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Ivermectina não foi eficaz em tratar Covid-19, aponta estudo

Por André Luis

Vários estudos feitos ao longo da pandemia já apontavam que o remédio, usado para tratar vermes e parasitas, não funcionava contra a Covid-19.

Por Lara Pinheiro/g1

Uma pesquisa publicada na sexta-feira (18) na revista “Jama Internal Medicine” constatou que a ivermectina não foi eficaz em tratar a Covid-19 leve ou moderada em pacientes com comorbidades, todos internados para o tratamento.

Vários estudos feitos ao longo da pandemia já apontavam que o remédio, usado para tratar vermes e parasitas, não funcionava contra a Covid-19. O remédio tem sido motivo de polêmica no Brasil desde 2020, por causa do “kit Covid” – um combo de medicamentos sem eficácia contra a doença que, mesmo assim, têm sido promovidos para tratá-la.

Dessa vez, o estudo da ivermectina foi feito na Malásia, com 490 pessoas. Cerca de metade (241) recebeu o remédio e a outra metade (249), não. Em cada grupo, cerca de 50% dos participantes estavam vacinados com as 2 doses de alguma vacina contra a Covid.

A maioria dos voluntários tinha pressão alta (75%), diabetes (53,5%), colesterol alto (38%) ou obesidade (24%). A definição sobre quem receberia ou não a ivermectina foi aleatória (randomizada), mas os participantes sabiam se estavam ou não recebendo o medicamento.

Dos 490 pacientes, 95 tiveram um quadro grave de Covid-19. Desses, 52 receberam a ivermectina, e os outros 43, não. Também não houve diferença entre o tempo que a doença levou para progredir entre os dois grupos – ou seja, o remédio não foi capaz de adiar a piora do quadro.

“Os resultados do estudo não apoiam o uso de ivermectina para pacientes com COVID-19”, concluíram os cientistas.

Ao discutir os resultados, os pesquisadores pontuaram que ensaios anteriores feitos com a ivermectina eram focados em pacientes que não estavam internados.

“Em contraste, os pacientes em nosso estudo foram hospitalizados, o que permitiu a administração observada de ivermectina com alta taxa de adesão. Além disso, usamos critérios claramente definidos para determinar a progressão para doença grave”, disseram.

O estudo não foi projetado para analisar a capacidade do remédio de evitar a morte pela Covid-19 – porque a mortalidade da doença na Malásia é muito baixa, em torno de 1%, mesmo para grupos de risco.

Apesar de reconhecerem essa limitação, os pesquisadores salientam que outras pesquisas, anteriores, já haviam estabelecido que o remédio não foi capaz de evitar mortes pela Covid.

Novos ensaios

Um dia antes de os resultados serem divulgados no “Jama”, cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, anunciaram um novo ensaio clínico para testar a eficácia da ivermectina contra a Covid-19.

A intenção dos pesquisadores é testar doses mais altas do remédio: um grupo de participantes receberá 400μg (microgramas) diários, por quilo de massa corporal, durante 3 dias. Já um segundo grupo receberá 600μg diários por quilo de massa corporal por 6 dias.

A primeira dosagem que será testada pelos americanos, entretanto, é mais baixa do que a que foi dada aos participantes da Malásia – de 400μg por kg por 5 dias.

Já a segunda dosagem, de 600μg, é cerca de três vezes maior do que a que normalmente é dada para tratar parasitas para os quais o remédio é indicado, explica o infectologista Alexandre Zavascki, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nesse caso, há uma preocupação com a segurança da dosagem.

Outras Notícias

Duque e Breno medem força em Serra Talhada na semana que vem

Do Farol de Notícias O deputado Luciano Duque, candidato a reeleição, e Breno Araújo, pré-candidato a eleição, medem forças na próxima semana em Serra Talhada. O deputado aproveita a chamada ‘janela partidária’ para se filiar ao PODEMOS, virando a página com relação ao Solidariedade, legenda que lhe deu muita dor de cabeça e gestos de […]

Do Farol de Notícias

O deputado Luciano Duque, candidato a reeleição, e Breno Araújo, pré-candidato a eleição, medem forças na próxima semana em Serra Talhada. O deputado aproveita a chamada ‘janela partidária’ para se filiar ao PODEMOS, virando a página com relação ao Solidariedade, legenda que lhe deu muita dor de cabeça e gestos de traição. O ato de filiação ao novo partido acontecerá no próximo dia 20 (sexta-feira), em local ainda não definido.

Já o esposo da prefeita Márcia Conrado, Breno Araújo, vai trocar o Partido Socialista Brasileiro (PSB) pelo Partido dos Trabalhadores (PT). O ato acontecerá no dia 21 (sábado), durante o encontro regional do PT em Serra Talhada. O local também ainda não está definido.

