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Justiça nega mudança de local e mantém júri popular de Hebson Thiago em Tabira

Por Nill Júnior
Mortes das jovens ocorreu em dezembro de 2013. Foi comprtovado que Hebson estava alcoolizado e assumiu o dolo ao pegar no volante.

Ele será julgado pelas mortes de Thaylane Ferreira  e Rosália Medeiros, em 2013. Defesa de Hebson alegou que repercussão na mídia gera condenação prévia.  

O Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima negou o desaforamento do Juri Popular de Hebson Thiago Silva Sampaio, acusado de homicídio qualificado  no atropelamento e morte das jovens Andreza Thaylane Ferreira dos Santos, 18 anos, e Rosália Medeiros Oliveira, 19 anos, em 19 de dezembro de 2013.

A defesa de Hebson alegou, em síntese, que, caso seu julgamento ocorra na Comarca de Tabira, por certo será condenado, posto que o crime causou muita repulsa e comoção na população local. Afirmou, ainda, que até os dias atuais, mais de quatro anos após o fato, há constante publicação de fotos, notícias sobre o caso na imprensa local e manifestações públicas contra o réu, o que pode comprometer a isenção dos jurados. Assim, pediu em caráter liminar, a suspensão do julgamento.

Mas decidiu o Desembargador: “Essa alteração do foro natural do julgamento é medida excepcional, somente autorizada quando houver, nos termos do arts. 427 e 428 do CPP, (a) interesse da ordem pública, (b) comprometimento da imparcialidade dos jurados, (c) dúvida sobre a segurança do réu ou (d) atraso injustificável na realização do julgamento popular. Assim, por significar derrogação da regra do julgamento no distrito da culpa, o desaforamento deve ter aplicação restrita”.

Ele acrescentou que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça possuem firme posição no sentido de que o desaforamento, baseado na dúvida sobre a imparcialidade dos jurados ou no risco à ordem pública, somente será autorizado quando estes elementos estiverem comprovados objetiva e concretamente. O desaforamento desloca o julgamento da ação penal para outra comarca da região, quando o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado. “A mera alegação de dúvida sobre a imparcialidade dos jurados sem a devida comprovação não autoriza o desaforamento”.

Diz ainda que a divulgação do fato criminoso pela mídia não reflete o ânimo dos membros integrantes do Conselho de Sentença.”No caso em apreço, não havendo a demonstração de elementos concretos e específicos que sejam passíveis de interferir na imparcialidade dos jurados e tendo o Juízo Singular, cuja opinião é relevante para se aferir a necessidade do desaforamento, afirmado não mais haver a grande repercussão social na comarca de Assis Chateaubriand que justifique o deslocamento da competência, não se vislumbra o alegado constrangimento ilegal suportado.

“Na hipótese, cabia ao requerente demonstrar através de algum elemento concreto ou dado objetivo a existência de ameaça à imparcialidade do júri ou risco à ordem pública – ônus que não se desincumbiu. Não se olvide que estamos diante de medida com aplicação nos processos de crimes dolosos contra a vida que, normalmente, nas pequenas comarcas do interior do Estado, já possuem grande repercussão entre a população”, diz o Desembargador.

“Com efeito, meras alegações da repercussão social do crime não podem ser consideradas, por si só, como autorizadoras do desaforamento que, repita-se, tem caráter excepcional”, conclui. Assim, indeferiu o pedido de liminar.

Outras Notícias

Morre Evaldo Machado, ex-vereador de Santa Terezinha

Faleceu nessa segunda-feira (17), o ex-vereador de Santa Terezinha, Evaldo Machado. Ele estava em João Pessoa, na Paraíba, travando uma luta para se recompor de uma doença, que descompensou sua saúde. Evaldo exerceu seu mandato no legislativo local de 1988 a 1992 e era uma enciclopédia da história Terezinhense, se lembrando de fatos que marcaram […]

Faleceu nessa segunda-feira (17), o ex-vereador de Santa Terezinha, Evaldo Machado. Ele estava em João Pessoa, na Paraíba, travando uma luta para se recompor de uma doença, que descompensou sua saúde.

Evaldo exerceu seu mandato no legislativo local de 1988 a 1992 e era uma enciclopédia da história Terezinhense, se lembrando de fatos que marcaram a política local, além de compositor e sanfoneiro. Era um bom Vivant, faleceu em consequência de um câncer.

O prefeito de Santa Terezinha Vaninho de Danda, decretou Luto Oficial por três (3) dias no âmbito do município pelo falecimento do ex-vereador. 

A família de Evaldo comunicou que o seu corpo será velado na residência da família na rua Silvino Leite e que o sepultamento será nesta terça-feira às 4h da tarde. A informação é do Blog do Marcello Patriota.

Chapa única para a sucessão de Ênio Amorim no Afogados FC

Em reunião realizada no final da noite desta quinta-feira, o conselho deliberativo do Afogados da Ingazeira Futebol Clube definiu que as eleições para presidente e vice do clube -que estavam previstas para o final do ano-, devem acontecer logo após a participação do tricolor no Campeonato Pernambucano Sub-20, entre o final de Julho e o […]

Foto: Afogados FC/Divulgação

Em reunião realizada no final da noite desta quinta-feira, o conselho deliberativo do Afogados da Ingazeira Futebol Clube definiu que as eleições para presidente e vice do clube -que estavam previstas para o final do ano-, devem acontecer logo após a participação do tricolor no Campeonato Pernambucano Sub-20, entre o final de Julho e o início de Agosto.

A medida visa o melhor planejamento para o Pernambucano 2018. Na reunião dois nomes foram lançados para compor uma chapa única, João Nogueira e Charles Cristian, presidente e vice, respectivamente. João é Auditor Federal de Controle Externo e aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU).

