Flávio Bolsonaro chama 8 de Janeiro de “farsa” e volta a atacar Moraes em ato na Paulista
Candidato à Presidência reuniu apoiadores nesta segunda-feira (7), em São Paulo; levantamento estimou público de 28,5 mil pessoas no pico da manifestação.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou, nesta segunda-feira (7), de um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, marcado por críticas ao governo Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o discurso, Flávio classificou os atos de 8 de Janeiro como uma “farsa” e relacionou a condenação de Jair Bolsonaro às decisões tomadas pelo Supremo.
“Deram uma segunda facada em Bolsonaro. Essa farsa que foi 8 de janeiro. Essa farsa que condenaram um homem correto, um homem honesto, um homem que tem Deus no coração, por crimes que ele não cometeu”, afirmou.
A declaração representa a versão política apresentada pelo candidato. O STF já condenou réus por participação na organização e execução dos atos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília e em investigações relacionadas à tentativa de ruptura institucional.
Flávio também voltou a direcionar críticas a Alexandre de Moraes em meio à crise recente no Supremo envolvendo os desdobramentos do caso Master.
“Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre. O Supremo não é Alexandre de Moraes. A magistratura não é Alexandre de Moraes”, declarou.
Propostas apresentadas no ato
O candidato aproveitou o discurso para defender propostas nas áreas de segurança pública e saúde. Entre elas, citou o enquadramento de organizações como PCC e Comando Vermelho como terroristas, redução da maioridade penal, aumento de penas para determinados crimes e castração química para autores de violência sexual.
Flávio também afirmou que pretende ampliar o padrão de atendimento do Sistema Único de Saúde.
“A saúde pública vai ser padrão Einstein. O nosso SUS vai ser padrão Einstein”, disse.
Aliados participam da manifestação
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou do ato. Também estiveram presentes o prefeito Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Sergio Moro (PL), Valdemar Costa Neto e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Tarcísio defendeu durante o discurso que nenhuma autoridade esteja acima da Constituição.
“Ninguém está acima da lei”, afirmou, ao citar presidentes da República, governadores, senadores, magistrados e ministros.
Nikolas Ferreira também criticou Moraes e declarou apoio à candidatura de Flávio à Presidência.
Público estimado em 28,5 mil
O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a organização More in Common estimaram que o ato atingiu um pico de 28,5 mil participantes às 16h32.
Considerando a margem de erro de 12% do levantamento, a estimativa varia entre 25,1 mil e 32 mil pessoas. A contagem utiliza fotografias aéreas analisadas com auxílio de software de inteligência artificial.
Segundo o levantamento, o público ficou abaixo do registrado no ato de 7 de Setembro de 2025 na Paulista, estimado em 42,2 mil pessoas.
Confusão entre grupos
Durante a manifestação, a Polícia Militar utilizou gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes de esquerda nas proximidades da Avenida Paulista.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, um grupo tentou acessar a área destinada aos apoiadores de Flávio Bolsonaro, e policiais militares e guardas civis intervieram para impedir um confronto.
A SSP informou que não houve registro de incidentes graves.
Fonte: G1
Foto: Reprodução
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