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Juíza de Brasília rejeita denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia e declara extinta punição

Por André Luis

Por Marcelo Rocha/Folhapress

A juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília, rejeitou denúncia reapresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia, fruto da Operação Lava Jato. A decisão foi tomada neste sábado (21).

Alves também refutou a denúncia contra todos os demais envolvidos no caso que havia tramitado na 13ª Vara Federal de Curitiba, então sob o comando de Sergio Moro. Cabe recurso.

Na decisão de 45 páginas, a magistrada afirmou que a Procuradoria deixou de fazer “a adequação da peça acusatória” às recentes decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela ainda extinguiu punição a Lula em razão de prescrição de pena.

O Supremo decretou a nulidade do processo, após condenação em primeira e segunda instância, sob o argumento de que Moro era incompetente e parcial para julgá-lo.

Ou seja, a acusação não deveria ter sido julgada na capital paranaense, e o então juiz, que posteriormente assumiu o cargo de ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, não atuou, segundo o tribunal, de forma imparcial nos processos.

O caso, então, foi deslocado para a Justiça Federal no Distrito Federal. O MPF na capital federal reapresentou o caso, mas Alves o rejeitou.

O advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, afirmou que a decisão reforça que o petista “foi vítima de uma perseguição nos últimos anos”.

De acordo com criminalista, o caso do sítio de Atibaia, “tal como todas as outras acusações lançadas contra o ex-presidente, foi construído a partir de mentiras e deturpações jurídicas idealizadas por alguns membros do Ministério Público que não honram a prestigiosa instituição”. Segundo a denúncia, os réus praticaram os crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

A juíza ainda negou qualquer punição no episódio da suposta reforma realizada no sítio em troca de propina para favorecimento das construtoras OAS e Odebrecht aos envolvidos com mais de 70 anos em razão de prescrição.

“Declaro extinta a punibilidade dos denunciados septuagenários Luiz Inácio Lula da Silva, Emílio Alves Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Carlos Armando Guedes Paschoal”, escreveu a magistrada.

Também ficou livre de punição José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS. A razão para a tomada de decisão, segundo a juíza, se dá em decorrência dos posicionamentos recentes do STF.

“O Supremo Tribunal Federal, nas decisões proferidas nos Habeas Corpus n. 193.726/PR e Habeas Corpus n. 164.493/PR, decretou a nulidade de todos os atos decisórios proferidos no feito pelo então juiz federal Sergio Fernando Moro”, escreveu.

“Na hipótese em análise, parte significativa das provas que consubstanciavam a justa causa apontada na denúncia originária foi invalidada pelo Supremo Tribunal Federal, o que findou por esvaziar a justa causa até então existente, sendo certo que o Ministério Público Federal não se desincumbiu de indicar a este Juízo quais as provas e elementos de provas permaneceram válidos e constituem justa causa, que se traduz em substrato probatório mínimo de indícios de autoria e materialidade delitivas, para dar início à ação penal”, afirmou Alves.

Dessa forma, segundo a juíza, “não há como prosseguir a ação penal sem que o Ministério Público Federal realize a adequação da peça acusatória aos ditames da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal mediante o cotejo das decisões e provas delas resultantes e detração daquelas que foram anuladas”.

Segundo a juíza, falta demonstração de “justa causa na ratificação da denúncia por ressentir-se de indicar documentos e demais elementos de provas que a constituem, tendo em vista a prejudicialidade da denúncia original ocasionada pela decisão/extensão de efeitos prolatada pelo Supremo Tribunal Federal”.

“No presente caso, reitero, a mera ratificação da denúncia sem o decotamento das provas invalidadas em virtude da anulação das decisões pelo Supremo Tribunal Federal mediante o cotejo analítico das provas existentes nos autos não tem o condão de atender ao requisito da demonstração da justa causa, imprescindível ao seu recebimento.”

Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia, em fevereiro de 2019.

O pagamento de obras na propriedade pela Odebrecht foi revelado pela Folha em reportagem de janeiro de 2016. A sentença foi dada pela juíza Gabriela Hardt, que substituía o ex-juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba. 

“É fato que a família do ex-presidente Lula era frequentadora assídua no imóvel, bem como que usufruiu dele como se dona fosse”, escreveu a magistrada na sentença.

A decisão foi confirmada em segunda instância. Em dezembro de 2019, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) manteve, por unanimidade, a condenação do ex-presidente Lula.

O trio de juízes da segunda instância havia condenado o ex-presidente a 17 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem -na primeira instância, a pena era menor. Lula nega todos os crimes.

