Ex-diretor de presídio de Vitória de Santo Antão é preso em operação contra esquema de corrupção
Operação Controle Paralelo cumpriu quatro dos seis mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Investigação apura suspeitas de extorsões contra detentos, agressões físicas, corrupção e lavagem de dinheiro.
O ex-diretor da unidade prisional de Vitória de Santo Antão, Emanoel França Lima, e outras três pessoas foram presos, nesta terça-feira (25), durante a Operação Controle Paralelo, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. A investigação apura a existência de um esquema de corrupção dentro do sistema prisional.
Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão temporária, dos quais quatro haviam sido cumpridos, além de 14 mandados de busca e apreensão.
A investigação começou em 2022, após requisição do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para apurar denúncias de extorsões dentro da unidade prisional de Vitória de Santo Antão.
Inicialmente, as apurações estavam concentradas na atuação do chamado “chaveiro”, detento que, segundo a Polícia Civil, exercia informalmente controle sobre outros presos e determinadas atividades dentro do presídio.
De acordo com o delegado Jorge Pinto, titular do Grupo de Operações Especiais (GOE) e responsável pela investigação, o “chaveiro” seria responsável pela cobrança de dívidas de detentos e por centralizar compras e outras atividades na unidade.
Presos que não pagassem os valores exigidos teriam sido submetidos a ameaças, agressões físicas e outras formas de violência, segundo a investigação.
Apuração chegou a agentes públicos
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou indícios de que o esquema não estaria restrito à atuação do detento. As investigações passaram a apontar a possível participação do então diretor da unidade e de pelo menos dois policiais penais.
Segundo a polícia, recursos provenientes das atividades investigadas teriam sido movimentados por agentes públicos, familiares e outras pessoas próximas aos suspeitos, numa tentativa de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
A apuração também identificou uma empresa ligada ao ex-“chaveiro” que atuava na criação de camarões. A Polícia Civil suspeita que o empreendimento tenha sido utilizado para dar aparência lícita a recursos provenientes das extorsões e da corrupção.
As suspeitas ainda estão sob investigação, e as prisões temporárias não representam condenação dos investigados.
Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: – Delegado Lucas Freitas, delegado Jorge Pinto, delegado Paulo Dias, delegado José Tenório, delegado Cley Anderson (Divulgação/PCPE)
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