Em Brasília, Fredson é recebido em dois ministérios e no FNDE
Por André Luis
Fredson Brito, prefeito eleito de São José do Egito, deu início a uma jornada em busca de recursos para seu município antes mesmo de tomar posse. Em seu primeiro dia de uma maratona de dois dias na capital federal, Fredson já marcou presença em importantes órgãos do governo, onde discutiu apoios e emendas parlamentares que garantirão um início de mandato sólido em 2025.
A agenda de compromissos de Fredson incluiu uma visita ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), onde foi recebido pelo vice-presidente Anderson Sampaio. Na pauta, estavam as demandas de infraestrutura e melhoria na educação de São José do Egito.
O prefeito eleito também se reuniu com o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, que é deputado federal pelo Republicanos, para tratar de projetos voltados para o desenvolvimento da “Terra da Poesia”. Além disso, esteve no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, onde foi recebido pela ministra Luciana Santos, reforçando a importância de uma parceria para levar inovações e investimentos tecnológicos ao município.
Fredson estava acompanhado de uma comitiva composta pela sua esposa, Dra. Lúcia, pelo presidente da Câmara Municipal de São José do Egito, João de Maria, pelo prefeito de Ouro Velho, Augusto Valadares, pelo médico Dr. Hugo, Jonielson Costa, Rennys Galdino e Flávio Menezes. O deputado estadual Waldemar Borges também participou das reuniões, fortalecendo o elo entre as lideranças locais e o governo federal.
“Ainda nem tomamos posse, mas o trabalho já começou. Estamos aqui para garantir que São José do Egito tenha o suporte necessário para crescer e se desenvolver desde o primeiro dia de mandato”, disse Fredson.
O ano de 2023, no conjunto da obra, foi um dos piores da história, se não o pior, considerando o que entrega de desafios para 2024. Da minha geração, o pior, com certeza. Não dá pra entrar em 2024 sem pensar no sofrimento das famílias palestinas, arrasadas, dizimadas pelo poder opressor de Israel. Eu não […]
O ano de 2023, no conjunto da obra, foi um dos piores da história, se não o pior, considerando o que entrega de desafios para 2024. Da minha geração, o pior, com certeza.
Não dá pra entrar em 2024 sem pensar no sofrimento das famílias palestinas, arrasadas, dizimadas pelo poder opressor de Israel. Eu não consigo fechar os olhos sem pensar na imagem de crianças amontoadas nos hospitais que ainda restam.
Elas também são alvo pela ótica perversa de que no futuro, pela dor sofrem perdendo pais, mães, irmãozinhos, vão nutrir ódio por Israel. Benjamin Netanyahu age sobre a ótica de que, se um cacho de uvas está estragado, que se dizime toda videira. Matar inocentes não deveria ser resposta para os terroristas do Hamas, que resistirá mesmo após o genocídio.
E olha que esquecemos haver outras guerras com o mesmo potencial de auto destruição humana, como na Ucrânia, na Síria, no Iêmen, em parte da África. Não há nada que os faça parar.
Este foi o ano em que as mudanças climáticas transformaram o tempo. Tanto o tempo verbal quanto o meteorológico. Em 2023, elas deixaram de ser futuro e se tornaram presente.
Este foi um ano de eventos extremos, agravados por um El Niño intenso, que levou o clima do planeta ao que a Organização Meteorológica Mundial (OMM) chamou, em julho, de mergulho em “território desconhecido”.
Um território que se revelou repleto de ondas de calor, tempestades, inundações, incêndios, secas, nevascas, ciclones, furacões e tornados. O ano termina com as maiores anomalias e sucessão de extremos climáticos já testemunhadas pela Humanidade. E, segundo a OMM, é só o primeiro ano de uma nova era de extremos das mudanças climáticas.
A média da temperatura global deve ficar 1,4ºC acima da do período pré-industrial. É a maior elevação desde o início dos registros, em 1850. E 2023 veio na esteira de nove anos seguidos de tendência de elevação.
Aqui, mais da metade dos 5.568 municípios brasileiros foi afetada por fenômenos extremos em 2023. Cerca de 2.797 cidades decretaram estado de emergência ou calamidade por causa de desastres naturais. Vimos regiões do estado do Amazonas registrarem neste ano os menores índices de chuva, no período de julho a setembro, dos últimos 40 anos.
No Sul, alagamentos e mortes. Aqui no Nordeste, nem a nós nativos, havia sido imposto tamanho calor.
Pior é a nossa incapacidade de buscar reverter a curva do caos. Pelo contrário, líderes mundiais alimentam mais guerras, mais eventos climáticos adversos, mais dor.
No Brasil, a intolerância de parte da sociedade nos faz indagar o que de fato houve com os reais valores que deveriam nos regir no caminho da fraternidade e solidariedade. Um pedaço de nossa comunidade julgou e condenou vítimas sociais. Adoraram a Bolsonaro. Condenaram padre Júlio Lancelotti.