Os atos públicos irão marcar o início de uma disputa que promete muitas emoções a começar pela ‘medição de forças’  de quem vai impressionar mais. O pano de fundo, de fato, será o ‘duelo’ entre Luciano Duque e Márcia Conrado.

Ipespe: Lula fica estável com 44%; Bolsonaro segue com 32%, e Ciro, com 8%

Pesquisa Ipespe contratada pela XP Investimentos divulgada nesta sexta-feira (20), aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na corrida presidencial, com 44% das intenções de voto na pesquisa estimulada —quando é apresentada a lista de nomes dos pré-candidatos. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, é o segundo, com […]

Pesquisa Ipespe contratada pela XP Investimentos divulgada nesta sexta-feira (20), aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na corrida presidencial, com 44% das intenções de voto na pesquisa estimulada —quando é apresentada a lista de nomes dos pré-candidatos. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, é o segundo, com 32%. Os percentuais foram os mesmos registrados na rodada anterior, divulgada na semana passada.

Assim como Lula e Bolsonaro, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também ficou estável, com 8% das intenções de voto. O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) oscilou positivamente de 3% para 4%. O deputado federal André Janones (Avante) registrou os mesmos 2% do levantamento anterior, enquanto a senadora Simone Tebet (MDB) oscilou positivamente de 1% para 2%. Como a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, esses pré-candidatos estão tecnicamente empatados.

O cientista político Felipe d’Avila (Novo), a sindicalista Vera Lucia (PSTU), o ex-deputado José Maria Eymael (DC) ficaram com 0% —os três foram citados, mas, por arredondamento, não chegaram a 1%. O deputado federal Luciano Bivar (União Brasil) estava na lista de nomes, mas não foi citado por nenhum entrevistado.

D’Avila, Vera, Eymael e Bivar empatam tecnicamente com Tebet, Janones e Doria, mas não com Ciro. Brancos e nulos somam 6% e não sabem ou não responderam, 2%.

Para a pesquisa, o instituto entrou em contato por telefone com 1.000 entrevistados, de 16 anos ou mais, entre os dias 16 e 18 de maio. O nível de confiança é de 95,5%. A sondagem foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08011/2022.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos pré-candidatos, o cenário também foi de estabilidade, com exceção da pontuação registrada por Doria.

Enquanto ex-governador oscilou positivamente de 1% para 2%, Lula se manteve com os 39% da rodada anterior, e Bolsonaro, com os mesmos 29%. Ciro continuou com 3%.

Janones e Tebet ficaram estáveis com 1%, e D’Avila, com 0%. Eymael também ficou com 0%. Nenhum, branco e nulo somaram 9%, e não souberam ou não responderam, 16%.

O Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) é uma empresa de pesquisas fundada em 1986 e com sede no Recife. O instituto geralmente faz pesquisas eleitorais por telefone. Operadores ligam para eleitores selecionados conforme a distribuição de todo eleitorado brasileiro e os questionam sobre suas preferências eleitorais.

Brasil tem 48,19% da população com a vacinação completa contra a covid

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou nesta sexta-feira (15), a 150.944.543, o equivalente a 70,76% da população total.  Nas últimas 24 horas, 285,3 mil pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias […]

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou nesta sexta-feira (15), a 150.944.543, o equivalente a 70,76% da população total. 

Nas últimas 24 horas, 285,3 mil pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Entre os mais de 150 milhões de vacinados, 102,78 milhões estão com a imunização completa contra o coronavírus, o que representa 48,19% da população total. Nas últimas 24 horas, 971 mil pessoas receberam a segunda dose e outras 1,4 mil receberam o imunizante de aplicação única da Jansen. 

Uma correção nos registros de dose única no Ceará, Espírito Santo e Rio de Janeiro fez com que os Estados notificassem um saldo negativo de -2.234, -18.607 e -24 dessas aplicações, respectivamente.

Nesta sexta-feira, outras 242,4 mil pessoas receberam a dose de reforço. Ao todo, 3,61 milhões de brasileiros já foram “revacinados”.

Somando todas as vacinas aplicadas, o Brasil administrou 1,47 milhão de doses nas últimas 24 horas.

São Paulo tem 79,83% da população total vacinada ao menos com uma dose contra o coronavírus, e 62,63% com o esquema vacinal completo (duas doses ou aplicação única), o mais avançado no País. 

Os outros quatro Estados com a maior proporção de habitantes totalmente imunizados são: Mato Grosso do Sul (60,87%), Rio Grande do Sul (54,38%), Paraná (50,86%) e Espírito Santo (49,11%).

Aumentam os casos de Covid em Afogados, Tabira e São José do Egito

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que nesta quinta-feira (03), foram detectados 20 casos para covid-19 no município. Desses, 18 já estavam em investigação e aguardavam resultados de exames. São 9 pacientes do sexo feminino e 11 pacientes do sexo masculino.  Entre as mulheres são 2 agricultoras, 2 do lar, 1 aposentada, 1 comerciante, […]

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que nesta quinta-feira (03), foram detectados 20 casos para covid-19 no município. Desses, 18 já estavam em investigação e aguardavam resultados de exames. São 9 pacientes do sexo feminino e 11 pacientes do sexo masculino. 

