NJTV: Duque declara apoio a Armando e cita Cazuza contra Câmara. “Declare guerra a quem finge te amar”
Por Nill Júnior
Principal aliado e coordenador da campanha de Marília Arraes, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, do PT, aderiu nesta segunda-feira (3) à candidatura de Armando Monteiro a governador de Pernambuco. O ato reuniu várias lideranças no Recife Praia Hotel.
Dentre elas, o vice-prefeito Márcio Oliveira, Sandra da Farmácia (Calumbi), Romério Guimarães, Sebastião Dias, Sávio Torres, Armando Souto, ex-prefeito de Água Preta, Arnaldo da Pinha, Chico dos Correios e Ivanildo do Fosco (Flores), Zé Mário (Carnaíba). De Serra os vereadores Alice Conrado, Nailson Gomes, Ronaldo de Deja e Paulo Melo, nomes da equipe de governo de Serra Talhada.
Ainda o ex- governador João Lyra, os Deputado Augusto Cesar e Zé Humberto, Presidente Estadual do PTB.
“Os que são oportunistas e se mudam demagogicamente, querem o bem do PT? Cazuza disse declare guerra a quem finge que tem ama. Esse é o grande sentimento de parcela do PT que construiu a candidatura de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco. Viram virar pó o sonho tão próximo”, disse.
“Fui coerente com as decisões do PT. Vou manter essa coerência, votando em quem foi contar o impeachment de Dilma. Não tenho como mudar no discurso e votar no partido que foi pelo afastamento de Dilma com aval do atual do governador, culminando com a prisão de Lula. Nem pela maioria dos Deputados do PSB que patrocinaram o golpe”, acrescentou.
Armando disse ser um momento de emoção, que vai guardar como momento muito importante nessa nossa jornada. “A primeira palavra é de comovido agradecimento ao gesto sertanejo e altivo desse grande prefeito, e liderança de Pernambuco”.
Afirmando que “não é cedo”, a Prefeita de Solidão Cida Oliveira confirmou o nome do vereador de sete mandatos Djalma Alves (PR) como candidato a prefeito de seu grupo. Foi falando ao radialista Anchieta Santos. Cida disse que decidiu por Djalma depois de ouvir os vereadores Zé Verlande, João Filho, Genivaldo Barros, Antônio Bujão, Rogério Barros, […]
Afirmando que “não é cedo”, a Prefeita de Solidão Cida Oliveira confirmou o nome do vereador de sete mandatos Djalma Alves (PR) como candidato a prefeito de seu grupo. Foi falando ao radialista Anchieta Santos.
Cida disse que decidiu por Djalma depois de ouvir os vereadores Zé Verlande, João Filho, Genivaldo Barros, Antônio Bujão, Rogério Barros, José Nogueira e lideranças de seu palanque.
Djalma deverá trocar o PR pelo PSB para disputar a prefeitura de Solidão.”Com sete mandatos, Djalma é um vereador ficha limpa e preparado para governar Solidão”, disse Cida.
A declaração obviamente tem endereço: a ex-prefeita Neta, que teve problemas por conta de contas rejeitadas quando geriu a cidade.
Da Folha de São Paulo Quem vive em Pernambuco tem a sensação de que o Estado voltou dez anos no tempo quando o assunto é violência. Esse sentimento é confirmado pelos números. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 974 homicídios -quase 17 por dia. Isso representa um aumento de 47% em relação ao […]
Quem vive em Pernambuco tem a sensação de que o Estado voltou dez anos no tempo quando o assunto é violência. Esse sentimento é confirmado pelos números. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 974 homicídios -quase 17 por dia. Isso representa um aumento de 47% em relação ao mesmo período de 2016. O Estado de São Paulo, com população quatro vezes maior, contabilizou 622 assassinatos nesses meses.
O índice alto acendeu um sinal amarelo nas autoridades pernambucanas, que estão recontratando até policiais aposentados para tentar investigar os crimes. Recife também sofre com assaltos a ônibus. Levantamento do sindicato dos motoristas e do “Jornal do Commércio” aponta mais de mil roubos neste ano -o governo Paulo Câmara (PSB) contesta e diz que não passam de 500.
