Cenário eleitoral no Sertão do Moxotó e Pajeú aponta para grande número de candidatos locais
Por André Luis
Região registra alta concentração de pré-candidatos, levantando questões sobre viabilidade eleitoral e estratégia partidária
O cenário político nos Sertões do Moxotó e Pajeú, em Pernambuco, chama a atenção pela quantidade de candidatos da terra que se apresentam para as próximas eleições. Embora o prazo limite para registro de candidaturas ainda possa trazer alterações, a atual configuração demográfica da região levanta questionamentos sobre a viabilidade eleitoral de todos os postulantes.
Observa-se uma concentração de nomes locais que, em termos de votos, excede a capacidade de eleger a todos. Essa dinâmica sugere a existência de diferentes perfis de candidatura:
Candidatos em busca de viabilidade eleitoral: Aqueles que almejam efetivamente conquistar um mandato, mas que podem enfrentar forte concorrência interna na região.
“Candidatos do voo de galinha”: Termo utilizado para descrever postulantes que, embora obtenham um bom desempenho em suas cidades natais, não possuem força política suficiente para alcançar um mandato. A principal função desses candidatos seria a de ajudar a legenda a atingir o quociente eleitoral, contribuindo com votos para o partido ou federação.
A situação indica que a disputa na região será acirrada, com estratégias partidárias focadas tanto na eleição direta de seus representantes quanto na acumulação de votos para fortalecer a chapa como um todo.
A proposta de convidar Alex Campos foi do deputado Waldemar Borges A Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco recebeu, nesta terça-feira (05), o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Alex Campos. Por sugestão do deputado Waldemar Borges, o gestor foi convidado para responder questionamentos sobre o modelo que será adotado em […]
A proposta de convidar Alex Campos foi do deputado Waldemar Borges
A Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco recebeu, nesta terça-feira (05), o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Alex Campos.
Por sugestão do deputado Waldemar Borges, o gestor foi convidado para responder questionamentos sobre o modelo que será adotado em uma eventual concessão ao setor privado nas operações voltadas aos serviços de abastecimento da água e de esgotamento sanitário em Pernambuco, que está sendo estudado pelo Governo do Estado.
O parlamentar, que faz parte da bancada de oposição da Alepe, disse que o que procurava é que um serviço fundamental como o da oferta d’água possa ser universalizado. “O que me move é procurar construir os caminhos que melhor atendam a essa preocupação”, falou. Waldemar Borges enfatizou que tem três preocupações principais com os rumos da Compesa.
“O primeiro é a questão do subsídio cruzado que o setor privado terá com os municípios deficitários e os superavitários. O setor privado vai buscar o lucro. E aqueles municípios que não possam pagar pelo serviço, como ficam?, indagou. O deputado alertou que essa relação tem que ser muito bem definida, muito bem equacionada e muito bem amarrada.
O parlamentar também perguntou sobre a governança do serviço. “Qual o poder efetivo que o Estado vai ter se uma empresa privada não cumprir efetivamente suas obrigações contratuais, colocando em risco a prestação do serviço? Outra preocupação que o parlamentar colocou foi sobre como ficaria a situação dos funcionários da empresa.
“A Compesa é reconhecidamente um celeiro de profissionais de elevada qualidade. Dentro desse modelo, não se pode sacrificar esses servidores que têm dado a sua vida em prol da empresa”, finalizou.
O presidente da Compesa explicou que o modelo em estudo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seria uma concessão de parte das atividades da empresa à iniciativa privada, a exemplo do que fizeram Alagoas e Rio de Janeiro. Ele disse que, atualmente, a Companhia – uma sociedade de economia mista que tem o Estado como maior acionista – atua em quatro eixos: captação de água, tratamento, distribuição e coleta e processamento do esgoto. Pelo modelo que está sendo considerado, a Compesa manteria sob sua responsabilidade os dois primeiros serviços e abriria os demais para serem prestados pelo setor privado.
Apesar da proposta de concessão de serviços à iniciativa privada, Alex Campos fez questão de assegurar, durante a reunião do colegiado, que a modificação não representaria a privatização da Compesa. “Vamos manter 100% das cotas. Não estamos negociando ações. Estaremos fazendo apenas a concessão dos serviços”, frisou, reforçando que o principal objetivo é ampliar os investimentos para atender melhor a população.
Waldemar Borges considerou que as mudanças sugeridas trazem apreensões. “Tenho preocupação e interesse em ver como vai ficar objetivamente essa equação financeira, quando se divide produção e tratamento de um lado, e a venda da água e o tratamento de esgoto de outro lado”, concluiu.
