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Estado quer criar empresa para aumentar arrecadação em 2016

Por Nill Júnior
Paulo Câmara pensa em empresa para ajudar a melhorar arrecadação do Estado
Paulo Câmara pensa em empresa para ajudar a melhorar arrecadação do Estado

Após anunciar um programa de contigenciamento de gastos e um pacote de aumento de impostos, que passará a vigorar em 2016, o governo estadual se articula para incrementar o caixa de uma outra maneira. Integrantes da gestão Paulo Câmara (PSB) estão preparando a criação de uma empresa que terá a função de negociar títulos da dívida ativa do Estado no mercado financeiro. O modelo deverá ser o mesmo da Companhia Recife de Desenvolvimento e Mobilizaçao de Ativos (Recda) criada este ano pela Prefeitura do Recife com objetivo idêntico.

Sem um nome definido, a empresa estadual deverá sair do papel no início de 2016 uma vez que o governo ainda está no processo de levantar informações. Para isso, técnicos da gestão analisam a fundo a Recda e empresas criadas por outros governos estaduais, como os de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, e prefeituras, como a de Belo Horizonte. O objetivo é verificar o estatuto e formação dessas companhias e trabalhar detalhadamente as minutas de lei para elaborar uma proposta considerada “redonda”.

A administração socialista também está na fase de estudo da carteira, fazendo uma classificação de risco dos devedores. Por isso, o valor dos papéis colocados à venda ainda não está definido e a expectativa é que o primeiro lote só seja disponibilizado no próximo ano.

“Em um cenário de crise, a criação da empresa é uma saída. São caminhos que o Estado percorre para agregar dinheiro e ampliar a receita”, afirma José Raimundo Vergolino, professor de Economia da Faculdade Guararapes. O especialista pondera que é preciso cuidado com a destinação dos recursos. “O governo tem que pensar bem o que vai fazer com esse dinheiro. Pegar o valor e destinar a pagar salários não é o mais recomendado, por exemplo. O governo deveria colocar em um fundo de investimentos”, diz.

A Recda será administrada por um Conselho Administrativo composto por cinco membros, eleitos em Assembleia Geral e funcionará no 14º anda da Prefeitura do Recife. No Estado, esses detalhes ainda não foram definidos. Como já está com dificuldades financeiras em relação à despesa com gasto de pessoal, a companhia estadual não deverá ter um número grandioso de funcionários e a tendência é que siga os moldes da Recda. O que se sabe é que a gestão incluirá profissionais que tenham experiência de mercado para poder cuidar da negociação dos títulos.

Polêmica sobre empresas – Para criar a empresa de negociação de títulos públicos estaduais, o governo Paulo Câmara (PSB) deverá enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa e formalizá-la na Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe). O fato de ter maioria na Casa facilitará a aprovação do projeto, mas os argumentos já estão prontos para eventuais debates. Os governistas vão afirmar que estarão criando mais uma empresa, porém enxuta e com a função de fazer entrar dinheiro no caixa estadual.

O governo estadual corre para enviar o projeto de lei à Assembleia ainda este ano, mas devido aos detalhes inerentes à criação da companhia acredita que não conseguirá antes do fim do ciclo legislativo, em dezembro. Até lá, vai se municiando para rebater as futuras críticas da oposição.

No Recife, a criação da Recda ocorreu com uma dose de polêmica. A vereadora Marília Arraes (PSB) criticou a medida e o Ministério Público Federal de Pernambuco instaurou um inquérito civil para estudar a operação municipal.

No caso municipal, Marília Arraes chegou a levar um especialista em mercado financeiro para um debate na Câmara de Vereadores. Na ocasião, o economista Diércio Ferreira apontou que a negociação de títulos públicos seria uma operação de risco e também uma forma de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele foi rebatido pela prefeitura, que usou argumentos que serão reciclados pelo Estado a partir da premissa que o processo é legal sob todos os pontos de político, jurídico e econômico.