Outras Notícias

Neguinho de Danda é lançado como pré-candidato a prefeito em Santa Terezinha

Na semana passada, o União Brasil oficializou a pré-candidatura a prefeito de Santa Terezinha de Neguinho de Danda. Neguinho já exerceu o cargo de vereador por três mandatos. Ele é filho e irmão do ex-prefeito Danda Martins e de Vanin de Danda, este último falecido em 2020 durante seu mandato como prefeito, devido às complicações […]

Na semana passada, o União Brasil oficializou a pré-candidatura a prefeito de Santa Terezinha de Neguinho de Danda.

Neguinho já exerceu o cargo de vereador por três mandatos. Ele é filho e irmão do ex-prefeito Danda Martins e de Vanin de Danda, este último falecido em 2020 durante seu mandato como prefeito, devido às complicações causadas pelo coronavírus.

O pré-candidato afirma que continuará com a tradição política familiar na cidade.

“Me sinto bem no União Brasil, o partido me acolheu bem. Estou decidido a concorrer à Prefeitura de Santa Terezinha e vamos trabalhar para vencer. Minha família tem uma tradição de mais de 40 anos na política; meu pai foi prefeito duas vezes e meu irmão, que infelizmente faleceu durante a pandemia da Covid-19, também ocupou o cargo. Portanto, estou seguindo os passos políticos da nossa família na cidade. Com fé em Deus, vamos conquistar a vitória nas eleições”.

Evandro Valadares anuncia pacote de R$ 18 milhões para São José do Egito

O prefeito de São José do Egito Evandro Valadares anunciou em entrevista à Gazeta FM um pacote de R$ 18 milhões em investimentos. Foi em entrevista ao jornalista João Carlos Rocha e o blogueiro Marcello Patriota. No pacote, R$ 13 milhões só na educação, com construção de 2 creches. Será uma na sede e outra […]

O prefeito de São José do Egito Evandro Valadares anunciou em entrevista à Gazeta FM um pacote de R$ 18 milhões em investimentos.

Foi em entrevista ao jornalista João Carlos Rocha e o blogueiro Marcello Patriota.

No pacote, R$ 13 milhões só na educação, com construção de 2 creches. Será uma na sede e outra em Riacho do Meio.

Ainda  a construção de um completo educacional e um ônibus escolar.

Na saúde serão R$ 2,5 milhões, incluindo duas UBS. Uma delas promete ser a maior da região do Pajeú, por tratar-se de UBS tipo IV, que pode abrigar até quatro Equipes de Atenção Básica.

Evandro também anunciou  R$ 2,5 milhões em calçamentos. Serão mais de quarenta ruas calçadas, em um total de mais de 30 mil metros de calçamento. A execução das obras já começa no início de 2022.

Marconi Santana amplia agendas políticas no Sertão com vistas à Alepe

O ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, intensificou sua presença no Sertão de Pernambuco nos últimos dias, em uma série de encontros com lideranças políticas e comunitárias. Os compromissos ocorreram em Santa Cruz, Araripina, Lagoa Grande, Santa Filomena, Petrolina e Pesqueira, municípios considerados estratégicos no interior do Estado. Em Lagoa Grande, Santana esteve com Padre Bida, […]

O ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, intensificou sua presença no Sertão de Pernambuco nos últimos dias, em uma série de encontros com lideranças políticas e comunitárias. Os compromissos ocorreram em Santa Cruz, Araripina, Lagoa Grande, Santa Filomena, Petrolina e Pesqueira, municípios considerados estratégicos no interior do Estado.

Em Lagoa Grande, Santana esteve com Padre Bida, Leonildo, Cícero, Ronaldo, Zé Filho, Assudo, Thiago e Vando do Mercado. Na ocasião, destacou: “É com união, diálogo e muito trabalho que seguimos construindo caminhos para um Sertão cada vez mais forte”.

No município de Santa Filomena, o ex-prefeito participou da entrega de ônibus escolares, creche e tratores agrícolas, em evento articulado com a governadora Raquel Lyra, o prefeito Gildevan Melo, o vice-prefeito Rivaldinho Reis e vereadores locais.

Em Petrolina, reuniu-se com apoiadores, entre eles Cival, Edilson, Mário, Paulo, Givanaldo, Flávio, Peixoto, Cícero, Expedito e Josélia. Também recebeu a visita da conterrânea Ildilene Medeiros, acompanhada do filho Samuel e do afilhado Ênio Medeiros, ao lado de Gilberto Ribeiro.