Ao final da reunião, o presidente do colegiado, Joaquim Lira, propôs a criação de uma frente parlamentar formada por deputados de diferentes regiões do Estado e partidos políticos para acompanhar os desdobramentos junto à Compesa.
Colaboração de Marcello Patriota Na noite desta segunda-feira (o3), a Câmara de Vereadores de Itapetim promoveu uma audiência para discutir o problema da segurança pública no município. A audiência foi motivada em virtude dos inúmeros assaltos que vem acontecendo no município. Nos últimos tempos, bandidos assaltaram o Banco Sicoob três vezes, explodiram caixas eletrônicos no […]
Na noite desta segunda-feira (o3), a Câmara de Vereadores de Itapetim promoveu uma audiência para discutir o problema da segurança pública no município. A audiência foi motivada em virtude dos inúmeros assaltos que vem acontecendo no município. Nos últimos tempos, bandidos assaltaram o Banco Sicoob três vezes, explodiram caixas eletrônicos no Banco do Brasil, assaltaram a agência dos Correios, além de roubos a residências, comércio da cidade e nos distritos.
O efetivo reduzido das polícias foi um dos principais temas discutidos, sendo requerido mais policiamento e mais rondas na cidade e zona rural. Foi sugerida ainda a criação de uma Guarda Patrimonial, no modelo da guarda de Tabira, que vem surtindo muitos efeitos positivos no município.
A reunião foi coordenada pelo presidente da Câmara Júnior de Diógenes e contou com a presença de todos os parlamentares. Participaram ainda representantes das polícias Civil e Militar, Igreja Católica, bancos e comércio local. O vice-prefeito Junio Moreira representou o prefeito Adelmo Moura, que foi ao Recife reivindicar mais segurança para o município junto ao Governo do Estado.
“É muito bem vinda a iniciativa e é preciso que se discuta com urgência a segurança pública de nossa cidade. Temos cobrado das autoridades envolvidas que sejam tomadas providências no sentido de darmos mais segurança à população. Não é mais possível conviver com essa situação”, disse o presidente da Câmara, Júnior de Diógenes.
Ainda segundo ele, será redigido um documento solicitando a Companhia Independente de São José do Egito. “Nesse documento vamos juntar as assinaturas de todos os prefeitos aqui da região, tanto de Itapetim, como São José do Egito, Brejinho, Tuparetama e Santa Terezinha. Vamos unir as forças e buscar resolver o problema que não é só de Itapetim”, completou o vereador.
A Câmara dos Deputados deve votar nesta segunda-feira (04.05), as modificações feitas pelo Senado ao projeto de lei complementar que concede socorro financeiro aos estados (PLP 149/19). Entre as alterações, está a absurda imposição de congelamento de salários e carreiras de todo serviço público (federal, estadual, distrital e municipal), incluindo auxílios e benefícios de qualquer […]
A Câmara dos Deputados deve votar nesta segunda-feira (04.05), as modificações feitas pelo Senado ao projeto de lei complementar que concede socorro financeiro aos estados (PLP 149/19).
Entre as alterações, está a absurda imposição de congelamento de salários e carreiras de todo serviço público (federal, estadual, distrital e municipal), incluindo auxílios e benefícios de qualquer natureza, até 31 de dezembro de 2021, prevista no art. 8º do Substitutivo.
Ainda está prevista vedação para a realização de concurso público no mesmo período, ressalvadas as reposições de cargos efetivos vagos.
Somos totalmente contra a medida, que é uma bandeira da nefasta política econômica do governo Bolsonaro e de seu ministro da Economia, Paulo Guedes, que privilegia banqueiros e despreza o servidor público.
A ressalva feita aos profissionais de saúde e de assistência social é falaciosa, pois somente se aplica durante a vigência da calamidade pública decorrente da COVID-19, que tem seu término estabelecido em 31 de dezembro de 2020.
Votaremos e atuaremos para derrubar todo o art. 8º, mantendo nosso compromisso e defesa do serviço público.
Um ex-presidente em exercício Tem sido muito noticiado que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem tido um comportamento diferente do habitual depois de sua derrota para Lula, o que tem preocupado amigos e aliados. Isso porque ainda acreditava que haveria alguma mudança no quadro político, por conta das manifestações à porta dos quartéis e nas […]
Tem sido muito noticiado que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem tido um comportamento diferente do habitual depois de sua derrota para Lula, o que tem preocupado amigos e aliados.