De fato, Pernambuco vive um retrocesso: desde 2007 não se registram tantos assassinatos. Naquele ano, o primeiro de Eduardo Campos (PSB) como governador, o Estado implantou um programa de redução de mortes que foi premiado: Pacto Pela Vida. O projeto tinha como meta reduzir os homicídios em 12% ao ano. Para isso, apostava na integração das polícias para melhorar a investigação, bônus a policiais que resolvessem mais crimes e participação popular na criação de políticas públicas de prevenção e combate à criminalidade.
Em 2007, foi criada a primeira delegacia especializada na resolução de homicídios. O Estado foi dividido em 26 áreas, e os responsáveis eram cobrados em reuniões semanais com o governador. Nos anos seguintes, as mortes violentas caíram. Em 2013, Pernambuco teve 3.100 assassinatos, o menor número desde que começou a contabilizar esses crimes. “Havia grupos de extermínio responsáveis por grande parte dos homicídios”, diz José Luiz Ratton, professor de sociologia da Universidade Federal de Pernambuco e um dos idealizadores do Pacto Pela Vida. “Quando você investiga e prende esse pessoal, você manda um recado às ruas de que matar não está compensando mais.”
Ratton foi assessor de Eduardo Campos na área de segurança pública até 2012. Na avaliação dele, o Pacto perdeu força por não conseguir manter a integração das polícias, melhorar o precário sistema prisional nem fomentar projetos de prevenção duradouros. Muitos dos avanços, como os bônus para policiais, não têm força de lei.
EXTERMÍNIO
Autoridades e pesquisadores pernambucanos dizem acreditar que a maioria das mortes tem relação com o tráfico, mas não há notícia da atuação significativa de grandes facções criminosas. Existem, porém, guerras pelo domínio de pequenos territórios. Quando há um assassinato em um grupo, liga-se um sistema de vingança que parece não ter fim.
Um morador da Várzea, periferia do Recife, explica o motivo dos sete assassinatos nos últimos dois meses no bairro: “Aqui tem dois grupos [de traficantes]. É uma diferença de duas ruas entre um e outro. Um cabra chamado ‘Cabelo’ falou que mataria todos que entrassem no ponto dele para vender. Matou um, matou dois. Aí foram lá e revidaram. Já são sete mortos”.
O tráfico também mata quem não paga. Ratton, que pesquisa o mercado de drogas no Recife, diz que usuários de crack, por exemplo, vendem a pedra para pagar dívidas. Viciados, usam a mercadoria que deveriam repassar e acabam mortos por traficantes. O próprio governo aponta outro fator: os grupos de extermínio ligados a ex-policiais. As quadrilhas fazem segurança particular, cobram taxas de comerciantes e “prestam serviços” de pistolagem.
Um deles, o Thundercats, foi desmantelado em 2008, mas um de seus líderes continua solto. Ex-soldado da Polícia Militar, Marcos Antônio da Silva responde à Justiça por 25 assassinatos. “Nós temos, sim, milícias armadas atuando no Estado, isso não é novidade”, reconhece Angelo Gioia, secretário de Defesa Social (segurança pública).
Desde dezembro, a PM faz operação padrão, diminuindo o número de homens nas ruas. Os policiais reivindicam que seus salários sejam equiparados aos dos policiais civis -cerca de R$ 6.000. Para aumentar os agentes nas ruas, o Estado paga uma remuneração extra para que trabalhem durante as folgas. Agora, durante a operação padrão, os policiais se recusam a fazer esse “bico” oficial.
Também não deixam os quartéis se houver problemas de estrutura. “O PM não pode sair às ruas com coletes e munições vencidos, armamento que trava na hora de atirar, nem viaturas sem condições de rodar”, diz Nadelson Leite, vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados. O governo afirma que a operação padrão é um dos fatores que contribuem para o aumento dos crimes. O governador tem se recusado a negociar salários com a associação -diz que só negocia com os comandantes da tropa.
A Polícia Civil também reclama da falta de efetivo e precariedade. Uma portaria do governo previa que o Estado deveria ter 10 mil agentes em 2015: dois anos depois, há cerca de 5.000. Algumas delegacias foram interditadas pela Justiça por falta de estrutura. Com a explosão das mortes, a gestão Câmara anunciou a recontratação de 800 policiais aposentados para atuarem em serviços internos e liberar agentes efetivos para investigações. O salário é de R$ 1.800 por 40 horas semanais.