As resistências enfrentadas não são exclusivas do Recife ou do governo estadual, caso ocorram no futuro. A criação da Companhia Paulista de Securitização, em São Paulo, da Caixa de Administração da Dívida Pública Estadual, no Rio Grande do Sul, e do Fundo de Investimento em Direito Creditório, de Minas Gerais, para ficar em alguns exemplos, também gerou polêmica. Todas elas são apontadas como exemplos que podem ser seguidos pelo governo de Pernambuco.

Outras Notícias

Flores: Prefeitura antecipa 60% da primeira parcela do 13º salário

Os servidores municipais (efetivos e comissionados) da Prefeitura de Flores estão recebendo nesta quarta-feira (10), o pagamento antecipado da primeira parcela do 13º salário, segundo nota da prefeitura. O anúncio foi feito ontem, terça-feira (09), pelo gestor do município, Marconi Santana, que além de antecipar o pagamento, aumentou o percentual do valor creditado para 60%. […]

Os servidores municipais (efetivos e comissionados) da Prefeitura de Flores estão recebendo nesta quarta-feira (10), o pagamento antecipado da primeira parcela do 13º salário, segundo nota da prefeitura.

O anúncio foi feito ontem, terça-feira (09), pelo gestor do município, Marconi Santana, que além de antecipar o pagamento, aumentou o percentual do valor creditado para 60%.

“O pagamento antecipado de 60%, da primeira parcela do 13º salário, tem como objetivo trazer mais tranquilidade financeira para os nossos servidores, principalmente para os que estão na linha de frente do combate ao coronavírus, como também, fomentar a economia do município neste momento tão difícil de pandemia”, explicou o gestor.

Tabira volta a viver tragédia

Dono de pequena venda foi morto com golpe de faca por homem aparentemente com problemas mentais Ainda se recuperando da tragédia que vitimou Érica de Souza Leite, 30 anos, no último dia 1º, Tabira viveu mais um assassinato caracterizado pela condição mental do acusado e fragilidade da vítima, um senhor de bem na hora e […]

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Paulo é preso por policiais. “Não diz coisa com coisa”, diz PM

Dono de pequena venda foi morto com golpe de faca por homem aparentemente com problemas mentais

Ainda se recuperando da tragédia que vitimou Érica de Souza Leite, 30 anos, no último dia 1º, Tabira viveu mais um assassinato caracterizado pela condição mental do acusado e fragilidade da vítima, um senhor de bem na hora e lugar errados.

Miguel Vicente da Silva, 80 anos, casado, agricultor, dono de uma pequena venda no Bairro de Fátima aguardava os pães para revenda quando foi surpreendido esta manhã por um homem que mora na mesma rua, identificado por Paulo Amaral do Nascimento, 52 anos, solteiro, agricultor, o Paulo Marceneiro. Segundo informações preliminares, ele que já teria matado a própria esposa a anos.

Seu Miguel, a vítima: pode ter sido morto por ser a primeira pessoa que o acusado avistou cedo
Seu Miguel, a vítima: pode ter sido morto por ser a primeira pessoa que o acusado avistou cedo

Na rua, já teria jurado de morte sete pessoas. O crime aconteceu na rua  Francisco Antônio da Rocha, nº 223, Fátima I, por traz da Delegacia.

De acordo com testemunhas,  a vítima encontrava-se em uma cadeira de balanço na calçada da sua residência, quando, o acusado chegou por trás e o atingiu no pescoço. Ele faleceu na hora.

Paulo foi preso por homens da ROCAM,GATI, NIS e Malhas da lei no Sítio Cajá de Baixo, na saída para Água Branca.

Segundo nota da PM, o acusado foi encaminhado à delegacia local para as providências cabíveis, onde lá confessou o crime. Alegou motivo banal e problemas pessoais com a vítima. O acusado já foi preso há 15 anos acusado da morte da sua esposa e havia sido libertado. “Não dizia coisa com coisa”, disse um PM.