Se vale o registro, o Deus que acredito me estimula a não perder o direito de acreditar, esperançar, resistir. Depois da escuridão, a luz sempre renasce.
Curso tem objetivo de desenvolver intérpretes de Libras para atuar na cena audiovisual do interior de Pernambuco. Crédito da imagem: unsplash/ banco de imagem Seguem abertas, gratuitamente, até o dia 1º de março (sexta) as inscrições para o novo módulo do Curso de Acessibilidade Comunicacional para Produções Audiovisuais (COMUNICA) com foco em Libras. Nesse módulo, […]
Curso tem objetivo de desenvolver intérpretes de Libras para atuar na cena audiovisual do interior de Pernambuco. Crédito da imagem: unsplash/ banco de imagem
Seguem abertas, gratuitamente, até o dia 1º de março (sexta) as inscrições para o novo módulo do Curso de Acessibilidade Comunicacional para Produções Audiovisuais (COMUNICA) com foco em Libras. Nesse módulo, serão abordados os processos necessários para a inclusão da acessibilidade em LIBRAS em filmes. “Percebemos o crescimento das produções no interior, especialmente agora com os incentivos federais, queremos colaborar para que mais pessoas tenham acesso aos filmes, oferecendo formação para que os profissionais da acessibilidade também possam entrar no mercado audiovisual local.” Destaca Rafaela Albuquerque, produtora do projeto.
Com a dupla Carlos di Oliveira e Mirella Cavalcanti como facilitadores, os alunos terão acesso a elementos fundamentais da LIBRAS para filmes, além de discussão sobre a elaboração de roteiros e tradução de filmes em LIBRAS, além de entender pontos importantes na gravação em LIBRAS, relatar a importância da inclusão da pessoa surda na acessibilidade em LIBRAS para filmes e o papel do tradutor Surdo/consultor. Explanar sobre a inserção e montagem do conteúdo acessível nos filmes, além de promover o exercício prático dos conteúdos apresentados também são objetivos da ação.
O projeto acontecerá em Afogados da Ingazeira, e as inscrições serão abertas a qualquer pessoa do estado de Pernambuco que deseje participar, com uma reserva de vagas para pessoas residentes no Sertão, Agreste e Zona da Mata, desde que essas possam estar no Pajeú de 08 a 10 de março de 2024 para as aulas presenciais. Já os encontros síncronos e assíncronos serão de 11 de março a 06 de abril. Poderão participar pessoas maiores de 18 anos, com e sem deficiência, com disponibilidade para participar dos encontros virtuais e presenciais em Afogados da Ingazeira: intérpretes de libras, estudantes, pessoas surdas e profissionais do audiovisual em geral.
“Nosso objetivo é contribuir para a formação de profissionais, sejam consultores ou técnicos, em acessibilidade comunicacional para audiovisual, desde a criação do roteiro para acessibilidade, passando pela gravação e edição dos vídeos. Lembramos também que não é aula de LIBRAS, mas orientação para intérpretes e profissionais do audiovisual sobre como incluir a acessibilidade nas produções. Queremos fortalecer a cadeia produtiva do audiovisual local, oferecendo formações que garantam o acesso de pessoas com deficiência aos filmes produzidos no interior.” destaca Bruna Tavares, coordenadora pedagógica da ação.
O projeto Comunica – Curso de Acessibilidade Comunicacional para Projetos Audiovisuais é uma produção da Pajeú Filmes, com incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.
Sobre os formadores do Módulo “Libras”:
Carlos Oliveira – Licenciado em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco- UFRPE; Pós-graduado em Libras pela Universidade Salgado de Oliveira a – UNIVERSO; Técnico em Tradução/Interpretação de Libras pela Escola Técnica Estadual Almirante Soares Dutra – ETEASD; Tradutor/intérprete de Libras do quadro efetivo do Instituto Federal de Pernambuco – IFPE; Produção de TALS (janela de Libras ) para Cinema, comerciais televisivos, propagandas em redes sociais e clipes musicais na COM Acessibilidade, Ver com palavras, Hands interpretecion projeto Alumiar, Festival VerOuvindo, entre outros.
Mirella Cavalcanti – Graduada em bacharel em direito pela universidade católica de Pernambuco ( 2016.2); Pós graduada em libras pela universidade Salgado de Oliveira ( 2019.1); Mestra em Direito pela universidade Católica de Pernambuco) ( 2019.2); Doutoranda em Direito( em andamento) ( bolsista do Capes) pela universidade Católica de Pernambuco; Formada em formação continuada de tradução e interpretação em Libras Pelo IEEL( Instituto de Educação e Ensino de Libras) 2021.2 com a carga horária de 420h. Trabalho com audiovisual desde 2017. Realizo Palestras e Consultoria voltado pela temática de Direitos e Libras/ audiovisual.
