncias dos vereadores Djalma das Almofadas e Aldo Santana contra o que definiram como gastos da saúde com eventos festivos. Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM ontem,  Alan confirmou que levará o caso à justiça. O secretário voltou a dizer que […]

images“Acusações infundadas”. Foi assim que o Secretário de Saúde Alan Dias definiu as denúncias dos vereadores Djalma das Almofadas e Aldo Santana contra o que definiram como gastos da saúde com eventos festivos.

Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM ontem,  Alan confirmou que levará o caso à justiça. O secretário voltou a dizer que não houve erro pois  o relatório apresentava todos os contratos vigentes. “A Comissão de Licitação da Prefeitura é uma só”, justifica.

O gestor disse que as contas de 2013 foram enviadas da mesma forma e até agora o TCE não apontou erro. Sobre o não funcionamento do Blocos Cirúrgicos do Hospital, o Secretário disse que precisará do apoio da Secretaria Estadual de Saúde, uma vez que o pós operatório é caro e a Prefeitura não dispõe de recursos para bancar.

Ele admitiu erro do projeto de reforma do Hospital que resultou na falta de pia para os blocos, mas a mesma já foi instalada. O Secretário não soube explicar o que motivou a saída do médico Josete Amaral da equipe do Hospital, mais negou que um dos motivos tenha sido o atraso de pagamento.

Informações dão conta de que o “o mês” para a prefeitura pagar Dr. Josete, demorava 120 dias, mas Alan minimizou.

Sobre candidatura à Prefeitura de Tabira,  Alan disse que o prefeito Sebastião Dias não tratou do assunto ainda e que se for chamado para disputar a sucessão do pai, está pronto.

Raquel Lyra filia ex-prefeito e lideranças de Itapissuma

A presidente do PSDB Pernambuco, Raquel Lyra, filiou nesta quinta, 24, o ex-prefeito de Itapissuma, Clóvis Cavalcanti. Na ocasião, também foram filiadas importantes lideranças da cidade: os ex-vereadores Rubens Sestil, Pirro e Neto de Pirro, que irão compor a comissão provisória na cidade. O vereador Ju de Pirro também participou do encontro e anunciou apoio […]

A presidente do PSDB Pernambuco, Raquel Lyra, filiou nesta quinta, 24, o ex-prefeito de Itapissuma, Clóvis Cavalcanti.

Na ocasião, também foram filiadas importantes lideranças da cidade: os ex-vereadores Rubens Sestil, Pirro e Neto de Pirro, que irão compor a comissão provisória na cidade. O vereador Ju de Pirro também participou do encontro e anunciou apoio ao projeto do PSDB nas eleições de outubro.

“O ex-prefeito Clóvis e lideranças políticas de Itapissuma, com muitos serviços prestados ao município, chegam para reforçar o nosso partido no litoral norte. Estamos percorrendo todo o estado fazendo filiações e fortalecendo o PSDB em Pernambuco”, destacou Raquel Lyra.

Clovis foi prefeito de Itapissuma por dois mandatos, de 1989 a 1992 e entre 2005 e 2008. “Nossa filiação ao PSDB significa que estamos abraçando um projeto de mudança e o melhor para Pernambuco. Também estamos discutindo uma possível candidatura minha a deputado federal, e tenho certeza que posso contar com o apoio do partido”, disse o ex-prefeito.

Depois de 31 dias, chuva voltou a cair no Pajeú

A última chuva havia caído em 16 de maio durante a madrugada. Trinta e um dias depois o tempo mudou e a chuva caiu em várias cidades da região do Pajeú na tarde e noite de ontem e madrugada de hoje. Segundo levantamento do radialista Anchieta Santos, no Programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú 104,9 […]

A última chuva havia caído em 16 de maio durante a madrugada. Trinta e um dias depois o tempo mudou e a chuva caiu em várias cidades da região do Pajeú na tarde e noite de ontem e madrugada de hoje. Segundo levantamento do radialista Anchieta Santos, no Programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú 104,9 FM, chuvas foram registradas em Afogados da Ingazeira somando 15 milímetros, Carnaíba, com 13 milímetros, Tabira, Santa Terezinha, Iguaracy, Ingazeira, Tuparetama, Solidão, Jabitacá, Ibitiranga e Água Branca, na Paraíba.

Ouvintes do programa anunciaram a ocorrência de chuvas nas comunidades rurais de Paulo Ferro com 40 milímetros, Riacho do Peixe, com 9 milímetros, Capim Grosso 10 milímetros, Caldeirão Dantas, Torrões, Queimadas, Pau Leite, Favela, Fazenda Nova, Riacho Fundo, Santo Antônio, Covoadas, Calderão, Várzea, Leitão, Queimada Grande, Queimadas, Poço de Pedra, Cacimba Velha, Riacho do Peixe e Poço da Volta.

Ainda Vaca Morta, Barbalho, Salgadinho, Gangorra, Serrinha, Macambira de Sertânia, Monte Alegre, Boqueirão, Curral Velho dos Pedros, Ibitiranga, São João Novo e Velho, Jatobá, Castanheira de Tavares, Pelo Sinal, Leitão, Escada, Novo Pernambuco, Baixio de Carapuça e Riacho da Onça. Segundo os agricultores a chuva chega em boa hora para salvar plantações de feijão. A colheita do milho já foi feita. Para hoje a previsão é de mais chuva no Sertão do Pajeú.

Região de Serra Talhada registra 72 casos de estupro em dois anos

Por Juliana Lima Apesar da Secretaria Estadual de Defesa Social ter divulgado recentemente que houve redução nos números da violência em Pernambuco, as estatísticas de casos de estupro assustam na região de Serra Talhada. Balanço realizado pelo Farol de Notícias junto à Delegacia de Polícia local mostra que foram registradas 27 ocorrências de violência sexual […]

Por Juliana Lima

Apesar da Secretaria Estadual de Defesa Social ter divulgado recentemente que houve redução nos números da violência em Pernambuco, as estatísticas de casos de estupro assustam na região de Serra Talhada.

Balanço realizado pelo Farol de Notícias junto à Delegacia de Polícia local mostra que foram registradas 27 ocorrências de violência sexual somente na cidade de Serra Talhada nos últimos dois anos, em pleno período da pandemia da Covid-19. Foram 11 boletins registrados em 2020 e 16 boletins em 2021.

Em relação à área atendida pela 21ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, os números são ainda mais preocupantes. Somente em 2020 foram registrados 31 casos na região e em 2021 o número subiu para 41 casos. A Polícia Civil não revelou mais detalhes sobre o andamento das investigações ainda em aberto referentes aos casos de violência sexual em Serra Talhada e municípios da região.

Um dos casos de violência sexual de grande repercussão aconteceu no último mês de dezembro na cidade de Flores. Uma jovem de 29 anos foi vítima de estrupo coletivo ao ser violentada por três homens. Ela denunciou a agressão à polícia e um dos suspeitos foi preso. Os outros dois permanecem foragidos. Os envolvidos filmaram o crime e as imagens se espalharam na internet.

Os casos de violência sexual devem ser denunciados aos órgãos oficiais, a exemplo das delegacias de polícia e do Ministério Público. Se o abuso envolver crianças ou adolescentes, a denúncia também poderá ser feita no Conselho Tutelar ou através do Disque 100. Violência contra mulheres pode ser denunciada através do 180.

LEGISLAÇÃO

De acordo com o Art. 213 do Código Penal Brasileiro, “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos”. 

§ 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: Pena – reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.

§ 2o Se da conduta resulta morte: Pena – reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.