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Em Igarassu, Paulo Câmara participa do lançamento da campanha de Uchôa Júnior

Por André Luis

O giro da Frente Popular deste sábado, iniciado no Sertão, só terminou na Região Metropolitana do Recife com um ato em Igarassu. O lançamento da campanha de Júnior Uchôa (PSC) a um mandato na Assembleia Legislativa foi prestigiado pelo governador Paulo Câmara (PSB) e pelo senador Humberto Costa (PT), além do candidato a deputado federal João Campos (PSB) e os prefeitos do Recife, Geraldo Julio (PSB) e de Itamaracá, Mosar Tato (PSB).

Todos os políticos que se pronunciaram no ato renderam suas homenagens ao ex-presidente da Assembleia Legislativa Guilherme Uchôa, falecido no mês passado. Ao final do ato político, a exibição de um vídeo com alguns momentos importantes da vida de Guilherme Uchôa emocionou os presentes.

“A Frente Popular vem a Igarassu prestar sua homenagem e seu respeito a Guilherme Uchôa e ao seu filho, Uchôa Júnior. Guilherme foi um homem que sempre trabalhou por Pernambuco e por sua gente. Certamente ele está muito orgulhoso e seu filho vai honrar esse modo de fazer política voltado para os mais necessitados”, pontuou o prefeito Geraldo Julio.

O prefeito de Itamaracá endossou as palavras de Geraldo Julio e ressaltou a parceria entre Paulo Câmara e Guilherme Uchôa. “A área norte da Região Metropolitana tem muito o que agradecer a esses dois homens públicos. Aqui estamos fechados com a chapa completa da Frente Popular”, ressaltou Tato.

“Quero frisar nesse ato a liderança do governador Paulo Câmara que conduziu a aliança entre PT e PSB que vai ajudar a levar de volta ao Palácio do Planalto, o ex-presidente Lula. O líder político que mais olhou pelo Nordeste e por Pernambuco”, disse o senador Humberto Costa, candidato à reeleição na chapa da Frente Popular.

O candidato a deputado federal João Campos registrou a amizade existente entre o pai dele, Eduardo Campos e Guilherme Uchôa. “Dois homens que tinham um compromisso histórico com Pernambuco”, anotou João.

Muito emocionado, Uchôa Júnior, recordou o jeito de fazer política do pai. “Ele sempre me ensinou que nessa atividade é preciso cultivar as amizades, Na primeira eleição de Eduardo Campos, pouca gente esteve com ele desde o começo. Meu pai estava entre eles. Com Paulo Câmara, essa amizade continuou e os dois trabalharam juntos pelo nosso estado”.

O governador Paulo Câmara se disse muito grato em ter convivido com Guilherme Uchôa nos últimos três anos e meio. “Guilherme me ajudou na Assembleia a aprovar os projetos que tornaram possível Pernambuco atravessar de pé a maior crise da história desse país. Tenho certeza que Uchôa Júnior, na Assembleia, também vai me auxiliar para que nosso estado continue a andar para frente”, concluiu o governador.

Outras Notícias

Afogados: Cine São José conquista R$ 300 mil da Lei Paulo Gustavo

Símbolo de resistência cultural e único cinema de rua em plena atividade no Sertão de Pernambuco, o Cine São José, em Afogados da Ingazeira, acaba de ter aprovado um projeto que irá renovar sua estrutura. Através da Lei Paulo Gustavo, o espaço receberá R$ 300 mil para a troca de cadeiras e tela, modernizando a […]

Símbolo de resistência cultural e único cinema de rua em plena atividade no Sertão de Pernambuco, o Cine São José, em Afogados da Ingazeira, acaba de ter aprovado um projeto que irá renovar sua estrutura. Através da Lei Paulo Gustavo, o espaço receberá R$ 300 mil para a troca de cadeiras e tela, modernizando a sala e garantindo sua continuidade como um importante centro cultural da região.

