Notícias

Ex-prefeito de Afrânio tem R$ 2 mi em bens bloqueados pela Justiça

Por André Luis

Foto: Reprodução/Google Maps

Medida foi tomada após representação do Ministério Público de Contas de Pernambuco, com base no julgamento das contas de gestão do município em 2012 no Tribunal de Contas

Da Folha PE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve o bloqueio dos bens do ex-prefeito de Afrânio, no Sertão, Carlos Cavalcanti Fernandes e de empresas. A medida foi tomada após representação do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO), com base no julgamento das contas de gestão do município em 2012 no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).

Requerida pelo Ministério Público em ação por improbidade administrativa ingressada em outubro, a decisão liminar determinou o bloqueio de R$ 2.037.733,03 nas contas e bens do ex-prefeito. O MPPE também requisitou o bloqueio dos bens de um advogado, quarto réu na mesma ação. No entanto, como ele já havia efetuado o depósito judicial no valor de R$ 180.143,57, a indisponibilidade dos bens do advogado não foi decretada.

De acordo com o promotor de Justiça de Afrânio, Bruno de Brito Veiga, os réus cometeram diversos atos de improbidade administrativa que causaram lesão de mais de R$ 2,2 milhões aos cofres públicos durante a gestão de Carlos Cavalcanti Fernandes, entre os anos de 2009 e 2012. As irregularidades foram apontadas pelo TCE durante apreciação das contas do prefeito.

O Ministério Público também requereu a condenação dos quatro réus às penas de perda de bens ou valores adquiridos ilicitamente, suspensão dos direitos políticos por um período de cinco a oito anos, pagamento de muita, proibição de contratar com o poder público e ressarcimento integral do dano ao patrimônio público, que estão previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

Irregularidades

O ex-prefeito apresentou ao Tribunal de Contas disponibilidades financeiras a menor no balanço financeiro de 2012 da Prefeitura de Afrânio. Em nota técnica encaminhada pelo órgão ao MPPE, o ex-prefeito alterou o montante das disponibilidades financeiras, o que apontou para “sério indicativo de saídas financeiras não contabilizadas”. Outra ilegalidade cometida foi o pagamento de honorários advocatícios sem a devida comprovação da prestação de serviços.

“Como os documentos que permitiriam averiguar a regularidade da contratação, da liquidação e do pagamento dos honorários não foram apresentados, considera-se passível o ressarcimento ao erário, cuja responsabilidade imputa-se ao ordenador de despesas (o ex-prefeito de Afrânio) e ao beneficiário, Milton Fujino”, detalhou Bruno Veiga.

No caso das empresas, segundo o MPCO, elas incorreram, junto com o ex-prefeito, em irregularidades no uso de verbas públicas para a contratação de serviços. Uma das empresas firmou contrato com o município para a locação de veículos que, segundo a auditoria do TCE, para a locação de sete veículos populares, a cidade pagou uma diária média de R$ 60,50. O valor foi considerado significativamente maior do que a média desembolsada por outros órgãos públicos.

Já a contratação de outra empresa apresentou irregularidades desde o processo licitatório, quando ela apresentou proposta em desacordo com o edital, mas, ainda assim, foi escolhida.

No entendimento do TCE e MPPE, o acatamento da proposta e a falta de manifestação das empresas concorrentes indicam que houve direcionamento da concorrência. Além disso, a prestação dos serviços de máquinas pesadas, como tratores e escavadeiras, foi atestada de forma falha, caracterizando o pagamento sem a efetiva realização dos serviços. “As provas revelaram, de forma muito clara, o dolo dos réus no trato da coisa pública. Ainda causa perplexidade o fato de que os pagamentos por serviços que sequer foram prestados ocorreram poucos dias antes do final do mandato do ex-gestor”, afirmou o promotor Bruno Veiga.

Outras Notícias

Evandro acompanha agenda de Câmara em Sertânia

Evandro Valadares fez parte da comitiva que acompanhou o governador Paulo Câmara na última sexta-feira em Sertânia. Entre as obras, o contorno rodoviário de Sertânia, obra orçada em mais de R$ 21 milhões, que beneficia além dos sertanienses, muitas outras regiões como o Pajeú. A viagem ente São José do Egito e Arcoverde, Caruaru ou Recife, […]

Evandro Valadares fez parte da comitiva que acompanhou o governador Paulo Câmara na última sexta-feira em Sertânia. Entre as obras, o contorno rodoviário de Sertânia, obra orçada em mais de R$ 21 milhões, que beneficia além dos sertanienses, muitas outras regiões como o Pajeú.

A viagem ente São José do Egito e Arcoverde, Caruaru ou Recife, via Cruzeiro do Nordeste ficará mais rápida, pois não será mais preciso passar por dentro da área urbana de Sertânia.

“Essa obra vai diminuir a viagem de muita gente, principalmente as pessoas que fazem tratamento de saúde em Arcoverde ou Caruaru ou ainda Recife, por tanto, de grande importância para São José e toda região”, destacou o prefeito de São José do Egito Evandro Valadares.

Luciano e Miguel Duque se reúnem com governadora Raquel Lyra

O deputado estadual Luciano Duque e seu filho, Miguel Duque, que foi candidato a prefeito de Serra Talhada nas últimas eleições, estiveram no Palácio do Campo das Princesas, na sexta-feira (25), para uma audiência com a governadora Raquel Lyra. A pauta do encontro girou em torno de questões importantes para o futuro da cidade, Santa […]

O deputado estadual Luciano Duque e seu filho, Miguel Duque, que foi candidato a prefeito de Serra Talhada nas últimas eleições, estiveram no Palácio do Campo das Princesas, na sexta-feira (25), para uma audiência com a governadora Raquel Lyra.