Já Charles é presidente da Liga Desportiva de Afogados da Ingazeira. Os nomes devem ocupar os lugares de Ênio Amorim e Dr. Roberto Vicente, primeiros dirigentes na história da Coruja do Sertão.

Diretor responsável pelo Enem morre de Covid-19

Foto: Divulgação / EB Carlos Roberto Pinto de Souza morreu em Curitiba (PR) nesta segunda; Defensoria Pública pede adiamento do exame O diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), general Carlos Roberto Pinto de Souza, 59, morreu nesta segunda-feira (11) por complicações da Covid-19. A diretoria comandada pelo […]

Foto: Divulgação / EB

Carlos Roberto Pinto de Souza morreu em Curitiba (PR) nesta segunda; Defensoria Pública pede adiamento do exame

O diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), general Carlos Roberto Pinto de Souza, 59, morreu nesta segunda-feira (11) por complicações da Covid-19. A diretoria comandada pelo general é responsável pela elaboração do Enem. A informação é de Paulo Saldaña para a Folha de S. Paulo.

Souza morreu em Curitiba (PR), onde se tratava da Covid desde dezembro do ano passado, segundo relatos colhidos pela Folha. O militar da reserva havia assumido a Daeb (Diretoria de Avaliação da Educação Básica) do Inep em agosto de 2019. Antes, ocupou, entre outros cargos, o Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército e o Centro de Defesa Cibernética do Exército.

O Inep divulgou no início da noite desta segunda-feira nota de pesar pelo falecimento.

“A presidência do Inep, em nome de todos os seus colaboradores, agradece o trabalho desempenhado com dedicação, entusiasmo, responsabilidade e senso ético pelo diretor Carlos Roberto. Seu nome estará registrado na história do Inep”, diz a nota, que não citou a doença.

O instituto informou que o general participou ativamente da concepção do Enem Digital e do Novo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), principal projeto a que se dedicava nos últimos meses.

Por causa do avanço da pandemia do novo coronavírus, a Defensoria Pública da União foi à Justiça para pedir novo adiamento do Enem. O governo Jair Bolsonaro (sem partido) mantém o cronograma do exame, com início no próximo domingo (17).

Até a publicação deste texto, a Justiça não havia julgado o pedido da Defensoria pelo adiamento da provas.

Deputados relembram 61 anos do golpe militar e reforçam defesa da democracia na Alepe

Nesta segunda-feira (31), a passagem dos 61 anos do golpe militar de 1964 foi tema de debates na reunião plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Parlamentares destacaram os impactos do regime no país e a necessidade de fortalecer a democracia. Reflexões sobre o golpe e a democracia A deputada Dani Portela (PSOL) ressaltou as […]

Nesta segunda-feira (31), a passagem dos 61 anos do golpe militar de 1964 foi tema de debates na reunião plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Parlamentares destacaram os impactos do regime no país e a necessidade de fortalecer a democracia.

Reflexões sobre o golpe e a democracia

A deputada Dani Portela (PSOL) ressaltou as marcas deixadas pela ditadura militar, mencionando episódios de violência, perseguição e tortura. Ela também fez um paralelo com os atos do dia 8 de janeiro de 2023, quando houve tentativa de ruptura institucional em Brasília.

“Mas é importante lembrar: o 8 de janeiro foi, acima de tudo, uma data de vitória. Vitória da democracia brasileira diante dos ataques sofridos”, declarou.

Filha e neta de presos políticos durante a ditadura, Dani reforçou o compromisso com a defesa das instituições democráticas e alertou para os riscos do autoritarismo.

O deputado João Paulo (PT) também abordou os efeitos do regime militar, criticando o modelo de desenvolvimento adotado na época, que, segundo ele, não beneficiou a maioria da população.

O parlamentar também mencionou a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado. Ele criticou as declarações do ex-mandatário contra o Poder Judiciário e o sistema eleitoral brasileiro.

“Bolsonaro tenta insuflar novamente seus seguidores contra o Supremo Tribunal Federal, acusando injustamente a Corte de perseguição política. Essa estratégia repetitiva e perigosa evidencia que ele não tem noção sobre como se faz política em uma democracia”, afirmou João Paulo.

Os discursos reforçaram a importância de preservar a democracia e a memória sobre os períodos autoritários da história do Brasil.

João Campos promete IPVA zero para motociclistas da zona rural

O pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos, se comprometeu a lançar um novo programa para zerar o IPVA dos motociclistas da zona rural. A ideia, disse o socialista em um evento de pré-campanha em Palmares,  é custear integralmente a inscrição e o curso da habilitação para pilotar e garantir a entrega do capacete. “Eu […]

O pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos, se comprometeu a lançar um novo programa para zerar o IPVA dos motociclistas da zona rural.

A ideia, disse o socialista em um evento de pré-campanha em Palmares,  é custear integralmente a inscrição e o curso da habilitação para pilotar e garantir a entrega do capacete.

“Eu vou lançar um programa chamado Moto Rural, Moto Legal. A ideia não fui eu que tive. Quem teve foi o povo me contando no meio da rua, nessa tribuna do Anota Aí. Qual é a bronca? O camarada está com o IPVA da moto atrasado. Moto de agricultor da zona rural não vai pagar IPVA. Segundo ponto: a pessoa não tem carteira. O Governo de Pernambuco, na nossa gestão, vai bancar a formação e dar a carteira dos agricultores. Terceiro ponto: em vez de apreender a moto, a gente vai dar o capacete”, afirmou.

“Sabe por que a gente vai fazer isso? Porque eu não estou aqui para cuidar de quem é grande, mas para cuidar de quem é pequeno”, ressaltou.