A iniciativa partiu da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, mantenedora do Cine São José, da Rádio Pajeú e do Museu do Rádio. O projeto foi elaborado por Bruna Tavares, Willian Tenório e Pajeú Filmes, e contou com o apoio da Secretaria de Cultura de Pernambuco.

“O Cine São José é o ‘São Luiz do Sertão'”, afirma Nill Júnior, diretor da Rádio Pajeú e entusiasta da preservação do cinema. “É um espaço de resistência cultural que precisa ser preservado para as futuras gerações.”

Nill destaca que a conquista dos recursos é resultado de um esforço conjunto. “Agradeço à sensibilidade da governadora Raquel Lyra, da secretária de Cultura Cacau de Paula e do meu amigo Mário Viana Filho, pela compreensão do papel do Cine São José na história dessa região”, diz.

Ele também reconhece o empenho dos guardiões do cinema Carrinho de Lica, Evanildo Mariano, Marcos Antonio, Zé Arlindo e Augusto Martins, e de outros nomes como Sandrinho Palmeira, Edygar Xavier, Waldemar Borges, Daniel Valadares, Rodrigo Novaes, Marília Acioly e Janaína da Fundarpe.

“Manter um cinema de rua sem apoio para o custeio não é fácil”, ressalta Nill. “Por isso, esse apoio da Lei Paulo Gustavo é fundamental para a preservação do Cine São José e de sua história de 81 anos.”

Com a revitalização da sala, o Cine São José se consolida como um importante polo cultural do Sertão pernambucano, garantindo o acesso da população à sétima arte e preservando um patrimônio histórico e cultural da região.

Sobre o Cine São José

Inaugurado em 1942, o Cine São José é o único cinema de rua em atividade no Sertão de Pernambuco. Desde sua fundação, o cinema se tornou um importante centro cultural da região, exibindo filmes, promovendo eventos e preservando a memória da sétima arte.

Em 2003, o Cine São José foi reinaugurado após uma ampla reforma. Desde então, a sala vem se adaptando aos novos tempos, com a instalação de equipamentos digitais e a realização de mostras e festivais de cinema.

Sobre a Lei Paulo Gustavo

A Lei Paulo Gustavo (Lei nº 14.150/2021) foi criada para homenagear o ator Paulo Gustavo, vítima da Covid-19 em 2021. A lei destina R$ 3,86 bilhões para ações emergenciais no setor cultural, incluindo o apoio a projetos de infraestrutura, produção, difusão e formação artística e cultural.

Em Tuparetama, áudios mostram que governistas já se dividem entre Diógenes e Gustavo

Em Tuparetama, áudios de rede social tem vazado e mostram que, entre governistas, há divisão e alguns debates mais acalorados entre defensores de Diógenes Patriota, o vice-prefeito, e o empresário Gustavo Galvão. Em áudios que chegaram ao blog, George Patriota, que defende o irmão vice-prefeito Diógenes, discute com Valmir Tunu e Tanta Sales, que apoiam […]

Em Tuparetama, áudios de rede social tem vazado e mostram que, entre governistas, há divisão e alguns debates mais acalorados entre defensores de Diógenes Patriota, o vice-prefeito, e o empresário Gustavo Galvão.

Em áudios que chegaram ao blog, George Patriota, que defende o irmão vice-prefeito Diógenes, discute com Valmir Tunu e Tanta Sales, que apoiam Gustavo Galvão. O tom adotado por George mira questionamentos ao clã Patriota, que já esteve na oposição, citando um episódio de 2000, quando eram adversários.

George diz que esses questionamentos deveriam ter sido feitos antes de entrarem no grupo, e não agora quando são aliados. O grupo se uniu a Sávio Torres em 2016. “Essa mágoa era pra ter falada em 2016 quando houve a aliança”, disse.