Isso porque ainda acreditava que haveria alguma mudança no quadro político, por conta das manifestações à porta dos quartéis e nas rodovias. A essa altura, o próprio Bolsonaro sabe que não há outro caminho para o país senão deixar o poder, mesmo que a contragosto.
Os ventos não sopraram para o golpe. Os esquerdistas tiveram que engolir a derrota de Haddad em 2018. Aceitaram e se colocaram na oposição, sem golpismo. Agora, a extrema-direita deve ensacar a tentativa de virada de mesa e se reposicionar no espaço escolhido pela sociedade brasileira. Dessa vez, não porque quer, mas porque a regra do jogo manda. Registre-se, grande parte dos eleitores de Bolsonaro acha ridículos os movimentos cada vez menores na frente dos quartéis. Dizem que “perdeu, já deu”.
Bolsonaro não teve nenhum vento a favor de sua tentativa de um golpe de estado. Primeiro, tentou uma virada pela economia, com derrame de dinheiro no ano da eleição: o governo federal aumentou em pelo menos R$ 21 bilhões os repasses de dinheiro direto para eleitores que são beneficiários de programas sociais. Não funcionou.
Tentou antes criar um ambiente favorável ao golpe quando exigiu voto impresso, que institucionaria no Brasil o eleitor de cabresto: cabos eleitorais bolsonaristas entre políticos e empresários exigiriam o comprovante sob pena de demitir ou exonerar. Não funcionou. As urnas eletrônicas são seguras e auditadas. Que nos desculpem os plantonistas na porta dos Tiros de Guerra, já que por aqui não tem quartel.
Em todo o período, alguns poucos generais da reserva e da ativa soltavam mensagens de teor golpista em uma ou outra rede social. Deu manchetes, não resultado. Terrorismo religioso, operação para segurar eleitores no Nordeste, live com Neymar, nada funcionou. O aliado Trump não tinha mais voz nem caneta pra tentar apoio internacional a um “Capitólio Tupiniquim”. De quebra, Roberto Jefferson e Carla Zambelli deram uma boa pitada de fogo amigo.
No dia da apresentação do tal relatório das Forças Armadas sobre auditoria nas eleições, a repercussão foi da morte de Gal Costa. Ninguém deu bola e no fim não havia coragem para questionar nosso sistema eleitoral. Muito menos no tal relatório do PL de Valdemar Costa Neto, rebatido de pronto por Alexandre de Moraes. Foi patético: as urnas só não serviam para o segundo turno e a eleição de Lula? E as vitórias de Tarcísio de Freitas, Damares, o Astronauta, a bancada do próprio PL no primeiro turno com as mesmas urnas do segundo?
A grande imprensa não deu corda para os pouco ocupados nos quartéis. Veio a Copa, que nem Eduardo Bolsonaro iria perder de pertinho. O golpismo nasceu morto.
Assim, imprensa e a sociedade, Biden, União Europeia, mercado financeiro, comunidade internacional e a dona Maria perto da sua casa estão mais preocupados com o que Lula anda fazendo, anunciando e dizendo do que com os urros, sussurros e lamentos de Bolsonaro. Virou um ex-presidente em exercício.
E não pára por aí, no lugar em que residem seus medos e sinais depressivos: em janeiro, sem foro privilegiado depois de décadas, vem a quebra dos sigilos, a investigação da condução na pandemia, com os crimes contra a humanidade ao negar a ciência. Lá, abandonado por muitos que a essa altura já se aproximaram do futuro presidente, preso apenas a uma bolha do que restar do verdadeiro bolsonarismo, o então ex-presidente vai estar ainda mais só. Não é o presente que deprime Bolsonaro: é o medo do futuro…
Já foi …
A imprensa serra-talhadense ainda fica especulando quando haverá a formalização do racha Márcia Conrado x Luciano Duque. E precisa? A última vez que se encontraram, foi no dia do primeiro turno, em 2 de outubro. De lá pra cá, já seguem caminhos distintos. A pá de cal é a mudança do secretariado prometida por Márcia.