Encerrando a agenda, em Pesqueira, Marconi participou de encontro com Daniel Bezerra, Daniel Neto e Danilton. Em sua fala, afirmou: “Cada encontro, cada conversa, cada gesto de confiança nos lembra que juntos podemos transformar sonhos em realidade”.

Os movimentos recentes reforçam a projeção de Marconi Santana no cenário político estadual, com seu nome já citado em discussões sobre as eleições de 2026 para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Opinião traz João com 40 pontos de vantagem sobre Raquel

Em nova pesquisa do instituto Opinião, de Campina Grande (PB), em parceria com o Blog do Magno, captando o cenário das eleições para governador de Pernambuco em 2026, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), provável adversário da governadora Raquel Lyra (PSDB), aparece como amplo favorito, uma vantagem de 40 pontos ante à tucana. Se […]

Em nova pesquisa do instituto Opinião, de Campina Grande (PB), em parceria com o Blog do Magno, captando o cenário das eleições para governador de Pernambuco em 2026, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), provável adversário da governadora Raquel Lyra (PSDB), aparece como amplo favorito, uma vantagem de 40 pontos ante à tucana. Se as eleições fossem hoje, João teria 61,7% dos votos e Raquel 21,3%.

Provável candidato do bolsonarismo, o ex-ministro Gilson Machado (PL) se situa bem distante, com apenas 5%. Brancos e nulos somam 6,2% e indecisos seriam 5,8%. Num segundo cenário, quando o nome de Gilson é trocado por Anderson Ferreira, presidente estadual do PL, que disputou o mesmo cargo nas eleições de 2022, o cenário não sofre alterações.

João sobe para 62,4%, Raquel fica com 21,4% e Anderson aparece com 4,2%. Neste cenário, brancos e nulos somam 6,5% e indecisos 5,5%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome do seu candidato preferido sem o auxílio da lista com todos os concorrentes, João também lidera, com 30,5%, Raquel vem em seguida com 12,5%, Gilson é citado por apenas 0,8% e Anderson 0,2%.

No quesito rejeição, a governadora lidera. No primeiro cenário, com Gilson candidato, a tucana aparece no topo. Entre os entrevistados, 31,1% disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Sua rejeição é maior do que a do ex-ministro, que vem em segundo, com 27,3% afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. João Campos, por fim, é o menos rejeitado. Apenas 7,7% disseram que não votariam nele de jeito nenhum.

Já no cenário em que Gilson é trocado por Anderson, a rejeição a Raquel sobe. Entre os entrevistados, 33% disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Ela é seguida por Anderson, que tem 20,9% dos entrevistados que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto João aparece em último, com 8,4% afirmando que não votariam nele de jeito nenhum.

O levantamento foi a campo entre os dias 19, 20, 21 e 22 deste mês, tendo sido aplicados dois mil questionários em 80 municípios de todas as microrregiões do Estado. A modalidade da pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação, com entrevistas pessoais (face a face) e domiciliares.

O intervalo de confiança estimado é de 95,5% e a margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Em novembro, o mesmo instituto aferiu a intenção de votos para o Estado. Àquela data, o socialista teve 76,2% dos votos e a governadora Raquel Lyra (PSDB) 15,8%, uma diferença para João de 60,4%. Brancos e nulos somavam 3,9% e indecisos, 4,1%.

Panfleto da Prefeitura de Salgueiro copia campanha do Paraná e viraliza

Um panfleto da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Salgueiro mostra os riscos da corriqueira prática conhecida como “copiou colou”. A peça que traz como foco o combate à dengue com orientações para os moradores da importante cidade sertaneja deixou passar uma arte onde na verdade a campanha era do estado do Paraná. “Ajude o […]

Um panfleto da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Salgueiro mostra os riscos da corriqueira prática conhecida como “copiou colou”.

A peça que traz como foco o combate à dengue com orientações para os moradores da importante cidade sertaneja deixou passar uma arte onde na verdade a campanha era do estado do Paraná.

“Ajude o Paraná a vencer a dengue”, diz a peça na página 7 do encarte. A dúvida é saber se a falha partiu da gráfica contratada ou se tem responsabilidade exclusiva da Secretaria.

O famoso Control C + Control V costuma fazer vítimas. Em Tabira, a reprodução de um Código Tributário que certamente foi “importado” de outra cidade previa cobrança de tributo ligado a portos, em uma cidade no meio do Sertão do Pajeú.