OUTRO LADO
Angelo Gioia, secretário de Defesa Social de PE, culpa operações padrão das polícias Civil e Militar como uma das principais causas do aumento de crimes no Estado. O secretário, ex-delegado da Polícia Federal, assumiu o cargo em outubro do ano passado, a convite do governador Paulo Câmara (PSB). “Tivemos paralisações brancas da Polícia Civil, da Científica e, depois, da Polícia Militar. Evidentemente, isso traz um custo operacional.”
Gioia critica a forma como são negociados reajustes salariais das polícias. Para ele, governos estaduais não devem negociar diretamente com associações de policiais, e sim com comandantes. “Essa negociação com associações trouxe um grande prejuízo para a tropa, porque você tira o comando dos oficiais. Isso enfraquece a relação hierárquica e de disciplina.”
Eduardo Campos (PSB), que governou PE entre 2007 e 2014, costumava se sentar à mesa com associações de PMs para negociar reajustes. Sobre o aumento dos homicídios, Gioia afirma que os dados “preocupam Pernambuco”. “Estamos num trabalho intenso, seja a Polícia Civil como a Militar, focados na redução desses números. Nós precisamos focar as investigações em grupos de extermínio e quadrilhas de tráfico de drogas, de maneira a reduzir a criminalidade, prendendo essas pessoas”.
O secretário afirma que 89 pessoas envolvidas com tráfico e com grupos de extermínio foram presas -mais de 20 operações da Polícia Civil foram realizadas neste ano. Ele diz que a PM vai aumentar o policiamento em áreas com alto índice de assassinatos. Gioia alega que cerca de 16% dos assassinatos são esclarecidos em Pernambuco. “Ainda é pouco, mas estamos acima da média nacional”.
O secretário diz que o programa Pacto Pela Vida segue valendo como forma de reduzir os homicídios. “Ele existe e avança, mas ele permite também ajustes e correções. É isso que está sendo feito.” Na quarta-feira (12), o governo anunciou um investimento de R$ 280 milhões em segurança pública nos próximos dois anos. Também informou que 4.800 novos PMs serão incorporados até 2018.
Em Arcoverde, acontece nesta nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, de um encontro com empresários da cidade para debater soluções para a crise no comércio de Arcoverde. A reunião está sendo articulada pela Associação Comercial de Arcoverde – ACA, às 8h, no Buffet Arte de Fazer, localizado na Rua Manoel Soares de Melo, 80, São […]
Em Arcoverde, acontece nesta nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, de um encontro com empresários da cidade para debater soluções para a crise no comércio de Arcoverde. A reunião está sendo articulada pela Associação Comercial de Arcoverde – ACA, às 8h, no Buffet Arte de Fazer, localizado na Rua Manoel Soares de Melo, 80, São Miguel.
A proposta do encontro empresarial é encontrar soluções para o enfrentamento da crise econômica que assola o país neste momento e que tem tido um reflexo direto no comércio de Arcoverde.
O Sebrae e Agentes de Desenvolvimento do município promovem um painel de debates, com o tema “Alternativas para o desenvolvimento local”. Participam do evento representantes do Sesc, Senac, Sebrae, gerentes de bancos, CDL, sindicados e empresários. A prefeita Madalena Britto e o vice Wellington Araújo confirmaram presença.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), esteve em Serra Talhada neste domingo (30) para um encontro com a prefeita Márcia Conrado (PT). A reunião aconteceu na casa da petista e contou com a presença de lideranças do Solidariedade, incluindo Waldir Tenório, a vereadora Juliana Tenório, Marília Arras, presidente estadual do Solidariedade, e Breno Araújo, […]
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), esteve em Serra Talhada neste domingo (30) para um encontro com a prefeita Márcia Conrado (PT).
A reunião aconteceu na casa da petista e contou com a presença de lideranças do Solidariedade, incluindo Waldir Tenório, a vereadora Juliana Tenório, Marília Arras, presidente estadual do Solidariedade, e Breno Araújo, presidente do PSB em Serra Talhada e esposo da prefeita.
Segundo o Blog Júnior Campos, encontro simboliza a mudança de palanque de Márcia Conrado, que até recentemente mantinha uma aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD).
A reaproximação com João Campos e o PSB evidencia um novo posicionamento político da prefeita, que se distanciou de Raquel após movimentos estratégicos do governo estadual que favoreceram seu principal adversário na cidade, Luciano Duque (SD).