Petrolina capta 60% dos corações transplantados em PE em 2017

Nos dois primeiros meses de 2017, Petrolina, no Sertão Pernambucano, foi responsável por captar seis dos dez corações transplantados no Estado. Isso significa que 60% dos procedimentos foram possibilitados pela generosidade dos familiares da região que autorizaram as doações. A cidade ainda captou 44% dos fígados (8, de um total de  18) e 39% dos […]

Nos dois primeiros meses de 2017, Petrolina, no Sertão Pernambucano, foi responsável por captar seis dos dez corações transplantados no Estado. Isso significa que 60% dos procedimentos foram possibilitados pela generosidade dos familiares da região que autorizaram as doações. A cidade ainda captou 44% dos fígados (8, de um total de  18) e 39% dos rins (18, de um total de 46). Todos os 32 órgãos foram doados por 19 doadores.

Além da parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) no transporte dos órgãos, principalmente coração, até o Recife, o trabalho intensivo da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital Dom Malan (HDM), gerido pelo Imip, também tem sido decisivo para esses dados animadores.

“Nosso trabalho é diariamente checar nas unidades hospitalares de Petrolina se há potenciais doadores para, a partir disso, realizar todos os protocolos necessários. Esse é um trabalho que precisa de agilidade, para que os órgãos não percam suas funções vitais, mas também de muito cuidado com a família e de preparo para o recebimento da notícia do falecimento do parente que está por vir. Além disso, precisamos explicar todo o processo da doação e a importância desse ato para os pacientes que estão em fila de espera, como também tirar todas as dúvidas para que a família tenha a autonomia necessária para decidir favorável pela doação”, afirma o coordenador médico da OPO Dom Malan, Pedro Carvalho.

Apesar de ter sua sede administrativa no Hospital Dom Malan, a  OPO Dom Malan faz a procura por potenciais doadores em diversas unidades de saúde de Petrolina, tendo o Hospital Universitário da Univasf como principal centro de doação. Todos os órgãos captados são encaminhados para o Recife e ofertados para quem está na vez na fila de espera.

A coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), Noemy Gomes, reforça a importância do trabalho da OPO para ampliar o quantitativo de doações no Estado. “Petrolina vem se destacando como centro de captação de órgãos em Pernambuco. Isso é fruto da generosidade da população que autoriza o ato e de um trabalho sério e qualificado da OPO do município. Precisamos parabenizar esses profissionais e colocá-los como exemplo para as demais equipes do Estado”, diz Noemy.

DADOS DE 2016 – Durante todo o ano de 2016, a OPO de Petrolina diagnosticou 113 potenciais doadores de órgãos. Desses, 55 efetivaram a doação (48,6%). O percentual é maior do que a média do Estado que, em 2016, tinha 508 potenciais doadores e, desses, 140 realmente fizeram a doação (27%).

Os 55 doadores foram responsáveis pela doação de 162 órgãos e tecidos, sendo 96 rins, 42 fígados, 22 corações e 2 pâncreas. Em 2015, foram 45 doadores (ampliação de 22%) e 139 órgãos e tecidos (crescimento de 16%). Quando analisados os números de transplantes no Estado em 2016, Petrolina ficou responsável por captar 36% dos fígados, 33% dos pâncreas, 33% dos rins e 57% dos corações transplantados em Pernambuco.

CAPACITAÇÃO – A Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE) iniciou, neste mês de março, uma série de cursos para residentes de enfermagem e multiprofissional com o objetivo de atualizar sobre diagnóstico de morte encefálica, ampliar detecção de potenciais doadores de órgãos e tecidos e, com isso, ampliar essas doações no Estado. As atividades envolverão todos os residentes de primeiro e segundo ano dos programas da Coordenação de Residência Multiprofissional da UFPE (Coremu/UFPE). Já foi realizada atividade com residentes de enfermagem dos hospitais Barão de Lucena (HBL) e Getúlio Vargas (HGV). Em abril, será a vez dos residentes de enfermagem e multiprofissional do Hospital das Clínicas (HC).