O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PR-BA), afirmou ter se reunido nesta quarta-feira (1º) com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apresentar “provas” de que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estaria interferindo no andamento do processo contra ele na comissão. Segundo Araújo, não foi […]
O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PR-BA), afirmou ter se reunido nesta quarta-feira (1º) com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apresentar “provas” de que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estaria interferindo no andamento do processo contra ele na comissão.
Segundo Araújo, não foi apresentado nenhum pedido específico a Janot, que teria dito acompanhar o caso no Conselho de Ética “como todos os brasileiros”, disse o deputado.
“Levei tudo aquilo que eu acho que são manobras acontecendo nessa casa”, afirmou Araújo. Cunha tem negado enfaticamente ter tentado manipular o andamento do processo no Conselho por meio de aliados na Câmara.
Já o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não descartou, em entrevista à Rádio Estadão, recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa após decisão do Conselho de Ética sobre processo que investiga se ele quebrou o decoro parlamentar.
O parlamentar foi acusado de manter contas no exterior e mentir sobre a existência de tais contas à CPI da Petrobras. O relatório de Marcos Rogério (DEM-RO), que sugere a cassação do peemedebista, está previsto para ser lido nesta quarta-feira (1º).
“Não temo ser cassado e nem preso pela Lava Jato, tenho absoluta certeza que serei absolvido”, disse Cunha. Ao dizer que pretende recorrer da decisão, o presidente afastado da Câmara citou que não conhece o parecer de Marcos Rogério, mas só a presença dele como relator do seu processo já é um elemento para a nulidade do processo.
Isso porque Rogério trocou o PDT pelo DEM, partido que faz hoje parte do mesmo bloco do PMDB, o que seria um impeditivo para que relatasse sua representação. O relator já rebateu este argumento de Cunha, dizendo que vale o bloco do início da legislatura.
Taxa favorável ao atual sistema estava em 69% em 2020, segundo instituto; Bolsonaro lidera ataques às urnas Subiu a confiança da população nas urnas eletrônicas usadas nas eleições no país, segundo o Datafolha. A reportagem é de Felipe Bächtold/Folha de S. Paulo. Pesquisa realizada pelo instituto entre terça (22) e quarta-feira (23) aponta que 82% […]
Taxa favorável ao atual sistema estava em 69% em 2020, segundo instituto; Bolsonaro lidera ataques às urnas
Subiu a confiança da população nas urnas eletrônicas usadas nas eleições no país, segundo o Datafolha. A reportagem é de Felipe Bächtold/Folha de S. Paulo.
Pesquisa realizada pelo instituto entre terça (22) e quarta-feira (23) aponta que 82% dos entrevistados disseram que confiam no sistema eletrônico de votação, ante 17% que afirmam que não confiam.
No levantamento anterior, feito em dezembro de 2020, pouco depois das eleições municipais daquele ano, a taxa de confiança era de 69%, ante 29% de céticos do sistema.
O Datafolha ouviu nesta rodada 2.556 pessoas em 181 municípios de todo o país. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O grupo dos que apoiam as urnas eletrônicas é dividido entre os que confiam muito (47%) e confiam um pouco (35%). Também nesse subitem há uma alta em relação a 2020: os que confiavam muito eram só 33% naquela ocasião.
O instituto também perguntou aos entrevistados agora se seria melhor o país voltar ao sistema de voto em papel, que vigorava até os anos 1990.
Disseram que é melhor o Brasil continuar com urnas eletrônicas 77%, e 20% defenderam a volta ao papel. No fim de 2020, o placar estava em 73% a 23%.
O apoio ao atual sistema é alto mesmo entre os eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), principal crítico das urnas eletrônicas.
A taxa de confiança no segmento da população restrito a eleitores de Bolsonaro é de 70%.
O presidente tem dito, sem apresentar nenhuma evidência, que venceu o pleito de 2018 no primeiro turno e que houve fraude na ocasião.
Desde o levantamento anterior do Datafolha, em 2020, ele trouxe o assunto para o topo de sua agenda de prioridades, no que foi seguido por seus apoiadores.
A militância do presidente contra as urnas eletrônicas chegou ao ponto de ele promover uma live de mais de duas horas, em julho passado, exclusivamente para levantar suspeitas sobre a confiabilidade do sistema.
Na ocasião, acompanhado de um militar da reserva identificado como “analista de inteligência”, ele exibiu teorias que circulavam há anos pela internet e que já tinham sido desmentidas anteriormente.
A iniciativa de promover a live levou o presidente a se tornar investigado também no chamado inquérito das fake news, em tramitação no Supremo Tribunal Federal.