A pauta do encontro girou em torno de questões importantes para o futuro da cidade, Santa Cruz da Baixa Verde e região.

Miguel Duque destacou o compromisso com o desenvolvimento de Serra Talhada, reforçando a busca por melhorias na infraestrutura e nos serviços oferecidos à população.

“Hoje estivemos com a nossa governadora Raquel Lyra e o deputado Luciano Duque, debatendo pautas importantes para Serra Talhada. Seguiremos unidos para construir um futuro melhor para nossa terra e para todo o nosso estado. Nesta ocasião, pautamos a questão do Instituto Médico Legal (IML) de Serra Talhada, e com certeza vai chegar”, afirmou Miguel, ressaltando a importância da instalação do IML na cidade, uma demanda antiga da população.

O deputado Luciano Duque também ressaltou a relevância do encontro, ampliando o debate para outras cidades do Sertão do Pajeú.

“Tratamos sobre o futuro e o desenvolvimento de Santa Cruz da Baixa Verde, junto com o prefeito eleito Dr. Ismael, sua esposa Tatiane, o ex-prefeito Tassio Bezerra e sua esposa Verlaine”, declarou o deputado, reforçando a necessidade de fortalecer políticas públicas para o crescimento econômico da região.

Mesmo sem ter sido eleito prefeito, Miguel Duque segue participando ativamente das discussões sobre Serra Talhada, mantendo o diálogo com o governo estadual e buscando soluções para questões prioritárias.

Quem é contra e a favor do fim da escala 6×1

O Deputado Waldemar Oliveira (AVANTE) chamou de escárnio em um debate de rede social e PEC que reduz de seis para quatro dias e de 44 para 32 horas a jornada de trabalho. E criticou Érica Hilton. “Não entende nada de economia, de geração de emprego ou de Brasil. Está jogando pra torcida”. Waldemar defende […]

O Deputado Waldemar Oliveira (AVANTE) chamou de escárnio em um debate de rede social e PEC que reduz de seis para quatro dias e de 44 para 32 horas a jornada de trabalho. E criticou Érica Hilton. “Não entende nada de economia, de geração de emprego ou de Brasil. Está jogando pra torcida”. Waldemar defende entretanto a jornada 5×2, citando a Espanha como exemplo. “É razoável reduzir a jornada para 5 dias e 40 horas”, admitiu.

Que votou até agora

Em Pernambuco, a lista atualizada de quem é a contra à escala 6×1 tem Túlio Gadelha (REDE), Maria Arraes (Solidariedade), Carlos Veras (PT), Renildo Calheiros (PCdoB), Eriberto Medeiros (PSB), Felipe Carreras (PSB), Guilherme Uchôa Júnior (PSB), Lucas Ramos (PSB), Pedro Campos (PSB), Clodoaldo Magalhães (PV), Iza Arruda (MDB), Eduardo da Fonte (PP), Lula da Fonte (PP) e Fernando Rodolfo (PL).

Não votaram ainda ou não votarão nunca

Não votaram ainda ou não votarão nunca Fernando Filho (União Brasil), Luciano Bivar (União Brasil), Mendonça Filho (União Brasil), Waldemar Oliveira (Avante), André Ferreira (PL), Coronel Meira (PL), Pastor Eurico (PL), Clarissa Tércio (PP), Fernando Monteiro (PP), Augusto Coutinho (Republicanos) e Osséssio Silva (Republicanos).

Flores: vice de Marconi diz que foi vítima de atentado. Grupo de Soraya nega

O candidato a vice prefeito de Marconi Santana (PSB), em Flores, Cicero de Moisés (PSB), prestou queixa na Delegacia da cidade após ser vítima de ato de violência  na  noite desta terça-feira (20). Segundo o Blog Cauê Rodrigues, o ato teria sido registrado uma das estradas vicinais que dão acesso ao centro urbano do Distrito de Fátima. A […]

cicero-1_1
Foto: Cauê Rodrigues

O candidato a vice prefeito de Marconi Santana (PSB), em Flores, Cicero de Moisés (PSB), prestou queixa na Delegacia da cidade após ser vítima de ato de violência  na  noite desta terça-feira (20).

Segundo o Blog Cauê Rodrigues, o ato teria sido registrado uma das estradas vicinais que dão acesso ao centro urbano do Distrito de Fátima. A coligação adversária fazia uma carreata nas proximidades de sua residência, na região rural de Fátima. Quando Cícero saia de casa para outra localidade foi abordado por militantes adversários.

“Tinha uma carreata na porta da minha casa, e tinha um bocado de motoqueiro atrás e eu fui pra um sítio que eu moro chamado São Benedito. Fizeram o balão bem rápido e meu carro apagou. Já foram pulando e quebram meu carro”, relatou Cícero.

Outro lado: Já o grupo de Soraya diz que foram militantes liderados pelo candidato que perseguiram os cabos eleitorais do vereador Nezinho, por estrada que dá acesso ao sítio São Benedito, com cerca de trinta motociclistas e um veículo Fiat, onde ele estava.

“Os militantes, na versão de Soraya,  cercaram o grupo de cabos eleitorais de seu Nezinho, atravessaram o veículo na estrada, sentaram no capô do veículo, impedindo o grupo político adversário de trafegar pela vicinal para realizar campanha porta a porta na localidade”, dizem em nota.

Dono da JBS grava Aécio pedindo R$ 2 mi e ok de Temer para compra de silêncio de Cunha

Extra Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no STF e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de […]

Extra

Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no STF e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin.

Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht.

Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato:

Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas “ações controladas”, num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.

A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão desabrida?

Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento inusual. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.

Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS mandatou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.

Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada. (Colaborou Guilherme Amado)