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Humberto participa de encontro com Câmara e Governadores para tratar da CHESF

Por Nill Júnior
Humberto fala observado por Câmara

Após participar de encontro com os governadores e parlamentares do Nordeste em defesa do Rio São Francisco e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), defendeu a importância da unidade política da região. Para o senador, a ação  mostra a resistência do Nordeste ao desmonte que vem sendo feito pelo governo de Michel Temer (MDB).

“O que aconteceu hoje no Recife foi uma demonstração de força de nossa região, que não vai aceitar de forma alguma a privatização da Chesf, empresa que contribui inegavelmente para o desenvolvimento da região e tem uma função social importantíssima para o Nordeste. Estamos mostrando para o governo Temer que não vamos ficar calados enquanto eles seguem com esta política que vem maltratando a região ”, afirmou o senador.

Em carta aberta intitulada “Em defesa do Federalismo e do Rio São Francisco”, os governadores de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Minas Gerais fazem críticas à falta de investimentos do governo Temer na região e ao abandono das políticas sociais, além de reforçarem a importância da Chesf para o Nordeste. O texto rejeita a possibilidade de privatização da Companhia.

“Preocupa-nos, sobremodo, o Projeto de Privatização da Eletrobrás e, em particular, o da Companhia Hidroelétrica do São Francisco/Chesf que, em se concretizando, viria a submeter um ativo do povo da região aos interesses dos investidores, condicionando – por décadas – qualquer projeto ou ação que viesse a demandar água do Rio São Francisco, tanto para o abastecimento humano quanto para a agricultura irrigável”, diz a Carta.

Para Humberto, a unidade da região contra a privatização da Companhia pode ser definitiva para barrar o projeto. “O Nordeste representa cerca de 30% do eleitorado brasileiro. No Congresso Nacional, a nossa bancada pode, definitivamente, ajudar a enterrar esse processo de privatização da Chesf. A nossa luta segue se ampliando e não vamos permitir que o governo Temer dilacere o nosso patrimônio”, assinalou o senador.

Outras Notícias

Câmara de Tuparetama paga segunda parcela do 13º salário a servidores

A Câmara Municipal de Tuparetama realizou o pagamento da segunda parcela do 13º salário para todos os servidores efetivos e comissionados. O repasse segue o calendário definido pela administração e integra as ações de gestão financeira previstas para o encerramento do ano. O presidente da Câmara, Valmir Tunú, afirmou que o pagamento dentro do prazo […]

A Câmara Municipal de Tuparetama realizou o pagamento da segunda parcela do 13º salário para todos os servidores efetivos e comissionados. O repasse segue o calendário definido pela administração e integra as ações de gestão financeira previstas para o encerramento do ano.

O presidente da Câmara, Valmir Tunú, afirmou que o pagamento dentro do prazo reflete organização administrativa e respeito às obrigações legais. Segundo ele, a medida contribui para o planejamento financeiro dos trabalhadores e reforça o funcionamento institucional da Casa.

“Garantir o 13º salário em dia é uma forma de reconhecer a importância de cada servidor. Eles são fundamentais para que a Câmara funcione com eficiência, transparência e responsabilidade”, declarou Tunú.

Com a quitação da segunda parcela, a Câmara encerra o ano mantendo a agenda de valorização dos servidores e o cumprimento das responsabilidades administrativas previstas na legislação.

Futebol e solidariedade deram as mãos em Serra Talhada

Duas partidas de futebol beneficentes em prol das famílias atingidas pelas chuvas na Mata Sul de Pernambuco movimentaram o Estádio Pereirão, em Serra Talhada, na noite desta terça-feira (06). O primeiro jogo da noite entre Prefeitura x Imprensa terminou 1×0 para o time da Imprensa. Já entre Veteranos e Câmara de Vereadores, empate em zero a zero. […]

Duas partidas de futebol beneficentes em prol das famílias atingidas pelas chuvas na Mata Sul de Pernambuco movimentaram o Estádio Pereirão, em Serra Talhada, na noite desta terça-feira (06).

O primeiro jogo da noite entre Prefeitura x Imprensa terminou 1×0 para o time da Imprensa. Já entre Veteranos e Câmara de Vereadores, empate em zero a zero. A entrada para os jogos foi um quilo de alimento não perecível, sendo arrecadada uma boa quantidade que será enviada para Rio Formoso.