O tempo não tem parada
O prefeito Sandrinho Palmeira voltou a prometer para 2023 início da municipalização do trânsito e concurso público, com vagas a serem anunciadas. Está próximo de completar metade do seu mandato. Tic, tac…
Pra tirar o foco
Quando Bolsonaro via um de seus filhos envolvidos em polêmica, soltava uma frase de efeito para desviar o foco da imprensa. Em Tabira, Dinca Brandino faz a mesma coisa quando a gestão da esposa Nicinha é criticada. Foi assim pra desviar o foco das críticas por obras sonrisal. Atacou Dicinha do Calçamento de “Pula-pula e ladrão de água da Compesa”.
Outro?
Motoristas que circulam na PE-275 entre Brejinho e São José do Egito reclamam que está sendo instalado um radar eletrônico no povoado do Ambó. E que vem mais multas por aí. Se tivessem a mesma preocupação em reparar as rodovias esburacadas…
“Posentado”
Não é só Bolsonaro. O decano Gonzaga Patriota (PSB) está na lista dos novos aposentados depois de não ter sido reeleito para a Câmara. O mesmo benefício concedido por Arthur Lira ao presidente, em torno de R$ 30 mil mês, também deve ser concedido a Gonzaga.
Oração da manhã
Que os prefeitos que apoiaram Raquel Lyra no Pajeú estejam menos preocupados com espaços políticos no futuro governo e mais empenhados em resolver gargalos como o das rodovias do Pajeú, em trechos como o entre Afogados e Tabira. Assim seja, amém…
É João, Maria!
Nem Beto de Marreco, nem Flávio Jucá ou Maurício do São João. Segundo o blogueiro Marcelo Patriota, o atual presidente da Câmara de São José do Egito, João de Maria, será reeleito. Isso se a base governista não chegar a um consenso. João teria apoio de Aldo da Clipsi , Alberico Thiago, Jota Ferreira, Maurício do São João, Damião de Carminha e Patrícia de Bacana, que entregou a Secretaria de Infra-estrutura e voltou à Câmara. E Evandro Valadares, vai deixar?
Fechados
Já estão confirmados nas Câmaras em 2023-2024 no Alto Pajeú: Junior de Diógenes (Itapetim), Rossinei Cordeiro (Brejinho), Neguin de Danda (Santa Terezinha) e Arlã Markson (Tuparetama).
Frase da semana:
“Não temos liberdade de manobra”.
Do vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão. Ele disse que uma intervenção militar traria prejuízos à economia, e que os protestos deveriam ter começado quando o STF retirou as condenações de Lula. Resumindo e traduzindo: “se desse a gente tentava”.
Mais de 2,6 milhões de pessoas dos grupos prioritários foram imunizadas. Da população em geral, foram 20 mil Nesta sexta-feira (14.06), termina a campanha de vacinação contra a influenza, iniciada em abril. Em cerca de dois meses, Pernambuco vacinou 2.610.374 pessoas dos grupos prioritários, chegando ao percentual de 98,70%, acima da meta de 90% estabelecida […]
Mais de 2,6 milhões de pessoas dos grupos prioritários foram imunizadas. Da população em geral, foram 20 mil
Nesta sexta-feira (14.06), termina a campanha de vacinação contra a influenza, iniciada em abril. Em cerca de dois meses, Pernambuco vacinou 2.610.374 pessoas dos grupos prioritários, chegando ao percentual de 98,70%, acima da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS). De acordo com os dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações, a média nacional, até a manhã desta sexta, está em 88,64%.
“Pernambuco foi um dos primeiros Estados a atingir a meta de vacinação contra a influenza. Conseguimos esse feito com um esforço de mobilização grande entre gestores municipais, estaduais e também de toda a população. Este ano, vacinamos mais do que em 2018, já que tivemos um acréscimo na população de crianças, público que, diferente do ano passado, atingiu a meta, o que muito nos alegra”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.
Ao todo, foram vacinados 699.319 (92,93%) meninos e meninas entre 6 meses e menores de 6 anos, deixando o Estado entre os oitos que atingiram a meta nessa população. Importante destacar que, neste ano, foram acrescidas mais de 143 mil crianças com 5 anos na campanha. “A maior parte dos casos de síndrome respiratória aguda grave deste ano foi em crianças, o que eleva a importância da imunização dos meninos e meninas pernambucanos”, pontua Longo.
O Estado ainda vacinou 20 mil pessoas do público em geral, após a liberação das doses para toda a população. “Fizemos nossa tarefa de casa contra a influenza e agora começamos a preparação para mais uma campanha, de multivacinação de crianças e adolescentes. O objetivo é reforçar a imunização de rotina, atualizando as cadernetas de vacinação de quem está com doses em atraso”, informa o secretário de Saúde.
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