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Exoneração de Moro é publicada em Diário Oficial

Por Nill Júnior
Sergio Moro no ‘Roda Viva’, da TV Cultura (TV Cultura/Reprodução)

A exoneração do juiz federal Sérgio Moro foi publicada em Diário Oficial nesta segunda-feira (19). Ele deixa o cargo que exerce na 13ª Vara Federal de Curitiba para compor o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro,como ministro da Justiça e Segurança Pública.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, recebeu e assinou o ato de exoneração do juiz federal na última sexta-feira (16). Com saída, Moro deixa também a operação Lava Jato.

Com o afastamento de Moro dos processos da Lava Jato, a operação é comandada, temporiamente, pela juíza Gabriela Hardt — substituta da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná. Hardt fica à frente dos processos da Lava Jato até que seja escolhido um novo juiz titular — ela não pode assumir em definitivo porque é juíza substituta, mas pode sentenciar. Essa seleção será de responsabilidade do TRF-4.

Na última quarta-feira (14), foi ela quem interrogou o ex-presidete Luiz Inácio Lula da Silva na audiência referente a um processo da Operação Lava Jato que apura reformas feitas no sítio de Atibaia.

Em entrevista concedida à jornalista Poliana Abritta e exibida no domingo (11), no Fantástico, Moro já tinha rebatido as críticas sobre estar de férias e, ao mesmo tempo, atuando como futuro ministro.

“Olha, eu já anunciei publicamente que vou pedir a exoneração. O que a Constituição proíbe é que um juiz assuma uma posição, um cargo Executivo. Eu não tô assumindo nenhum cargo. Eu estou apenas colaborando pra formação de um futuro governo”, respondeu.

Outras Notícias

Presos na Lava-Jato vão passar o réveillon em celas da PF, em Curitiba

STJ nega pedido de habeas corpus a executivos detidos na operação da Polícia Federal. Ontem, visita de parentes foi antecipada por causa da celebração do ano-novo Do Correio Brasiliense Presos na Operação Lava-Jato passarão a noite de réveillon em celas da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), […]

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STJ nega pedido de habeas corpus a executivos detidos na operação da Polícia Federal. Ontem, visita de parentes foi antecipada por causa da celebração do ano-novo

Do Correio Brasiliense

Presos na Operação Lava-Jato passarão a noite de réveillon em celas da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Falcão, negou o habeas corpus ao presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho; ao diretor da construtora, Mateus Coutinho de Sá; e ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Os detentos receberam ontem a última visita de familiares deste ano.

Os executivos da OAS foram denunciados pelo Ministério Público Federal acusados de participarem de um cartel de empreiteiras que atuava em obras da Petrobras. Já Fernando Baiano, apontado como o operador do PMDB junto à estatal, é réu em uma das ações originárias da Lava-Jato. Ele responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Os advogados recorreram ao STJ na última sexta-feira. Como a decisão do ministro Falcão é em caráter liminar, o mérito ainda será julgado pela Corte, em data a ser definida.

No pedido de liberdade ao STJ, a defesa de Baiano alegou, por exemplo, que a prisão foi decretada para constrangê-lo a confessar irregularidades “minando seu emocional/ psicológico”. O ministro Falcão negou o habeas corpus reproduzindo as razões que levaram a primeira instância a decidir pela prisão e outras decisões do STJ que também negaram liberdade a outros investigados.

“Verifica-se que a decisão impugnada demonstrou a materialidade do crime e a presença de indícios suficientes de autoria, bem como a necessidade da custódia cautelar para a garantia da ordem pública, considerando-se, sobretudo, a especial gravidade da conduta, revelada pelo modus operandi do delito”, escreveu o jurista. Fernando se defende admitindo ter negociado e intermediado negócios na Petrobras, mas nunca em benefício a partidos.

Quatro corpos de vítimas do voo 8501 da AirAsia foram recuperados

Do DP Mergulhadores recuperaram mais quatro corpos de vítimas do voo 8501 da AirAsia. As equipes de busca também tentam neste final de semana levar à superfície a fuselagem do avião. Os corpos estavam próximos a costa de Bornéu. Até o momento, 69 corpos foram recuperados de 162 passageiros e tripulantes que estavam a bordo […]

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Do DP

Mergulhadores recuperaram mais quatro corpos de vítimas do voo 8501 da AirAsia. As equipes de busca também tentam neste final de semana levar à superfície a fuselagem do avião.

Os corpos estavam próximos a costa de Bornéu. Até o momento, 69 corpos foram recuperados de 162 passageiros e tripulantes que estavam a bordo do avião, que caiu no mar de Java no dia 28 de dezembro de 2014, quando seguia na rota Surabaia para Cingapura.

O diretor das operações de busca e resgate da Indonésia, Suyadi Bambang Supriyadi, explicou que os mergulhadores não conseguem entrar na fuselagem da aeronave, pois há muitos cabos, assentos e pedaços. As autoridades acreditam que grande parte dos corpos está presa à fuselagem.

Deputados usam verba de gabinete para lucrar com seus canais no YouTube

Estadão Deputados da base governista e da oposição transformaram a divulgação da atividade na Câmara num negócio privado. Eles recorreram a empresas contratadas com dinheiro da cota parlamentar e assessores pagos pela Casa para gerir canais monetizados no YouTube, com vídeos que arrecadam recursos de acordo com o número de visualizações. A prática vem sendo […]

Estadão

Deputados da base governista e da oposição transformaram a divulgação da atividade na Câmara num negócio privado.