“Agradecemos também a todos os amigos da imprensa que compareceram ao jogo, aos vereadores, veteranos e a todos que abraçaram essa causa em nome da solidariedade, principalmente ao povo de Serra Talhada que é muito solidário e está ajudando as famílias da Mata Sul”, disse o prefeito Luciano Duque, que fez questão de participar do jogo.

No time da imprensa, nomes como Anderson Tennens, Orlando Santos, Kaká Di Macena, Tony Alencar, Ronaldo Virgulino e Nill Santos, autor do gol. Gilson Queiroz foi o treinador com este blogueiro atuando de auxiliar técnico. Na equipe da prefeitura, além de Luciano Duque (que jogou cinco minutos de óculos), Marcos Oliveira, Gin Oliveira, Faeca Melo, dentre tantos outros. No time dos vereadores, Nailson Gomes, Sinézio Rodrigues, Manoel Enfermeiro e Zé Raimundo, que deixou o campo com uma distensão muscular após uma “arrancada”.

Segundo o secretário de Esportes e Lazer, Gin Oliveira, a iniciativa foi muito positiva. “Agradecemos a todas as pessoas que compareceram e levaram suas doações, contribuindo com nossa campanha solidária. Conseguimos arrecadar cerca de 800 quilos de alimentos que serão enviados para a Mata Sul”, disse.

A campanha de doações continua em Serra Talhada. Um caminhão de donativos foi enviado na segunda-feira (05) para Rio Formoso e outro caminhão com seis toneladas está previsto para sair ainda hoje para a mesma cidade.

Afogados: Rubinho do São João disputará reeleição da presidência da Câmara de Vereadores

Atual presidente disse que maioria dos colegas querem a sua reeleição Por André Luis Neste domingo, o blogueiro Júnior Finfa, divulgou em primeira mão que o vereador de Afogados da Ingazeira, Vicentinho Zuza (PSB), eleito com 857 votos na eleição de 2020, abriu mão da disputa pela presidência da Casa e decidiu apoiar o atual […]

Atual presidente disse que maioria dos colegas querem a sua reeleição

Por André Luis

Neste domingo, o blogueiro Júnior Finfa, divulgou em primeira mão que o vereador de Afogados da Ingazeira, Vicentinho Zuza (PSB), eleito com 857 votos na eleição de 2020, abriu mão da disputa pela presidência da Casa e decidiu apoiar o atual presidente, Rubinho do João (PSD).

Segundo Finfa, foi procurado por Vicentinho, que informou que a decisão foi tomada após reunião entre ele (Vicentinho), o também vereador, Sargento Argemiro (PSD) e Rubinho. “Eu tinha a intenção de disputar a presidência, mas diante da administração que o atual presidente vem conduzindo a casa, retirei meu nome e irei apoiar sua reeleição”, disse Vicentinho ao Blog do Finfa.

A redação do Blog do Nill Júnior, procurou o vereador Rubinho do São João, que confirmou que irá disputar a reeleição da presidência da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira.

Rubinho foi eleito para conduzir os trabalhos da Mesa Diretora no biênio 2020/2021, com os treze votos dos legisladores, com apoio inclusive da oposição.

“A maioria dos colegas defende minha reeleição, inclusive, Vicentinho, que pediu pra eu não disputar e agora declarou apoio a minha candidatura”, disse após ser questionado por que decidiu disputar a reeleição – visto que tinha dito anteriormente que não disputaria mais.

Perguntado se como na eleição anterior, conta com o apoio de todos os vereadores, Rubinho voltou a afirmar que tem o apoio da maioria, mas que prefere, futuramente “fazer uma nota assinada pelos que votam”.

Paulo Câmara: “por enquanto, não haverá lockdown”

No Twitter, o governador Paulo Câmara (PSB) negou a perspectiva em curto prazo de medidas mais duras. Mas não descartou totalmente. “Por enquanto, as medidas restritivas já anunciadas permanecem: só serviços essenciais das 20 às 5h, de segunda à sexta-feira e no próximo final de semana manteremos o fechamento total das atividades não essenciais. O […]

No Twitter, o governador Paulo Câmara (PSB) negou a perspectiva em curto prazo de medidas mais duras. Mas não descartou totalmente.

“Por enquanto, as medidas restritivas já anunciadas permanecem: só serviços essenciais das 20 às 5h, de segunda à sexta-feira e no próximo final de semana manteremos o fechamento total das atividades não essenciais.

O gestor afirmou ainda: “ Nos últimos dez dias, abrimos 106 leitos de UTI em Pernambuco. Até a próxima sexta, outros 90 novos leitos devem entrar em operação. Continuamos aumentando nossa capacidade de atendimento e analisando os números da pandemia, dia a dia. Resta, portanto, aguardar os números.