Em 2022, Márcia apoiou Danilo Cabral no primeiro turno e a tucana Raquel Lyra no segundo. Ultimamente, tem dito que vai seguir o PT, que tende a apoiar a candidatura do PSB.
Campos destacou o encontro. “Visita à amiga prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado. Uma gestora muito competente e que faz um grande trabalho. Muito obrigado, Márcia Conrado, pela recepção e pelo carinho!”
Com mais 5.526 novas vagas preenchidas no período, o Estado acumula mais de 72 mil novos postos de trabalho no ano. Número é 19,5% superior ao mesmo mês do ano passado Pernambuco segue se destacando na criação de vagas formais de emprego no Nordeste. Segundo os dados do Novo Caged, divulgados na manhã desta sexta-feira […]
Com mais 5.526 novas vagas preenchidas no período, o Estado acumula mais de 72 mil novos postos de trabalho no ano. Número é 19,5% superior ao mesmo mês do ano passado
Pernambuco segue se destacando na criação de vagas formais de emprego no Nordeste. Segundo os dados do Novo Caged, divulgados na manhã desta sexta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, entre admissões e desligamentos, o Estado somou 5.526 vagas de trabalho preenchidas em novembro, ou seja, 8,9% a mais do que em outubro passado (5.076). Com esse resultado, Pernambuco ficou na segunda posição no Nordeste, atrás apenas da Bahia (7.191), após três meses liderando a geração de empregos na região.
Este é o sétimo mês consecutivo de alta no número de carteiras assinadas no Estado. No acumulado de 2024, o saldo de empregos chegou a 72.451 contratações. Esse valor é 19,5% maior do que o contabilizado no mesmo período (janeiro a novembro) de 2023, que foi de 60.595 novos postos. “Para mim, é de uma alegria imensa chegar ao fim de 2024 celebrando a geração de tantas oportunidades para os pernambucanos e pernambucanas. Emprego é dignidade, é comida na mesa, é mais saúde e menos miséria no nosso Estado. Nossa meta é, em 2025, possibilitar que ainda mais pessoas tenham acesso à tão sonhada carteira assinada. Esse é apenas o começo do nosso trabalho”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
E os dados positivos não param por aí. Desde o início do governo Raquel Lyra, o Estado já soma 123.793 empregos formais com carteira assinada gerados. Amanda Aires, secretária de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, comemora os resultados conquistados. “Os resultados do Novo Caged foram, mais uma vez, bem satisfatórios para Pernambuco. Eles mostram que seguimos numa escalada de crescimento importante na geração de empregos e, consequentemente, com mais oportunidades para a população. Só para se ter ideia, até o momento, dos onze meses de 2024, nós crescemos em dez. Isso é fruto do investimento do governo para o desenvolvimento do Estado”, disse.
Outro dado positivo do Novo Caged para Pernambuco está no recorte por gênero. Das novas carteiras assinadas no último mês de novembro, 59% são de mulheres (3.261), enquanto 41% foram de homens (2.265). No acumulado do ano, foram 35.437 postos preenchidos pela população feminina. Já o público masculino teve 1.577 vagas ocupadas a mais.
SETORES – Como esperado, pelas festas de fim de ano, comércio (4.243 vagas) e serviços (2.172) foram os setores que impulsionaram a geração de empregos. Dentro do comércio, o destaque foi o varejo, com 3.829 postos. Já o setor de serviços foi puxado por Atividades administrativas (+569) e profissionais, científicas e técnicas (+293); Alimentação – Restaurantes e Outros serviços de alimentação e bebidas (+547) e Transportes (+647), entre outros. A indústria também teve crescimento, com 400 vagas preenchidas. Por outro lado, dois setores puxaram os números para baixo. A construção civil (-59) e a agropecuária (-1.228). Esse último também já era esperado pela entressafra e a sazonalidade do cultivo da uva e da manga.
NOVO CAGED – O Novo Caged é um método de geração de estatísticas do emprego formal que capta informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) e do sistema Empregador Web. A partir dos dados reunidos, é possível calcular a subtração entre o número de admissões e o de demissões ocorridas em um determinado período, obtendo-se o saldo (positivo ou negativo) de postos de trabalho formal.
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