Eles recorreram a empresas contratadas com dinheiro da cota parlamentar e assessores pagos pela Casa para gerir canais monetizados no YouTube, com vídeos que arrecadam recursos de acordo com o número de visualizações.

A prática vem sendo chamada de “toma lá, dá cá” nos corredores do Congresso.

 Estadão identificou ao menos sete parlamentares que estão ganhando dinheiro dessa forma. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) é uma delas.

Em junho ela gastou R$ 4 mil da cota parlamentar com uma firma que trabalha na edição do conteúdo que posta. O alcance dos vídeos gerou a Carla R$ 23.702, dos quais diz ter recebido já R$ 15,1 mil do YouTube.

Além dela, os deputados Joice Hasselmann (PSL-SP)Bia Kicis (PSL-DF)Otoni de Paula (PSC-RJ)Paulo Pimenta (PT-RS) e Flordelis (PSD-RJ) também contrataram empresas com dinheiro da cota parlamentar para fazer edição e montagem dos vídeos apresentados em seus canais no YouTube.

Já Gleisi Hoffmann (PT-PR) recorreu a assessores pagos pela Câmara para manter seu canal. Destes, apenas Pimenta e Otoni de Paula disseram à reportagem ter desistido da monetização.

Após prisão, marchinha do Japonês da Federal ganha nova versão

Nova marchinha do Japonês da Federal por thevideos11 Sucesso musical do Carnaval, a marchinha Japonês da Federal acaba de ganhar uma nova versão. A música, que ajudou a popularizar a figura do agente Newton Ishii que ficou conhecido por participar das conduções da Operação Lava Jato, agora tem versos que falam da prisão do policial […]


Nova marchinha do Japonês da Federal por thevideos11

Sucesso musical do Carnaval, a marchinha Japonês da Federal acaba de ganhar uma nova versão. A música, que ajudou a popularizar a figura do agente Newton Ishii que ficou conhecido por participar das conduções da Operação Lava Jato, agora tem versos que falam da prisão do policial preso na terça (7), em Curitiba, por facilitação de contrabando.

A letra original, que falava de um cidadão comum que era acordado surpreendido pelo policial japonês, foi substituída por versos sobre a prisão de Newton Ishii.  “Ai, meu Deus, me dei mal. Bateu à minha porta o Japonês da Federal” virou o “Ai, meu Deus, se deu mal. Foi preso em Curitiba o Japonês da Federal.”

A nova música ainda lembra que em tempos de sucesso, o agente “acordava o povo no susto. Raiava o dia já era xadrez” em substituição às frases “Dormia o sono dos justos/Raiava o dia era quase seis. Mas agora o japonês foi enquadrado e agora ele está em cana lá no Paraná.

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A versão foi feita na manhã desta quarta (8) pelos compositores Thiago de Souza, Dani Battistonni, Jabolinha, Gustavo Moscardini e Tigrão. Juntos eles formam o grupo Marcheiros, que se especializaram em fazer sátiras em cima do noticiário político. “Esse desdobramento é a cara do Brasil. Criamos heróis imaginários que são destruídos pela realidade”, diz Thiago de Souza, autor da letra.

A marchinha Japonês da Federal foi um fenômeno do Carnaval. Viralizou na internet, foi executada nos blocos do Rio e São Paulo, ganhou enquete no UOL, concurso na rádio CBN, virou camiseta e até máscara. “Ele era aquela figura estereotipada que estava prendendo pessoas importantes. E ganhou uma áurea de super-herói, mas é mais um Macunaíma”, diz Thiago, referindo-se ao anti-herói de Mário de Andrade.

Os Marcheiros já fizeram músicas sobre a presidente afastada Dilma Rousseff, o presidente interino Michel Temer, o ex-presidente Lula, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, e os senadores Romero Jucá e Aécio Neves. “Não temos lado. Fazemos crônicas musicadas sobre o tudo o que acontece. O humor na música é a nossa forma de indignação”, diz Thiago.

Para o compositor, o Japonês da Federal não será o único a ir em cana. “Muitos outros ex-heróis também terão o mesmo fim”, diz ele, pronto para escrever as próximas músicas.

Dilma estará em Floresta terça-feira

Mais uma vez, observará obras da transposição do Rio São Francisco Dezessete dias depois de uma rápida passagem pelo Estado, quando se reuniu com o governador Paulo Câmara e prefeitos e lançou o Plano de Enfrentamento à Microcefalia, a presidente Dilma Rousseff volta a Pernambuco. Desta vez, irá a Floresta, no Sertão, na próxima terça-feira, […]

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Mais uma vez, observará obras da transposição do Rio São Francisco

Dezessete dias depois de uma rápida passagem pelo Estado, quando se reuniu com o governador Paulo Câmara e prefeitos e lançou o Plano de Enfrentamento à Microcefalia, a presidente Dilma Rousseff volta a Pernambuco. Desta vez, irá a Floresta, no Sertão, na próxima terça-feira, quando observará obras da transposição do Rio São Francisco.

O empreendimento foi alvo de uma ação da Polícia Federal, semana passada, que desbaratou um esquema de corrupção no lote dois da obra, envolvendo o consórcio formado pelas empresas OAS/Galvão/Barbosa Melo/Coesa, que recebeu R$ 680 milhões pelo trabalho. De acordo com os investigadores, os empresários utilizaram empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões recebidos através do Ministério da Integração Nacional.

Ontem, Dilma recebeu o apoio de representantes de movimentos sociais, intelectuais e artistas que são contra o impeachment, mas teve de ouvir deles críticas à condução da política econômica. A informação é da Agência Estado.