Mais cedo,  o jornal “O Poder” adiantou que Governo do Estado de Pernambuco deve decretar, no máximo até a próxima semana, o fechamento total das atividades comerciais no interior e na Região Metropolitana do Recife.

A decisão teria como base o aumento dos casos de Covid-19 e a quantidade de leitos de UTI disponíveis, próxima de zero, além da desativação de parte dos hospitais de campanha só fez piorar a situação.

Paramount, Netflix, Warner e as investidas de Trump sobre a mídia nos EUA

Por Mariana Sanches / UOL Se fosse uma série, a história da venda dos estúdios Warner Bros Discovery teria chegado essa semana ao que parece ser sua derradeira temporada. O enredo iniciado há seis meses mistura cem anos de produção audiovisual norte-americana em disputa por dois enormes conglomerados de mídia — a Paramount/Skydance e a […]

Por Mariana Sanches / UOL

Se fosse uma série, a história da venda dos estúdios Warner Bros Discovery teria chegado essa semana ao que parece ser sua derradeira temporada.

O enredo iniciado há seis meses mistura cem anos de produção audiovisual norte-americana em disputa por dois enormes conglomerados de mídia — a Paramount/Skydance e a Netflix — que se lançaram a jogadas hostis e públicas de competição comercial bilionária sob os olhos — e o jugo — do chefe da Casa Branca, Donald Trump.

A Warner entrou em crise há mais de cinco anos, depois de uma série de fusões e negócios mal sucedidos que levaram a companhia (que inclui CNN e HBO) a uma dívida estimada em cerca de US$ 30 bilhões. A venda do grupo se tornou um caminho óbvio.

No segundo semestre de 2025, Paramount e Netflix se apresentaram como interessadas e iniciaram uma batalha pública pela compra.

Até que, em dezembro passado, a gigante do streaming Netflix parecia ter vencido a parada, quando ofereceu US$ 27,75 por ação da Warner, em um acordo de US$ 83 bilhões — dos quais estavam excluídos os canais de TV CNN e Discovery.

Mas a Paramount não desistiu da contenda, como é comum nesses casos, e lançou o chamado “hostile bid”, uma tentativa de interceptar o negócio entre Netflix e Warner e forçar um voto de desconfiança dos acionistas da empresa contra o comando de administradores da Warner.

A última cartada neste sentido veio no último dia 24 de fevereiro, quando a Paramount ofereceu US$ 31 por ação da Warner (contra os US$ 30 de uma oferta anterior), em um montante de US$ 110 bilhões que incluiria também a aquisição da rede de TV CNN.

O interesse de Trump

Um dos canais de notícias mais populares do país, a CNN costuma adotar tom questionador em relação à gestão de Donald Trump. Repórteres da emissora são alvos frequentes de comentários críticos e ácidos do mandatário norte-americano.

“Você é péssima, é a pior repórter. Não é de se admirar que a CNN não tem audiência, por causa de pessoas como você”, disse Trump sobre a correspondente da Casa Branca da CNN, Kaitlan Collins, a quem também acusou de “nunca sorrir”.

Em qualquer fusão deste tamanho, o Departamento de Justiça dos EUA precisa dar seu aval. Mas o interesse da gestão Trump no assunto vai muito além dos aspectos regulatórios de competição e anti-trust.

Em setembro do ano passado, durante um vôo no Air Force One, Trump chegou a dizer que de todo o material televisionado no país, “97% é contra mim”. E em dezembro, disse que ia interferir na disputa pela Warner e que “a CNN tem quem ser vendida”, em um comportamento revelador de investidas que têm feito em relação à imprensa.

De um dos lados da disputa está um dos maiores aliados de Trump neste segundo mandato: o atual CEO da Paramount, David Ellison. Ele é filho do bilionário fundador da empresa de software Oracle, Larry Ellison, o sexto homem mais rico do mundo, e apoiador do republicano. Ellison esteve envolvido em vários casos recentes que passaram pelo crivo do governo americano, como a tomada de controle do braço americano da rede social Tiktok nos EUA, com seus mais de 200 milhões de usuários no país.

Desde a recente chegada dos Ellison à Paramount, que controla a rede de TV CBS e a MTV, a rede, conhecida por seu jornalismo imparcial e inquisidor, vem tomando uma série de decisões que levantam questões sobre sua independência editorial e que agradaram a Casa Branca.