Entre as mulheres são 2 agricultoras, 2 do lar, 1 aposentada, 1 comerciante, 1 operadora de loja, 1 assistente social e 1 promotora de vendas. Já entre os homens, são 2 profissionais da saúde, 2 de profissão não informada, 1 aposentado, 1 agricultor, 1 estudante, 1 serralheiro, 1 auxiliar de serviços gerais, 1 auxiliar de escritório e 1 motoboy. 

Entram em investigação os casos de 12 homens, com idades entre 12 e 73 anos, e 18 mulheres, com idades entre 5 e 70 anos. 

Na quinta também tivemos 52 casos descartados após os pacientes apresentarem resultados negativos para covid-19. Ainda segundo o boletim de ontem, 10 pacientes receberam alta após avaliação clínica e epidemiológica. 

Em Tabira a Secretaria de Saúde informa que com mais 6 casos o total de confirmados soma agora 426. O número de recuperados se manteve em 387. Em investigação existem 46 pacientes. 

Na tarde de ontem, o inquérito epidemiológico da Prefeitura de São José do Egito, concluiu o mapeamento no distrito de Riacho do Meio. Foram visitados 2.000 domicílios, a equipe identificou 8 pessoas com sintomas característicos da covid-19, todos foram encaminhados para consultas médicas. 

Nesta quinta-feira (03.09), o município atingiu a marca de 1.932 exames realizados desde o início da pandemia. 

Também ontem, 9 pacientes finalizaram todo o tratamento e estão livres da covid-19, já são 415 curados no município. Foram confirmados 11 novos casos da doença. 

No momento, 40 pessoas que testaram positivo para o novo Coronavírus, estão em isolamento domiciliar, sendo acompanhadas pela equipe multidisciplinar e um paciente continua internado na UTI da UPA/COVID.

Ano começa com 5 presidenciáveis e 4 correndo por fora para a eleição

Do UOL, em São Paulo As cartas para a eleição presidencial, em outubro deste ano, já estão sendo dadas. Por enquanto, há nove pré-candidatos para o cargo de presidente da República. Mas, até o dia 2 de outubro, esse número —e até os próprios presidenciáveis— deve mudar. Conversas para alianças e o surgimento de federações devem influenciar […]

Do UOL, em São Paulo

As cartas para a eleição presidencial, em outubro deste ano, já estão sendo dadas. Por enquanto, há nove pré-candidatos para o cargo de presidente da República.

Mas, até o dia 2 de outubro, esse número —e até os próprios presidenciáveis— deve mudar. Conversas para alianças e o surgimento de federações devem influenciar no xadrez político.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) busca a reeleição com a vantagem de uma base fiel, mas a maior rejeição entre os pré-candidatos. Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém-se favorito, de acordo com as pesquisas —algumas indicam a possibilidade de vitória dele no primeiro turno.

Coordenadora da pós-graduação de ciência política da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Maria do Socorro Sousa Braga diz acreditar que “ainda é cedo para trazer um quadro mais preciso” para a eleição.

Para ela, tudo vai depender dos movimentos em torno de Lula e Bolsonaro. “São eles que estão atraindo e afastando as forças.”

Cientista político e professor do Insper, Carlos Melo concorda que é prematuro fazer previsões. “Me parece cedo. Ainda que me pareça que Lula tenha se consolidado. Bolsonaro está em risco, mas até aqui nenhum outro disparou para chegar a ele.”

Nessa caminhada, em busca da chamada terceira via, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o governador paulista João Doria (PSDB) e o ex-ministro Sergio Moro (Podemos) tentam se apresentar como uma alternativa viável.

Braga e Melo concordam que as definições sobre federações —que devem estar prontas até o começo de abril— terão impacto nas conversas.

“Acho que elas devem acompanhar a lógica desses candidatos: Lula, Bolsonaro, Doria, Moro. Talvez Ciro tenha maiores dificuldades, com certo isolamento do PDT”, diz o professor do Insper. “Mas penso que o grid de largada seja com esses cinco. Os demais podem desaparecer naturalmente, ou servirem para coligações.”

Correm por fora, ainda sem grande popularidade —ou expressividade nas pesquisas— os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Simone Tebet (MDB-MS), e o cientista político Luiz Felipe d’Avila (Novo).

Para Braga, esses são “balão de ensaio”, nomes que aparecem para a disputa mais “tentando se cacifar para aumentar a visibilidade em nível nacional”. Vieira e d’Avila, por exemplo, já se mostraram mais próximos de Moro, e Tebet teve um encontro recente com Doria. Clique aqui e veja a reportagem completa.