Valmir Tunu defende o direito de Gustavo se colocar como pré-candidato: “é um direito qualquer cidadão colocar seu nome. Gustavo é candidato no gripo de Sávio, o que é um direito dele”.

Tanta chega a dizer que não dá direito a George de usar o nome dele. “Não sou um oportunista de jeito nenhum. Nunca chantageei Sávio pra estar em cargo nenhum. Agora, tenho minha opinião e tenho coragem de falar. E Sávio não tem tratado disso em hipótese nenhuma. Até ontem não tinha ninguém pra ser um contraponto. Agora, tem”. Há também uma fala rebatendo uma declaração sobre “parasitas externos”.

Em outro áudio, Gustavo Galvão ironiza: “os cabras estavam nervosos ontem. Mas em novembro vão se acalmar. Em novembro ele (Sávio) diz se o candidato sou eu mesmo. Aí vão todos se acalmar”, brincou.

Rede de Mulheres apresenta experiências exitosas da região do Pajeú no X ENCONASA

Integrando a delegação da ASA-PE, a Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú participa do X ECONASA – Encontro Nacional da Articulação Semiárido, que acontece de 18 a 22 de novembro, nos municípios de Piranhas-AL e Canindé de São Francisco-SE, com o tema: “Semiárido Vivo – Por Justiça Socioambiental e Democracia Participativa. A Rede está representada […]

Integrando a delegação da ASA-PE, a Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú participa do X ECONASA – Encontro Nacional da Articulação Semiárido, que acontece de 18 a 22 de novembro, nos municípios de Piranhas-AL e Canindé de São Francisco-SE, com o tema: “Semiárido Vivo – Por Justiça Socioambiental e Democracia Participativa.

A Rede está representada no encontro pela presidenta, Evanice Pereira de Souza; a agricultora experimentadora e jovem mobilizadora, Ana Regina; e a educadora social, Apolônia Gomes. A delegação de Pernambuco para o encontro foi definida durante o último encontro estadual preparatório para o ENCONASA realizado na cidade de Triunfo, no Sertão do Pajeú.

Contribuindo para as discussões do encontro, a presidenta da Rede, Evanice Pereira de Souza, participou da oficina sobre mudanças climáticas e combate à desertificação apresentada pela ASA-PE. Na ocasião, Evanice apresentou a experiência desenvolvida a partir do grupo de mulheres da comunidade de Gameleira, no município de Itapetim, que atua na preservação das nascentes, produção de mudas nativas e resgate de sementes como estratégia para preservação da Caatinga.

“O X ECONASA é um dos eventos mais relevantes para a promoção de práticas sustentáveis e a preservação ambiental no Brasil, reunindo acadêmicos, ambientalistas, agricultores e agricultoras, gestores públicos e representantes da sociedade civil, com a proposta de diálogos e ações externas para o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a conservação da biodiversidade. Um espaço importante de discussões, onde a Rede traz a sua contribuição apresentando experiências positivas que vêm sendo vivenciadas pelos grupos de mulheres que acompanhamos na região do Pajeú e que servem de inspiração para outras comunidades”, explicou Evanice Pereira.

O evento aborda questões centrais relacionadas à agroecologia, políticas públicas ambientais, tecnologias limpas e a valorização dos saberes tradicionais, campanha da divisão justa do trabalho doméstico.

Em um cenário de mudanças climáticas e desafios crescentes para a preservação dos ecossistemas, o ECONASA se destaca como um espaço para troca de experiências, fortalecimento de iniciativas locais e regionais.

Ainda durante o evento, a ASA anunciou dois programas importantes para a melhoria da qualidade de vida da população rural do semiárido brasileiros: o Programa de Saneamento Rural com Reuso de Água para o Semiárido e o Programa Um Milhão de Tetos Solares.