“É imperativo o investimento intensivo em treinamento e capacitação das equipes envolvidas no processo de doação e do quadro funcional dos hospitais com perfil notificante bem estabelecido para que possamos continuar ampliando as doações em Pernambuco”, ressalta Noemy Gomes.

ESTADO – Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, foram realizados 246 transplantes em Pernambuco, 1 a mais do que o mesmo período de 2016. O destaque fica por conta dos transplantes de coração, que passaram de 4 nos primeiros dois meses de 2016 para 10 em 2017, uma ampliação de 150%.

FILA DE ESPERA – Atualmente, Pernambuco possui 1.215 pacientes aguardando por um órgão ou tecido. O maior quantitativo é para um rim, com 805 pacientes, seguido de córnea (284), fígado (84), medula óssea (26), coração (12) e rim/pâncreas (4).

Com presidente em São Paulo, Câmara de Arcoverde não tem sessão

Por Luciano Pacheco* A foto poderia representar algo normal, caso não fosse uma segunda feira à noite. Pois é, nenhum vereador de Arcoverde compareceu à sessão ordinária da Câmara de Vereadores hoje à noite. O salário é de R$ 10.120,00 para cada Vereador e da presidente é R$ 20.240,00. São apenas quatro sessões por mês, […]

Por Luciano Pacheco*

A foto poderia representar algo normal, caso não fosse uma segunda feira à noite. Pois é, nenhum vereador de Arcoverde compareceu à sessão ordinária da Câmara de Vereadores hoje à noite.

O salário é de R$ 10.120,00 para cada Vereador e da presidente é R$ 20.240,00. São apenas quatro sessões por mês, sendo uma por semana e mesmo assim nenhum vereador se fez presente.

O prédio estava fechado e as luzes apagadas. O povo compareceu e não foi nenhum vereador. Cadê o compromisso dos parlamentares arcoverdenses? Onde estão os projetos, discursos e requerimentos em prol do povo?

Segundo informações, a presidente da Casa Célia Cardoso, juntamente com o namorado, foram fazer compras em São Paulo para sua loja de roupas. A ordem foi ninguém comparecer. Será que a Câmara só pode funcionar com a presença da “toda poderosa”?

Luciano Pacheco é advogado e ex-vereador

Belo Jardim: João Mendonça multado pelo TCE

O ex-prefeito João Mendonça foi condenado em Processo de Relatório de Gestão Fiscal da Prefeitura Municipal de Belo Jardim, relativo à análise dos 1º, 2º e 3º quadrimestres do exercício financeiro de 2016. Sua gestão  ultrapassou o limite de despesas com pessoal desde o 3º quadrimestre de 2009, apresentando descontrole nos gastos durante todos os […]

O ex-prefeito João Mendonça foi condenado em Processo de Relatório de Gestão Fiscal da Prefeitura Municipal de Belo Jardim, relativo à análise dos 1º, 2º e 3º quadrimestres do exercício financeiro de 2016.

Sua gestão  ultrapassou o limite de despesas com pessoal desde o 3º quadrimestre de 2009, apresentando descontrole nos gastos durante todos os exercícios subsequentes, até o 3º quadrimestre de 2016, quando chegou-se ao percentual de 65,53%. A auditoria indicou que tal situação evidenciaria a ausência de adoção de medidas necessárias e suficientes para o saneamento dos excessos identificados.

Com isso, foi julgado irregular pela Segunda Câmara a documentação sob análise, referente ao Relatório de Gestão Fiscal da Prefeitura Municipal de Belo Jardim, relativo à análise do exercício financeiro de 2016 e, aplicado multa ao ex-prefeito no valor de R$ 51.975,00, correspondente a 30% da soma dos subsídios anuais percebidos.