Também naquela época, sob pressão do bolsonarismo, a Câmara dos Deputados apreciou proposta para instituir o voto impresso. O projeto foi ao plenário em 10 de agosto e recebeu votos favoráveis de 229 dos 513 deputados, quantidade insuficiente para a aprovação.
Ainda assim, o assunto se manteve nas discussões políticas e foi uma das principais pautas dos atos de raiz golpista promovidos pelo presidente e por seus apoiadores no Sete de Setembro.
O debate só arrefeceu quando o próprio Bolsonaro, pressionado por aliados e desgastado pelos atritos com o Supremo, baixou o tom.
“Passamos a acreditar no voto eletrônico”, disse ele, em novembro.
Na ocasião, o presidente citou a participação das Forças Armadas em comissão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a segurança e transparência do sistema. A iniciativa de indicar um militar para o grupo foi do ministro Luís Roberto Barroso, então presidente da corte eleitoral e um dos principais alvos de Bolsonaro.
Apesar do recuo no discurso, o presidente continuou fazendo ataques às urnas. Em live de fim de ano, disse, novamente sem apresentar provas, que no pleito de 2018, quanto o eleitor apertava o seu número de candidato à época, aparecia na tela a imagem do ex-presidente Lula (PT), que nem mais concorria.
Neste ano, afirmou que os militares da comissão no TSE apontaram falhas no sistema —mas eles apenas haviam pedido informações e esclarecimentos.
No meio político, há receio de que Bolsonaro ou seus apoiadores usem a suposta falta de confiabilidade do sistema de votação eletrônico como pretexto para não reconhecer eventual derrota eleitoral em outubro.
O temor é de uma repetição da situação vivida nos Estados Unidos entre 2020 e 2021, quando eleitores do então presidente Donald Trump, derrotado na votação, causaram tumultos e invadiram o Congresso em protesto.
No ano passado, Bolsonaro chegou a ameaçar a não realização da eleição.
Como era de se esperar, a taxa de confiança nas urnas eletrônicas avança entre quem não declara voto em Bolsonaro no Datafolha. Quando os entrevistados são apenas eleitores do ex-presidente Lula, 89% dizem confiar nas urnas eletrônicas —na população em geral são 82%.
Entre os eleitores do presidente, a porcentagem que defende a volta do voto em papel pula para 40% —são 20% na totalidade do levantamento.
Considerando apenas quem afirma que votará no ex-juiz Sergio Moro (Podemos), 86% preferem que o país continue usando urnas eletrônicas. O apoio ao atual sistema é maior entre jovens de 16 a 24 anos —87%— do que entre idosos de 60 anos ou mais —77%.
No recorte regional, a confiança é maior no Nordeste (86%) do que no Sudeste (79%). Na faixa da população com renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos, o índice recua para 78%.
Mais de 700 famílias de Petrolina beneficiadas pelo programa Bolsa Família tiveram o benefício cancelado após uma fiscalização realizada pelo Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) que identificou inconsistências nos dados fornecidos pelos beneficiários. De acordo com a diretora da Casa Bolsa da Prefeitura de Petrolina, Gláucia Andrade, a ação dos órgãos […]
Mais de 700 famílias de Petrolina beneficiadas pelo programa Bolsa Família tiveram o benefício cancelado após uma fiscalização realizada pelo Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) que identificou inconsistências nos dados fornecidos pelos beneficiários.
De acordo com a diretora da Casa Bolsa da Prefeitura de Petrolina, Gláucia Andrade, a ação dos órgãos fiscalizadores identificou informações incorretas referentes à renda familiar. Gláucia lembra que o número de benefícios cancelados alerta para a importância de fornecer dados corretos durante o cadastro.
“Esta fiscalização é muito importante para a credibilidade desse programa. A partir destes cancelamentos, fica reforçada a seriedade e o cunho legal das informações sobre a renda familiar que são prestadas pelos beneficiários no ato da entrevista. É necessário que as pessoas saibam que os órgãos fiscalizadores estão atentos a todos os dados informados, pois o programa é fiscalizado para garantir que, de fato, o público alvo seja alcançado”, disse.
Conforme consta no relatório da CGU, 345.906 famílias em todo Brasil apresentam fortes indícios de terem declarado de forma incorreta as informações de renda no momento do cadastramento. Elas poderão receber sanções legais, como o cancelamento dos respectivos benefícios e a devolução dos valores indevidamente recebidos, além da impossibilidade de retornar ao Bolsa Família.
Caso a família restitua os valores recebidos indevidamente, poderá voltar ao programa após 12 meses da data do pagamento. Como a CGU também encaminha o relatório ao Ministério Público Federal, os casos identificados poderão ser objeto de inquérito da Polícia Federal para responsabilização criminal do responsável familiar, que tenha omitido ou subdeclarado renda no momento do cadastramento ou da atualização cadastral.
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