Tadeu Alencar promete defender vaquejada em Brasília

“A vaquejada é um esporte secular. Representa toda uma tradição cultural nordestina e, ainda, envolve uma forte cadeia econômica que precisa ser preservada”. O deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE) aderiu à Frente Parlamentar em Defesa da Vaquejada e declarou que participará das manifestações públicas, que têm como objetivo reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal, […]

“A vaquejada é um esporte secular. Representa toda uma tradição cultural nordestina e, ainda, envolve uma forte cadeia econômica que precisa ser preservada”.

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE) aderiu à Frente Parlamentar em Defesa da Vaquejada e declarou que participará das manifestações públicas, que têm como objetivo reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal, equivocada, no entendimento do deputado, de proibir essa prática.

Comissão da Verdade pede Prêmio Nobel para dom Helder

do Diário de Pernambuco A Comissão da Verdade de Pernambuco vai pleitear que o governo brasileiro interceda para que dom Helder Camara (1909-1999), ex-arcebispo de Olinda e Recife, seja homenageado com o Prêmio Nobel da Paz post mortem (após a morte), honraria concedida pela Fundação Nobel e o governo da Suécia desde o ano de […]

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do Diário de Pernambuco

A Comissão da Verdade de Pernambuco vai pleitear que o governo brasileiro interceda para que dom Helder Camara (1909-1999), ex-arcebispo de Olinda e Recife, seja homenageado com o Prêmio Nobel da Paz post mortem (após a morte), honraria concedida pela Fundação Nobel e o governo da Suécia desde o ano de 1901. O prêmio, jamais conquistado por um brasileiro, seria uma forma de corrigir uma injustiça velada pelo regime militar (1964-1985), que interveio diretamente, via Ministério das Relações Exteriores, para que o religioso não recebesse a honraria. Dom Helder foi indicado quatro vezes, entre 1970 e 1973, e era considerado o favorito pela imprensa especializada na época.

O requerimento para que dom Helder receba a premiação foi feito pelo advogado e membro da Comissão Gilberto Marques, ontem, durante uma audiência do colegiado com o ex-deputado e advogado mineiro Antônio Modesto da Silveira, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Recife. “O Brasil precisa confessar a intromissão e as manobras e sugerir à Fundação Nobel que entregue o Prêmio Nobel post mortem. Caso haja ainda hoje um pagamento em dinheiro, que o valor se destine à Fundação dom Helder Camara, voltada para obras sociais”.

A história da intervenção de que o governo das Forças Armadas teria agido diretamente para que dom Helder não recebesse a premiação é antiga, mas até hoje não havia sido apresentado qualquer documento oficial que comprovasse a tese. O diplomata brasileiro Vasco Mariz, no livro Nos bastidores da diplomacia (2003), conta que foram realizadas reuniões, em 1969, a mando do embaixador Jorge de Carvalho e Silva, com membros do corpo diplomático de países como Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia, para que o religioso não fosse indicado. Multinacionais que atuavam no Brasil, como Volvo, Scania, Vabis, Ericsson, Facit e Nokia, foram convocadas.

Documentos foram obtidos com exclusividade pela Comissão da Verdade de Pernambuco que comprovam a intervenção. “Os documentos são correspondências e troca de informações entre Itamaraty e embaixadas. Um deles mostra correspondências enviadas a instâncias do Vaticano para que elas não dessem importância às denúncias de dom Helder”, disse Manoel Morais, membro da Comissão. O material analisado pelo colegiado foi obtido junto ao arquivo do Ministério das Relações Exteriores em agosto.

Os documentos da comissão, que estão sendo reforçados por cartas e documentos pessoais do arcebispo, reforçam a tentativa do governo em prejudicar a imagem pública do religioso, que ganhou projeção internacional por criticar as torturas e violações do regime contra os direitos humanos. “São documentos de má-fé: uma foto de dom Helder num café conversando com alguém. Estavam produzindo um perfil falso de dom Helder. Ao olhar de hoje, você não acredita que eles foram produzidos pelo estado”, reforça Manoel.