Em julho, a empresa concordou em indenizar Trump em US$ 16 milhões em um acordo judicial num processo no qual o presidente acusava a TV de ter beneficiado a democrata Kamala Harris na edição de uma entrevista para o jornal 60 Minutes, durante a eleição de 2024.

O acerto, visto como uma confissão de parcialidade por alguns, enfureceu muitos dos profissionais da CBS que acreditavam ter condição de ganhar o caso.

Há duas semanas, um novo golpe no programa foi a saída de seu âncora, Anderson Cooper, insatisfeito com interferências da direção da CBS em seu trabalho.

Sob comando da executiva conservadora Bari Weiss, a CBS anunciou o fim de um de seus produtos de maior repercussão, o talk show político noturno de Stephen Colbert, o Late Show. Oficialmente, a justificativa para o fim do programa, que costuma ser mordaz nas críticas a Trump, foi orçamentária.

Mas, na semana passada, em uma decisão sem precedentes, a CBS proibiu Colbert de levar ao ar uma entrevista com o candidato democrata ao Senado James Talarico.

Em novembro, o Congresso dos EUA será renovado em eleições de meio de mandato e Trump está sob risco de perder a maioria que detém nas duas casas legislativas.

O Texas será um dos campos desta batalha eleitoral. Colbert afirmou que a censura sobre a entrevista veio do jurídico da CBS, preocupado com regulações recém lançadas pelo FCC, a Comissão Federal de Comunicações, atualmente sob comando do trumpista Brendan Carr.

Carr tem usado ameaças indiretas para influenciar a programação televisiva do país. No caso mais visível, em setembro passado, a rede de TV ABC suspendeu temporariamente o programa do apresentador Jimmy Kimmel após comentários dele sobre a morte do ativista de direita Charlie Kirk que enfureceram Trump.

Na ocasião, Carr, cujo órgão tem poder de conceder ou cassar licença às redes de TV e de aprovar fusões e outros negócios entre elas, sugeriu a um podcast consevador que, caso a ABC não punisse Kimmel, poderia ter problemas. “Podemos fazer isso da maneira fácil ou da maneira difícil”, disse Carr ao “Benny Show”, um podcast conservador.

Nas últimas semanas, Trump tentou se distanciar da disputa pela Warner, dizendo que a arbitragem caberia ao Departamento de Justiça, sob ordens de sua subordinada, a procuradora-geral, Pam Bondi.

Fontes no Departamento de Justiça que atuam diretamente na divisão de fusões dizem, porém, que a pressão para aprovar os negócios dos aliados de Trump é suficientemente forte para forçar até mesmo a saída de funcionários trumpistas que se oponham, com argumentos técnicos, a fusões que interessam ao presidente.

Isso teria acontecido em ao menos três ocasiões no ano passado, de acordo com um dos integrantes DoJ ouvido por mim sob a condição de anonimato.

Há alguns dias, em entrevista à BBC Radio 4, Ted Sarandos, diretor-executivo da Netflix, tentou se dizer convencido de que “este é um acordo comercial. Não é um acordo político”.

Anteontem (26), porém, diante da pressão enorme da Paramount, Tarandos foi à Casa Branca tentar convencer Bondi e a chefe de gabinete de Trump, Susie Willes, de que a aquisição da Warner pela Netflix seria do agrado de Trump.

Falhou no intento, segundo revelou o jornal NYPost. Sob pressão da Casa Branca para retirar de seu conselho uma ex-integrante do governo Obama, Tarandos teria ouvido dos assessores de Trump que sua empresa teria um caminho difícil pela frente junto à administração se seguisse com os negócios.

A senadora democrata Elizabeth Warren foi ao X traduzir um questionamento que tem sido feito dentro da própria CNN, e foi replicado em uma reportagem da rede sobre a negociação da qual é parte. “O que os assessores de Trump disseram ao CEO da Netflix hoje na Casa Branca?”, perguntou Warren em uma publicação no X, afirmando que “parece capitalismo de compadrio, com o presidente corrompendo o processo de fusão em favor da família bilionária Ellison”.

No fim daquele mesmo dia, a Netflix anunciou que não escalaria sua oferta de compra para seguir no leilão pela Warner e que, portanto, a Paramount (e a família Ellison, aliada de Trump), teria caminho aberto para assumir estúdios e seus canais de TV, incluindo a CNN.

O que acontecerá com a CNN segue sendo dúvida, mas a história recente da CBS pode dar alguns spoilers.